O PSB já entregou a fatura e cobra o preço para retirada da candidatura de Ciro Gomes e adesão à candidatura da petista Dilma Rousseff. O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reuniu-se ontem pela manhã, por mais de duas horas, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando entregou a lista de pleitos do PSB. Na saída, ao deixar o Palácio da Alvorada, disse que Ciro terá que aceitar decisão do partido.
O preço: o apoio do PT nos Estados. Os socialistas querem que o PT libere partidos da base aliada, como o PR e o PC do B, para apoiar candidatos do PSB a governos estaduais.
Entre as reivindicações do PSB trata da situação de São Paulo. O PSB quer que o PT libere o PC do B e o PR para apoiar seu candidato a governador, o empresário Paulo Skaf. No Espírito Santo e no Rio Grande do Sul também querem que o PT autorize o PC do B para apoiar seus candidatos ao governo do Estado - o senador Renato Casagrande e o deputado Beto Albuquerque, respectivamente.
Palanque. Ao mesmo tempo, a cúpula do PSB defende a tese de que nesses três Estados Dilma tenha palanque duplo. Ou seja, que ela e Lula também façam campanha para os candidatos do PSB e não só para os petistas. O PSB quer ainda garantia de “neutralidade” na Paraíba. O ex-prefeito Ricardo Coutinho é candidato ao governo do Estado, mas o PT decidiu apoiar a reeleição do governador José Maranhão (PMDB).
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24 de abril de 2010
25 de outubro de 2009
EFEITO COLATERAL DA ALIANÇA ENTRE PT E PMDB
O acordo político que selou a aliança PT/PMDB obrigará alguns petistas a rever as metas eleitorais para o pleito de 2010. Selado o acordo que confirmou o noivado com o PMDB, o PT vai para o altar de sacrifícios para garantir que nada saia errado na aliança que tem o objetivo de fazer a sucessão do presidente Lula.
Estão na mira os seguintes petistas: o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, que sonha se lançar ao governo do Rio de Janeiro. Ele será convidado gentilmente a retirar o “cavalo da chuva” e apoiar o governador peemedebista Sérgio Cabral. O estado é considerado fundamental na hora da Convenção Nacional do PMDB, marcada para o ano que vem.
Outro que está com os dias contados é o ex-governador do Mato Grosso do Sul Zeca do PT, que será instado a apoiar o adversário (quase inimigo político) André Puccinelli (PMDB), atual mandatário do estado. O esforço é aproveitar o momento de crescimento da candidatura da ministra para não jogá-lo no colo dos tucanos.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já alertou que dificilmente seus correligionários gaúchos apoiarão a candidatura da ministra Dilma. Ele citou os exemplos do senador Pedro Simon, do deputado Eliseu Padilha e do ex-governador Germano Rigotto. “Lá não adianta, teremos dois palanques”, sentenciou um deputado petista que participou do encontro da noite de terça-feira.
Estão na mira os seguintes petistas: o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, que sonha se lançar ao governo do Rio de Janeiro. Ele será convidado gentilmente a retirar o “cavalo da chuva” e apoiar o governador peemedebista Sérgio Cabral. O estado é considerado fundamental na hora da Convenção Nacional do PMDB, marcada para o ano que vem.
Outro que está com os dias contados é o ex-governador do Mato Grosso do Sul Zeca do PT, que será instado a apoiar o adversário (quase inimigo político) André Puccinelli (PMDB), atual mandatário do estado. O esforço é aproveitar o momento de crescimento da candidatura da ministra para não jogá-lo no colo dos tucanos.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já alertou que dificilmente seus correligionários gaúchos apoiarão a candidatura da ministra Dilma. Ele citou os exemplos do senador Pedro Simon, do deputado Eliseu Padilha e do ex-governador Germano Rigotto. “Lá não adianta, teremos dois palanques”, sentenciou um deputado petista que participou do encontro da noite de terça-feira.
Geddel quer apoio de Lula e Dilma contra o PT
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, simboliza os rachas regionais entre PT e PMDB. Candidato ao governo da Bahia em 2010 contra a reeleição do petista Jaques Wagner, Geddel garante, em entrevista ao Estado, que a legenda não vai abandonar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) mesmo que não deslanche nas pesquisas, como desconfiam setores do governo. "Essa postura é imutável, sob pena de perder a respeitabilidade da opinião pública. Se a Dilma não decolar, perde-se a eleição", afirma.
O acordo entre as duas legendas foi fechado na terça-feira. O PMDB vai indicar o vice de Dilma. Geddel garante apoio, mas avisa que, em troca, espera a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra também em seu palanque na Bahia, mesmo que no Estado haja um candidato do PT.
Para ele, as relações pessoais de Wagner com o presidente e a ministra não devem prevalecer sobre os acordos políticos. "Não faço política com faca no pescoço, nem chantagens. Eu quero isso (apoio a Dilma), não estou negociando posições alternativas. Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política."
