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16 de junho de 2010

BRASIL ESTREIA COM VITÓRIA E LIDERA GRUPO G


Começou com vitória a caminhada brasileira rumo ao hexacampeonato mundial na África do Sul. Ainda que o futebol da seleção não tenha sido brilhante e envolvente como gostaria a torcida, o Brasil superou a ansiedade da estreia e não teve grandes dificuldades para derrotar a Coreia do Norte por 2 x 1, ontem, no Estádio Ellis Park, e assumir a liderança do Grupo G, beneficiado pelo empate por 0 x 0 entre Costa do Marfim e Portugal.
O resultado manteve a sequência de vitórias brasileiras em estreia em Copas do Mundo. Agora são oito, mas nenhuma delas por goleada. O gol de Maicon, que abriu o placar, quebrou dois tabus. Desde 1954, com Djalma Santos, um camisa 2 da Seleção não marcava em Mundiais e desde 1986, com Josimar, um lateral-direito brasileiro não balançava as redes adversárias.
Desde o início, o Brasil dominou a partida e manteve a posse de bola. Com boa movimentação pelo meio e usando bem as duas laterais, a equipe brasileira chegava tranquilamente à área adversária.O atacante Robinho, num dos primeiros lances, mostrou sua habilidade para superar a marcação.
Se chegava bem até a área coreana, a Seleção Brasileira, no entanto, não conseguia penetrar com a bola dominada, já que duas linhas de quatro defensores protegiam o gol de Ri Myong Guk. A solução, então, foi tentar chutes de média distância. O armador Elano, da entrada da área, arriscou um que saiu por cima. Em outra tentativa, Maicon obrigou o goleiro a espalmar para fora.
Ofensivamente, a Coreia do Norte também não era ameaçava. Em algumas oportunidades, com muita velocidade, chegava à defesa brasileira, mas sem levar preocupação ao goleiro Júlio César. Apesar do domínio brasileiro, no entanto, a situação não se alterou. Mesmo com maior posse de bola e controle total da partida (foram 66% x 34% no primeiro tempo), a equipe do técnico Dunga não conseguiu abrir o placar antes do intervalo.
A pressão aumentou no início do segundo tempo. Na primeira chance, Michel Bastos, que havia arriscado algumas finalizações na etapa inicial, cobrou, com perigo, falta sofrida por Kaká, próxima à meia-lua. Depois, foi Robinho quem deu um belo chute. Finalmente o placar foi aberto, aos 10 minutos, com Maicon. Após o gol, a Coreia do Norte adiantou sua marcação e facilitou o jogo para a Seleção Brasileira, que ampliou aos 26 minutos, com um belo gol de Elano. Nos minutos finais, a Coreia se empolgou e até conseguiu diminuir aos 43. Mas a vitória na estreia já estava garantida para a equipe de Dunga, completando a festa dos torcedores brasileiros no Ellis Park
Equipes: Brasil: Julio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká (Nilmar); Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga. Coreia do Norte: Ry Myong-Guk; Cha Jong-Hyok, Pak Chol-Jin, Pak Nam-Chol, Ri Jun-Il e Ri Kwang-Chon; An Yong-Hak, Mun In-Guk (Kim Kum-Il) e Ji Yun-Nam; Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se. Gols: Maicon aos 10 minutos e Elano, aos 26 minutos do segundo tempo.Técnico: Kim Jong-Hun. Árbitro: Viktor Cassai (Hungria)
O técnico Kim Jong-hun que ficara de boca fechada e sempre evitou contato com os jornalistas depois da estreia, soltou o verbo e mandou a modéstia para escanteio, na entrevista coletiva obrigatória..
- "Meu time merecia melhor sorte", afirmou o treinador, sem rodeios, "Poderíamos ter obtido pelo menos o empate."

15 de junho de 2010

A ESTRÉIA DA SELEÇÃO



A Seleção brasileira estréia hoje, às 15h30, contra a Coreia do Norte. É o início da jornada, da epopéia na África do Sul em busca do sexto título mundial. O time de Dunga está longe da unanimidade, mas vai reproduzir em campo os grandes momentos do futebol brasileiro, a mística da camisa amarela. Isso levará toda a nação, mais uma vez, manifestar a insuperável paixão pelo futebol.


