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2 de agosto de 2011

Dólar começa a semana com alta de 0,63% diante da preocupação sobre crescimento dos Estados Unidos

Começo do dia foi marcado por otimismo, mas preocupação acabou tomando conta

O dólar voltou a subir nesta segunda-feira. A moeda norte-americana avançou 0,63%, a R$ 1,5607 para venda, após ter sido cotado abaixo de R$ 1,55 no começo da manhã. A alta da moeda foi afetada pela divulgação do índice da atividade manufatureira norte-americana, medido pelo ISM (sigla em inglês para Instituto para Gestão do Fornecimento), que caiu de 55,3 em junho para 50,9 no mês passado - o menor nível desde julho de 2009.

Na semana passada, o governo brasileiro teve que jogar pesado para conter a queda do dólar, que fechou na sexta-feira a R$ 1,55. Entre as medidas tomadas pelo Brasil esteve a adoção de um imposto sobre operações com derivativos de câmbio.

A moeda americana vem desabando diante da incerteza sobre a dívida soberana e o crescimento econômico dos Estados Unidos. Mas o governo brasileiro tenta frear a valorização do real para proteger as exportações.

 
No começo do dia, prevalecia o otimismo com o acordo no Congresso norte-americano para a elevação da dívida do país. O texto ainda não foi votado, mas a expectativa dos parlamentares é de que isso ocorra a tempo de evitar um calote.

No Brasil, o mercado abriu o mês ainda com a liquidez prejudicada pelas medidas do governo sobre derivativos cambiais na semana passada, apontou o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti.

- [O governo] está tendo sucesso dentro do objetivo dele. Ele está travando o mercado.

O governo determinou na semana passada um imposto de 1% sobre operações com derivativos cambiais que resultem em um aumento da posição vendida em dólar. A intenção é frear a queda do dólar e proteger as exportações brasileiras.

Os estrangeiros, principal alvo do novo imposto, reduziram as posições vendidas em dólar de R$ 35,7 bilhões (US$ 22,9 bilhões) na terça-feira a R$ 32,15 bilhões (US$ 20,6 bilhões) na sexta.

O dólar subiu em relação ao real nesta segunda-feira (1º), acompanhando a reação do mercado global a dados piores do que o esperado nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou 0,63%, a 1,5607 real para venda, após ter sido cotado abaixo de 1,55 real no começo da manhã. Em relação a uma cesta com as principais divisas, o dólar subia 0,54 por cento às 17h.

Para o economista-chefe da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, o otimismo em relação à possibilidade de um acordo entre republicanos e democratas para elevar o teto da dívida americana, foi substituído por preocupações com os indicadores do país.

- O mercado começou com o real se valorizando, com otimismo prevalecendo sobre a possibilidade de um acordo entre democratas e republicanos sobre a dívida Nnorte-americana. Mas depois... aumentaram as preocupações sobre a sustentabilidade da recuperação econômica.

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