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, simboliza os rachas regionais entre PT e PMDB. Candidato ao governo da Bahia em 2010 contra a reeleição do petista Jaques Wagner, Geddel garante, em entrevista ao Estado, que a legenda não vai abandonar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) mesmo que não deslanche nas pesquisas, como desconfiam setores do governo. "Essa postura é imutável, sob pena de perder a respeitabilidade da opinião pública. Se a Dilma não decolar, perde-se a eleição", afirma.
O acordo entre as duas legendas foi fechado na terça-feira. O PMDB vai indicar o vice de Dilma. Geddel garante apoio, mas avisa que, em troca, espera a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra também em seu palanque na Bahia, mesmo que no Estado haja um candidato do PT.
Para ele, as relações pessoais de Wagner com o presidente e a ministra não devem prevalecer sobre os acordos políticos. "Não faço política com faca no pescoço, nem chantagens. Eu quero isso (apoio a Dilma), não estou negociando posições alternativas. Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política."
Tensão pré-eleitoral ataca governo e oposição
O quadro de incerteza da sucessão nacional começa a contaminar os palanques regionais, onde a cada dia se acirram mais os conflitos entre caciques locais, seja da base governista ou da oposição. O resultado é a indefinição generalizada nos estados, com negociações sendo adiadas para o ano que vem. Como o PT já mostrou disposição de garantir a todo custo o apoio do PMDB à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, os candidatos petistas serão os mais sacrificados para dar espaço a peemedebistas.
Na base do governo, a principal indefinição é motivada pela possibilidade de mais de uma candidatura aliada, já que o PSB tenta consolidar o nome do deputado e ex-ministro Ciro Gomes. No Ceará, Ciro garante que o palanque do irmão, o governador Cid Gomes (PSB), é só dele. Por isso a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ameaça lançar um candidato e assegurar palanque para Dilma.
Na oposição, o principal nome da disputa presidencial, o governador José Serra (PSDBSP), está sendo pressionado a decidir até janeiro. A demora angustia não só o outro précandidato do PSDB, Aécio Neves (MG), mas tucanos país afora, além de dirigentes e líderes do DEM, principal aliado dos tucanos. Até políticos mais moderados e cautelosos alertam para o risco de a oposição perder o tempo das decisões.
Na base do governo, a principal indefinição é motivada pela possibilidade de mais de uma candidatura aliada, já que o PSB tenta consolidar o nome do deputado e ex-ministro Ciro Gomes. No Ceará, Ciro garante que o palanque do irmão, o governador Cid Gomes (PSB), é só dele. Por isso a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ameaça lançar um candidato e assegurar palanque para Dilma.
Na oposição, o principal nome da disputa presidencial, o governador José Serra (PSDBSP), está sendo pressionado a decidir até janeiro. A demora angustia não só o outro précandidato do PSDB, Aécio Neves (MG), mas tucanos país afora, além de dirigentes e líderes do DEM, principal aliado dos tucanos. Até políticos mais moderados e cautelosos alertam para o risco de a oposição perder o tempo das decisões.
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10 de outubro de 2009
FILIAÇÕES PARTIDÁRIAS "POLITICAMENTE CORRETAS"
As notícias sobre filiação partidária foram as que provocaram mais risos nas últimas semana. O presidente da poderosa Fiesp, Paulo Skaf se filou o PSB, o partido socialista brasileiro. O Skaf será socialista?
Claro que não. Assim entende a ala sindicalista do partido socialista. Eles são contra a filiação de Skaf, e já entraram entrando com uma representação para impedir a filiação. Dizem que ele é representante de patrões, o que é verdade, e portanto contrário aos interesses dos trabalhadores. Os sindicalistas do partido acham também que SKaf como líder empresarial ele patrocinou a "chegada dos neoliberais ao poder".
Os sindicalistas do PSB tem razão, Skaf não é socialista mesmo. Também não é empresário. Para quem não se lembra, ele foi criticado também quando eleito presidente da Fiesp, entidade criada para reunir e ser dirigida por donos e grandes empresas. Skaf não tem empresa.
O que se sabe, é que Skaf vem construindo, na maior cara de pau, uma biografia artificial com a pretensão de ser candidato ao governo de São Paulo. A filiação dele serve apenas para garantir uma desculpa ao Ciro Gomes continuar candidato a presidência.
No caso da representação dos sindicalistas sair bem sucedida, a saída para o Skaf é entrar no PV que virou legenda de aluguel e aceita qualquer um.
Guilherme Leal, dono da Natura, Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, e Roberto Klabin, da Klabin e do SOS Pantanal assinaram a ficha de filiação ao Partido Verde. Essa turma foi para o PV para reforçar a candidatura de Marina Silva pelos verdes. O dono da Natura disse que sua filiação não significa a vice-presidência na chapa de Marina.
Dentro do atual quadro partidário, as filiações podem ser consideradas “politicamente corretas”, e a filição dos novos verdes fará da candidatura de Marina uma candidatura "sustentável".