A Coreia do Norte é a seleção com a pior posição no ranking da Fifa entre as 32 participantes da Copa do Mundo. Está na 105º colocação. Os asiáticos realizaram treinos fechados e seus jogadores não dão entrevistas e nenhum deles joga fora do país. É um mistério o futebo da Coreia do Norte.
Dunga conseguiu alguns vídeos de jogos da equipe asiática. O material foi exibido para os jogadores. Demonstrou os pontos fortes e alguns pontos fracos que eles têm. É em um adversário fechado, com todos os jogadores posicionados no campo de defesa. Não vai jogar de igual para igual, vai segurar um pouco. Dunga espera que o Brasil encontre um espaço para jogar como a gente gosta, com velocidade. E faça uma boa estreia.


- Dunga adverte, se a Coreia do Norte está na Copa do Mundo é porque tem as suas qualidades. Dunga estudou o estilo de jogo do adversário. Esclareceu bastante sobre a equipe da Coreia do Norte. A seleção brasileira está bem têm preparado. E bem preparado não só para um jogo contra a Coreia, mas também para a Copa do Mundo.
A Coreia joga muito fechada, em bloco. Principalmente com muitos jogadores concentrados no meio-campo. E gostam muito da bola diagonal. Do defensor para o atacante. E é uma equipe que sai para o ataque muito rápido porque isso é típico das equipes como Japão, Coreia, China. De países que têm muitos jogadores rápidos - disse Josué.
Kaká, Lucio, Robinho e outros, sob o comando do técnico Dunga têm a missão de expressar nas quatro linhas o sentimento de 190 milhões de brasileiros que esperam o HEXA
 


 

11 de junho de 2010

LUÍS FABIANO PROMETE FIM DO JEJUM

VEJA

O principal responsável por marcar gols pela seleção brasileira chega à Copa do Mundo com uma cobrança maior. Afinal, Luís Fabiano reconheceu nesta sexta-feira que está incomodado com a série de cinco jogos sem balançar as redes defendendo a camisa verde e amarela.

"Realmente estou passando por um jejum, mas, para quem tem fome de gols, isso não vai atrapalhar em nada. Estou bem tranquilo. Nos dois últimos amistosos, o objetivo era outro, apesar de marcar gol ser importante. Eu queria ver como me sentia depois da lesão. O importante mesmo é a seleção ganhar o jogo e começar bem, com o pé direito", afirmou o atleta, que tem confiança em desencantar na África do Sul.

"Não é a primeira e nem será a última vez que vou passar um tempo sem fazer gols, mas tenho tudo para marcar na Copa do Mundo. Depois do primeiro, sairão vários outros", confia.

A última vez em que Luís Fabiano deixou sua marca foi no triunfo por 3 a 1 sobre a Argentina, em 5 de setembro do ano passado. De lá para cá, o centroavante atuou nos compromissos diante de Venezuela, Omã, Inglaterra, Zimbábue e Tanzânia, mas não anotou tentos.

Depois de superar problemas musculares que atrapalharam seu fim de temporada europeia, o camisa 9 do Brasil acredita que está em condições de provar seu poder de fogo na Copa do Mundo.

"Sinceramente, estou totalmente recuperado e muito feliz pelo trabalho feito pelos fisioterapeutas (Luiz) Rosan e Odir (Cunha). Agora, é a hora da verdade e vou mostrar que realmente estou bem, vou jogar como antes e mostrar que estou totalmente recuperado", afirmou.

Enquanto aguarda a estreia do Brasil na Copa do Mundo, na terça-feira, o ex-são-paulino aposta em um passatempo para tentar controlar a ansiedade em acabar logo com o jejum.

"É chato viu, mas é normal. É uma coisa que incomoda até no treino, mas não faço nada de especial, apenas insisto, nos treinos e nos jogos. Uma hora ela vai entrar. Fico vendo DVD de gols meus para matar a saudades", finalizou.



12 de maio de 2010

SP APROVA SELEÇÃO DE DUNGA


Paulistanos dão aval aos convocados de Dunga

Folha de S. Paulo - 12/05/2010

Para 57% dos entrevistados pelo Datafolha, escolha do treinador é ótima ou boa

Ronaldinho, Ganso e Neymar são as ausências mais sentidas; 42% acham que as boas relações com os atletas balizaram a lista do técnico

DA REPORTAGEM LOCAL

Mesmo sem Ganso, Neymar e Ronaldinho, a lista de 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga tem aval da maioria dos paulistanos. É o que aponta a pesquisa Datafolha realizada ontem na cidade de São Paulo, logo após o anúncio dos eleitos para a Copa da África do Sul.

