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26 de setembro de 2009

AS ETAPAS DA SUCESSÃO

VILLAS-BOAS-CORRÊA


NO JORNAL DO BRASIL

Com a ausência do presidente Lula, entregue aos muitos compromissos de líder internacional e patrono de Honduras, a crise do escândalo do Congresso avança nos cofres da Viúva em estripulias como a decisão da Mesa Diretora do Senado que, com o descaro de legislar em causa própria, autorizou os seus ilustres e endinheirados membros e os 11 líderes partidários a designar três funcionários comissionados para os respectivos escritórios políticos, em suas bases eleitorais. Cada um, enriquecido com dois assessores técnicos de coisa nenhuma, com salários de R$ 9.900 e um secretário legislativo, com R$ 7.600 mensais para trabalhar na campanha, atendendo eleitores, cavando votos com a gana de quem também cuida dos próprios interesses, pois eleito o chefe terão a mamata garantida, com os reajustes da gratidão.
O miniescândalo foi justificado pela Mesa Diretora com a alegação de que todos os líderes partidários, sem exceção, haviam solicitado o pequeno obséquio para facilitar a reeleição de senadores, inclusive dos senadores de garupa, que nunca viram a cor de um voto e agora terão que correr atrás dos eleitores. E numa temporada em que a ousadia pode custar uma chuva de pedras.
Nem todos os líderes ficaram mudos. Poucos protestaram, alegando que não foram consultados nem concordam com uma decisão que não tem amparo legal. O senador José Agripino (RN), líder do DEM, estrilou: “Não fui consultado e não concordo”.
Um tom abaixo, o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT, alegou que não foi consultado sobre o assunto.
E, para fechar a ciranda, cirandinha, o líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES), ficou entre a malícia e a ingenuidade: “Acho que esse é um assunto que pode parecer que estamos dando passos atrás”. Acha, senador? O que preciso é para que acredite? Mas, vá lá. A campanha ainda não começou para valer, embora as preliminares sejam decisivas para a montagem das chapas, as alianças partidárias e as amiudadas pesquisas que sinalizam as tendências do eleitorado.
Junho é o mês das convenções. A propaganda eleitoral nas emissoras de rádio e nas redes de TV começa em 15 de agosto. E mais a intensa participação da internet. É quando a campanha incendeia até as eleições, em 3 de outubro.
E esta é uma campanha que reserva surpresas, pois nada está decidido. A referência para a especulação é o presidente Lula, que seria o favorito absoluto no caso do terceiro mandato que morreu na praia, com a sua coerente recusa. E daí em seguinte, com os muitos escândalos em que se enroscou como arame farpado enferrujado em esteio de cerca – do caixa 2 com dinheiro escuso para financiar a campanha de candidatos do partido ao mensalão - o Partido dos Trabalhadores perdeu pontos no respeito do presidente. Na hora de escolher candidato, o PT nem tinha um favorito destacado, e a lista dos possíveis era francamente decepcionante.
Lula foi para o tudo ou nada escolhendo, à revelia do PT, a ministra Dilma Rousseff, chefe do Gabinete Civil e com escassa experiência política. E a ministra caminha em sinuosa linha de contradições que, se adivinhadas por Lula, não correria o risco que ainda causa a apreensão do câncer linfático. Submetida com rigor espartano à quimioterapia, com a série de sessões que a obrigavam a viagens quinzenais a São Paulo, dona Dilma pode comemorar a cura com 90% de êxito absoluto e os 10% da cautela dos especialistas.
Mas a candidata e o seu patrono têm cometido erros primários e evitáveis, com a mistificação das viagens pelo país a pretexto de acompanhar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o apêndice do Minha Casa Minha Vida, com a promessa da construção de 1 milhão de moradias populares sem data para a inauguração da milionésima residência. Mas são duas poderosas alavancas de voto, ajudadas pelo Bolsa Escola, o Bolsa Família, o Bolsa Educação e outros programas que atendem às urgentes necessidades fundamentais da imensa mancha da extrema pobreza em todo o país, das favelas nas grandes cidades aos barracos pendurados nos morros do interior.
Não teremos que esperar muito. A campanha para valer não demora a separar o joio dos aventureiros do trigo que o diabo não amassou.

