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10 de junho de 2010

LULA CRITICA A IMPRENSA




Ana Ruth Dantas, de O Estado de São Paulo

Lula volta a criticar imprensa e diz que não está lendo jornais

'Não há notícia negativa que faça o povo acreditar', diz o presidente

'Agora a imprensa está falando tão bem que eu não leio'

 

NATAL - Durante passagem por Natal, o presidente Lula voltou a fazer críticas à imprensa e avaliar que "não há notícia negativa que faça o povo acreditar".

"A imprensa fala muito mal de mim. Agora a imprensa está falando tão bem que eu não leio", destacou o presidente enquanto fazia balanço de como o Brasil atravessou a crise econômica em 2009. Ele observou que a estatística ao final do ano passado apontou um aumento do consumo das classes D e E do Nordeste enquanto há uma redução do consumo das classes A e B do Sudeste. "Quem era mais pobre foi às compras. Aliás, o povo pobre foi ao shopping, olha que chique".

5 de junho de 2010

LULA LÁ E CÁ

JORNAL DO BRASIL

VILLAS-BOAS CORRÊA

Está passando em silêncio um dos mais intrigantes e confusos pronunciamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, equilibrado no trapézio da dubiedade e que merece ser reposto em circulação.

Como quem está conversando com o espelho, o presidente levantou a bola de várias hipóteses sobre o seu futuro, depois da eleição da sua sucessora, a candidata Dilma Rousseff ou de alguma surpresa das urnas. Lula afirmou a certeza de que, em qualquer hipótese, estará no governo. A menos que considere como favas contadas a eleição de Dilma, ignorando o candidato da oposição, o tucano ex-governador de São Paulo José Serra e seus índices nas pesquisas. O que exatamente o presidente quis dizer com a charada que se enrola em poucas e contraditórias hipóteses?

A mais provável é que seja um recado para a candidata Dilma: se eleita, não conte com a reeleição. Não faz sentido. A candidatura de Dilma foi tirada do chapéu pelo presidente, com o mais absoluto desprezo pelo PT, que não foi ouvido, nem cheirado e engoliu a pílula sem fazer careta. Ao contrário, com a docilidade dos que não têm alternativa, o Partido dos Trabalhadores entrou no corso para ganhar o pedaço do bolo com a reeleição ou a eleição de senadores, deputados federais e estaduais para um dos melhores empregos do mundo.Lula jogou a pedra no lago, na véspera do Campeonato do Mundo na África do Sul. E soprou a vuvuzela para alertar a candidata e o submisso PT de que o humor da população e dos eleitores será pautado pelo desempenho da Seleção de Dunga e da tão xingada bola que não quicava, leve como pluma. A conquista do hexacampeonato será uma festa que se prolongará por mais de um mês, com as homenagens aos craques em Brasília e na recepção nos estados de cada um dos titulares e reservas.

Mas, com a crise moral e ética que lambuza o pior Congresso de todos os tempos, a campanha eleitoral vai impor o debate da reforma política que o presidente Lula tanto prometeu como candidato e esqueceu durante os dois mandatos. Um desafio para os candidatos do majoritário bloco governista e da esquálida oposição a exigir cuidados com o voto. E, com as alianças patrocinadas por Lula para o apoio à candidata Dilma, os riscos de um tropeço eleitoral ameaçam muito mais a oposição do que o governo do presidente mais popular do mundo e que já avisou que uma das suas certezas é que estará no governo.

Entende-se. O presidente Lula e a candidata Dilma precisam de pelo menos mais quatro anos para terminar o pacote de obras inacabadas e consertar os estragos dos temporais que derrubaram casas, deixaram milhares ao desabrigo, além dos mortos e feridos.

Quatro anos é pouco. Mas, com quatro e mais quatro da reeleição, serão 16 anos do reinado de Lula e Dilma

18 de maio de 2010

FHC FALA SOBRE ACORDO DE LULA NO IRÃ



SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso evitou reconhecer mérito na participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no acordo nuclear fechado pelo Brasil e a Turquia com o governo iraniano. Perguntado
por jornalistas se o presidente Lula teria feito um "gol" ao insistir na negociação que resultou no acordo, ele disse:
- É preciso ver se os juízes apitaram que foi gol mesmo, ou se houve impedimento.
O ex-presidente não quis opinar sobre o teor do acordo fechado domingo em Teerã, mesmo com a insistência dos jornalistas:
- Eu não posso falar do Irã, porque cheguei há pouco do México. Não li nada - justificou-se Fernando Henrique, que participou nesta segunda-feira de seminário promovido pelo instituto que leva seu nome, em São Paulo.

29 de setembro de 2009

PRESIDENTE DÁ POSSE A NOVO MINISTRO E DEFENDE DAR CARGO A BASE ALIADA


Folha de S. Paulo - 29/09/2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem na posse do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a necessidade de ter base aliada, mesmo que haja críticas de que partidos empregam muita gente na administração pública.
Lula disse que muita gente acha congressistas "chatos" por fazerem pedidos ao governo. "Tanto precisam que o governo contribua para facilitar e as coisas acontecerem no Congresso, como nós precisamos que eles contribuam na votação. E tem que ter base aliada mesmo."
E continuou: "De vez em quando vejo gente com vergonha, [dizendo] "ah, mas não pode ter relação assim porque dizem que estão dando emprego para um partido ou para outro partido", como se algum partido que ganhou a eleição empregasse todos os inimigos e deixasse os amigos de fora".O presidente recomendou a Padilha diálogo com os congressistas, brincou com sua aparência -aos 38 anos, ele tem cabelos grisalhos- e chamou sua atenção por não ter citado os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
Padilha disse ser parte da "geração lulista" e que é um "honrão" ser seu ministro. "Faço parte de uma geração que começou na política e só se juntou sob a liderança do senhor. Parecia jogo de futebol em que as torcidas ficam se digladiando, mas quando toca o hino, todo mundo canta uma música só."Padilha também falou sobre sua estada de quatro anos na Amazônia, como médico infectologista.