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11 de junho de 2010

ELAS, ELES E NÓS



Nelson Motta

O Estado de S. Paulo - 11/06/2010



Duas mulheres candidatas à Presidência da Republica é uma boa novidade em um país machista como o nosso. Mas logo vem o Zé Dirceu, sempre sutil, citando Lula: "O Brasil só derrotará o machismo quando eleger uma mulher presidente."
É mesmo? Michele Bachelet no Chile, Margaret Thatcher na Inglaterra, Angela Merkel na Alemanha, Cristina Kirchner e Isabelita Perón, na Argentina, derrotaram o machismo?
Quando chegam ao poder, as melhores e as piores só têm em comum a anatomia feminina. Algumas dão tantos motivos aos machistas que muitas vezes acabam rejeitadas pelo eleitorado feminino, que prefere votar em homens.
Umas são grandes estadistas, prestam relevantes serviços a seus povos, mas outras os conduzem ao desastre, como os piores homens. Não há um jeito feminino de governar, só há bom ou mau governo.
Nos anos 80, na alvorada da redemocratização, com a eleição de Maria Luiza Fontenelle como prefeita de Fortaleza e a de Luiza Erundina, de São Paulo, o machismo foi derrotado?
A administração de Erundina foi medíocre e a de Maria Luiza, um desastre. Mas elas não culpavam o machismo por todos os seus problemas, como hoje faz o feminismo de resultados. Marta Suplicy venceu o machismo em 2000? Ou foi derrotada por ele em 2008?
Dirceu diz que a mídia machista dá muita atenção aos cabelos, maquiagem e figurinos de Dilma para tentar diminuí-la. Como se ela não tivesse mudado de visual várias vezes, em busca da aparência que a campanha considere ideal.
Normal, Lula aparou a barba e trocou os dentes e os ternos. Já o look de Marina Silva, que não usa maquiagem, e tem sempre a mesma cara, não atrai tanta atenção.
Em eficiência no poder, ninguém mais duvida da competência das mulheres. E mesmo em corrupção na política, no geral, elas parecem mais honestas, ou menos corruptas, do que os homens. Os mais cínicos acham que elas só roubam menos porque estão chegando agora ao poder e querem mostrar serviço.
Eleger um ex-operário sem estudo é uma derrota do preconceito muito maior do que a eleição de uma mulher educada de classe média. Mas se fosse uma cabocla seringueira que virou senadora ?

24 de maio de 2010

MARINA DIZ QUE POR ORIETAÇÃO DO PT VOTOU CONTRA PLANO REAL E LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, negou nesta segunda-feira (24) atrito com o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), pré-candidato do partido ao governo do Rio. Marina faltou à festa de lançamento de Gabeira. A ausência da senadora, e o fato de que alguns militantes terem coberto cobriram o nome da senadora Marina Silva escrito nas faixas do partido, faixas que tinham escrito o nome da pré-candidata do PV em menos quatro faixas causou algumas especulações.
Mas, a própria senadora justificou a ausência dizendo que estava se preparando para a entrevista à rádio CBN programada para hoje, e que havia avisado ao partido que não poderia ir ao Rio. Marina Silva afirmou que a exclusão de seu nome de faixas teve como objetivo não ferir a legislação eleitoral.
"Foi uma orientação de quem entende da legislação e não quer extrapolar como estão extrapolando por aí ", disse Marina, em entrevista à rádio CBN, referindo-se às campanhas de seus adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
Ela afirmou que, com base em uma notificação recente recebida por sua candidatura, por evento no Rio Grande do Norte, foi dada a orientação para que fosse retirado ou coberto o (meu) nome nas faixas. Não tem nada a ver com política".
Nós ainda não podemos fazer campanha”, lembrou, em entrevista à rádio CBN nesta manhã. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fixou o dia 6 de julho como data oficial para que os partidos possam começar oficialmente campanha para as eleições de 2010.
IRÃ
Em relação à tentativa de acordo do Brasil e Turquia com o Irã em torno da questão atômica, Marina recomendou cautela. "O Brasil ainda tem que ficar em compasso de espera e não celebrar antes do tempo, mantendo a pressão sobre o Irã", disse. Ela mencionou ainda que a política externa brasileira deve levar em conta o princípio dos direitos humanos. "O Irã desrespeita os direitos humanos", disse ela.
APOSENTADOS
Quanto ao reajuste dos benefícios dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo em 7,7 por cento aprovado pelo Congresso, frente aos 6,14 por cento propostos pelo governo, Marina se disse favorável.
Mas afirmou que, se estivesse na Presidência, vetaria o fim do fator previdenciário, cálculo usado para reduzir o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo.
"É justo recuperar o poder aquisitivo dos aposentados e isso eleva a déficit na Previdência", afirmou, defendendo a realização de uma reforma previdenciária.
Sobre o debate em torno da distribuição dos royalties do petróleo, ela afirmou que o mecanismo não deve ficar apenas com os Estados produtores. "Os produtores devem ser valorizados, mas riquezas devem ser compartilhadas por todo o país."
PLANO REAL
Marina contou que votou contra o Plano Real no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), assim como contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que hoje considera um erro.
"A Lei de Responsabilidade Fiscal votei contra seguindo orientação do PT, mas hoje reconheço que foi (medida) acertada", disse. "Eu digo que foi um erro não termos avaliado que havia um ganho com o Plano Real", disse.

17 de maio de 2010

" SEREI DOADOR, MAS NÃO SEREI O ÚNICO", DIZ LEAL

"


Folha de S. Paulo - 17/05/2010

DO ENVIADO A NOVA IGUAÇU

Depois de longas conversas com sócios, amigos e parentes, o empresário Guilherme Leal, 60, aceitou se licenciar da direção da Natura para ser o vice de Marina Silva. Engajado na criação de ONGs como o Instituto Ethos e a Fundação Abrinq, concorrerá pela primeira vez a um cargo eletivo. Após a festa do PV, ele disse à Folha que a decisão foi "muito difícil" e que se dedicará a construir pontes com o empresariado. (BMF)

FOLHA - Sua presença como vice aumenta a confiabilidade de Marina entre empresários?
GUILHERME LEAL - Espero que sim [risos]. À medida que isso está definido, muitos empresários têm simpatia, sim. Muitos me estimularam, de alguma forma, a esse movimento cívico. E corajoso.

FOLHA - Pretende ajudar a atrair doações de campanha?
LEAL - Existe uma estrutura que está sendo montada, com transparência e compromisso ético. O processo de captação está aí. Sabemos que não somos os ricos do pedaço.

FOLHA - O sr. vai ser doador?
LEAL - Vou, mas não o único. Pretendemos que a campanha seja financiada de uma maneira bastante distribuída. Todas as análises dizem que Marina pode mobilizar redes sociais. Espera-se que em termos de arrecadação isso também aconteça.

