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2 de agosto de 2011

Dilma não fala sobre denúncias

A postura da presidente contrasta com a tomada de decisões relacionada à Pasta dos Transportes



A presidente Dilma Rousseff não cobrou explicações do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, sobre as denúncias feitas pelo seu irmão Oscar Jucá Neto, ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a respeito de casos de corrupção no Ministério da Agricultura.

O senador era um dos participantes da reunião de coordenação do governo, na manhã de ontem, no Palácio do Planalto. Segundo a ministra Helena Chagas (Comunicação Social), as denúncias a respeito da pasta, comandada pelo PMDB, não foram abordadas. Também não está prevista, segundo ela, uma conversa entre a presidente e Jucá para discutir o assunto.

Em entrevista à revista "Veja", o irmão de Jucá, exonerado após determinar o pagamento de R$ 8 milhões a um armazém em nome de laranjas, acusa o ministério comandado por Wagner Rossi (PMDB), afilhado político do vice-presidente Michel Temer, de retardar um pagamento determinado pela Justiça ao armazém Caramuru.

 
A Conab também teria vendido um terreno em área valorizada de Brasília por um quarto do valor de mercado a um vizinho do senador Gim Argello (PTB-DF), também com influência política dentro do ministério.

A postura de Dilma em relação ao caso contrasta com a atitude tomada por ela na crise dos Transportes, comandado pelo PR, quando determinou uma "faxina". A consequência foi a exoneração de 22 pessoas.

 
Nordeste

A presidente Dilma destacou ontem as ações prioritárias anunciadas pelo governo na semana passada para o Nordeste. Em seu programa semanal "Café com a Presidenta", ela falou de estratégias nas áreas de saneamento, educação, saúde e agricultura familiar. Segundo Dilma, a expectativa com o programa Água para Todos é obter o mesmo resultado do Programa Luz para Todos, que fornece energia elétrica para 2,8 milhões de moradias no País.

O governo pretende apoiar a produção de 250 mil agricultores familiares extremamente pobres até 2014. Destacou a parceria com redes de supermercados para a compra e a venda de produtos da agricultura familiar. Na área de saúde, serão construídas 638 Unidades básicas de Saúde (UBS). A realização de mais de 7 milhões de consultas, a entrega de 3 milhões de óculos para estudantes e o fornecimento de quase meio milhão de próteses dentárias

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