Dois homens vestidos com terno e gravata, armados com revólveres, invadiram e roubaram hoje um posto avançado do Banco Bradesco que fica no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília. Na entrada do QG é preciso se identificar na guarita, tirar uma foto para o sistema de identificação de visitantes, apresentar carteira de identidade. Os visitantes recebem um crachá de identificação
Os assaltantes chegaram de carro ao prédio do QG. Durante o assalto eles usavam crachá, mas não foram identificados entre as pessoas que integravam a lista de visistantes. O QG mantém 32 câmaras que vigiam o local, considerado dos mais protegidos de Brasília. Isso, porém, não intimidou os assaltantes.
Os assaltantes chegaram antes da agência abrir e fizeram refém o gerente do banco. De acordo com informações, foram roubados R$ 8 mil do posto bancário. Para os militares, é possível que os assaltantes tenham tido a ajuda de alguém de dentro do quartel, já que tinham informações sobre a rotina do gerente. Depois de invadir a agência, o gerente foi deixado amarrado. Um general entrou depois que os homens já haviam deixado o local e acionou o alarme sonoro. Iniciou-se, então, uma grande operação de busca, que não teve sucesso. Os militares fecharam o prédio e os 5 mil funcionários saíram do local, enquanto era feita uma varredura em busca dos assaltantes. A Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga o caso, ainda não localizou os assaltantes. Dos cinco bancos localizados no QG do Exército, só o posto do Bradesco fica no subsolo. Os outros ficam no 1ª andar.
Do assalto ficaram algumas lições: O sistema de segurança mantido no Qg não suspeita de homens vestidos com terno e gravata, e apesar de muito gente pensar o contrário, nem todos os ladrôes de Brasília viajam na sexta feira.


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