Loading...

10 de junho de 2010

RESUMO DOS JORNAIS: VALOR ECONÔMICO



Manchete: Emissão de estatais impacta câmbio

O mercado financeiro começou a fazer contas para avaliar o impacto que a emissão de ações do Banco do Brasil e da Petrobras poderá ter no mercado de câmbio. Espera-se que a transação do BB chegue a US$ 5 bilhões e que a capitalização da Petrobras - que estava sendo votada no Senado ontem à noite - envolva US$ 25 bilhões dos minoritários. Parte ainda não definida desse total viria dos investidores externos. Para analistas, dado o potencial de ingresso de dólares no país, o câmbio poderia voltar a R$ 1,70 no fim do ano. Ontem, fechou a R$ 1,848.

Especialistas estimam que aproximadamente 50% dos recursos viriam de investidores estrangeiros, o que poderia significar um fluxo extra de US$ 15 bilhões ao país. Há investidores externos, no entanto, que venderam ações de companhias brasileiras e não tiraram seus recursos do país, guardando liquidez em reais para comprar as novas ações da Petrobras e do BB. Parte do fraco desempenho da bolsa brasileira estaria relacionado a isso. Além do fluxo externo inerente a essas transações, a capitalização das duas gigantes estatais, se bem-sucedida, atrairia mais dólares por conta do otimismo maior do mercado com o Brasil. (Págs. 1 e C2)

Bancos ainda precisam de muitos bilhões

Os grandes bancos internacionais vão precisar de capital adicional de bilhões de dólares por causa de sua exposição a dívidas soberanas, deficiência de funding e grande necessidade de refinanciamento nos próximos anos. A avaliação é do Instituto Internacional de Finanças (IIF), em relatório confidencial ao qual o Valor teve acesso, e que foi alvo de comentários de banqueiros em Viena, durante encontro promovido pela entidade, que representa os maiores bancos do mundo.

Segundo o relatório, os bancos europeus têm a maior necessidade de recursos. Nos bancos americanos, a deficiência acumulada desde o início de 2007 é de US$ 580 bilhões, consideravelmente menos que o US$ 1,4 trilhão no pico de dezembro de 2008. (Págs. 1 e C12)
Foto legenda: Reabilitação em andamento
A falta de capital de giro dificulta a retomada dos negócios pela Agrenco, em recuperação judicial desde outubro de 2008. Mas seu novo presidente, Valdenir Soares, está otimista: "É possível dizer que a entrada em operação da Agrenco não é mais apenas um plano, é uma realidade". (Págs. 1 e B14)

Para os EUA, auditoria falha no Brasil

Especialistas americanos identificaram "falhas" em trabalhos de auditoria feitos pela Deloitte no Brasil. Foi a primeira inspeção no país do Conselho de Supervisão de Contabilidade de Companhias Abertas, criado em 2002, depois de escândalos empresariais. As outras grandes do setor - PwC, KPMG e Ernst & Young - também foram avaliadas, mas os resultados não foram divulgados. Procurada pelo Valor, a Deloitte contestou as observações, alegando que se tratam de "julgamentos profissionais". (Págs. 1 e D4)

O dinheiro que não rola nos campos da Copa do Mundo

Tempo é dinheiro, e essa é uma medida a ser também aplicada a uma das melhores diversões do planeta, a Copa do Mundo, que começa amanhã. Estima-se que pelo menos 1 bilhão de pessoas assistirão aos jogos, o que, para os economistas, significa que um número muito grande de pessoas não estará produzindo nada. O International Institute for Management Development, de Lausanne (Suíça), abriu um debate sobre se as empresas deveriam ou não parar o trabalho para que seus funcionários vejam a Copa.

Os argumentos a favor, do pesquisador Karsten Jonsen, seguem o bom senso, o politicamente correto e são respeitáveis. Os contrários, de Willem Smit, são antipáticos, mas interessantes. Ele fez as contas e concluiu que alegrias e tristezas da Copa subtrairão US$ 10,4 bilhões à produção dos 32 países participantes, em uma hipótese realista. Detalhe: as contas de Smit não levam em conta a última fase da Copa, a mais emocionante, mas apenas os primeiros 48 jogos. (Págs. 1 e A2)

Autopeça importada abre disputa

O governo terá de tomar uma decisão difícil sobre o redutor de 40% aplicado na tarifa de importação de autopeças há 11 anos. Os fabricantes nacionais e os representantes dos metalúrgicos do ABC querem o fim do redutor para proteger a indústria e os empregos locais. As montadoras, por sua vez, ameaçam até transferir linhas para a Argentina se não puderem contar mais com incentivos para importar componentes. Uma queda de braço está em curso nos bastidores da equipe econômica. (Págs. 1 e A4)

A partir do Brasil, GlaxoSmithKline reduz preços de remédios nos países emergentes (Págs. 1 e B8)

Copom eleva Selic em 0,75 ponto percentual, para 10,25% ao ano (Págs. 1 e C2)

