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15 de junho de 2010

PSDB INTENSIFICA EXPOSIÇÃO DE SERRA NA TV



FOLHA DE S. PAULO

Candidato monopolizará as 40 inserções que partido passa a veicular a partir de hoje

Catia Seabra e Breno Costa

SÃO PAULO - Na tentativa de reverter o cenário de empate com a petista Dilma Rousseff, o PSDB investirá, a partir de hoje, na exposição de José Serra na propaganda partidária.

Segundo integrantes do comando da campanha, Serra monopolizará as 40 inserções que o PSDB levará ao ar nas noites de hoje e dos dias 22, 26 e 29.

Nas peças, Serra falará em rádio e TV. Ele atuará como porta-voz de valores e ações do partido. A intenção é martelar a imagem de Serra, como contraponto à ideia de que Dilma está sob a tutela do presidente Lula.

Já o programa partidário do PSDB, de dez minutos, será veiculado na noite de quinta-feira.

No PSDB, a opção pela propaganda partidária em plena Copa do Mundo foi objeto de controvérsia.

Para alguns tucanos, ela será ofuscada pelos jogos. Outros acreditam que, com os olhos voltados para a tela, mais eleitores assistirão às inserções; não ao programa.

Apesar de estar se recuperando de uma sinusite, Serra deverá assistir ao jogo de estreia da seleção em lugar público no Rio. Se ele não melhorar, porém, deverá ver o jogo numa cantina na Mooca, bairro onde foi criado.

CONTROVÉRSIA

A data do programa não é o único motivo de controvérsia na oposição -também é o vice de Serra.Enquanto o comando do PSDB insiste na chapa puro-sangue, parte do DEM estrila.

Ontem, o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), e seu antecessor, Jorge Bornhausen (SC), se reuniram com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e reafirmaram a defesa de um democrata para a vice.

À saída do encontro, Maia ficou mudo ao ser questionado sobre o risco de ruptura caso o DEM não tenha a vaga.

"Não vetamos ninguém. Mas entendemos que o vice deva ser do DEM", declarou Bornhausen.

Cotado para a vice com o apoio de outra fatia do DEM, Guerra afirma que qualquer decisão dependerá do aval do aliado, mas não rechaça a hipótese de ocupar a vaga:

"Não dá para recusar convite que não recebi", disse.

Na reunião, Guerra foi informado da decisão do PMDB de Santa Catarina de apoiar o DEM para o governo, o que une PSDB e os Democratas

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