Claro que não. Assim entende a ala sindicalista do partido socialista. Eles são contra a filiação de Skaf, e já entraram entrando com uma representação para impedir a filiação. Dizem que ele é representante de patrões, o que é verdade, e portanto contrário aos interesses dos trabalhadores. Os sindicalistas do partido acham também que SKaf como líder empresarial ele patrocinou a "chegada dos neoliberais ao poder".
Os sindicalistas do PSB tem razão, Skaf não é socialista mesmo. Também não é empresário. Para quem não se lembra, ele foi criticado também quando eleito presidente da Fiesp, entidade criada para reunir e ser dirigida por donos e grandes empresas. Skaf não tem empresa.
O que se sabe, é que Skaf vem construindo, na maior cara de pau, uma biografia artificial com a pretensão de ser candidato ao governo de São Paulo. A filiação dele serve apenas para garantir uma desculpa ao Ciro Gomes continuar candidato a presidência.
No caso da representação dos sindicalistas sair bem sucedida, a saída para o Skaf é entrar no PV que virou legenda de aluguel e aceita qualquer um.
Guilherme Leal, dono da Natura, Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, e Roberto Klabin, da Klabin e do SOS Pantanal assinaram a ficha de filiação ao Partido Verde. Essa turma foi para o PV para reforçar a candidatura de Marina Silva pelos verdes. O dono da Natura disse que sua filiação não significa a vice-presidência na chapa de Marina.
Dentro do atual quadro partidário, as filiações podem ser consideradas “politicamente corretas”, e a filição dos novos verdes fará da candidatura de Marina uma candidatura "sustentável".
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20 de setembro de 2009
ALIADOS DE LULA ARTICULAM PALNO B
CHRISTIANE SAMARCO e MARCELO DE MORAES
O ESTADO DE S. PAULO - 20/09/2009
O ESTADO DE S. PAULO - 20/09/2009
Líderes do PMDB, PSB, PDT e PT não escondem preocupação com fraco desempenho de Dilma nas pesquisas
Os principais aliados do sonho eleitoral do presidente Lula - de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora - estão com ele e até se digladiam nos bastidores pelo posto de vice na chapa presidencial. Ao mesmo tempo, líderes do PMDB, do PSB, do PDT e até do PT não escondem a preocupação com o fraco desempenho da candidata Dilma nas pesquisas de intenção de voto e já articulam um plano B.
O PMDB encomendou uma pesquisa ao Ibope, testando a aceitação dos principais líderes nacionais do partido para alçar voo próprio ao Planalto. Como o melhor desempenho foi o do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), que ficou na faixa dos 3% na preferência do eleitorado, a ala mais simpática à candidatura do governador tucano José Serra (SP) aproveita a maré desfavorável ao PT para ganhar terreno na disputa interna em favor da oposição.
Foi na iminência de a cúpula peemedebista emplacar o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da candidata petista que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) abriu guerra contra o PMDB.
Não satisfeito com a briga pelo status de parceiro preferencial do PT, Ciro convenceu o PSB a lançar sua pré-candidatura com o discurso de que quem só tem um nome pode acabar sem alternativa para 2010.
A boa performance registrada nas primeiras pesquisas de intenção de voto deram a Ciro e ao PSB exatamente o que precisavam para sobreviver à primeira fase da corrida presidencial. O ex-governador do Ceará já se qualificou como o melhor plano B à disposição de Lula, caso a candidatura Dilma não decole no início de 2010.
"Muitos partidos têm plano B; só quem não tem é o PT", avalia o senador Expedito Júnior (PR-RO), para quem Dilma "vai mal" porque pegou "a rebarba" da crise do Senado e ainda cometeu uma sucessão de erros que podem lhe custar a candidatura. "Eu sou da base de apoio do presidente Lula, mas sou Serra declarado", admite o senador, já de malas prontas para o PSDB.
Na prática, caso a candidatura Ciro a presidente se confirme, ele será o veterano dessa disputa sucessória, uma vez que já tentou chegar à Presidência em 1998 e em 2002. O governador José Serra só participou da disputa presidencial de 2002 e a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, concorreu uma única vez, nas eleições passadas.
As pré-candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva (PV) estão estreando na corrida ao Planalto, assim como o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que trabalha seu nome como alternativa a Serra no PSDB.
"O quadro nacional é um quadro aberto e o PMDB corre o risco de ficar solto se o PT nacional não se empenhar pela aliança", analisa o deputado Lelo Coimbra, que preside a regional do partido no Espírito Santo. O PMDB capixaba é um dos raros casos em que a aliança com o PT está bem amarrada.
O PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avisa que compromisso do partido é com o presidente Lula e ponto final. "Não temos nenhum compromisso com a candidata Dilma. O presidente Lula nunca nos pediu isso e ela nunca nos chamou para conversar", resumiu o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS). O plano B do PDT também está em aberto. Pode ser uma candidatura presidencial ou uma composição com Marina Silva ou Ciro Gomes.
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