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4 de junho de 2010

ISRAEL RECUA APÓS O ATAQUE

ISRAEL: RECUO ESTRATÉGICO

Jornal do Brasil - 04/06/2010







Pressionado até pelos EUA, Israel fez um recuo estratégico no bloqueio a Gaza, para fugir das críticas. Ontem, o premier Benjamin Netanyahu disse que deverá aceitar participação internacional na fiscalização do embargo - ato defendido pelo JB desde o início da crise. Apesar disso, o governo israelense vai barrar o navio Rachel Corrie, de ajuda humanitária, que está a caminho de Gaza.





Pressionado pela comunidade internacional e até pelo seu maior aliado, os Estados Unidos, por causa do ataque à flotilha humanitária que rumava para a Faixa de Gaza, o governo de Israel fez um recuo estratégico na questão do bloqueio. Quinta-feira, inicialmente, ministros disseram que não permitiriam uma ingerência internacional sobre a questão. Mais tarde, porém, o premier Benjamin Netanyahu afirmou que pode aceitar um envolvimento internacional na fiscalização do embargo decisão defendida pelo JB desde o início da crise.
Netanyahu chegou a afirmar que planeja aliviar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, informaram quinta-feira duas emissoras de televisão israelenses. O premier israelense espera, dessa forma, impedir a transferência de armas para a Faixa de Gaza, desviando as pressões e críticas internacionais feitas contra Israel.
Segundo as emissoras de Israel, Netanyahu poderá permitir que navios cheguem até a costa do território palestino, com a condição de que seus carregamentos sejam previamente inspecionados. Esta inspeção contaria com a participação da Organização das Nações Unidas, que poderia revistar cargas a caminho de Gaza.
Os carregamentos civis poderão seguir viagem depois de uma inspeção da qual a comunidade internacional poderia participar. Quanto ao navio Rachel Corrie que ruma à Gaza, Israel não pretende liberar sua entrada. Estas mudanças na política de entrega de mantimentos ainda serão debatidas entre Israel e as outras nações.
A União Europeia, a Turquia e a ONU defendiam a realização de uma investigação internacional, enquanto os EUA, principais aliados de Israel, sugeriam um inquérito israelense com envolvimento internacional.
Os ministros árabes de Relações Exteriores decidiram romper, por todos os meios, o bloqueio israelense imposto a Faixa de Gaza, anunciou o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, ao final de uma reunião extraordinária realizada na noite de quarta-feira, no Cairo.
Os ministros saudaram a decisão egípcia, anunciada na terça-feira, de abrir o terminal de Rafah por tempo indeterminado, destacou Mussa.
Mussa afirmou que os ministros encarregaram o grupo árabe da ONU de solicitar, em coordenação com a Turquia, uma reunião do Conselho de Segurança para adotar uma resolução que obrigue Israel a suspender imediatamente o bloqueio a Gaza.



Turquia



As relações da Turquia com Israel nunca mais serão as mesmas depois do ataque praticado por comandos israelenses contra uma flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza, afirmou quinta-feira o presidente turco, Abdullah Gül.
Israel cometeu um dos erros mais graves de sua história assegurou.
O bloqueio à Faixa de Gaza está vigente desde que o Hamas, vencedor das últimas eleições legislativas realizadas em territórios palestinos, tomou o controle total de Gaza, em 2007.

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