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1 de junho de 2010

DILMA FALA EM ESTENDER 3ª IDADE





Autor(es): Agencia o Globo/Leila Suwwan

O Globo - 01/06/2010



Petista sinaliza que poderá, se eleita, aumentar tempo de contribuição

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tocou ontem em um assunto considerado tabu durante as eleições: a reforma da Previdência. Ela defendeu “estender a terceira idade um pouco mais para lá”, sinalizando que, se eleita, poderá estender o tempo de contribuição à Previdência.

Mas, depois, disse que se tratava apenas uma piada com seus próprios 62 anos.

A petista participou ontem de seminário da revista “Exame”, em São Paulo. Ao falar sobre a importância de apostar na qualificação da população economicamente ativa do país, ela disse que investirá na qualidade da educação, uma forma de apostar no “bônus demográfico” brasileiro: — O tal do bônus demográfico nada mais é que isso: a população em idade ativa, em idade de trabalhar, é maior que sua população dependente, os jovens, crianças e velho, né? Mais da terceira idade, que a terceira idade tá ficando difícil, né. A gente vai ter que estendêla um pouco mais para lá.

Questionada sobre o que quis dizer e se pretendia fazer mudanças na idade de aposentadoria, Dilma disse que não fez referência à Reforma da Previdência, mas reconheceu que “sempre será necessário tomar providências sobre a questão etária do país”.

— É a minha (terceira idade).

Fiz uma brincadeira comigo mesma. Acho que vai sempre ter que olhar a questão etária do país e tomar providências, claro. Mas eu não tratei desse assunto. Eu fiz uma brincadeira, porque não tenho vergonha de dizer, são muito bem vividos, que tenho 62 anos.

Especialistas avaliam que mudanças serão inevitáveis para manter o sistema previdenciário.

Hoje, o veto ao reajuste de 7,7% nas aposentadorias, aprovado pelo Congresso, causa dor de cabeça ao presidente, pelo ônus eleitoral.

No almoço, a petista sentou à mesa com um grupo de empresários, entre eles Eike Batista, da EBX, Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Jean Carlo Civita, do grupo Abril, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, e Kees Kruythoff, presidente da Unilever do Brasil, além do economista Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York.

Dilma exaltou a ampliação da oferta de crédito no governo Lula.

Disse que o valor é de cerca de 45% do PIB, mas prometeu ampliá-lo até 2014, se eleita.

Com a ausência de Marina Silva, coube a Dilma destacar o discurso verde. Lembrou que as reservas de petróleo da camada pré-sal são “o passaporte para o futuro” e defendeu uma matriz energética renovável.

— A matriz energética é 50% renovável e nos faz uma potência renovável. É um diferencial competitivo imenso para o país.

(...) Podemos ter fontes alternativas, incluídas na nossa matriz sem maiores problemas

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