Dos 658 entrevistados pelo instituto, 57% consideraram ótima ou boa a relação do treinador. Para 29%, a lista é regular, e apenas 8% a definiram como ruim ou péssima. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quanto mais interesse os paulistanos têm por futebol, menor é a aprovação às escolhas de Dunga. Ainda assim, o número é alto entre esses boleiros: o índice de ótimo/ bom é de 46%, o de regular, em 35%, e o de ruim/péssimo, em 17%.

Com 61% de ótimo/bom, os são-paulinos se mostraram os mais satisfeitos com o técnico.

Os torcedores do Santos foram um pouco mais críticos, com 53% de ótimo/bom, 28% de regular e 16% de ruim/péssimo. Essa insatisfação ligeiramente maior dos santistas reflete a ausência na Copa dos dois principais jogadores do time, o meia Ganso e o atacante Neymar.

Ao lado de Ronaldinho, do Milan, os dois lideram a lista dos jogadores "injustiçados" por Dunga. Na avaliação dos paulistanos, Ronaldinho e Ganso, com 17% cada um, e Neymar, com 16%, mereciam um lugar entre os 23 convocados.

O apreço por Ganso dispara entre os mais ricos (39% dos que ganham mais de dez salários mínimos) e entre os mais escolarizados (29% dos que têm nível superior). O coro por Ronaldinho sobe um pouco entre os mais jovens (22% dos que têm de 16 a 24 anos).

Mesmo longe da melhor forma, o corintiano Ronaldo, maior artilheiro da história das Copas, foi lembrado por 11% do total, e seu colega de clube Roberto Carlos, por 5%. Entre boleiros, só 5% querem Ronaldo.

Se estivessem no comando da seleção, 12% dos entrevistados não levariam o atacante Grafite. O ex-são-paulino, hoje no alemão Wolfsburg, foi o mais citado entre quem Dunga não deveria levar. O goleiro Doni, reserva na Roma, e o atacante Nilmar, do Villarreal, tiveram 5% e 4%, respectivamente.

Kaká é apontado como o jogador que será o destaque do Brasil na Copa por 31% dos paulistanos. A seguir vêm Robinho, com 25%, e Luis Fabiano, com 7%. Entre os boleiros, no entanto, Kaká cai para 25%, enquanto Robinho vai a 27%, e Luis Fabiano sobe para 15%.

O futebol é um detalhe
Os paulistanos também opinaram sobre os critérios do técnico na convocação de ontem. Para 42%, na hora de escolher, Dunga priorizou seu bom relacionamento com os jogadores. Para 26%, a boa disciplina foi fundamental para o treinador, enquanto só 22% acham que ele colocou em primeiro lugar a fase atual dos atletas.

Entre os boleiros, sobe para 55% os que acreditam que os laços construídos por Dunga com sua "família" foram mais importantes do que o desempenho recente dos jogadores dentro de campo, fator apontado como o principal por só 16%.

28 de junho de 2009

BRASIL CAMPEÃO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES, COM VITÓRIA DE VIRADA

