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15 de maio de 2010

PSDB PREPARA AÇÃO CONTRA PROGRAMA DO PT


Um dia após o PT ter apresentado programa em cadeia de rádio e TV, considerado pela oposição mais um episódio de "grave desrespeito à Lei Eleitoral", o PSDB tinha dúvidas se recorreria novamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já o aliado DEM decidiu não ingressar com recurso junto à Justiça Eleitoral, considerando que a campanha entrou em nova fase. Pela legislação, a propaganda eleitoral em rádio e TV só é autorizada a partir de 17 de agosto.
Anteontem, por decisão do TSE - que ocorreu após exibição da propaganda do PT na TV, a legenda perdeu direito de transmitir o programa partidário no primeiro semestre de 2011 e terá de pagar multa de R$ 20 mil. Dilma recebeu multa de R$ 5 mil. As punições por campanha antecipada se referem ao programa que foi ao ar em dezembro, e não ao de quinta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a trajetória de Dilma à do líder sul-africano Nelson Mandela, que lutou contra o apartheid. A oposição tentou impedir a veiculação da propaganda, em rede nacional, mas o pedido não foi julgado a tempo pelo TSE.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse não ser o caso de recorrer. "O DEM não vai entrar na Justiça Eleitoral. Estamos em outro momento da campanha. É diferente da ocasião anterior quando a Dilma era ministra", afirmou. A negativa do DEM e a dúvida do PSDB foram encaradas, nos bastidores, como sinal de que os dois partidos poderão usar em seus programas partidário a estratégia petista. O DEM tem espaço garantido em cadeia nacional no próximo dia 27. Já o PSDB exibirá seu programa em 17 de junho, depois de sua convenção partidária, em 12 de junho.
O advogado do PSDB, Ricardo Penteado, criticou a postura do presidente e da sua candidata. "A essa altura, esse dano, acho irreparável", anotou. "Mas vamos estudar medidas. Não sei se é o caso de ingressar (na Justiça Eleitoral)." Secretário de comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR) disse que as críticas ao programa do partido fazem parte da "tática deles (oposição) de tirar o presidente Lula da eleição". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

14 de maio de 2010

TSE MULTA PT E DILMA E SUSPENDE PROGRAMA PARTIDÁRIO EM 2011




ELEIÇÕES 2010

TSE multa Dilma e PT, que terá programa partidário suspenso em 2011

Tribunal considerou que programa exibido em dezembro constitui propaganda eleitoral antecipada


Dilma é condenada por programa de TV de 2009

BRASÍLIA- Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta quinta-feira, 13, que o Partido dos Trabalhadores perdeu o direito de transmissão do programa partidário no primeiro semestre de 2011 e terá de pagar multa de por propaganda eleitoral antecipada, em virtude de programa exibido em dezembro do ano passado. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, também foi punida, sendo obrigado a pagar multa de R$ 5 mil - apenas o ministro Marco Aurélio discordou desse ponto, querendo que a ex-ministra também fosse multada em R$ 20 mil. Cabe recurso da decisão.
Como o julgamento ocorreu após a veiculação, ontem, em rede nacional de rádio e TV do programa partidário do PT, a punição, que implicará a perda total dos dez minutos reservados à legenda, só será executada no primeiro semestre de 2011.
Além de cassar o programa, os ministros multaram o PT em R$ 20 mil e Dilma em R$ 5 mil. O ministro Aldir Passarinho, relator da representação feita por PSDB e DEM, disse que determinou esses valores por se tratar da primeira infração, e sinalizou que o valor poderá aumentar em caso de reincidência.
O ministro relator Aldir Passarinho Junior disse que a propaganda do PT exibida em dezembro passou dos limites da propaganda partidária. "Conclui-se que, de fato, o primeiro bloco buscou nitidamente explorar a imagem de Dilma, extrapolando a mera divulgação de ideário do partido e mensagens de filiados". Para o ministro, o programa desrespeitou à lei. "O programa é todo intercalado, cadenciado para fazer o que é proibido em lei, denegrir o outro partido (PSDB) e fazer uma propaganda política de candidatura."
No início do julgamento, foi exibida a propaganda em questão, com imagens de Lula e Dilma Rousseff. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge em cena e afirma: "Tem gente que pensa que eu faço tudo sozinho, mas na verdade, eu tenho uma excelente equipe com ministros de vários partidos. (...) Um grande exemplo é a ministra Dilma que, além de coordenar o ministério, é responsável pelo PAC, pelo pré-sal e pelo programa Minha Casa, Minha Vida." Diz Dilma no vídeo que foi ao ar: "Tem governo que fez pouco e acha que fez muito. A gente fez muito, mas sabe que é preciso fazer muito mais." Um dos personagens entrevistados diz que Dilma é um "raro tipo de líder que sabe administrar".
O pleno do TSE também julgou se o PT deveria ou não perder as inserções partidárias em 2011. Os ministros decidiram que o partido vai manter esse espaço de divulgação política.