FOLHA - Qual a quantia necessária para a candidatura?
LEAL - Isso está sendo trabalhado. A campanha vai se ajustando às realidades. É um pouco desejo e um pouco possibilidade.

FOLHA - O senhor já decidiu o valor da sua contribuição?
LEAL - Não. Vai se construindo na medida em que a necessidade exista e numa proporção razoável.

FOLHA - Por que se licenciar da direção da Natura?
LEAL - Legalmente, não haveria necessidade, mas vou pedir afastamento do conselho. Não deixarei de ser acionista, mas sem qualquer influência nas decisões da Natura.

FOLHA - Teme alguma represália contra a empresa?
LEAL - A gente espera que a democracia seja respeitada. Da mesma forma como a Marina diz que não quer o embate com os adversários, a gente espera que isso prevaleça.
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BRIGAS NO RIO AMEAÇAM CRESCIMENTO DO PV

O Estado de S. Paulo - 17/05/2010




Considerado o Estado onde a candidatura de Marina Silva tem mais chances de crescer, o Rio de Janeiro é palco de uma briga interna no PV local que pode atrapalhar os planos. São visíveis os desentendimentos entre o pré-candidato da legenda ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV-RJ), e o presidente regional da sigla, o vereador Alfredo Sirkis, que também é coordenador da pré-campanha de Marina.

A candidatura de Gabeira será oficializada no domingo, em pré-convenção conjunta dos diretórios regionais do PV, PSDB, DEM e PPS. Sirkis não aceita o acordo com o DEM e o compromisso de apoiar a candidatura do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, ao Senado. Lançou o nome da vereadora Aspásia Camargo como candidata independente.

Ontem, Gabeira subiu o tom. Afirmou ser um contrassenso o PV se insurgir contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Existem situações imaginárias de pessoas que estão fora da realidade. A coligação está formada e tem dois candidatos. Não há outro caminho", disse. "As pessoas estão delirando."

O racha no PV do Rio pôde ser medido numa conversa de Aspásia com um assessor, antes do início da coletiva de Marina. A vereadora disse que não se sentaria à mesa para que Gabeira também não se sentasse. Queria evitar polêmica, "porque estamos vivendo uma guerra de guerrilha". Como Gabeira foi convocado por Marina a participar da coletiva, a vereadora, mencionada como dirigente nacional do PV, também se sentou à mesa.
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'O BRASIL AINDA FAZ O DISCURSO DO SÉCULO XX'

Autor(es): Agência O Globo/Chico Otavio e Ludmilla de Lima

O Globo - 17/05/2010



Ao lançar sua candidatura à Presidência com uma festa em Nova Iguaçu, a ex-senadora Marina Silva (PV) associou seus principais adversários - Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - ao atraso ambiental. "As duas candidaturas são muito parecidas: estão discutindo desenvolvimento pelo desenvolvimento", criticou. Gilberto Gil mudou a letra de sua música "Andar com fé" para manifestar apoio a Marina, que foi a primeira a apresentar seu candidato a vice-presidente: o empresário Guilherme Leal, dono da Natura.

ELEIÇÕES 2010

Verde lança candidatura e apresenta empresário Guilherme Leal como vice

De um lado, a velha e defasada política desenvolvimentista, associada ao tucano José Serra e à petista Dilma Rousseff. Do outro, a visão moderna, defendida pelos verdes e sintonizada com a economia sustentável que avança pelo planeta. Foi assim que Marina Silva se apresentou ontem ao eleitorado na festa de lançamento de sua pré-candidatura, na casa de shows RioSampa, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

No evento - que confirmou o nome do empresário Guilherme Leal, dono da Natura, como pré-candidato a vice-presidente em sua chapa - Marina abandonou o habitual tom diplomático de seu discurso para marcar a diferença dos verdes frente aos candidatos de PT e PSDB:

- As duas candidaturas são muito parecidas: estão discutindo desenvolvimento pelo desenvolvimento, velho paradigma do século XX, quando o mundo inteiro está mudando: a China, o Obama, que está fazendo um investimento muito grande na economia de baixo carbono. E o Brasil ainda está fazendo o discurso do século XX.

Gil anuncia seu apoio em letra de música

Em sua primeira aparição pública ao lado da pré-candidata, o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura do governo Lula (2003-2008), reforçou as críticas de Marina. Depois de levantar o público ao cantar "Andar com fé" fazendo uma leve mudança na letra ("Andá com Marina eu vou, que a fé não costuma faiá"), Gil disse que os verdes levam o debate para novos patamares:

- A candidatura da Marina desloca muitas coisas para além do desenvolvimentismo clássico, ao qual vários partidos, o PT e o PSDB, inclusive, estão atados.

Apesar dos elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do mesmo PSDB que deverá unir-se aos verdes no Rio, Marina disse temer que a visão desenvolvimentista dos petistas - "o PT não se conectou ao século XXI" - e tucanos custe caro ao país futuramente.

A exemplo de Lula, a pré-candidata apelou até para uma metáfora de futebol para criticar a estagnação nacional, enquanto o mundo estaria elaborando um novo pensamento para os velhos problemas em relação à destruição ambiental:

- Daqui a pouco, o carbono vai estar "precificado", vamos ter barreiras tarifárias e um monte de consequências. Continuamos olhando para onde a bola está e não para onde ela vai estar.

Ecologia até no uso da própria voz

Marina, que começou o discurso anunciando que faria o "manejo sustentável da voz", devido a um final de gripe, não poupou a garganta. Seu discurso, que durou mais de uma hora, abusou da linguagem ecológica e voltou ao ataque quando citou a postura de petistas no episódio da frustrada candidatura de Ciro Gomes à sucessão pelo PSB. Após lamentar a "operação de guerra" montada para impedir o lançamento, ela explicou, em entrevista coletiva, as razões da crítica:

- Democracia tem valor incalculável. É alternância do poder. A movimentação no sentido de diminuir a possibilidade das escolhas no primeiro turno é uma incoerência com a democracia.

O evento na RioSampa reuniu, além de Marina e seu candidato a vice, Guilherme Leal, os candidatos do PV aos governos de São Paulo, Fábio Feldmann; Pernambuco, Sérgio Xavier; e Rio, Fernando Gabeira; além do poeta Thiago de Mello e da cantora Adriana Calcanhoto, que improvisou, a pedidos, a música "Cariocas". A organização estimou em três mil o número de presentes, mas os vazios em alguns setores da casa de shows indicavam que o comparecimento era de um terço desse número.

