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10 de junho de 2010

CONTER A ECONOMIA? ESTE ANO\?


Alberto Tamer

O Estado de S. Paulo
- 10/06/2010




É um senhor PIB! De impor respeito a qualquer um. Mais 2,7% no primeiro trimestre comparado com o último do ano passado e nada menos que 9% sobre o mesmo período em 2009. Se a economia continuasse crescendo assim nesse ritmo, poderíamos chegar a um crescimento de 11% neste ano. Uma projeção arrojada e discutível, mas que anda por aí. A previsão mais realista é que deveremos crescer 7,5% ou um pouco mais.

O governo festeja. É um PIB exuberante. O Brasil merece isso, afirma Lula, numa alegria justificável. Era ontem um sorriso só. Affonso Celso Pastore e Alexandre Schwartzman, entre outros, concordam. Mas todos, incluindo a equipe econômica, afirmam que não dá para continuar crescendo nesse ritmo sem gerar distorções. Quais? Inflação provocada por um consumo sem o aumento proporcional da produção. Isso só se contorna com investimentos na indústria. Eles estão vindo, agora, mais 7,4% sobre o trimestre anterior e 26% acima do primeiro trimestre do ano passado. Mas é pouco, muito pouco e chegam atrasados. Alcançam 18% do PIB. Precisaríamos, no mínimo, de 25%.

Mas o PIB vem crescendo em torno de 10% há três trimestres e não aconteceu nada de mal, podem argumentar. Sim, mas está sendo compensado por importações acima das exportações gerando déficit nas contas externas. O que sustentou e ainda sustenta o crescimento é o consumo das famílias. E parte desse consumo está sendo atendida pelas importações. Há ainda mais problemas, mão de obra, infraestrutura, custo interno e externo elevado.

E a saída? Investir mais e, assim mesmo, crescer menos este ano. Há uma defasagem entre investir e começar a produzir. Meses quando não mais.

Economia está desaquecendo. Há muitos otimistas iludidos dizendo isso. A demanda interna está se retraindo. Acreditam que o ajuste poderá ser feito sem choque. Será? Não estamos vendo isso. Os sinais de arrefecimento não estão muito claros. A produção das montadoras, em maio, mesmo sem o benefício do IPI, aumentou 6,6% sobre o mês anterior e 14,9% sobre o mesmo mês do ano passado. De janeiro a abril deste ano o faturamento real (descontada a inflação) da indústria de transformação aumentou 12,1% e a capacidade instalada chegou aos níveis de antes da crise, 83%. Se há recuo, foi mínimo, inexpressivo. Seria imprudente ficar apostando numa retração da demanda para evitar o superaquecimento da economia. Os sinais estão aí, inflação de 5,2% em maio, balança comercial afundando.

E isso porque o aquecimento está sendo provocado não pelo consumidor tradicional, mas pelo da classe D. Ele vai continuar consumindo porque compra apenas o que precisava e não tinha, dispõe de mais renda e outros benefícios que estimulam o consumo.

Crescimento será forte. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirma que o resultado do PIB veio forte, dando sinais de que deverá ser o pico do crescimento, com desaceleração a partir de agora. Mas alerta: "Essa expansão moderada, entretanto, é enganosa, pois, passado o pior, seria natural esperar uma acomodação, mas deve-se entender isso como uma acomodação que ainda significa crescimento forte do PIB". Diante dessa perspectiva, a MB Associados aumentou a previsão de crescimento do PIB, neste ano, de 6,6% para 7%.

Ou seja, vamos ter mais crescimento econômico.

E daí? Para reduzir a febre da economia, seria preciso aumentar ainda mais os juros, reduzir os prazos do crediário, conter o aumento da demanda na crise. O máximo que o governo fez foi retomar os impostos, como o IPI, sobre alguns setores agora mais aquecidos. Deixou em outros. Não está funcionando.

E agora? Ora, a economia vai continuar superaquecida apesar dos juros e o resto a gente vê depois. Quando? Depois, depois. Há sempre um "depois..."

Dizem que a gente pode esperar.

9 de junho de 2010

CRESCIMENTO CHINÊS?




