DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O presidente do Irâ, o ultra conservador Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito no primeiro turno, com 62,6% dos votos, anunciou neste sábado, o ministro do Interior do país, Sadeq Mahsouli. O ministro informou que o moderado Mirhossein Mousavi ficou com 33,75% dos votos. O comparecimento dos eleitores atingiu o recorde de 85% das pessoas qualificadas para votar no país.
A vitória surpreendeu. Ela não foi bem aceita por Mirhossein Mousavi e seus partidários.
A campanha, bastante disputada, gerou muita mobilização dentro do Irã e provocou um grande interesse ao redor do mundo. Políticos buscam sinais de uma mudança de postura em Teerã, cujas relações com Washington pioraram com Ahmadinejad.
Havia uma expectativa de derrota de Ahmadinejad e vitória da oposição. Por isso o triunfo do atual presidente, com larga margem de votos gerou um clima de tensão em Teerã, a capital do país. A divulgação do resultado frustrou as expectativas de que a disputa pudesse ao menos ir para o segundo turno, que já estava marcado para a próxima sexta-feira (19).
Uma declaração da Mousavi postada em seu site na internet conclamou os correligionários a resistirem à ''governança da mentira e da ditadura'' do candidato vitorioso. A polícia precisou cercar o prédio do Ministério do Interior, sede das eleições desta sexta-feira, onde centenas de simpatizantes do candidato derrotado se reuniram para pedir a anulação das eleições. Eles se encontraram com partidários de Ahmadinejad, que comemoravam a vitória, mas não há registros de confronto.
Em uma entrevista coletiva após o fechamento das urnas, mas antes da divulgação dos resultados, o candidato Mir Houssein Mousavi já havia reclamado de irregularidades na votação e da falta de cédulas. Mousavi afirmou que muitos eleitores não puderam votar mesmo com a prorrogação do horário de votação em quatro horas.
Ele disse ainda que seus fiscais não tiveram acesso suficiente aos locais de votação e que irá responder com firmeza a qualquer tipo de fraude eleitoral.
Mousavi rejeitou o resultado, classificado por ele de "piada perigosa", que pode levar à tirania
Mousavi protestou contra o que ele chamou de claras violações. "Aviso que não vou me render a essa piada perigosa. O resultado de tal desempenho por algumas autoridades irá comprometer os pilares da República Islâmica e irá estabelecer a tirania", disse.
Havia a expectativa de que ele concederia uma entrevista coletiva, mas a polícia retirou os jornalistas do prédio onde ela iria ser realizada, dizendo que o evento havia sido cancelado.
Na noite desta sexta-feira, antes que os resultados oficiais começassem a ser divulgados, Mousavi havia dito que era o "vencedor definitivo" da eleição. Ele afirmou que muitas pessoas foram impedidas de votar e que houve falta de cédulas em alguns colégios eleitorais.
Ele também acusou as autoridades de bloquearem o envio de mensagens de texto via celular, usadas pela sua campanha para atrair os eleitores jovens e das regiões urbanas.
A vitória surpreendeu. Ela não foi bem aceita por Mirhossein Mousavi e seus partidários.
A campanha, bastante disputada, gerou muita mobilização dentro do Irã e provocou um grande interesse ao redor do mundo. Políticos buscam sinais de uma mudança de postura em Teerã, cujas relações com Washington pioraram com Ahmadinejad.
Havia uma expectativa de derrota de Ahmadinejad e vitória da oposição. Por isso o triunfo do atual presidente, com larga margem de votos gerou um clima de tensão em Teerã, a capital do país. A divulgação do resultado frustrou as expectativas de que a disputa pudesse ao menos ir para o segundo turno, que já estava marcado para a próxima sexta-feira (19).
Uma declaração da Mousavi postada em seu site na internet conclamou os correligionários a resistirem à ''governança da mentira e da ditadura'' do candidato vitorioso. A polícia precisou cercar o prédio do Ministério do Interior, sede das eleições desta sexta-feira, onde centenas de simpatizantes do candidato derrotado se reuniram para pedir a anulação das eleições. Eles se encontraram com partidários de Ahmadinejad, que comemoravam a vitória, mas não há registros de confronto.
Em uma entrevista coletiva após o fechamento das urnas, mas antes da divulgação dos resultados, o candidato Mir Houssein Mousavi já havia reclamado de irregularidades na votação e da falta de cédulas. Mousavi afirmou que muitos eleitores não puderam votar mesmo com a prorrogação do horário de votação em quatro horas.
Ele disse ainda que seus fiscais não tiveram acesso suficiente aos locais de votação e que irá responder com firmeza a qualquer tipo de fraude eleitoral.
Mousavi rejeitou o resultado, classificado por ele de "piada perigosa", que pode levar à tirania
Mousavi protestou contra o que ele chamou de claras violações. "Aviso que não vou me render a essa piada perigosa. O resultado de tal desempenho por algumas autoridades irá comprometer os pilares da República Islâmica e irá estabelecer a tirania", disse.
Havia a expectativa de que ele concederia uma entrevista coletiva, mas a polícia retirou os jornalistas do prédio onde ela iria ser realizada, dizendo que o evento havia sido cancelado.