Ao longo do evento - monitorado por três fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) -, a militância foi deixando o RioSampa. No último discurso de Marina, restavam poucas pessoas na casa de shows. As filhas da pré-candidata, Mayara e Moara, estiveram presentes.

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VICE DE MARINA É EMPRESÁRIO DA NATURA

Chico Santos, do Rio

Valor Econômico - 17/05/2010

O empresário Guilherme Leal, fundador e co-presidente do Conselho de Administração da Natura, é desde ontem oficialmente o pré-candidato a vice-presidente da República na chapa do Partido Verde (PV) encabeçada pela senadora Marina Silva (PV-AC). A decisão de Leal, que resistia a aceitar o convite feito por Marina, foi anunciada pela senadora ontem à tarde, durante o pré-lançamento da campanha do PV, realizado na casa de espetáculos Rio Sampa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

"Não podemos deixar de lutar para construir um Brasil mais justo, mais sensato, mais feliz", disse Leal, ao discursar, logo após o anúncio, para uma plateia de aproximadamente mil pessoas. Fundador do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, organização não governamental voltada para o estímulo à gestão empresarial socialmente justa e ambientalmente sustentável, o empresário disse que, na próxima semana, enviará carta aos demais dirigentes da Natura solicitando seu afastamento da atividade empresarial para dedicar-se integralmente ao projeto político.

"Não se constrói uma empresa saudável em uma sociedade doente", disse Leal.

O empresário disse que demorou a aceitar o convite da pré-candidata do PV à Presidência dada a dificuldade em tomar uma decisão que altera fortemente sua vida pessoal. "Implica em me afastar da ação empresarial para que não haja confusão de papéis".

Fundada em 1969, a Natura é uma das mais bem-sucedidas empresas brasileiras nos últimos anos. No primeiro trimestre deste ano a empresa registrou uma faturamento de R$ 1,01 bilhão e lucro líquido de R$ 141,6 milhões, com crescimento de, respectivamente, 21,7% e 2% sobre o mesmo período do ano passado.

Na pré-convenção de ontem, que contou com as presenças de artistas como os cantores e compositores Gilberto Gil (que levou a plateia ao delírio cantando a música "Andar com Fé") e Adriana Calcanhoto e o poeta Thiago de Mello, Marina distribuiu elogios e algumas críticas aos adversários, assumindo o compromisso de "respeitar os oponentes" durante a campanha eleitoral. Elogiou o programa Bolsa Família, dizendo que com ele o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez "política social de segunda geração".

Marina foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula até maio de 2008, quando era filiada ao PT. Ela também elogiou os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso pelo Plano Real, que acabou com a hiperinflação. Ainda na área econômica, elogiou os esforços dos últimos governos na área fiscal e o câmbio flutuante. "Não faço isso (elogiar os adversários) para ganhar voto, e sim para fazer justiça", disse.

Mas ela também distribuiu críticas. Disse que o PT "perdeu a capacidade de se conectar com as utopias do século 21" e que PT e PSDB tem candidatos (Dilma Rousseff e José Serra, respectivamente) "muito parecidos", defendendo "o desenvolvimento pelo desenvolvimento, o velho paradigma do século 20". Criticou ainda os que "interditaram" a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência da República.

Segundo Marina, a pressão pela retirada de Ciro da disputa foi "incoerente com a democracia" e teve por objetivo fazer da eleição presidencial de outubro um plebiscito. "Essa eleição não será um plebiscito", afirmou.

16 de maio de 2010

SERÁ NA PERIFERIA O LANÇAMENTO OFICIAL DA PRÉ-CANDIDATURA DE MARINA SILVA




Marina Silva oficializa pré-candidatura neste domingo


O PV lança neste domingo (16) em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, a pré-campanha de Marina Silva à Presidência. Contrário aos grandes eventos do PT e PSDB – que lançaram as pré-candidaturas de Dilma Rousseff e José Serra em Brasília – a legenda organiza um encontro na “periferia”. A intenção é aproximar a presidenciável da população mais pobre, onde ela teria mais possibilidade de crescer entre o eleitorado.
A escolha de uma “periferia” para oficializar o nome de Marina foi estratégica, segundo o partido. A intenção é adotar uma tática diferente dos principais adversários, Dilma e Serra, que lançaram seus nomes em megaeventos em regiões nobres de Brasília. A ideia é chegar à Baixada Fluminense com um tom mais agregador e “criar um vínculo” com as regiões metropolitanas das grandes cidades.
A festa será na casa de shows Rio Sampa, palco de bailes de funk. O coordenador da pré-campanha do PV, vereador Alfredo Sirkis (RJ), afirmou no site do partido que a decisão de fazer a festa no local é unir as periferias das duas grandes metrópoles em torno da pré-candidata.
Sirkis afirmou que a intenção do partido é mostrar a semelhanças entre a pré-candidata e a população de baixa renda. “Marina tem uma poderosa mensagem para a população dessas periferias: sua vida e seu exemplo de superação.” Para ele, o lançamento da campanha na Rio Sampa une as periferias de Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e outras grandes cidades.
Em seu discurso, a ex-ministra do Meio Ambiente deve adotar um novo viés para a sua bandeira ecológica. Ao invés de falar sobre desmatamento na Amazônia ou ressaltar a necessidade de acordos internacionais para conter o aquecimento global, a candidata do PV deve falar sobre saneamento básico e relembrar as recentes tragédias no Morro do Bumba.
Com isso será demonstrada a diferença com os demais candidatos, e, ao mesmo tempo, estabelecida um forte vínculo entre a mulher pobre, cristã, da baixada, com o trabalhador que perde quatro horas por dia se deslocando ao trabalho, a partir de sua esquecida cidade dormitório, o jovem de classe média local, que se vê privado de equipamentos culturais ou de entretenimento saudável”, diz um comunicado do partido.
No evento, a expectativa é que seja lançada também a pré-candidatura a vice do empresário Guilherme Leal, presidente da Natura. Segundo o partido, a oficialização do nome de Leal na chapa de Marina ainda está “dependendo apenas de seu OK final”. Também devem participar da pré-convenção o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que é pré-candidato ao governo do Rio, e Aspásia Camargo, pré-candidata ao Senado.

Dilma e Serra

A pré-candidata petista, Dilma Rousseff, vai para Salvador neste domingo, onde particpa de encontro estadual do PT. Dilma em seguida volta para São Paulo. Na segunda-feira, ela será sabatinada na rádio CBN.
O pré-candidato tucano, José Serra, não divulgou agenda neste domingo, mas na segunda-feira viaja ao Ceará, onde deve ficar dois dias com agenda movimentada, segundo ele mesmo informou no seu Twitter.

15 de maio de 2010

OAB QUER OUVIR CANDIDATOS À SUCESSÃO PRESIDENCIAL


O presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante, programou o evento para agosto, mas ainda aguarda confirmação
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) convidou os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) para debaterem com os 81 conselheiros suas propostas para o país.
O presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante, programou o evento para agosto, mas ainda aguarda confirmação.
A última vez que a ordem debateu com candidatos à sucessão presidencial foi em 1998 quando os disputaram eram Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.
Os três presidenciáveis já participaram de debate semelhante com prefeitos de Minas Gerais e confirmaram presença no da CNI (Confederação Nacional da Indústria), dia 25 de maio. Antes do encontro, a CNI irá divulgar documento de 150 páginas com sugestões de medidas para o novo presidente adotar na área econômica.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) convidou os presidenciáveis para debate no mesmo dia da CNI, mas ainda não houve confirmação de presença.
A Fiesp é comandada por Paulo Skaf, pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo. O último encontro da CNI com candidatos foi em 2002.

SERRA, DILMA E MARINA VOLTAM A DEBATER

Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará o encontro chamado de marcha dos prefeitos
Os três principais pré-candidatos à Presidência --José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV)-- voltam a se encontrar na próxima quarta-feira em evento organizado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios).O debate, que começa às 9h, será de três horas e cada um terá cerca de uma hora para responder perguntas feitas por prefeitos. Não haverá discussão entre eles.Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará o encontro chamado de marcha dos prefeitos.No ano passado, a marcha causou polêmica e foi questionada pelo PSDB na Justiça Eleitoral por causa da participação de Lula e Dilma. No entanto, o pedido foi negado por falta de provas.No dia 6 deste mês, os três participaram do 27º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte (MG), e transformaram o evento em um debate eleitoral que durou cerca de duas horas.

7 de maio de 2010

PAINEL ELEITORAL COM DEBATE ENTRE CANDIDATOS

ELEIÇÕES 2010

Serra e Marina fazem dupla; Dilma mostra nervosismo

BRASÍLIA – A pré-candidata Dilma Rousseff (PT) apareceu em desvantagem no primeiro debate público entre os candidatos. Seus adversários José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) demonstraram experiência adquirida em disputas eleitorais anteriores. Serra foi melhor nos quesitos segurança, bom humor e conteúdo. Dilma revelou nervosismo e falta de objetividade. Marina, falou de propostas concretas, mostrou segurança e bom humor.
Mediado pelo jornalista Fernando Mitre, da Rede Bandeirantes, o evento aconteceu no 27º Congresso Mineiro de Municípios, no auditório da Associação Mineira de Municípios em Belo Horizonte, e teve como tema principal a questão dos municípios.
Em muitos momentos ficou a impressão que Serra e Marina fizeram uma dobradinha, isolando a petista. Logo na apresentação, Dilma foi sorteada para fazer primeiro sua exposição, que ela leu. Nervosa, gaguejou e abusou de números e termos como "condicionalidades". Levou a primeira vaia e ficou desconcertada.
A segunda a falar foi Marina. Mais tranquila, saudou os dois adversários, lembrou a emenda 29, que deu mais recursos para a Saúde quando Serra foi ministro, e foi aplaudida. Sorteado para falar por último, o tucano estava bem à vontade: rindo muito, saudou prefeitos e aliados de Dilma na plateia pelo nome, inclusive petistas e o senador Hélio Costa (PMDB). Fez questão de elogiar as adversárias. Disse que Dilma e Marina são mulheres de muito valor. Serra surpreendeu Dilma ao dizer que o debate não deveria ser transformado em um Fla-Flu.
- Eu estou de acordo com a Dilma quando ela fala que o debate (sobre a valorização dos municípios) não pode ser um Fla-Flu, um Palmeiras-Corinthians ou um Atlético-Cruzeiro - disse Serra, lembrando que ela havia se declarado atleticana. Vaia dos cruzeirenses presentes para ela, que tentou se explicar. Porém, longe do microfone, pouco se entendeu de sua queixa.
Serra, que já na abertura atraiu a simpatia da platéia ao lembrar que ele próprio foi prefeito de São Paulo após perder duas disputas pelo cargo, ganhou aplausos quando repetiu uma máxima de Ulysses Guimarães: "A população não vive na União, não vive nos estados, vive nos municípios". Serra citou a frase: "A vida pública só podia ser completa se fosse prefeito alguma vez, porque é ele que está cara a cara com a população."
Marina ressalta discurso ético
Marina fez questão de ressaltar o discurso ético e criticou o fato de os últimos governos terem ficado reféns do que "há de pior" no DEM e no PMDB. Dilma não comentou. Mas Serra aproveitou a deixa e disse que, se eleito, governaria em parceria com o PT e o PV. Nesse momento, desatenta à filmagem com transmissão ao vivo, Dilma ficou olhando e rindo de braços cruzados.
Dilma, que também tem sofrido de rouquidão em eventos pré-eleitorais, não entrou na brincadeira.
O debate chegou a ser interrompido por um ex-prefeito, que gritava no plenário. O jornalista Roberto Mitre, mediador teve de pedir calma. Serra aproveitou para fazer outro gracejo quando Mitre anunciava que o tempo de resposta iria se esgotar, com avisos de "falta 45 segundos".
- 45? O que é isso? Se você ficar repetindo isso, daqui a pouco isso vai virar debate na Justiça eleitoral - brincou Serra, numa referência indireta ao pedido do PT para suspensão do jingle dos 45 anos da TV Globo.
Depois da cutucada no PT, Mitre passou a avisar que faltavam "30 segundos".
Na finalização, Marina aproveitou para alfinetar Dilma, que falara antes na distribuição republicana dos recursos federais. Marina Silva, disse que a questão política continua a pesar nas finanças das prefeituras. Ela disse que apesar da ex-ministra ter falado de "relação republicana" do governo Lula com prefeitos, "boa parte dos recursos ainda não são repassados sem mediação política".Lembrou que o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), mandou quase todos os recursos para sua base na Bahia, deixando outros locais que sofreram com enchentes a mingua. Dilma não passou recibo.
. A platéia de prefeitos vaiou Dilma quando ela afirmou que o dizer o governo impediu que a crise econômica afetasse os municípios mineiros,
Já a pré-candidata do PV,
A senadora, que foi a mais aplaudida na primeira fala, defendeu a ideia de que o municipalismo é uma nova forma de gestão pública e pediu um novo pacto federativo. "Infelizmente muitos das atribuições continuam sendo um peso para as prefeituras." Ela defendeu a regulamentação da emenda 29, sendo aplaudida pelos prefeitos.
A pré-candidata voltou a lembrar a ideia do senador Pedro Simon (PMDB-RS) de uma constituinte para a reforma política.
Serra também lembrou uma série de pospostas que ele fez como deputado constituinte para aumentar a arrecadação das prefeituras. Ele criticou a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios este ano, em relação ao ano passado.
Pagamento de royalties do petróleo também foi tema de discussão
Um dos principais temas debatidos no Congresso, a distribuição dos royalties do petróleo, também foi debatido pelos presidenciáveis.
José Serra: "Royalties tem que se estender a outros recursos naturais. Minas, por exemplo, é campeão na exportação de alguns minérios e arrecada pouco. Mas tem que ser ligado a investimento, isso é uma questão essencial.
Com relação ao petróleo, creio que eles devem beneficiar o Brasil no seu conjunto. Mas não podemos matar dois estados que recebem muitos royalties. No caso de Campos (RJ), o projeto interrompia R$ 1 bilhão em royalties. Vai fechar a cidade. Isso gera discórdia no País.
Tem que fazer um critério geral que tenha royalty especial por causa disso e participa de uma fatia do bolo em termos nacionais para que seja amplo o benefício. E isso vale para os minérios."
Dilma Rousseff: "Concordo com Serra no que se refere a royalties da mineração. É um absurdo o que se cobra, é uma questão de dívida com a nação. Eu considero que uma das coisas mais estratégicas que tem é a parceria e eu a aprendi fazendo, aprendi que todo mundo ganha, ganha o estado, ganha o município e a União.
Eu aprendi que nós chegamos a construir uma forma de gestão que considero exemplar no que se refere ao PAC. Os municípios foram protagonistas, não receberam projeto pronto e acabado da União, discutimos a existência de programas, no início ninguém tinha projetos. Hoje é um orgulho ver a qualidade que os prefeitos e as prefeitas apresentam. Eles têm horizonte de investimentos e então têm uma prateleirinha de projetos.
Transformamos em obrigatórias todas as transferências do PAC. Outra questão foi programa de capacitação das cidades. No que se refere ao PAC 2, aprendemos muito fazendo o PAC 1 com vocês. Aprendemos a importância que têm as aglomerações urbanas na resolução dos problemas do País."
Marina Silva: "Aqui no estado de Minas a gente tem uma isenção do ICMS para a mineração e isso não é justo, porque é o estado que tem a maior quantidade de mineração do País, e o estado de Minas acaba não se beneficiando dessa riqueza. Os recursos naturais são uma safra que só dá uma vez, então não pode ser apropriada por poucos. Que a gente possa discutir a questão do pagamento de royalties da mineração. Eles são baixíssimos e têm isenção do ICMS. Fica para a população zero vírgula nada.

27 de outubro de 2009

MARINA REBATE DILMA. NÃO É PRECONCEITO CONTRA MULHERES

A Folha publcou matéria de autoria de Sérgio Dávila, com declarações da senadora Marina Silva sobre as declarações da chefe da Casa Civil, em que a candidata do presidente Lula se diz vitima de preconceito.
A senadora Marina Silva acusou ontem sua ex-colega de governo Dilma Rousseff de usar a máquina pública para fazer campanha e criticou a ministra-chefe da Casa Civil por alegar que é vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. "Não tem nada a ver com ser homem ou mulher", disse Marina. "Há um incômodo legítimo da sociedade. Essa ida ao São Francisco em caravana caracterizou um ato de campanha. Os atos falhos falam por si", disse a senadora e pré-candidata à Presidência pelo PV, que está em Washington, nos Estados Unidos, para participar de eventos.
A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, refutou a afirmação da ministra Dilma Rousseff de que as críticas que sofre por viajar pelo país para inaugurar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) revelam preconceito da oposição contra as mulheres.
Marina Silva, que está desde ontem em Washington para uma série de eventos sobre meio ambiente, não aceita a tese da ex-companheira de partido. “No meu entendimento, não tem nada a ver com preconceito contra ser mulher, tem a ver com o uso correto dos recursos públicos e da gestão pública, para não direcionar para essa ou aquela candidatura”, disse ela em encontro com jornalistas brasileiros.
Para a senadora, as viagens de Dilma caracterizam campanha. “Não se deve extrapolar as coisas”, disse. “Há um incômodo muito grande na sociedade de que o legítimo direito que o Executivo tem de acompanhar obras possa estar ganhando qualificação de campanha.”Marina afirmou que a recente viagem da ministra com o presidente Lula à região do vale do São Francisco, numa caravana, pode ser caracterizada como campanha. “Os atos falhos têm falado mais do que o que a gente pode dizer.
presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu a uma inauguração na região do São Francisco dizendo não esperar um "comício", em um ato falho. No domingo, a ministra da Casa Civil disse que a oposição tem preconceito pelo fato de ela ser mulher e, por isso, a acusa de uso da máquina pública para fazer campanha eleitoral.
Marina participou ontem de uma mesa-redonda promovida pelo Woodrow Wilson Center para debater as propostas de Brasil, China e Índia para a reunião do clima em Copenhagen, na Dinamarca. Hoje, ela participa de um almoço no Congresso e depois se reúne com a deputada Barbara Lee, democrata da Califórnia, líder da bancada negra no Congresso e defensora de medidas pacifistas. Marina deve se encontrar também com assessores dos senadores John Kerry e Lindsey Graham, que estão finalizando uma versão ambiciosa da Lei Climática americana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

18 de outubro de 2009

A RSTRATÉGIA DE LULA

LUIZ CARLOS AZEDO
CORREIO BRASILIENSE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre contra o tempo. Sabe que esse é o recurso mais escasso de seu governo. Acumula forças em todas as áreas, mas não pode parar a rotação da Terra, não tem como espichar o seu mandato, nem concorrer à reeleição. Precisa traduzir seu enorme prestígio popular em transferência de votos para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), cuja candidatura foi ameaçada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSB), que pretende concorrer ao Palácio do Planalto pela terceira vez, e pela dissidência da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV).
Bem-sucedido no combate à recessão, por causa da crise mundial, no plano político, o presidente Lula perdeu um ano dos quatro que tinha para viabilizar a continuidade do seu projeto de poder. Vive o drama de ter acertado a mão em quase tudo, até na escolha do Rio para sede das Olimpíadas de 2016, mas ainda não tem a confirmação de que acertou no nome do sucessor. Desprezou a candidatura de Ciro e sequer percebeu a de Marina. Optou por Dilma, em quem aposta os oito anos de mandato, que larga em desvantagem eleitoral. Enquanto o governador de São Paulo, José Serra, e Ciro Gomes liderarem as pesquisas, a estratégia de Lula só pode ser carregar Dilma Rousseff nos ombros, até que o povo o faça. É simples assim.
Vale
As críticas do presidente Lula à direção da Vale atiçaram parlamentares contra a empresa, principalmente nas bancadas de Minas e do Pará. A mineradora passou a sofrer ataques da tribuna da Câmara e as críticas da oposição à interferência do governo na empresa politizaram ainda mais a questão. Segundo o deputado Arnaldo Jardim (foto), do PPS-SP, as divergências entre o governo e a mineradora — cujo presidente, Roger Agnelli, está na berlinda — estão sendo infladas por motivações político-eleitorais, que “fogem à racionalidade dos interesses nacionais, do mundo das commodities e dos negócios com minérios e siderurgia”.
Pajelança
O PMDB fará uma grande reunião de seus caciques na próxima quarta-feira para mandar a seguinte mensagem ao público interno da legenda, uma aguerrida militância que vive às turras com o PT: está com a candidatura de Dilma e não abre. É que no sábado serão realizadas as convenções que elegerão os novos diretórios municipais e a cúpula da legenda quer esvaziar o discurso de prefeitos e vereadores do PMDB contrários à aliança. Alguns caciques questionam a pressa.

12 de outubro de 2009

MAIS SOBRE A ELEIÇÃO NO RIO

Com a entrada da Marina, a aliança de Gabeira com o PSDB ficaria complicada. Gabeira não tem condições para administra dois palanques distintos. Sem alternativa, Serra acha que dá para tocar o barco de qualquer maneira, porque precisa de um nome de peso no Rio de Janeiro. Também, há resistências no PSDB ao nome de Gabeira, como a do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, que já disse que Gabeira não tem cheiro de povo, o que deixou o deputado muito irritado. Gabeira sabe que não pode concorrer a governador com o Zito contra na Baixada.

Gabeira se antecipou a diz que pretende rodar o país com Marina Silva e que não tem dinheiro para uma campanha de governador. Nesse caso, qual será a sua opção? Falam no Senado, mas, mesmo assim, é muito difícil. Ele não tem chances de disputar contra Marcello Crivella (PRB), César Maia, Jorge Picciani (PMDB) e Benedita da Silva ou Lindberg Farias (PT). Mesmo com duas vagas em disputa, Gabeira não tem chances para concorrer ao senado. Nem enganchado na campnha da Marina, que vai ter no Rio a mesma quantidade de votos que tiveram Cristovam e Heloisa

Agora, se o Gabeira rodar o país com Marina, o caminho mais fácil é a reeleição para deputado federal. É uma eleição garantida e pode ser até o deputado mais votado do Rio de Janeiro.

11 de outubro de 2009

DILMA CORRIGE DECLARAÇÃO SOBRE MARINA

Ao visitar canteiros de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) em Salvador, ontem, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, tentou refazer a declaração do dia anterior quando afirmou que a senadora Marina Silva (PV-AC), também pré-candidata à sucessão presidencial, “não representa o projeto do presidente Lula”. Dilma fez elogios à senadora, afirmando que tanto ela como o deputado federal Ciro Gomes (PSB) são do mesmo campo popular do PT e do governo e que tem a certeza de que todos estarão juntos no segundo turno em 2010.
— A senadora Marina tem tudo para estarmos juntos.
Não acredito que ela seja de outro campo popular — declarou Dilma, em entrevista na qual também elogiou Ciro. — Ciro é meu grande companheiro e participou do governo Lula

26 de setembro de 2009

AZEITE, NÃO É MEU PARENTE

DORA KRAMER
O ESTADO DE S. PAULO
Na noite de quinta-feira, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Eduardo Azeredo, disse na televisão que falou com o chanceler Celso Amorim sobre a crise em Honduras e ficou "tranquilo".
Azeredo só não é o único, porque a maioria de seus pares no Parlamento também parece bastante sossegada, alheia até. Aliás, como de resto se mantém indiferente aos assuntos importantes para o País, ocupada que está em assegurar cadeiras extras para 7.700 vereadores Brasil afora, burlar a regra antinepotismo e arrumar um jeito de aumentar os próprios salários.
Se o Congresso fosse um Poder realmente autônomo, ciente de suas prerrogativas e responsabilidades, o senador Azeredo deveria ser o primeiro a alimentar em sua comissão a boa inquietação.
Não para organizar trincheiras nem para tão somente criticar a posição do governo brasileiro, mas para participar - e, se possível, ajudar - na redução dos danos para o Brasil nesse episódio.
Por exemplo, auxiliando no esclarecimento sobre a participação brasileira na volta de Manuel Zelaya a Tegucigalpa. Num primeiro momento, o chanceler Celso Amorim saudou a chegada o presidente deposto à Embaixada do Brasil como "um sinal da importância" do País na cena internacional, assegurando que o Itamaraty foi pego de surpresa com a chegada de Zelaya e 70 agregados.
Depois, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, admitiu que o "truque" para enganar o governo de facto e permitir a entrada de Zelaya em Honduras foi arquitetado por ele, o presidente Luiz Inácio da Silva assumiu o discurso de que o principal não é "a embaixada em que ele está o como chegou lá".
Agora que o próprio Manuel Zelaya disse à rádio Jovem Pan que sua decisão de abrigar-se na representação brasileira foi precedida de consultas ao chanceler e ao presidente Lula, é de se perguntar quem está mentindo.
Isso na hipótese generosa de haver alguma dúvida. Se houver, é preciso considerar a possibilidade de o Brasil cobrar do aliado Chávez e do hóspede Zelaya uma satisfação à altura da arapuca que os dois armaram para um país tão amigo.
Faz cinco dias que a embaixada brasileira serve como "bunker" de uma das partes em conflito e o Congresso até agora não se deu ao trabalho de tratar do assunto. No máximo emitiu nota de repúdio ao cerco das forças do governo de facto ao prédio da embaixada. Puro formalismo.
Um debate profundo e profissional na casa (em tese) de ressonância dos assuntos de interesse nacional poderia ajudar a entender se há alguma saída razoável para o Brasil em mais uma história em que se envolve de maneira torta atrás de firmar a posição de protagonista que naturalmente já ocupa na região.
Um dos senadores a se pronunciar de modo contundente durante a semana, Demóstenes Torres, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, não vê como o Brasil possa se sair bem.
"Hoje, na realidade, Zelaya é o embaixador do Brasil em Honduras. Coordena a distribuição de alimentos, dorme no sofá, dá as ordens como se ali não fosse território de outro país", diz, preocupado de o Brasil vir a ser alvo de reparos internacionais caso se confirme a versão de que Zelaya comunicou seus planos com antecedência às autoridades brasileiras.
"Somando-se a isso a armação de Chávez, temos um verdadeiro conluio", conclui o senador, para quem o Brasil erra nas suas repetidas tentativas de se firmar como líder do terceiro mundo.
"Só perdemos e não entendemos que, vencidos os nossos déficits social e educacional, nossa tendência é integrar o primeiro mundo. Em segundo lugar, não compreendemos que esse pessoal que a política externa tenta conquistar não quer o Brasil como líder porque escolhemos outro caminho: aumentamos nossa projeção mundial e fizemos uma opção pelo desenvolvimento e a economia do mercado internacional."
Por "esse pessoal" entenda-se desde os latinos Chávez, Evo Morales, Raphael Correa e adjacências até os ditadores africanos, passando por governos autoritários do Oriente, cuja companhia não rendeu uma só vitória ao Itamaraty.
Ciranda
A senadora Marina Silva não perdeu a chance de criticar o pronunciamento do presidente Lula na Assembleia-Geral da ONU, foi criticada pelo sucessor Carlos Minc, a quem havia criticado no dia anterior, e já começa a sofrer ataques de setores do PSDB por causa de sua gestão no Ministério do Meio Ambiente.
Efeitos de uma candidatura presidencial que dá sinais de vir a se tornar competitiva. Se isso se confirmar, os adversários começarão a tratar Marina de igual para igual: na base do tiroteio.
Dizendo aos modernos que ela é contra o aborto e partidária da tese criacionista para a origem do Universo, e, junto aos conservadores, tirando partido de sua identificação com os movimentos sociais, como o MST. A ideia é carimbá-la como "fundamentalista".