Autor(es): Agencia o Globo/ Fernando de Holanda Barbosa Filho

O Globo - 09/06/2010

O "crescimento chinês" do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2010 era um resultado esperado. A crise americana afetou a economia brasileira no último trimestre de 2008 e seus efeitos continuaram no primeiro trimestre de 2009, com uma breve recessão que gerou grande aumento na capacidade ociosa na economia brasileira: o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) atingiu 77,9 em Fevereiro de 2009, contra 86,7 em Junho de 2008. Neste cenário, a recuperação da economia brasileira foi ocorrendo de forma progressiva com sinais de recuperação a partir do 2º trimestre de 2009 quando o PIB apresentou crescimento de 1,5% em relação ao trimestre anterior e com uma aceleração gradativa da taxa de crescimento até atingir os 2,7% do primeiro trimestre de 2010.

Entretanto, esta elevada taxa de crescimento de 2,7% em relação ao trimestre anterior (crescimento anualizado de 11,2%) ou de 9% sobre o primeiro trimestre de 2009 não significa que a economia brasileira tenha entrado em um regime de "crescimento chinês". Infelizmente, este elevado crescimento não é sustentável e é fruto de uma combinação de eventos, quais sejam: 1 - Elevada capacidade ociosa da economia brasileira em virtude do impacto da crise mundial; 2 - Política monetária expansionista com a redução dos compulsórios e da taxa de juros pelo Banco Central; 3 ? Política fiscal expansionista de 2009 com elevação dos gastos de 1,8% do PIB, e redução do superávit primário; 4 ? Antecipação de consumo em virtude de incentivos fiscais como a redução do IPI.


O nível de utilização da capacidade instalada já atingiu 84,9 em abril de 2010, próximo ao valor de agosto de 2008, 86,1. A expansão fiscal do governo encontra-se em patamar inferior ao observado em 2009 e o consumo de bens duráveis não vai atingir os elevados níveis incentivados pela redução do IPI que estimulou a antecipação do consumo. Logo, o crescimento do PIB entre o primeiro trimestre de 2009 e o de 2010 é explicado por fatores conjunturais e não por mudanças estruturais que estimulassem o crescimento do produto potencial brasileiro.

O crescimento da economia em ritmo superior ao do produto potencial gera pressões inflacionárias. Com isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve continuar o seu ciclo de elevação da taxa de juros reduzindo a taxa de crescimento da economia brasileira no ano de 2010 para baixo da taxa apresentada em seu primeiro trimestre.

Logo, o aperto da política monetária e a ausência dos fatores conjunturais acima reportados sinalizam que o "crescimento chinês" deste primeiro trimestre de 2010 não é sustentável e o país deve fechar o ano com um crescimento mais baixo. Para o Brasil entrar em um regime de "crescimento chinês" seriam necessárias diversas medidas, dentre as quais uma elevação da taxa de investimento (18% ao ano no 1º trimestre de 2010) e adoção de políticas que possibilitem elevar a produtividade da economia.

FERNANDO DE HOLANDA BARBOSA FILHO é professor da Fundação Getulio Vargas e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV

PIB: FESTA, MAS COM CAUTELA

Autor(es): Carolina Eloy

Jornal do Brasil - 09/06/2010

CRESCIMENTO "MADE IN" CHINA

O ritmo acelerado de crescimento do país no primeiro trimestre não é sustentável, e, segundo economistas, as medidas do governo de retirada de estímulos fiscais e aumento dos juros devem desacelerar esta expansão já nos próximos meses. O Produto Interno Bruto (PIB, geração de riquezas do país) avançou 2,7% em comparação ao trimestre anterior e 9% ante o mesmo período de 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

– Vivemos um momento de ouro no país. O Brasil merecia e precisava disso.

Fui esculhambado quando disse que a crise era só uma marolinha, e o Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair – disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comemorando o crescimento do PIB.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o resultado superou as expectativas.

Ele elevou a estimativa de expansão do PIB para este ano, que era de até 6%, para até 6,5%.

“Caminhamos para um crescimento sustentável.

Não podemos esquecer a fraca base de comparação.

A indústria, por exemplo, teve um crescimento negativo em 2009. Em 2010, a economia brasileira deverá ter um crescimento de 6% a 6,5%”, concluiu.

Recuperação da crise O ministro ressaltou que o avanço do PIB mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo no que se refere à crise financeira internacional registrada em 2009.

“O resultado faz parte de um conjunto de medidas de políticas monetária e fiscal que foram muito bem-sucedidas. Na comparação internacional, apenas a China teve um crescimento desta magnitude”, avaliou.

Ex-presidente do Banco Central e sócio da Consultoria Tendências, Gustavo Loyola disse ao JB que o aumento de 13,1% das importações no primeiro trimestre mostra que a indústria não conseguiu acompanhar os pedidos com o aquecimento do mercado interno.

