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19 de outubro de 2009

LINA VIEIRA DIZ QUE ACHOU AGENDA QUE REGISTRA ENCONTRO COM DILMA


A ex-secretária da Receita, Lina Vieira, afirma ter encontrado a agenda que confirmaria a reunião reservada que teve com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo reportagens do jornal Folha de S.Paulo e da revista Veja, há uma anotação a mão sobre o encontro, que teria ocorrido no dia 9 de outubro do ano passado, pela manhã, no Palácio do Planalto.
No encontro, sustenta Lina, a ministra teria pedido para "agilizar" a investigação de empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Dilma negou o encontro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em sua defesa e afirmou que a ex-secretária deveria provar o que dizia.
"O presidente não pediu que ela mostrasse a agenda? Agora é bom que as duas mostrem agenda no Senado", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). "Essa questão precisa de esclarecimen

18 de outubro de 2009

LINA ACHOU A AGENDA COM A DATA DA REUNIÃO COM DILMA

FOLHA DE SÃO PAULO

A ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira afirma ter encontrado a agenda pessoal em que está registrada a reunião a sós com Dilma Rousseff, na qual a ministra da Casa Civil teria pedido para "agilizar" a investigação contra empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Na primeira linha da página do dia 9 de outubro de 2008, existe uma anotação à mão sobre o tal compromisso. Segundo Lina, o encontro ocorreu na parte da manhã, por volta das 11h, no Palácio do Planalto.O Gabinete de Segurança Institucional confirma que há registros da ida de Lina ao edifício naquele dia. Dilma, no entanto, diz que nunca teve uma audiência reservada com a então secretária da Receita.
O documento reforça o relato que Lina fez à Folha no começo de agosto deste ano. Na ocasião, a ex-secretária afirmou que Dilma havia solicitado o encontro reservado no Planalto para encaminhar o que Lina interpretou como uma ordem para encerrar logo a auditoria sobre os negócios de Sarney, aliado histórico do governo Lula e hoje presidente do Senado -ordem que a ex-secretária afirma não ter acatado.
Dilma negou não só o pedido como o encontro. A Folha procurou a assessoria de imprensa da ministra, mas não obteve resposta.Tanto ela quanto Lula desafiaram Lina a apresentar a agenda. "Qual a razão que essa secretária tinha para dizer que conversou com a Dilma e não mostrar a agenda?", disse o presidente, em agosto.
Na entrevista à Folha, em que detalhou a reunião, descrevendo até a roupa da ministra, Lina ressaltara que tinha feito registro do encontro em sua agenda pessoal. No entanto, o documento estava entre seus pertences embalados para a mudança de volta a Natal (RN). Lina havia sido demitida em meados de julho do principal cargo do fisco, depois de apenas 11 meses no posto.
Entre as razões para sua exoneração, estava o incômodo no Palácio do Planalto causado por pressões de grandes empresas que haviam sido fiscalizadas pela Receita, num projeto adotado por Lina de priorizar os maiores contribuintes.

15 de setembro de 2009

COLUNA CORREIO BRASILIENSE

Cabral baixa a bola
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), resolveu “recuar os half para evitar catástrofe”, como diria o Neném Prancha, famoso personagem do futebol carioca. Ontem, em Paris, onde recebeu a Légion d’Honneur (Legião de Honra), a mais alta condecoração do governo francês, Cabral baixou a bola e elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente da República, mais uma vez respeitando a tradição democrática, ouviu as partes e retirou o regime de urgência. E (…) tem dado reiteradas provas de seu compromisso com a democracia brasileira”, disse, se referindo à tramitação dos projetos do pré-sal no Congresso
Cabral se deu conta de que os adversários partiram para cima dele, aproveitando o contencioso com Lula. De olho no Palácio Guanabara, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) classifica como um tiro no pé o apoio incondicional de Cabral à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, aproveita o estresse de Cabral com Lula e desafia a cúpula do PT como candidato a governador. E o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), aproveita para tirar uma casquinha e ameaça lançar a candidatura do apresentador Wagner Montes, o segundo colocado nas pesquisas de opinião sobre as eleições de 2010 no Rio de Janeiro.
Xadrez
Entre os manifestantes detidos durante protesto contra a primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Roraima estava o fazendeiro Paulo César Quartiero, ex-prefeito de Pacaraima e líder dos arrozeiros desalojados da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Filiado ao DEM, ele é um dos mais ferrenhos opositores ao governo Lula no estado.
Sumiço da fita

Termina segunda-feira o prazo para que o Palácio do Planalto envie à Câmara dos Deputados as fitas do sistema de segurança que mostrariam as visitas da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira ao gabinete da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O DEM faz a contagem regressiva
Pindaíba
A decisão de reduzir o expediente dos quartéis de todo o país, que vão funcionar como o Congresso (da tarde de segunda-feira à manhã de sexta), por medida de economia, não foi uma manifestação de protesto do comandante da Força Terrestre, general Enzo Peri (foto). Falta mesmo o rancho para a tropa. Enquanto o presidente Lula negocia pessoalmente a compra dos caças franceses Rafale, completando o pacote bilionário da parceria militar com a França, o armamento convencional do Exército está sucateado. Não há sequer munição suficiente para os quase sexagenários fuzis FAL utilizados no adestramento.
Diploma jornalista
O deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ) proporá a formação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para a elaboração de uma proposta de emenda constitucional (PEC) ou de um projeto de lei (PL) que resgate a obrigatoriedade de diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A ideia é unificar todas as iniciativas apresentadas sobre o assunto no Congresso Nacional.

Créditos

Os parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) estão em obstrução em protesto contra a retenção das compensações da Lei Kandir devidas aos estados exportadores. O governo pressiona a base governista na CMO a fim de garantir a aprovação de uma operação de crédito suplementar de R$ 4,9 bilhões para a capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).