20 de setembro de 2009

ALIADOS DE LULA ARTICULAM PALNO B

CHRISTIANE SAMARCO e MARCELO DE MORAES


O ESTADO DE S. PAULO - 20/09/2009


Líderes do PMDB, PSB, PDT e PT não escondem preocupação com fraco desempenho de Dilma nas pesquisas
Os principais aliados do sonho eleitoral do presidente Lula - de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora - estão com ele e até se digladiam nos bastidores pelo posto de vice na chapa presidencial. Ao mesmo tempo, líderes do PMDB, do PSB, do PDT e até do PT não escondem a preocupação com o fraco desempenho da candidata Dilma nas pesquisas de intenção de voto e já articulam um plano B.
O PMDB encomendou uma pesquisa ao Ibope, testando a aceitação dos principais líderes nacionais do partido para alçar voo próprio ao Planalto. Como o melhor desempenho foi o do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), que ficou na faixa dos 3% na preferência do eleitorado, a ala mais simpática à candidatura do governador tucano José Serra (SP) aproveita a maré desfavorável ao PT para ganhar terreno na disputa interna em favor da oposição.
Foi na iminência de a cúpula peemedebista emplacar o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da candidata petista que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) abriu guerra contra o PMDB.
Não satisfeito com a briga pelo status de parceiro preferencial do PT, Ciro convenceu o PSB a lançar sua pré-candidatura com o discurso de que quem só tem um nome pode acabar sem alternativa para 2010.
A boa performance registrada nas primeiras pesquisas de intenção de voto deram a Ciro e ao PSB exatamente o que precisavam para sobreviver à primeira fase da corrida presidencial. O ex-governador do Ceará já se qualificou como o melhor plano B à disposição de Lula, caso a candidatura Dilma não decole no início de 2010.
"Muitos partidos têm plano B; só quem não tem é o PT", avalia o senador Expedito Júnior (PR-RO), para quem Dilma "vai mal" porque pegou "a rebarba" da crise do Senado e ainda cometeu uma sucessão de erros que podem lhe custar a candidatura. "Eu sou da base de apoio do presidente Lula, mas sou Serra declarado", admite o senador, já de malas prontas para o PSDB.
Na prática, caso a candidatura Ciro a presidente se confirme, ele será o veterano dessa disputa sucessória, uma vez que já tentou chegar à Presidência em 1998 e em 2002. O governador José Serra só participou da disputa presidencial de 2002 e a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, concorreu uma única vez, nas eleições passadas.
As pré-candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva (PV) estão estreando na corrida ao Planalto, assim como o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que trabalha seu nome como alternativa a Serra no PSDB.
"O quadro nacional é um quadro aberto e o PMDB corre o risco de ficar solto se o PT nacional não se empenhar pela aliança", analisa o deputado Lelo Coimbra, que preside a regional do partido no Espírito Santo. O PMDB capixaba é um dos raros casos em que a aliança com o PT está bem amarrada.
O PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avisa que compromisso do partido é com o presidente Lula e ponto final. "Não temos nenhum compromisso com a candidata Dilma. O presidente Lula nunca nos pediu isso e ela nunca nos chamou para conversar", resumiu o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS). O plano B do PDT também está em aberto. Pode ser uma candidatura presidencial ou uma composição com Marina Silva ou Ciro Gomes.

7 de setembro de 2009

GURU DE MARINA, CURY DIZ QUE VAI CONTRIBUIR COM PROGRAMA DE GOVERNO DO PV

CÁTIA SEABRA
PAULO SAMPAIO
da Folha de S.Paulo


"Cada ser humano é único no teatro da existência". A asserção é do psicanalista Augusto Cury, 50, conselheiro da potencial candidata a presidente pelo Partido Verde, Marina Silva (AC).

Há seis anos, Marina é leitora fiel de seus livros. Recentemente, deu provas da admiração reforçando o convite para que ele se filiasse ao PV.

Cury --20 livros publicados e 10 milhões vendidos-- aceitou, apesar dos apelos de sua caçula. "Vertendo em lágrimas, ela pediu: "Não vai, não, papai"." Ao que ele respondeu: "Tô pensando no futuro dos seus filhos e netos."

Cury nega rumores de que quer ser deputado. Admite, porém, a intenção de ajudar a fazer o programa de governo, especialmente na educação.

Ele defende que todo ensino médio seja profissionalizante; que a universidade à distância chegue às cidades com mais de 10 mil habitantes, e que a disposição das cadeiras nas classe seja em "u".

"Os professores devem ser bem treinados, para que o teatro da sala de aula não seja apenas um monólogo, mas que todos sejam coadjuvantes no processo do conhecimento", formula.
leia aqui

6 de setembro de 2009

FATOR MARINA

PT e PSDB correm por agenda verde. Partidos se adequam à retórica ambiental, antes coadjuvante.Não é apenas o PV que idetifica na provável candidatura da senadora Marina Silva (AC) a chance de colocar o meio ambiente no primeiro plano da campanha presidencial de 2010. No PT e no PSDB, vozes isoladas que empunham a bandeira da ecologia apostam na possibilidade de sair da sombra e influenciar a agenda de seus candidatos, diferentemente do que ocorreu na eleição passada."Marina vai puxar o debate sobre a questão ambiental, que sempre foi coadjuvante e superficial nas campanhas", disse Ricardo Trípoli (PSDB-SP), um dos coordenadores da Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara dos Deputados. "Ela vai potencializar o debate e criar polêmica, o que é bom para todos nós", previu o deputado Pedro Wilson (PT-GO), outro coordenador do grupo. "Os candidatos não poderão tratar esse tema de forma secundária ou marginal", avaliou o petista Carlos Minc, sucessor da senadora acreana no Ministério do Meio Ambiente.Para Eduardo Jorge (PV), secretário do Verde e do Meio Ambiente na Prefeitura de São Paulo, o rompimento de Marina com o PT não alterou apenas o cenário de 2010. "O ambiente só ganhou parte dos recursos do pré-sal quando a discussão estava nos 47 minutos do segundo tempo", observou, em referência ao fundo que o governo pretende alimentar com receitas da exploração do petróleo.