Loyola ressalta que o aumento das importações é um recurso muito usado para evitar a alta dos preços.

Ele estima uma inflação acima de 5% para este ano combinada à expansão de 6, 5% PIB.

– Depois do período de crescimento é natural uma certa acomodação da economia, como deve acontecer nos próximos trimestres.

A demanda também não tem tanto espaço para aumentar ao longo do ano e deve começar a ficar compatível com a oferta nacional – avalia Loyola.

A utilização da capacidade instalada da indústria aumentou 0,8 ponto percentual e praticamente retornou ao patamar pré-crise, chegando a 83% em abril, contra 83,1% em setembro de 2008, segundo indicadores divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O faturamento da indústria caiu 4,9% em abril na comparação com março deste ano. Esta foi a segunda queda registrada em 2010. Em janeiro, as vendas industriais haviam recuado 3,2% em relação a dezembro do ano passado.

– Depois de um primeiro

trimestre muito intenso, com resultados muito fortes, já era esperada essa acomodação. Entre as razões está o fim de alguns estímulos fiscais, para eletrodomésticos e automóveis – disse o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Flávio castelo Branco.

A maior alta no PIB do primeiro trimestre foi na indústria (4,2%), com agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%) em seguida. Em relação aos componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 7,4% no primeiro trimestre da formação bruta de capital fixo, que registra a ampliação da capacidade produtiva futura.

Professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Nilton Marques destaca que vários setores da indústria estão saturados e poderiam enfrentar escassez de mão de obra se o ritmo de crescimento do primeiro trimestre se repetisse.

– O país está praticamente sem capacidade ociosa, e mesmo um pequeno aumento das encomendas pode significar elevação de preços – explica.

O crescimento do PIB foi o mais alto desde 1995 na comparação com os mesmos períodos. A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2010 foi de 18% do PIB, superior à taxa de igual período do ano anterior (16,3%).

– O crescimento é alto.

Não deveria ser tão alto. É surpreendente e exagerado.

Deveria ser de 6% a 6,5%. Não só é capaz de gerar inflação, como de criar outros problemas na área de logística. Temos de resolver uma série de questões em logística que ainda não resolvemos – disse o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

Ele disse que está havendo uma reacomodação por várias razões.

“Como reduções de incentivos, aumento de juros, aumento do compulsório pelo BC. Tudo isso está levando a uma reacomodação do nível de atividade”, disse Jorge.

Ritmo chinês O professor de finanças e economia da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV), Rogério Sobreira, explica que a economia brasileira não está preparada para crescer no ritmo chinês. A economia deve crescer de 6,5% a 7%, o que para Sobreira não plenamente sustentável, e a inflação deve ficar em torno de 5,5% este ano.

Sobreira destaca que o volume de investimentos nacionais deveriam ser maiores, em torno de 22% para sustentar a expansão de 9% do PIB e compara com a taxa de investimento da China que fica acima de 25% do PIB.

– O Brasil tem gargalos como o custo do capital, a elevada carga tributária e a baixa eficiência da educação que dificulta o aumento de investimentos no país – diz Sobreira.

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BRASIL CRESCE A PASSOS DE GIGANTE



Autor(es): Luciano Pires

Correio Braziliense - 09/06/2010

NO ÁPICE DO CRESCIMENTO


O impressionante salto de 9% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2010 é uma combinação de fortíssima produção industrial, aumento de investimentos e consumo em alta. A expansão econômica brasileira no período chega próximo à apresentada pela China, que registrou incríveis 11,9% na comparação com 2009. Especialistas preveem uma acomodação nos próximos meses, mas em índices ainda elevados, e estimam um crescimento anual de até 8%.

Brasil tem incremento de 2,7% no primeiro trimestre, o maior entre países listados pelo IBGE. Mesmo que a atividade parasse hoje, expansão seria de 6% no ano.

Enviado Especial

Em uma demonstração de força sem precedentes em pelo menos 15 anos, a economia brasileira cresceu no primeiro trimestre deste ano mais do que as principais nações ricas, superou os emergentes Índia e Rússia e ainda apareceu no retrovisor da China, a locomotiva do planeta no pós-crise. Números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo país, avançou 2,7% entre janeiro e março, na comparação com o último trimestre do ano passado, e 9% em relação ao mesmo período de 2009 — esse, o melhor resultado oficial já registrado desde que os serviços e as riquezas passaram a ser calculados, em 1995. Nas contas do governo, em um quadro hipotético, em que a economia deixasse de crescer até o fim do ano, o avanço do PIB seria de 6%, tal foi a força computada entre janeiro e março (é o que se denomina carregamento estatístico ou carry-over).