Parecer

Em resposta à representação movida pelo PSDB e pelo DEM, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, fez um parecer sugerindo que fosse proibida a veiculação do programa partidário do PT em rede nacional de rádio e televisão. De acordo com ela, a propaganda de dezembro do ano passado teve cunho eleitoral, desrespeitando a Lei dos Partidos Políticos. A oposição alegou que o PT, na ocasião, divulgou "de forma distorcida e falseada, que governos do PSDB e que o governo FHC governavam somente para a classe mais rica da população."
A vice-procuradora-geral eleitoral observou que a propaganda veiculada destacou ações do governo Lula - como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) -, atribuindo a Dilma a implantação de ambos, o que configuraria promoção pessoal da petista.

Lula

Em março passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi multado duas vezes pelo TSE, sob a alegação de fazer, em cerimônias públicas, propaganda antecipada em favor de Dilma Rousseff. O valor total chegou a R$ 15 mil. Durante ato em Osasco, na Grande São Paulo, Lula ironizou a primeira punição: "Eu não posso falar em nomes porque já fui multado", disse à plateia, que gritou o nome de Dilma. "Se eu for multado, vou trazer a conta para vocês."

PT TRANSFORMA PROGRAMA NO RÁDIO E NA TV EM CAMPANHA PARA DILMA

PROGRAMA DO PT NO RÁDIO E NA TV VIRA CAMPANHA PARA DILMA

BRASÍLIA - Desafiando a legislação eleitoral, o presidente Lula e a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, aproveitaram o último programa em cadeia nacional de rádio e TV do PT neste semestre para fazer campanha eleitoral, com constante comparação com o governo de Fernando Henrique Cardoso e o pré-candidato tucano José Serra, e pregando a necessidade da continuidade do projeto de poder do PT. Em tom profético, Lula aparece dizendo que, quando viu Dilma pela primeira vez, soube que ela teria um papel muito importante para seu governo e para o Brasil, chegando a fazer um paralelo com a história do ativista e ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. Lula disse que grande parte do sucesso do seu governo é creditado à atuação decisiva de Dilma.
Os dois foram as estrelas do programa, e mais três ministros aparecendo para fazer declarações de elogios a Dilma. A parte mais sensível da biografia da ex-ministra, a da luta armada, foi amenizada com declarações sobre sua luta pela democracia. Lula ressaltou a mineiridade de Dilma.
Lula: "Dilma foi simplesmente exuberante"
O programa começa com Lula dizendo que sempre perguntam porque admira tanto a aliada. Ela aparece em seguida dizendo:
- Se o fato de ser mulher faz diferença? Eu acho que faz uma grande diferença - diz Dilma.
- A prova definitiva foi quando chamei Dilma para a Casa Civil. Ela foi simplesmente exuberante na coordenação do governo - disse Lula, ao falar de quando teve certeza que Dilma mudaria a História do Brasil.
Um locutor conta a história da pré-candidata, ressaltando os motivos que a levaram para a luta armada, em Minas Gerais.
- Eu lutei sim, pela liberdade, pela democracia, contra a ditadura, do primeiro ao último dia, com os meios e as concepções que eu tinha naquela época. Muita gente foi presa, outros se exilaram, outros morreram. Quando o Brasil mudou, também mudei, mas nunca, nunca mesmo, mudei de lado.
Nesse ponto Lula entra comparando a história de Dilma com a de Mandela.
- Um dia o Mandela me disse que foi para o conflito porque não lhe deram outra saída. Depois ele virou um dos maiores símbolos da paz e da união no Mundo - disse Lula, para mostrar que, se Dilma foi dura no passado, pode repetir a historia de Mandela.
Poucos minutos depois da exibição do programa na TV, o ministro Aldir Passarinho, do TSE, aceitou uma ação do PSDB contra programa de dez minutos do PT exibido no ano passado. Até as 22h da noite desta quinta-feira, mais três ministros já tinham concordado com ele, o que significa a maioria dos sete ministros. Decisão semelhante pode ser adotada em relação ao programa de a noite desta quinta-feira, que foi na mesma linha das inserções.
"Lula mostrou hoje (nesta quinta-feira) que para tentar salvar Dilma ele está disposto a rasgar as leis e a Constituição. O TSE deve tomar medidas enérgicas contra atitudes chavistas de Lula e Dilma", comentou, em seguida, Ronaldo Caiado (DEM-GO), no Twitter.
Já Dutra, também no Twitter, disse que recebeu 17 telefonemas e muitos torpedos elogiando o programa.