Preservação ambiental

Estudo que será divulgado hoje pelo Imazon mostra que a repressão ao comércio ilegal, a crise internacional e a substituição de materiais na construção reduziram a atividade madeireira na Amazônia. (Págs. 1 e A2)

STF adia decisão sobre quintos

Pedido de vista suspende julgamento de “esqueleto” bilionário no Supremo Tribunal Federal, mas questão processual tende a favorecer reivindicação de servidores. (Págs. 1 e A5)

Serviços ainda puxam inflação

Depois de quatro meses em alta, os preços dos alimentos desaceleram e o IPCA encerrou maio com elevação de 0,43%, ante 0,57% em abril, mas o setor de serviços ainda pressiona. Em 12 meses, a alta é de 6,8%. (Págs. 1 e A16)

Consumidor paga o pato

Disputas sobre patentes entre fabricantes de smartphones podem chegar à Justiça dos EUA e elevar os preços dos celulares para o consumidor. (Págs. 1 e B2)

Leilão de transmissão

Leilão de linhas de transmissão, marcado para amanhã, deverá contar com empresas espanholas, apesar da crise na Europa que levou à venda de ativos no Brasil. (Págs. 1 e B9)

Transgênico de segunda geração

Quatro anos após ser lançado nos EUA, o milho transgênico de segunda geração da Monsanto chega ao Brasil a partir da safra de verão, com plantio em outubro. (Págs. 1 e B14)

Bolsa dribla a Copa

Na primeira Copa do Mundo após a união das bolsas brasileiras, a BM&FBovespa decidiu que não vai interromper as operações durante os jogos da seleção brasileira. (Págs. 1 e C5)

Ideias
Javier Santiso
Grandes eventos esportivos na África e no Brasil apontam para uma era de prosperidade para os emergentes. (Págs. 1 e A15)

Ideias
Fábio Wanderley Reis
Papel do Brasil no acordo com o Irã mostra que multipolaridade favorece uma política internacional mais responsável. (Págs. 1 e A15)

Primeira Página
Emissão de estatais impacta câmbio
Bancos ainda precisam de muitos bilhões
Autopeça importada abre disputa

Editorial
Um PIB para comemorar e também corrigir rumos

Opinião
É necessário ampliar a transparência das empresas :: Maria Helena Santana
Um efeito olímpico :: Javier Santiso


Colunas
José Roberto Campos
Maria Inês Nassif
Fábio Wanderley Reis
Eduardo Campos


Política
Imposto sobre Grandes Fortunas passa na CCJ
TCU aprova contas com 25 ressalvas
PT acolhe PDT em alianças estaduais mas não evita debandada em Minas
Partido deve ser liberado da obrigação de apoiar Roseana no Maranhão
PMDB entrega a Dilma programa de governo
AGU recorre ao Supremo contra multas a Lula


Brasil
Estudo aponta diminuição da atividade madeireira na Amazônia
Para ANP, pré-sal pode ter 50 bilhões de barris
Debate sobre royalties paralisa votação do pré-sal
Inadimplência no varejo tem queda de 2% no ano
STF sinaliza voto a favor de "esqueleto"
Governo vai ajustar valor nominal do superávit primário
Sindicato reforça briga anti-importação
Produção se retrai em sete locais pesquisados
Brasil exporta programa Minha Casa, Minha Vida para a Venezuela
Dieese vai formar "cientistas do trabalho"
Centrais querem se reaproximar do meio acadêmico
Código Florestal vira palco de campanha
Marina acusa adversários de omissão no debate ambiental

Internacional
EUA ameaçam Brasil por ação contra sanção ao Irã
CS da ONU aprova sanções; Teerã desafia resolução
Negociadores descartam acordo amplo este ano sobre mudança climática

Especial
Serviços mantêm inflação sobre pressão
Não há superaquecimento, diz Coutinho
Para FGV, demanda sustenta preços


Empresas & Tecnologia
Receita Federal dispensa medidor, mas mantém Sicobe
GSK escolhe o Brasil para reduzir preço de remédios
Uso racional da água abre espaço para novos negócios
Busca por autopeças baratas é prioridade para diretoria da Fiat
Preço do aço no Brasil preocupa matriz
Expansão da GM no Sul será concluída até início de 2012
Espanhóis resistem à crise e vão a leilão da Aneel


Finanças
Regulação custaria US$ 365 bi aos EUA
Sem surpresas, taxa Selic sobe a 10,25%
Maior banco da China planeja se instalar no Brasil
Operadores ficam de castigo na Copa
Grandes bancos precisam de bilhões em capital novo
Crise na Europa e recuperação dos EUA determinam valor do dólar


Investimentos
Previdência volúvel
Fundos de ações têm captação modesta
Inspetores americanos encontram "falhas" em auditoria feita no Brasil
Avança projeto de órgão de supervisão brasileiro


Agronegócios
Oferta menor e crise reduzem o consumo de leite longa vida
Exportações de carne suína caem em maio e preço sobe
Sem capital de giro, Agrenco adia o reinício das operações
Segunda geração de milho transgênico chega ao mercado


Legislação & Tributos
Procuradores pedem providências para problemas do 'Refis da Crise'

Nenhum comentário: