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14 de junho de 2009

PETROBRÁS GASTARÁ R$ 540 MIL COM ASSESSORIA

DA Agencia Estado


A Petrobrás pagará, pelo menos, R$ 540 mil pelo assessoramento de comunicação durante a CPI aberta no Senado para investigá-la. A estatal informou que o contrato com a Companhia de Notícias (CDN) para esse fim foi assinado apenas ontem, embora há cerca de duas semanas a empresa tenha confirmado o acerto. No dia, 5 o Estado encaminhou à Petrobrás uma série de perguntas sobre o contrato. As respostas vieram aos poucos e a conclusão, apenas ontem. "O contrato só foi assinado hoje. O valor é de R$ 180 mil mensais para um período de três meses, renovável por mais três meses", informou a assessoria da estatal, por e-mail, avisando que a informação seria postada no blog da companhia no mesmo dia da publicação pelo Estado.
Na quinta-feira, o blog da Petrobrás - que causou muita polêmica por divulgar informações pedidas por veículos de comunicação mesmo antes da edição das reportagens - completou dez dias, fato que foi comemorado na própria página digital com um artigo intitulado Mão Dupla, que terminava com a transcrição das críticas recebidas pelos principais veículos de comunicação do País. "Dez dias após o seu nascimento, o blog da Petrobrás registrou milhares de elogios pelas suas características inovadoras, valorização da transparência e democratização da informação. Recebeu, também, críticas dos veículos de comunicação, principalmente aquelas relacionadas ao exercício do trabalho dos jornalistas. Fizemos ajustes no nosso horário de publicação. O blog manteve o seu objetivo inicial", dizia o artigo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

6 de junho de 2009

PETROBRÁS CRIA BLOG

DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras decidiu tornar públicos, em um blog que criou na internet, os e-mails enviados por jornalistas que procuram a assessoria de comunicação da empresa, no Rio, para obter informações e esclarecimentos para reportagens que ainda estão em andamento.
A empresa colocou o blog no ar no último dia 2, como parte da estratégia da comunicação lançada pela estatal após a abertura da CPI (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com).
Na noite de ontem, o objeto de reportagens que a Folha ainda apura --com questões endereçadas à empresa, para que possa oferecer a sua versão dos fatos-- foi publicado no blog pela Petrobras.
A Folha fez perguntas a respeito da contratação de advogados sem licitação, sobre os custos de um gasoduto no Amazonas e, por último, acerca de gastos com patrocínios de festas no Nordeste.
Questionado pela Folha, o gerente de imprensa da estatal, Lúcio Pimentel, disse que a Petrobras vai manter a decisão de divulgar e-mails de reportagens ainda em andamento. Disse que se trata de uma "política de transparência" adotada pela direção da empresa.
A atitude da Petrobras motivou os jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" a indagar se a empresa havia pedido autorização à Folha para divulgar seus e-mails. A Petrobras respondeu: "Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal [Folha]. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público".
Segundo a companhia, a "intenção é tornar públicas as respostas enviadas pela companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa".
Segundo a Petrobras, o blog é gerido por "profissionais da empresa". De acordo com resposta divulgada mais cedo no blog, por conta de reportagem de "O Globo", a Petrobras conta com 1.050 jornalistas contratados, sendo 400 na área da comunicação institucional.
A Petrobras também tem usado o blog para comentar e criticar reportagens já publicadas pela imprensa.
Dos comentários postados no blog até a noite de ontem, a maioria era de apoio à companhia. Muitos atacavam veículos de comunicação e jornalistas. Conforme o texto sobre a política de comentários, eles precisam passar por um moderador da empresa antes de ir ao ar.
O advogado José Paulo Cavalcanti Filho, especialista em legislação de imprensa, diz não ver ilegalidade. "É apenas uma deselegância com os jornais. Do ponto de vista da democracia, não é ruim, pois a ideia é que a pergunta vai ao ar, de maneira que qualquer um do povo toma conhecimento."