9 de maio de 2010

TSE SUSPENDE PROPAGANDA DO PT

Da Agência Brasil

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Aldir Passarinho Junior, corregedor-geral eleitoral, concedeu na noite de ontem (7) liminar para suspender a veiculação de duas inserções do PT que estavam previstas para hoje (8) e terça-feira (11).

Na decisão, o ministro permitiu no entanto que o PT substitua as propagandas que seriam exibidas, por outras que tenham como objeto a difusão do programa partidário, divulgação das atividades da legenda no Congresso, de eventos ou incentive a participação feminina na eleições.

A liminar foi pedida pelo PSDB que alegou que as propagandas apresentam Dilma Rousseff como a candidata do partido e que ela seria a opção para continuação das ações sociais de Lula.

20 de abril de 2010

GLOBO MUDA NOME DE PROGRAMA E DE PERSONAGEM POR CAUSA DE PRESSÃO DO PT

Publicado em Coturno Noturno Urgente


O programa MAIS VOCÊ, da Rede Globo, apresentado por Ana Maria Braga, passará a ser chamado apenas de VOCÊ. O personagem Louro José também mudará de nome. Passará a atender por Louro João. A Rede Globo não quer ser acusada de favorecimento à campanha de José Serra, cujo o slogan é O BRASIL PODE MAIS! Além disso, vai antecipar a comemoração dos 46 anos, que ocorreria em 2011, para não citar o número 45, que lembra o PSDB.

7 de outubro de 2009

PT ORGANIZA NÚCLEO PARA DIRIGIER CAMPANHA DE DILMA ROUSSEFF


O PT criou um staff que dará as diretrizes do programa de governo da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff. Coordenado pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, esse grupo já definiu as prioridades: educação, ciência e tecnologia, ambiente e unificação dos programas sociais. O objetivo é transformar Dilma na candidata que vai expandir o Prouni, as escolas técnicas e universidades federais e incentivar a produção acadêmica de reconhecimento internacional.Além de Garcia, fazem parte do grupo o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o assessor pessoal do presidente da República, Gilberto Carvalho, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Pallocci, e o ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, além do publicitário João Santana, que já está assessorando a candidata.

