A REVISTA ISTO É publica reportagem revelando aspectos curiosos sobre a vida do Presidente Lula. Segundo a revista são histórias que marcaram a infância e a adolescência do presidente.
No ano passado, numa audiência com Lula, o produtor Luiz Carlos Barreto disse que queria filmar sua vida. O presidente entregou-lhe o livro de Denise Paraná. "Converse com ela que é quem sabe tudo da minha vida", disse. No início do mês, ISTOÉ viu uma compilação de dez minutos do filme, que será lançado simultaneamente em todos os países da América do Sul. Custará R$ 16 milhões e é a maior produção do cinema nacional. "Não captamos nem um tostão de dinheiro público", diz Barreto. A pré-estreia está marcada para o dia 2 de janeiro, em Caetés, com a participação de Lula.
O filme é baseado no livro de Denise Paraná, uma das assessoras de Lula,, que desde 1992 vem pesquisando a vida do presidente. Durante dois anos, Denise entrevistou os irmãos do presidente, seu ex-cunhado e maior amigo de juventude, Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, e a mulher, Marisa. Foram mais de 100 horas de gravações, que elucidaram como Lula construiu uma trajetória única.
Na infância, ele escapou da mordida de uma jumenta e de ser deixado na estrada na viagem a São Paulo. Na juventude, pegava o paletó emprestado de um amigo para ir aos bailes. E ficou três anos deprimido com a morte da primeira mulher
Olhando para o passado, o presidente acha que sua infância foi roubada pela miséria e guarda mágoas do pai, um ensacador do porto de Santos. "Ele era muito ignorante. Levantava cedo, tomava café, comia o pedaço de pão dele. Depois pegava o restante e botava numa lata em cima do armário e ninguém podia comer. Coisa que um pai, um ser humano normal, fica sem comer para dar para o filho", conta
Só perto dos 15 anos o presidente começou a ter uma vida menos sacrificada, com um emprego numa tinturaria. Depois foi auxiliar de escritório, operário em fábrica de parafusos e começou a estudar no Senai, onde aprendeu o ofício de torneiro mecânico. Com a conclusão do curso, a vida engrenou, no início da década de 1960, virou metalúrgico, mas num primeiro momento pouco se interessava pela vida sindical. "Lula era completamente alienado, de direita. Mas conciliador", revela Denise.
Em 1971, sofreu o maior tormento de sua vida: a perda da primeira mulher, Lourdes. Grávida de nove meses e com hepatite, ela faleceu num episódio que Lula acredita ter sido um erro médico. Ainda tentaram salvar o filho, sem sucesso. "Foi um baque pior que a morte da nossa mãe", diz a irmã Tiana.
A militância sindical começou a preencher esse vazio. Graças ao sindicato, conheceu Marisa, que também era viúva. Carismático, Lula virou referência entre os operários do ABC e em 1978 derrubou os antigos aliados sindicais. "Montei minha própria diretoria." A partir daí, sua história passou a ser acompanhada pela imprensa nacional, mas ainda está longe de terminar. "A política é como uma boa cachaça: você toma a primeira dose e não tem como parar mais, só quando termina a garrafa", diz Lula, em O filho do Brasil.
No ano passado, numa audiência com Lula, o produtor Luiz Carlos Barreto disse que queria filmar sua vida. O presidente entregou-lhe o livro de Denise Paraná. "Converse com ela que é quem sabe tudo da minha vida", disse. No início do mês, ISTOÉ viu uma compilação de dez minutos do filme, que será lançado simultaneamente em todos os países da América do Sul. Custará R$ 16 milhões e é a maior produção do cinema nacional. "Não captamos nem um tostão de dinheiro público", diz Barreto. A pré-estreia está marcada para o dia 2 de janeiro, em Caetés, com a participação de Lula.
O filme é baseado no livro de Denise Paraná, uma das assessoras de Lula,, que desde 1992 vem pesquisando a vida do presidente. Durante dois anos, Denise entrevistou os irmãos do presidente, seu ex-cunhado e maior amigo de juventude, Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, e a mulher, Marisa. Foram mais de 100 horas de gravações, que elucidaram como Lula construiu uma trajetória única.
Na infância, ele escapou da mordida de uma jumenta e de ser deixado na estrada na viagem a São Paulo. Na juventude, pegava o paletó emprestado de um amigo para ir aos bailes. E ficou três anos deprimido com a morte da primeira mulher
Olhando para o passado, o presidente acha que sua infância foi roubada pela miséria e guarda mágoas do pai, um ensacador do porto de Santos. "Ele era muito ignorante. Levantava cedo, tomava café, comia o pedaço de pão dele. Depois pegava o restante e botava numa lata em cima do armário e ninguém podia comer. Coisa que um pai, um ser humano normal, fica sem comer para dar para o filho", conta
Só perto dos 15 anos o presidente começou a ter uma vida menos sacrificada, com um emprego numa tinturaria. Depois foi auxiliar de escritório, operário em fábrica de parafusos e começou a estudar no Senai, onde aprendeu o ofício de torneiro mecânico. Com a conclusão do curso, a vida engrenou, no início da década de 1960, virou metalúrgico, mas num primeiro momento pouco se interessava pela vida sindical. "Lula era completamente alienado, de direita. Mas conciliador", revela Denise.
Em 1971, sofreu o maior tormento de sua vida: a perda da primeira mulher, Lourdes. Grávida de nove meses e com hepatite, ela faleceu num episódio que Lula acredita ter sido um erro médico. Ainda tentaram salvar o filho, sem sucesso. "Foi um baque pior que a morte da nossa mãe", diz a irmã Tiana.
A militância sindical começou a preencher esse vazio. Graças ao sindicato, conheceu Marisa, que também era viúva. Carismático, Lula virou referência entre os operários do ABC e em 1978 derrubou os antigos aliados sindicais. "Montei minha própria diretoria." A partir daí, sua história passou a ser acompanhada pela imprensa nacional, mas ainda está longe de terminar. "A política é como uma boa cachaça: você toma a primeira dose e não tem como parar mais, só quando termina a garrafa", diz Lula, em O filho do Brasil.


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