Na noite desta sexta-feira, antes que os resultados oficiais começassem a ser divulgados, Mousavi havia dito que era o "vencedor definitivo" da eleição. Ele afirmou que muitas pessoas foram impedidas de votar e que houve falta de cédulas em alguns colégios eleitorais.
Ele também acusou as autoridades de bloquearem o envio de mensagens de texto via celular, usadas pela sua campanha para atrair os eleitores jovens e das regiões urbanas.
TENSÃO
Teerã amanheceu neste sábado sob tensão enquanto os votos das eleições presidenciais eram apurados. A polícia faz a segurança de prédios do governo, e aumentou a presença em toda a capital.
Milhares de partidários do candidato reformista Mir Hossein Mousavi fizeram uma manifestação no centro de Teerã para pedir a anulação das eleições presidenciais que deram a vitória ao atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.
Os manifestantes, portando fotos de Mousavi e as insígnias verdes da oposição, encheram as ruas, apesar da polícia tentar dispersá-los.
"Este não é meu voto", gritaram.
Houve confronto entre a polícia e partidários da oposição próximo ao Ministério do Interior, onde os resultados da eleição foram anunciados.
Em outra importante rua de Teerã, cerca de 300 jovens bloquearam a via formando um cordão humano enquanto gritavam "Ahmadinejad, vergonha para você. Deixe o governo em paz".
Campanha
Mahmoud Ahmadinejad era considerado imbatível até o início da campanha, mas uma grande mobilização em torno de Mousavi, principalmente de jovens, mulheres e da população urbana, embaralhou o processo de sucessão.
O presidente, favorito na zona rural, contou com o apoio de setores conservadores e era visto como o preferido de setores organizados que normalmente votam em bloco, como o Exército e a Guarda Revolucionária.
Os dois principais opositores protagonizaram uma campanha agressiva, com acusações mútuas de manipulação de dados. Em um inédito debate, assistido por mais de 40 milhões de pessoas, Mousavi disse que o presidente mentia sobre os dados da economia para esconder a inflação resultante do que chamou de incompetência para administrar o país. Ahmadinejad reagiu e disse que os aliados do opositor --como o ex-presidente e chefe do Conselho de Discernimento, Akbar Rafsanjani-- enriqueceram por meio da corrupção.
Os dois também discordaram sobre a política externa. Mousavi acusou o presidente de isolar internacionalmente o país ao negar o holocausto. Mas os quatro concorrentes concordaram em manter o programa nuclear do país, oficialmente com fins de produção de energia. Os Estados Unidos acusam o país de estar tentando desenvolver armas nucleares.
Participação
Segundo o Ministério do Interior, 85% dos 46 milhões de iranianos aptos a votar compareceram às urnas nesta sexta-feira. O índice de participação bateu o recorde anterior, registrado em 1997, quando 80% dos eleitores foram às urnas e elegeram o reformista Mohammad Khatami.
Milhares de partidários do candidato reformista Mir Hossein Mousavi fizeram uma manifestação no centro de Teerã para pedir a anulação das eleições presidenciais que deram a vitória ao atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.
Os manifestantes, portando fotos de Mousavi e as insígnias verdes da oposição, encheram as ruas, apesar da polícia tentar dispersá-los.
"Este não é meu voto", gritaram.
Houve confronto entre a polícia e partidários da oposição próximo ao Ministério do Interior, onde os resultados da eleição foram anunciados.
Em outra importante rua de Teerã, cerca de 300 jovens bloquearam a via formando um cordão humano enquanto gritavam "Ahmadinejad, vergonha para você. Deixe o governo em paz".
Campanha
Mahmoud Ahmadinejad era considerado imbatível até o início da campanha, mas uma grande mobilização em torno de Mousavi, principalmente de jovens, mulheres e da população urbana, embaralhou o processo de sucessão.
O presidente, favorito na zona rural, contou com o apoio de setores conservadores e era visto como o preferido de setores organizados que normalmente votam em bloco, como o Exército e a Guarda Revolucionária.
Os dois principais opositores protagonizaram uma campanha agressiva, com acusações mútuas de manipulação de dados. Em um inédito debate, assistido por mais de 40 milhões de pessoas, Mousavi disse que o presidente mentia sobre os dados da economia para esconder a inflação resultante do que chamou de incompetência para administrar o país. Ahmadinejad reagiu e disse que os aliados do opositor --como o ex-presidente e chefe do Conselho de Discernimento, Akbar Rafsanjani-- enriqueceram por meio da corrupção.
Os dois também discordaram sobre a política externa. Mousavi acusou o presidente de isolar internacionalmente o país ao negar o holocausto. Mas os quatro concorrentes concordaram em manter o programa nuclear do país, oficialmente com fins de produção de energia. Os Estados Unidos acusam o país de estar tentando desenvolver armas nucleares.
Participação
Segundo o Ministério do Interior, 85% dos 46 milhões de iranianos aptos a votar compareceram às urnas nesta sexta-feira. O índice de participação bateu o recorde anterior, registrado em 1997, quando 80% dos eleitores foram às urnas e elegeram o reformista Mohammad Khatami.


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