20 de setembro de 2009

ALIADOS DE LULA ARTICULAM PALNO B

CHRISTIANE SAMARCO e MARCELO DE MORAES


O ESTADO DE S. PAULO - 20/09/2009


Líderes do PMDB, PSB, PDT e PT não escondem preocupação com fraco desempenho de Dilma nas pesquisas
Os principais aliados do sonho eleitoral do presidente Lula - de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora - estão com ele e até se digladiam nos bastidores pelo posto de vice na chapa presidencial. Ao mesmo tempo, líderes do PMDB, do PSB, do PDT e até do PT não escondem a preocupação com o fraco desempenho da candidata Dilma nas pesquisas de intenção de voto e já articulam um plano B.
O PMDB encomendou uma pesquisa ao Ibope, testando a aceitação dos principais líderes nacionais do partido para alçar voo próprio ao Planalto. Como o melhor desempenho foi o do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), que ficou na faixa dos 3% na preferência do eleitorado, a ala mais simpática à candidatura do governador tucano José Serra (SP) aproveita a maré desfavorável ao PT para ganhar terreno na disputa interna em favor da oposição.
Foi na iminência de a cúpula peemedebista emplacar o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da candidata petista que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) abriu guerra contra o PMDB.
Não satisfeito com a briga pelo status de parceiro preferencial do PT, Ciro convenceu o PSB a lançar sua pré-candidatura com o discurso de que quem só tem um nome pode acabar sem alternativa para 2010.
A boa performance registrada nas primeiras pesquisas de intenção de voto deram a Ciro e ao PSB exatamente o que precisavam para sobreviver à primeira fase da corrida presidencial. O ex-governador do Ceará já se qualificou como o melhor plano B à disposição de Lula, caso a candidatura Dilma não decole no início de 2010.
"Muitos partidos têm plano B; só quem não tem é o PT", avalia o senador Expedito Júnior (PR-RO), para quem Dilma "vai mal" porque pegou "a rebarba" da crise do Senado e ainda cometeu uma sucessão de erros que podem lhe custar a candidatura. "Eu sou da base de apoio do presidente Lula, mas sou Serra declarado", admite o senador, já de malas prontas para o PSDB.
Na prática, caso a candidatura Ciro a presidente se confirme, ele será o veterano dessa disputa sucessória, uma vez que já tentou chegar à Presidência em 1998 e em 2002. O governador José Serra só participou da disputa presidencial de 2002 e a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, concorreu uma única vez, nas eleições passadas.
As pré-candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva (PV) estão estreando na corrida ao Planalto, assim como o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que trabalha seu nome como alternativa a Serra no PSDB.
"O quadro nacional é um quadro aberto e o PMDB corre o risco de ficar solto se o PT nacional não se empenhar pela aliança", analisa o deputado Lelo Coimbra, que preside a regional do partido no Espírito Santo. O PMDB capixaba é um dos raros casos em que a aliança com o PT está bem amarrada.
O PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avisa que compromisso do partido é com o presidente Lula e ponto final. "Não temos nenhum compromisso com a candidata Dilma. O presidente Lula nunca nos pediu isso e ela nunca nos chamou para conversar", resumiu o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS). O plano B do PDT também está em aberto. Pode ser uma candidatura presidencial ou uma composição com Marina Silva ou Ciro Gomes.

23 de agosto de 2009

O PT PARTIDO

Os primeiros rumores davam como certo que o governo daria de ombros ao pedido de renúncia "em caráter irrevogável" do líder no Senado. Mas, a esperteza política de Lula o fez mudar de posição. Ele achou mais prudente esfriar o senador Mercadante, evitando um novo episódio negativo para o Partido dos Trabalhadores, na mesma semana em que os senadores Marina Silva e Flávio Arns pediram sua desfiliação.
Mas. a esperteza política do Lula não evita o desgaste. Há um ditado que diz: “ malandro demais se atrapalha”. Parece que isso está acontecendo com o presidente.
Acuado, Sarney pressionado pela família já havia decidido renunciar. Lula do exterior ordenou a Dilma que demovesse o senador e que o mesmo aguardasse sua volta ao Brasil. Ancordo no apoio de Lula, Sarney conseguiu resistir até agora. Mais o estrago foi muito grande.
O que se vê agora é o Senado desmoralizado diante da opinião pública, presidido por um oligarca comprometido por sérias acusações de corrupção. O PT outrora simbolo da modernização da política, com propostas e programas de defesa da cidadania e da ética, é hoje um partido sem lideres, sem prpostas, sem independência e sem autonomia, que só faz o que manda o chefe.
O PT adotou um comportamento que alguns denominam de pragamático, mas que nada tem a ver com sua história e com sua formação.

3 de agosto de 2009

DELÚBIO CONVERSA COM LULA SOBRE SEU FUTURO POLÍTICO

POR JOÃO DOMINGUES


O ESTADO DE SÃO PAULO - 03/08/2009


O sonho do pivô do escândalo do mensalão é disputar uma cadeira de deputado federal