A expansão industrial e o aumento dos investimentos sustentaram quase todo o ganho. Atingidas em cheio pela instabilidade que empurrou o planeta para a recessão em 2008, as empresas reagiram com vigor. A construção civil, o comércio, a agropecuária e os serviços responderam positivamente à oferta de crédito e ao incremento do mercado de trabalho e da renda. Até os exportadores e os importadores aproveitaram a onda de recordes para baterem as suas próprias marcas.

Ainda que os próximos trimestres sejam de desaceleração e acomodação da atividade — em níveis elevados, ressalte-se —, pouca gente duvida que o país deixará de crescer pelo menos 7% ao fim do ano. Essa é a previsão reinante no mercado e no governo — os mais otimistas falam em um salto de 8% —, que, se confirmada, resultará no melhor desempenho do país desde 1986, ano do fatídico Plano Cruzado.

“Vivemos um momento de ouro neste país. É um crescimento exuberante. Acho que o Brasil merecia e precisava disso”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso em Fortaleza (CE). Em tom de revanche, Lula emendou: “Vocês viram que fui esculhambado quando disse que a crise seria só uma marolinha aqui no Brasil, e alguns diziam que o Brasil ia afundar. O Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair da crise”.

Dependência

Sob qualquer parâmetro recente, as comparações sugerem que o PIB nacional atingiu o topo ao entrar de sola em 2010. Em valores correntes, o montante acumulado nos três primeiros meses do ano foi de R$ 826,4 bilhões. Boa parte disso saiu do bolso das famílias (R$ 526,7 bilhões), que, há 26 trimestres, continuam consumindo e sustentando — ainda que a um ritmo mais modesto desta vez — a economia. O recorde no volume de investimentos realizados diretamente na produção, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), e a elevação dos gastos do governo (R$ 157,2 bilhões) também ajudaram a sustentar o salto do PIB. A baixa taxa de poupança bruta (15,8% do Produto) contrasta, por sua vez, com os bons índices registrados no primeiro trimestre e é apontada como uma pedra no sapato que poderá trazer problemas, inclusive, para o próximo presidente da República, diante da dependência cada vez maior do país por capital estrangeiro.

Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE, explicou que, ao contrário do observado no primeiro trimestre de 2009, entre janeiro e março de 2010, o que se viu foram recordes positivos em série. Segundo ela, as perdas causadas pela crise internacional, decorrente do estouro da bolha imobiliária nos Estados, já foram recuperadas. O consumo das famílias, completou a especialista, embora em ritmo mais lento, conseguiu manter o PIB em alta no primeiro trimestre. Bancos e consultorias que respondem ao questionário semanal Focus feito pelo Banco Central acreditam que esse papel continuará sendo desempenhado com louvor pelos lares brasileiros, perante a perspectiva de criação recorde de empregos com carteiras assinadas neste ano — a previsão é de 2,5 milhões de vagas — e do controle da inflação por meio da elevação da taxa básica de juros (Selic).

Acomodação

Entre os países que compõem o BRIC, grupo de emergentes que despontam com chances reais de se tornarem nações desenvolvidas, o Brasil só perde para a China. Dados compilados pelo IBGE mostram que os chineses cresceram no primeiro trimestre incríveis 11,9% ante o mesmo período de 2009. Já a Índia avançou 8,6% e a Rússia, 4,5%. Se a taxa de 2,7% obtida pelo Brasil na comparação com os últimos três meses de 2009 for anualizada, ou seja, se o país mantiver o pé no acelerador e repetir igual performance nos três trimestres seguintes, o crescimento final será tão surpreendente quanto o chinês: 11,2%, taxa que só se viu nos anos 1970, quando o país estava sob o controle dos militares.

A tendência, porém, é de acomodação. Analistas independentes e até o governo reconhecem que, dificilmente, a economia se manterá tão aquecida como nos primeiros meses de 2010. A crise na Europa, o cenário de superaquecimento e os passos do BC na condução da política monetária estão sendo monitorados — a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) aumente os juros hoje em 0,75 ponto percentual, de 9,50% para 10,25% ao ano. A grande preocupação dentro do governo e mesmo entre analistas do mercado é de que o BC não force demais a mão, a ponto de comprometer demais o crescimento tão comemorado.