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2 de junho de 2010

ONU EXIGE RESPOSTA RÁPIDA

AE

FAIXA DE GAZA

Reunião emergencial teve a participação de representantes de 15 países e durou 12 horas


Nova York - O Conselho de Segurança (CS) da ONU determinou, em reunião emergencial encerrada ontem que ocorra uma "investigação rápida, imparcial, crível e transparente" da ação militar israelense contra uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O incidente da segunda-feira terminou com nove ativistas mortos. A determinação ocorreu após doze horas de reuniões entre os quinze países do CS e rapidamente, após o comunicado ser emitido, ocorreram divergências sobre como a investigação será conduzida

Como no dia anterior, vários países condenaram nesta terça-feira a ação israelense, qualificada pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, como "um massacre sangrento". O CS também exigiu a libertação imediata de todas as seis embarcações e dos 682 ativistas que estavam a bordo. A maioria dos mortos era formada por turcos e Erdogan disse que Israel deve ser "punido". A Turquia desistiu de manobra militar conjunta com israelenses e convocou seu embaixador em protesto.

A reunião entre os 15 países durou quase 12 horas até que todos chegassem a um acordo sobre um comunicado, que no entanto saiu mais fraco que o pedido pela Turquia, pelos países árabes e pelos palestinos, por causa de objeções dos Estados Unidos, aliados de Israel. Os países árabes e a Turquia haviam pedido a condenação de Israel "nos mais fortes termos", e uma "investigação internacional independente".

Após o comunicado ser lido, as duas partes imediatamente começaram a discordar sobre como a investigação será conduzida. O embaixador do México na ONU, Claude Heller, que assumirá a presidência do CS à meia noite de hoje, disse que a palavra "imparcial" no texto significa "independente", e que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é o responsável por organizar a investigação. Ele também disse que estava claro que a condenação se refere à "força excessiva" usada pelos militares israelenses na tomada da flotilha.

Mas o vice-embaixador dos EUA na ONU, Alejandro Wolff, disse que a interpretação de Heller "não é do nosso entendimento" a respeito das palavras que se referem à investigação. "O secretário-geral pediu uma investigação completa e nós acreditamos que os israelenses são capazes de conduzi-la", ele disse. Yigal Palmor, porta-voz da chancelaria de Israel, disse duvidar da "objetividade" e da independência da investigação da ONU.

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