O ex-tesoureiro do PT
Delúbio Soares, um dos pivôs do escândalo do mensalão, em 2005 - responsável pelo maior desgaste político do primeiro governo de Lula -, teria passado o último fim de semana na Granja do Torto, em Brasília, na companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na visita, Delúbio teria dito a Lula que pretende concorrer a uma vaga de deputado federal por Goiás, de acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal O Popular, de Goiânia.
Como foi rejeitado pelo PT, de onde havia sido expulso e para onde tentou voltar, sem sucesso, a tendência é de Delúbio filiar-se ao PT do B, que tem dois deputados estaduais.
Delúbio chegou a sondar o PMDB, mas foi informado de que o partido não deverá aceitá-lo, visto que não se dá com o diretório municipal de Buriti Alegre (a cerca de 180 quilômetros ao sul de Goiânia), onde tem domicílio eleitoral.
Quando era do PT, Delúbio teve sérias disputas com os peemedebistas de sua cidade natal e eles anunciaram que jamais o aceitariam como companheiro.
Enquanto não encontra um partido, o ex-tesoureiro está reformulando o blog Companheiro Delúbio - cujo conteúdo era voltado exclusivamente para sua tentativa de reingressar no PT. No novo formato, a página na internet deverá abordar temas sociais.
Ele planeja, ainda, criar uma Organização Não-Governamental (ONG) e uma publicação onde faria a defesa das acusações de que foi o articulador do esquema do mensalão, juntamente com o empresário Marcos Valério.
Por causa do mensalão, o ex-tesoureiro foi expulso do PT em outubro de 2005. Tentou voltar em maio deste ano, mas desistiu ao perceber que o pedido de reintegração seria derrotado. Em reunião do Diretório Nacional, ele chegou a fazer um discurso, no qual, em tom emocionado, afirmou nunca ter realizado nada sem o consentimento da sigla.
RELAÇÃO COM LULA
Reservado, Delúbio não comentou o teor das conversas com o presidente Lula na Granja do Torto. Pessoas que o encontraram disseram que saiu do local mais empolgado com a ideia de se candidatar a deputado federal.
Lula deve visitar Goiânia e Anápolis (a cerca de 50 quilômetros da capital) no dia 13, mas não deve se encontrar com Delúbio. Ele teria dito às pessoas com as quais conversou que desistiu do encontro porque não quer causar constrangimento ao presidente.
Delúbio foi um dos articuladores da aliança PMDB-PT na disputa pela prefeitura de Goiânia que reelegeu Iris Rezende (PMDB) prefeito em 2008. O vice, Paulo Garcia (PT) é um político próximo ao ex-tesoureiro

9 de julho de 2009

O CONTORCIONISMO DO PT

Por VERA ROSA

O ESTADO DE SÃO PAULO 09/07/2009

PT adota saída intermediária e ""sugere"" licença para Sarney

Após terem sido enquadrados pelo presidente Lula, que se empenha para manter José Sarney no cargo, os senadores do PT adotaram uma solução ambígua. Reafirmaram a “sugestão" para que o presidente do Senado se licencie do posto, mas decidiram não se movimentar para tirá-lo do cargo.

Bancada resiste a enquadramento de Lula, mas não se moverá para tirar senador do posto

O governo não conseguiu convencer a bancada do PT no Senado a declarar apoio ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), acusado de beneficiar parentes e aliados por meio de atos secretos. Na quarta reunião para resolver o imbróglio, os senadores petistas reafirmaram a "sugestão" para Sarney se licenciar temporariamente, "num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações", mas não moverão uma palha para tirá-lo do cargo, admitindo que o afastamento é uma decisão unilateral. Foi, na prática, uma tentativa de marcar posição, seis dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter atuado com mão de ferro para enquadrar a bancada.
A "saída" encontrada pelo PT para o impasse alimentou o "fora, Sarney" no plenário. Depois que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder da bancada, leu, diante de Sarney, a nota aprovada na reunião, parlamentares como Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP) voltaram pedir a licença do presidente do Senado.
Embora quisessem que o PT declarasse o apoio a Sarney, Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - pré-candidata do partido ao Planalto - não foram surpreendidos com a decisão. Informado da resistência, o governo trabalhou, nos últimos dias, para construir a solução menos traumática. A preocupação de Lula é não provocar Sarney nem o PMDB. Não sem motivo: o Planalto precisa do partido não só para sustentar a candidatura Dilma em 2010, como para tirá-lo de enrascadas, como a CPI da Petrobrás."
A nota do PT não prega a saída do Sarney. O texto fala de gregos e troianos, passando por espartanos, atenienses e persas", ironizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Trabalhamos no mundo real e compreendemos que foi o texto possível." O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou duramente a posição dos senadores de seu partido. "Produziram uma nota com vocação arqueológica, defasada no tempo", atacou Berzoini."
O PT defende a permanência de Sarney à frente da Casa e em hipótese alguma trabalhará por seu afastamento. Pedir isso é o mesmo que propor um golpe." Contrariado com os companheiros do Senado, Berzoini fez questão de destacar que os deputados do PT estão "totalmente alinhados" com a posição de Lula, "ao contrário da bancada do Senado, que tem abordagens transversais, intersetoriais e holísticas".
Sem se importar com as estocadas, Mercadante afirmou que há "interpretações equivocadas" sobre a decisão dos senadores. "Formalizamos por escrito o que já dissemos várias vezes: a bancada defende o afastamento temporário