23 de setembro de 2009

BOLA FORA: ROMÁRIO DE FILIA AO PSB E SE DIZ TUCANO

Gafe: ao se filiar ao PSB, Romário se diz tucano


Romário se filia ao PSB e erra sigla


Romário chegou uma hora e meia atrasado ao evento anunciado para sua filiação ao PSB. O ato realizado, num hotel do centro do Rio, foi marcado por uma gafe cometida pelo ex-atacante da seleção brasileira. Além de chegar atrasado, Romário marcou um gol contra, pois ao agradecer o convite, disse que estava feliz por ingressar no “PSDB, um partido sério” para ajudar as crianças carentes do Rio.
Diante da reação ruidosa da plateia, composta por militantes do PSB espremidos num auditório acanhado, teve de ser rápido para desfazer o mal-entendido:
- “Desculpe, desculpe, quis dizer PSB.Até hoje de manhã estava em dúvida [sobre a qual partido deveria me filiar”, brincou o “Peixe”
Romário, que deve ser candidato a deputado federal, prometeu empenho para incentivar projetos que impeçam os jovens de deixar precocemente a escola:
– Sou nascido numa favela e fui criado na Vila da Penha. Sei que nossas crianças precisam de educação e é com elas que quero assumir um compromisso.
Outro ex-jogador de futebol a entrar para política é Edmundo, também ex-craque da seleção brasileira e artilheiro de times como Vasco e Palmeiras. Edmundo resolveu formalizar sua filiação ao PP do Rio. Ele deve se candidatar a deputado estadual.A filiação de Romário e Edmundo faz parte de uma série de adesões de ex-atletas à política. Na manhã da terça-feira, o ex-boxeador e campeão mundial de boxe Acelino "Popó" Freitas também assinou sua ficha de filiação, mas pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), legenda do vice-presidente da República, José Alencar.

3 de agosto de 2009

DELÚBIO CONVERSA COM LULA SOBRE SEU FUTURO POLÍTICO

POR JOÃO DOMINGUES


O ESTADO DE SÃO PAULO - 03/08/2009


O sonho do pivô do escândalo do mensalão é disputar uma cadeira de deputado federal

O ex-tesoureiro do PT
Delúbio Soares, um dos pivôs do escândalo do mensalão, em 2005 - responsável pelo maior desgaste político do primeiro governo de Lula -, teria passado o último fim de semana na Granja do Torto, em Brasília, na companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na visita, Delúbio teria dito a Lula que pretende concorrer a uma vaga de deputado federal por Goiás, de acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal O Popular, de Goiânia.
Como foi rejeitado pelo PT, de onde havia sido expulso e para onde tentou voltar, sem sucesso, a tendência é de Delúbio filiar-se ao PT do B, que tem dois deputados estaduais.
Delúbio chegou a sondar o PMDB, mas foi informado de que o partido não deverá aceitá-lo, visto que não se dá com o diretório municipal de Buriti Alegre (a cerca de 180 quilômetros ao sul de Goiânia), onde tem domicílio eleitoral.
Quando era do PT, Delúbio teve sérias disputas com os peemedebistas de sua cidade natal e eles anunciaram que jamais o aceitariam como companheiro.
Enquanto não encontra um partido, o ex-tesoureiro está reformulando o blog Companheiro Delúbio - cujo conteúdo era voltado exclusivamente para sua tentativa de reingressar no PT. No novo formato, a página na internet deverá abordar temas sociais.
Ele planeja, ainda, criar uma Organização Não-Governamental (ONG) e uma publicação onde faria a defesa das acusações de que foi o articulador do esquema do mensalão, juntamente com o empresário Marcos Valério.
Por causa do mensalão, o ex-tesoureiro foi expulso do PT em outubro de 2005. Tentou voltar em maio deste ano, mas desistiu ao perceber que o pedido de reintegração seria derrotado. Em reunião do Diretório Nacional, ele chegou a fazer um discurso, no qual, em tom emocionado, afirmou nunca ter realizado nada sem o consentimento da sigla.
RELAÇÃO COM LULA
Reservado, Delúbio não comentou o teor das conversas com o presidente Lula na Granja do Torto. Pessoas que o encontraram disseram que saiu do local mais empolgado com a ideia de se candidatar a deputado federal.
Lula deve visitar Goiânia e Anápolis (a cerca de 50 quilômetros da capital) no dia 13, mas não deve se encontrar com Delúbio. Ele teria dito às pessoas com as quais conversou que desistiu do encontro porque não quer causar constrangimento ao presidente.
Delúbio foi um dos articuladores da aliança PMDB-PT na disputa pela prefeitura de Goiânia que reelegeu Iris Rezende (PMDB) prefeito em 2008. O vice, Paulo Garcia (PT) é um político próximo ao ex-tesoureiro

17 de maio de 2009

PSDB NEGA COMPOSIÇÃO DE "CHAPÃO" COM SERRA E AÉCIO

O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, negou na tarde deste domingo que o partido já teria definido uma chapa, encabeçada pelo governador paulista, José Serra, com o governador mineiro, Aécio Neves, que a legenda tucana apresentaria nas eleições presidenciais de 2010.
De acordo com senador tucano, está mantida a iniciativa de realização de prévias dentro dos quadros do PSDB para decidir qual nome irá enfrentar o candidato à presidência da República da situação, provavelmente a ministra, Dilma Roussef.
Dentro do PSDB, postulam a indicação do partido os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.
Questionado sobre a possibilidade de Aécio se tornar vice de Serra na disputa do próximo ano, conforme notícia veiculada neste domingo, Guerra disse que ainda não há definição sobre essa possibilidade e voltou a afirmar que prévias internas na legenda devem ser feitas em janeiro ou fevereiro do próximo ano.
"Não há nenhuma composição hoje sobre isso neste momento", disse Guerra