Foi um jogo dramático mas com muita raça e determinação, o Brasil conseguiu derrubar a sólida defesa aramada pelo técnico Bob Bradley dos Estados Unidos e venceu o ferrolho defensivo armado pela zebra da competição.
A equipe dos Estados Unidos surpreendeu a seleção verde-amarela e terminou o primeiro tempo com a vantagem tempo 2 a 0 no placar.
No início do segundo tempo, no primeiro lance da partida, Luís Fabiano não teve clemência e marcou com raro oportunismo. O camisa 9 empatou a final da Copa das Confederações com dois gols. Depois, o capitão Lúcio usou a cabeça e o coração para fazer 3 a 2 sobre os norte-americanos, que venciam por 2 a 0 no intervalo, com gols de Clint Dempsey aos 9 minutos de jogo e Landon Donovan, aos 25.
A reação foi construída toda no segundo tempo: dois de Luís Fabiano, o primeiro a 1 minuto e o segundo, aos 30. Aos 40, Lúcio fechou o placar e consolidou a virada. Antes, houve um ataque do Brasil, em que apesar da bola ter entrado, o gol não foi validado pelo árbitro.
Foi uma conquista superando muitas dificuldades, com uma duas vitórias sobre os norte-americanos. O Brasil conquistou o tricampeonato na Copa das Confederações, depois dos títulos de 1997 e 2005. A seleção de Dunga levantou a taça após vitórias por 4 a 3 sobre o Egito, dois placares de 3 a (sobre EUA e Itália) e dois triunfos dramáticos: 1 a 0 sobre a África do Sul e 3 a 2 na revanche contra a zebra.
O Brasil enfrentou verdadeiro cadeado que trancava a passagem da seleção canarinho, logo após o árbitro Martin Hansson autorizar o início da decisão das Copa das Confederações. Com sete jogadores de branco bloqueando o meio-de-campo, a equipe brasikleira encontrava enorme dificuldade para ganhar espaço no gramado.
A única saída para o Brasil driblar esse ferrolho era acelerar a velocidade do passe e do ataque, especialmente pelas laterais. Pela direita, Maicon era quem mais se destacava, mas não vinha conseguindo direcionar os cruzamentos para os parceiros de amarelo. Gigante, o zagueiro Oguchi Onyewu atraía a bola para sua cabeça e com ela afastava o perigo que rondava o gol defendido por Tim Howard.
Tranquilos na defesa, os norte-americanos ensinaram para o Brasil como deveria ser feito. Em uma jogada rápida pela direita aos 9 minutos, o lateral Jonathan Spector acertou um cruzamento para Clint Dempsey. O meio-campista se antecipou à marcação e desviou. Não acertou em cheio, mas o toque foi suficiente para jogar a bola longe do alcande de Júlio César. O goleiro brasileiro se estirou todo, mas apenas o pescoço e os olhos esticados alcançaram visualmente a bola, que morreu nas redes.
O Brasil aprendeu: se o meio estava bloqueado, as alas eram as alternativas. E as laterais do gramado permitiram duas boas jogadas: uma com Robinho pela esquerda e outra com Maicon, após receber passe de calcanhar de Kaká. Mas Howard era a segunda barreira a ser vencida.
Aos 25 minutos, o Brasil foi com tudo para o ataque em uma cobrança de escanteio. Maicon pegou mal na bola, que atravessou toda a grande área e caiu nos pés da zaga norte-americana. O meio-campo, agora, estava aberto: contra-ataque, 2 contra 2. Era a chave que os Estados Unidos precisavam para complicar e muito a situação brasileira. Charlie Davies disparou pela direita e rolou para a meia-lua, de onde Landon Donovan driblou Ramires e bateu firme, cruzado. Júlio César, de novo, nada pôde fazer.
A essa altura, os Estados Unidos se fecharam ainda mais. A seleção brasileira tinha vários problemas para sair jogando até mesmo em seu campo de defesa. Eram 11 marcadores vestidos de branco. Apenas jogadas com chutes de muito longe ou velocidade pelas laterais davam um alento. Howard fazia questão de frustrar todos os ataques, com um excelente posicionamento.
Foram precisos 15 minutos para o Brasil se reestruturar. Depois que a bola rolou no segundo tempo, o que não foi feito em 45 minutos saiu em 30 segundos. Jogada rápida pela direita, Maicon encontrou Luís Fabiano na área. O camisa 9 girou sobre a marcação de Jay DeMerit e bateu firme e forte, rasteiro: gol brasileiro. A vantagem das zebras diminuía para 2 a 1. A velocidade do lance impediu que a barreira branca se formasse.
Por uma vez em uma hora de jogo, o Brasil conseguiu acertar jogadas aéreas aos 13. Após cobrança de escanteio, Lúcio cabeceou firme e Howard espalmou. Dois minutos depois, Kaká cabeceou no travessão e Howard tira a bola de dentro do gol. Os auxiliares não viram o gol que daria o empate ao Brasil.
Uma grande chance apareceu para Luís Fabiano aos 25 minutos do primeiro tempo. O capitão Lúcio saiu da defesa, avançou ao ataque e lançou o camisa 9, que foi parado pela muralha Howard na hora do chute. Aos 30, porém, o Fabuloso conseguiu empatar. Depois de Robinho desviar cruzamento no travessão, o centroavante apareceu na pequena área para igualar o marcador.
O gol que selou o tricampeonato do Brasil nas Confederações surgiu aos 40 minutos. Elano bateu escanteio da direita e encontrou a cabeça de Lúcio, que finalizou com força para fechar a partida.
Na cerimônia final de encerramento do espetáculo, o capitão Lúcio ergueu a taça sob os aplausos de todos os presentes, enquanto Luiz Fabiano foi o Artilheiro da Copa com 4 gols, e Kakã foi eleito o melhor jogador da competição.