8 de julho de 2009

SATISFAÇÃO GARANTIDA

DE DORA KRAMER



O Estado de S. Paulo - 08/07/2009


Distante do PMDB atormentado no Senado pelo cerco das denúncias, o abandono dos mais fiéis aliados e uma crise em que qualquer hipótese representa uma derrota, há um PMDB feliz da vida que não pensa em criar problemas para o governo Lula e não condiciona a eleição de 2010 a atitudes do presidente da República em relação ao senador José Sarney.
É o PMDB que controla a estrutura partidária, sabe o que se passa em cada um dos diretórios regionais, administra o andar da carruagem rumo à convenção decisiva, negocia com o presidente Luiz Inácio da Silva seus interesses específicos, transita pelo campo adversário e calibra as regras do jogo do processo sucessório no dia a dia.
Empresta solidariedade contida ao presidente do Senado, lamenta muito toda a situação, mas acha que Sarney está pagando o preço da imprudência de ter levado adiante o plano de ser pela terceira vez presidente do Senado, quando a vida já não lhe dava tempo de tentar a volta por cima se algo saísse errado.
Portanto, a esse PMDB interessa menos o desfecho da crise e mais as possibilidades futuras. Logo, nesse quadro não cabem ameaças de ruptura.
Ao contrário, o interesse é de crescente aproximação. Por exemplo, por ali se considera que a entrega ao partido de um assento no Palácio do Planalto seria um passo de peso em direção à formalização da aliança com a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
Meio à brinca, meio à vera é citado o cargo hoje ocupado pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, em vias de se transferir para o Tribunal de Contas da União.
Nesse caso seriam sete ministérios, sem contar os penduricalhos, muitos deles fabulosamente valiosos, espalhados pela administração federal Brasil afora.
Osso que o PMDB não se dispõe a largar ainda que Lula, por hipótese absurda, resolvesse entregar Sarney à própria falta de sorte. Essa participação governamental é apresentada como o principal motivo da tendência do partido em fechar com a candidatura Dilma.
É o mais provável, segundo o comando do PMDB, que já começa a "ver semelhanças" entre 2002 e 2010. Lá, o partido estava no governo Fernando Henrique e fechou com o candidato José Serra dizendo que não poderia se transformar do dia para noite de governo em oposição. Agora diria o mesmo.
A outra possibilidade - tida nesse momento como menos cotada - seria a adesão à candidatura tucana. Se a convenção nacional assim decidisse por força da posição dos diretórios regionais, não precisaria outra justificativa.
A indecisão de resultados, que possibilitaria ao partido se dividir entre os dois principais oponentes, é praticamente descartada. Posição surpreendente, porque sempre se esperou que o PMDB seguisse com um pé em cada canoa.
Os dirigentes alegam que seria uma desmoralização para o partido.
Altiva, a alegação. Mas inverossímil. Mais provável é que a tomada de uma posição oficial seja exigência de Lula. Afinal, só assim a candidatura presidencial poderia dispor do tempo de televisão do PMDB no horário eleitoral gratuito. Só assim também o PMDB poderia ficar com a vaga de vice.
Ademais, a formalização da aliança não impede que os candidatos pemedebistas aos governos dos Estados façam outras coligações, porque a lei não obriga mais que haja uniformidade partidária entre a parceria nacional e as regionais. Cada qual se alia com quem bem quiser.
Mas o PMDB da bonança negocia com Lula o maior número possível de alianças com o PT nos Estados. Pede que o presidente convença os petistas a desistir de disputar governos, apoie os candidatos do PMDB que, em troca, sustentariam os candidatos petistas ao Senado.
A ideia de Lula é montar bancada forte no Senado, uma fonte de problemas para o governo federal muito maior que os governadores. Estes, mesmo quando de partidos de oposição, são obrigados a manter boa relação com o Planalto por força das questões administrativas.
Toda essa engenharia passa ao largo da crise do Senado e está sendo montada para chegar a um desfecho ainda este ano, provavelmente em outubro.
Muito antes do prazo fatal da lei, em julho. Oficialmente, a justificativa é a de que a antecedência permitiria ao PMDB guardar honrosa quarentena, caso a decisão seja apoiar a oposição. Mas, na prática, a antecipação favorece a opção Dilma, pois daqui a três meses Lula ainda estará dando as cartas como o todo poderoso.
Redução de dano
O PT adiou nova rodada de discussão sobre a posição dos senadores em relação ao presidente do Senado e, tão cedo, a bancada não deverá voltar a se pronunciar.
Considerando as opiniões externadas por Tião Viana e Marina Silva e o fato de que a maioria também acha que Sarney não é capaz de levar o Senado à melhor solução, o silêncio deve ser interpretado como um gesto de reverência à autoridade do presidente Lula.