31 de agosto de 2009

CATIA SEABRA - REPORTAGEM LOCAL

FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/2009


Marina quer refundar PV e admite embate com Dilma

Em ato de filiação ao partido, senadora rechaça ideia de trégua eleitoral com o PT

Com discurso de candidata, senadora chora ao lembrar sua saída do PT e reconhece divergências com ministra em questões ambientais

Ao assinar ontem sua ficha de filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) condicionou sua candidatura à Presidência ao que seus aliados chamam de refundação ética do partido e admitiu a possibilidade de confronto com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) numa eventual disputa eleitoral.Embora tenha chorado ao lembrar sua saída do PT, Marina reconheceu divergências com Dilma em matéria ambiental e rechaçou a ideia de trégua eleitoral.

"Não disse que não haveria um embate", reagiu ela, ao responder especificamente sobre o PT. "As diferenças serão explicitadas no processo. Obviamente já tem uma mais do que explícita, que é a questão da visão de mundo em relação à crise ambiental", reagiu.

Marina confirmou ter protagonizado queda-de-braço com Dilma no governo. Mas frisou que a decisão cabia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva:"Não vou me colocar aqui no lugar de vítima da ministra Dilma Rousseff".
Segundo ela, durante a campanha são reafirmados os pontos de vista. Daí, o confronto.
Recebida por convencionais do PV com um coro de "Brasil urgente, Marina presidente", a senadora listou ressalvas ao governo Lula, como a concessão de incentivos à indústria automobilística e a frigoríficos na Amazônia sem a exigência de contrapartida.
"Já são diferenças que serão tratadas em uma visão de país."
Ao discursar, a senadora lançou críticas sutis a Lula. Ainda que jogue a decisão de concorrer para o ano que vem, ela pregou a renovação política. E justificou: "É algo que nos chama a fazer esse revezamento, de que ninguém deve querer ser líder de tudo e querer ser líder do resto. Isso não dá certo. E no Brasil isso está destruindo a política... um pouco", disse ela, que ocupou por cinco anos o Ministério do Meio Ambiente.
Mais tarde, ao ser questionada se era referência a Lula, disse que se aplicava também a ela
.A ex-petista defendeu ainda um aperfeiçoamento do Bolsa Família. "Não há mais espaço para a velha política de se fazer as coisas pelas pessoas. É preciso que se faça com as pessoas."
Refundação
Marina afirmou que o lançamento de sua candidatura dependerá da revisão programática e a reestruturação do PV."Não venho mais com a ilusão dos partidos perfeitos que acalentei durante a juventude. Mas com a certeza de que homens e mulheres de bem podem aperfeiçoar as instituições", discursou ela, acolhida pelos verdes históricos como uma chance de depuração.
Enquanto Marina evitava assumir a candidatura, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, já apostava numa aliança capaz de garantir cerca de cinco minutos de propaganda na TV. O partido já negocia alianças com pequenos partidos, inclusive o PDT, sendo que a conversa está mais adiantada com PSC, PSOL e PMN.
Antes mesmo de assinar a ficha de filiação, Marina viu expostas as divergências internas do PV. A senadora -que recorreu a Guimarães Rosa para declarar carinho ao PT- convidou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para o evento. Mas ele não estava entre os oradores.
Já o secretário municipal Eduardo Jorge sentou-se no chão, diante da mesa. Escolhida pelo governador José Serra (PSDB) à revelia do comando do partido, a secretária de Ação Social, Rita Passos, não teve assento entre as autoridades.
Conduzido à ponta da mesa, o ministro da Cultura ouviu críticas à equipe de Lula, como a do deputado Fernando Gabeira (PV), para quem o governo "é moralmente frouxo".
À saída, Ferreira reagiu: "Ele é parcial. Faço essa crítica política em geral. Minha crítica política é que o PV se aproximou muito dessa lógica pragmática", disse Ferreira, afirmando que Marina não fará oposição ao governo Lula."Ela disse melhor do que eu. Vai sair de casa. Mas continua morando na mesma rua."

A NOVIDADE

FERNANDO RODRIGUES


FOLHA DE S. PAULO - 31/08/2009

BRASÍLIA - Marina Silva discursou ontem por 34 minutos. Filiou-se ao Partido Verde. Firme, culta, falou para a classe média bem informada. Citou Gandhi, Mandela, Luther King, Leonardo Boff, Santo Agostinho e Guimarães Rosa.
A cerimônia foi transmitida ao vivo pela internet. A senadora pelo Acre deixou o PT disposta, como disse, a "construir uma nova casa". Ela é uma novidade, mas se soma a outra ainda maior que é o uso da web na política. O PV e sua cúpula parecem estar dispostos a pisar firme nessa estrada irreversível.
Se for candidata a presidente, o maior obstáculo de Marina é o tamanho de seu novo minúsculo partido e o tempo mínimo que terá na TV durante a campanha. Aí entrará um pouco, como ontem, a força realmente nova da eleição de 2010: o uso amplo da internet.

Mas é necessário relativizar antes de classificar Marina como um "Obama de saia". Nos EUA, foi transposta no ano 2000 a barreira de mais de 50% dos domicílios conectados à rede mundial. Aqui, numa conta otimista, haverá cerca de 60 milhões de internautas em 2010 -num universo próximo de 200 milhões de brasileiros.
É claro que 60 milhões formam um contingente nada desprezível. Mas esse é também o número mínimo de votos para vencer a eleição presidencial de 2010 -Lula, em 2006, foi reeleito no segundo turno com 58,3 milhões de votos.
Marina Silva certamente terá como se beneficiar do novo meio. Sobretudo arrecadando fundos e oferecendo uma forma de participação eficaz aos seus eleitores nestes tempos de praças vazias.
Ainda assim, no Brasil, é sobretudo pela TV o contato com os eleitores. Até porque está prestes a ser votada uma lei no Congresso restringindo o uso da web na política. Tudo somado, sem alianças para turbinar seu horário eleitoral, a senadora acriana arrisca-se a entrar na disputa sem chances reais.