7 de julho de 2009

O PALANQUEIRO DESCANSOU EM PARIS. a OPOSIÇÃO CONTINUA DE FÉRIAS NO BRASIL

DA COLUNA DE AUGUSTO NUNES




Horas depois de ter ensinado que fora da democracia não há salvação para Honduras, o presidente Lula reverenciou o amigo-irmão Muammar Khadafi e derreteu-se em elogios ao clube das ditaduras africanas. O governador José Serra não ousou sequer cobrar-lhe coerência. Terminada a pajelança dos tiranos, o serial killer Omar Al Bashir avisou que conta com o apoio do Brasil para escapar da prisão decretada pelo tribunal internacional de Haia. O governador Aécio Neves não se atreveu a exigir que Lula revelasse a extensão da amizade ou o grau de parentesco com a abjeção sudanesa.
De volta do safári, o chefe de governo acalmou José Sarney e, no mesmo dia, jantou com a bancada do PT no Senado para ordenar-lhe que ajudasse o mais recente amigo de infância. Nenhum senador da oposição recordou que, em 1986, Lula qualificou Sarney de "o maior ladrão do Brasil". Nenhum representante do PSDB perguntou se, afinal, o governo queria ou não eleger o senador Tião Viana, candidato da aliança entre tucanos e petistas.
Entre um acerto e uma ordem, Lula pegou carona na conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians. Nenhum deputado do DEM quis saber se o presidente não tinha nada de mais relevante a fazer. Nenhum vereador do PPS aproveitou o tema para perguntar o que é que deu na cabeça do governo para torrar bilhões na gastança da Copa de 2014. Entre um cochicho e uma a declaração de passagem e uma discurseira, o mais falante pai da pátria desde a chegada das caravelas mandou a bola na arquibancada: "O PSDB quer ganhar no tapetão", fantasiou, alertando paro o risco de araque: a renúncia do presidente José Sarney resultaria na ascensão do vice Marconi Perillo. Nenhum parlamentar supostamente oposicionista ensinou que o senador tucano teria de convocar uma nova eleição. Ninguém no PSDB, no DEM, no PPS ou no PSOL recomendou a Lula que coletasse informações elementares para desinformar melhor.
"Existem assuntos muito mais importantes que a crise no Senado", advertiu Lula. É verdade, deveriam ter berrado os candidatos José Serra e Aécio Neves, encerrando a conversa fiada sobre as prévias do PSDB para ouvirem com alguma atenção os gritos de protesto que se multiplicam na internet entre a multidão dos oposicionistas de verdade. A gripe suína, por exemplo, insiste em crescer no Brasil. Não soube da proibição presidencial? Onde terá falhado o sistema de saúde que o chefe considera próximo da perfeição? O tratamento dispensado por Lula aos escândalos em Brasília permite enquadrá-lo no artigo legal que trata da apologia do crime. Nenhum advogado tucano sabe disso? Seguem paralisados os canteiros de obras que deveriam cuidar de mais de 2 mil quilômetros de estradas federais em decomposição. Em que gaveta dormem as verbas prometidas pelo PAC?
No fim de semana, livre de perguntas e cobranças, Lula foi para Paris com a Primeira Passageira recuperar-se das canseiras da campanha eleitoral. A oposição oficial continua de férias no Brasil.

2 de julho de 2009

O PT NA VANGUARDA. DO ATRASO

PARIS - Indecente. Pusilânime. Vergonhoso. Que mais se pode acrescentar a respeito do comportamento do PT no episódio José Sarney? Xingar a mãe, não posso. É proibido pela etiqueta desta página.
Mas seria o correto.
Não vou nem lembrar o passado combativo do partido e de seu líder, Aloizio Mercadante, em episódios anteriores à chegada ao governo federal. Esse passado já foi sepultado faz tempo.
Ajuda-memória: pelo episódio do mensalão, o procurador-geral da República, nomeado pelo presidente de honra do PT, um certo Luiz Inácio Lula da Silva, acusou a cúpula petista de formar uma "quadrilha". O Supremo Tribunal Federal, com o voto de ministros também indicados por Lula, decidiu haver indícios suficientes para aceitar a acusação e proceder ao julgamento, aliás em curso.
Fica claro que o passado de supostos campeões da moralidade pública está morto e bem enterrado. Mas o presente podia ao menos guardar um mínimo de coragem, de vergonha na cara. Podia, por exemplo, defender Sarney pura e simplesmente, fosse qual fosse o argumento ou pretexto a utilizar: necessidade de não tumultuar o cenário político, falta de elementos concretos para afastar o presidente do Senado -enfim, qualquer dessas desculpas que os políticos se habituaram a usar para serem coniventes com trambiques.
O que não cabia é deixar de apoiar Sarney mas apenas por 30 dias, que foi o prazo dado pelo partido para o afastamento do presidente do Senado. Tampouco cabia sugerir uma comissão para uma reforma administrativa da Casa, sem menção a punições pelas irregularidades já descobertas e já confessadas.Se algumas são legais, nem por isso deixam de ser todas vergonhosas, muito vergonhosas.
O PT fechou enfim um círculo: passa de suposta vanguarda das massas à cúmplice do atraso.

6 de junho de 2009

GILBERTO CARVALHO ANÚNCIA QUE NÃO SERÁ CANDIDATO A PRESIDENTE DO PT

DA AGÊNCIA ESTADO
SÃO PAULO - Após meses sob pressão da cúpula petista, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, enterrou ontem as últimas especulações sobre uma possível candidatura à presidência do PT. Em discurso numa reunião da corrente Construindo um Novo Brasil, grupo de apoio de Lula no partido, Carvalho agradeceu o apoio. Mas reiterou que o presidente quer mantê-lo no Planalto, para ajudar nos preparativos da eleição de 2010.
Eu trabalho com o presidente e a avaliação dele era fundamental nesse processo. E ele avaliou que seria mais conveniente eu ficar lá?, disse, ao chegar à reunião, dando a linha do discurso que faria em seguida.
A resposta do chefe de gabinete abriu espaço para os planos do presidente da BR Distribuidora, ex-senador José Eduardo Dutra, de emplacar seu nome na vaga. Apoiado pelo presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), com o aval de Lula, Dutra ainda terá de convencer setores da corrente a aceitarem a candidatura. A expectativa era de que essa discussão ocorresse ontem, mas o assunto acabou sendo empurrado para a etapa de hoje da reunião.
Ontem, enquanto Berzoini afirmava que Dutra é agora o nome ?mais provável? e pedia uma definição o quanto antes, outros membros da corrente demandavam mais tempo. ?Eu prefiro esperar?, comentou o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que mencionou ainda o nome do assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia, para a vaga. ?Acho prematuro. Acho que deveríamos consultar outras forças?, completou Dirceu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

9 de maio de 2009

DELÚBIO NÃO RESISTIU A PRESSÃO

Pressionado pelo Planalto o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares retirou o pedido para retornar ao partido, conforme já noticiado abaixo. Na véspera Lula falou que era "inoportuna" a volta do Delúbio. Foi a deixa para ele humildemente recuar de sua postulação em nome de um bem maior.
Mas, em discurso proferido, logo no início da reunião do Diretório Nacional, Delúbio disse algumas coisas, num discurso cifrado, cheio de sutileza, e insinuações nas entrelinhas.
Delúbio, disse: “Do que me acusam? Quantos são os políticos brasileiros que realizaram campanhas eleitorais sem que alguma soma, por menor que fosse, não tenha sido contabilizada? - questionou, para em seguida completar: - A maioria absoluta dos que se aprestam a impedir meu retorno ao PT não contribuiu em nada mais do que eu para a construção do partido que os abriga”
As palavras de Delúbio foram selecionadas por Noblat para a frase do dia.
Ele Disse que não quer criar embaraços ao partido ou provocar divisões. Vale dizer: vai continuar como um petista oficioso. Disse também que tem: "30 anos de fidelidade e disciplina ao partido", o que parece meio mafioso.
Parece que Delúbio vai se filiar ao PMDB, ao PP ou a um dos partidos da base do governo. Assim, ele continuará próximo, e se continuar calado, não abrir a boca e contar tudo que sabe, vai receber a ajuda que precisar, afinal, ele é um petista não contabilizado.