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31 de maio de 2010

SERRA PEDE PRESSÃO PARA BARRAR DROGAS DA BOLÍVIA

Ele participou do lançamento da candidatura do ex-prefeito de Cuiabá ao governo estadual



A redução das drogas em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo tem solução se o governo brasileiro "ocupar a fronteira" com a Bolívia e se a gestão Lula fizer "pressão ao governo boliviano", afirmou o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.



Ele participou no sábado do lançamento da candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, ao governo de Mato Grosso.



- O governo boliviano é cúmplice da exportação de droga para o Brasil. O Brasil tem que fiscalizar sua fronteira, usar o Sivam. Tem que pressionar o outro governo para parar a cocaína dentro do seu território.



Ele também disse que a Força Nacional de Segurança precisa"existir".


 A crítica de Serra foi feita a 315 quilômetros do país, com o qual Mato Grosso faz divisa.


Na semana passada, Serra já havia afirmado que o governo boliviano fazia "corpo mole" sobre a cocaína que chega ao Brasil.
Antes da fala de Serra no encontro, o pré-candidato ao governo Wilson Santos relatou ter visitado recentemente a capital econômica da Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, e ter ficado "estarrecido", pois há no país "uma associação de carros roubados do Brasil e da Argentina".

- O Congresso nacionaliza e regulariza o automóvel em território boliviano. Eles roubam e legalizam carro com apoio do governo da Bolívia e o Congresso.




O ex-governador de São Paulo acrescentou ser legítima a ação brasileira, "sem interferência nos negócios internos da Bolívia", pois o governo do presidente Evo Morales é considerado amigo do governo Lula.
Ele criticou a falta de ação do governo brasileiro no combate ao tráfico de armas, pois "do Paraguai, entram no Brasil 12 bilhões de reais" por ano.

O tucano citou como exemplo um caso em que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financia a construção de estrada dentro da Bolívia e que facilita o deslocamento da cocaína. Ele sugeriu que houvesse uma cláusula no financiamento para que o governo boliviano fizesse "internamente combate à produção e tráfico de coca".

Serra comentou ainda que a escolha de vice para sua chapa não o angustia e que "há muito barulho por nada na imprensa".


Na passagem por Cuiabá, Serra detalhou seu plano de governo para a saúde, ao destacar que se eleito fará distribuição nas casas dos pacientes de remédios cedidos gratuitamente pelo SUS, para casos "de hipertensos, com diabetes e doenças crônicas".

Ele disse que, quando ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, os recursos em quatro a cinco anos para esse tipo de medicamento somou, a preços atuais, 6 bilhões de reais e que pretende "elevar isso para 10 bilhões no próximo quadriênio".

O pré-candidato à Presidência do PSDB também fez discurso em sintonia com os desejos de produtores rurais de Mato Grosso, ao mencionar a importância de se investir em obras de infraestrutura, hidrovias e ferrovias.

- Acho impossível o governo boliviano não saber disso e não ser conivente", acrescentou, sobre 90 por cento da cocaína consumida no Brasil virem da Bolívia.

30 de maio de 2010

PF AVALIZA VISÃO DE SERRA SOBRE BOLÍVIA





FOLHA DE S. PAULO

Itamaraty enviou relatório à Câmara que revela crescimento na produção de cocaína sob a gestão de Morales

Aumento é resultado de política que combate o tráfico, mas valoriza a produção da folha de coca, afirma ministério

Josias de Souza

BRASÍLIA - Documentos oficiais produzidos pelo governo durante a gestão do presidente Lula reforçam a acusação de José Serra (PSDB) contra o governo da Bolívia.O pré-candidato acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser "cúmplice" dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil. Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra "demoniza" a Bolívia.

Dados colecionados pelo governo, porém, avalizam a versão do tucano.

Sob condição de anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha que, segundo relatórios oficiais da PF, 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia -a maior parte na forma de "pasta". O refino é feito no Brasil.

Para a PF, a evolução do tráfico revela que há "leniência" do país vizinho. Serra usara uma expressão análoga: "corpo mole".

A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, pois o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia. O produto é usado de rituais indígenas à produção de medicamentos. Seu excedente abastece o tráfico.

ITAMARATY

Num documento endereçado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, o Itamaraty disse que, "entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares".

Também informa que, sob o governo de Evo Morales, adotou-se tanto uma política de combate ao narcotráfico quanto de "valorização" da folha de coca.

Segundo o Itamaraty, uma delegação de brasileiros e chilenos foi à Bolívia, em junho de 2007, para reunião com autoridades locais. "Sem resultado", diz o texto.

Sob Lula, realizou-se um esforço para reativar, sem sucesso, as comissões mistas antidrogas Brasil-Bolívia.

Em setembro de 2008, o Itamaraty enviou à Câmara uma atualização do relatório assinado pelo chanceler Celso Amorim. No tópico sobre drogas, ele afirma que a ONU "divulgou relatório que indica aumento na produção de coca na Bolívia pelo quinto ano consecutivo".

Em outubro de 2008, Morales expulsou da Bolívia cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA que ajudavam no combate ao tráfico. O pretexto foi a acusação de que a DEA (agência americana antidrogas) realizava espionagem.

A Bolívia firmaria, dois meses depois, um acordo com o Brasil, segundo o qual a PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas. Diz a PF que o acordo esbarra até hoje em entraves financeiros. La Paz deseja que Brasília arque com os custos.

JOSÉ SERRA VAI DIRETO AO PONTO


VEJA


Duda Teixeira e Fernando Mello


O candidato do PSDB acusa o governo boliviano de ser cúmplice do narcotráfico. Ele está certo: Evo Morales incentiva a produção de cocaína.

A verdade doeu na diplomacia lulista



SEM CORPO MOLE
Morales (à esq.) e Serra (à dir.): o tucano quer que o Brasil faça pressão sobre o boliviano para barrar o tráfico da droga



Nos últimos sete anos, o governo brasileiro orientou sua política externa inspirado na cartilha do Partido dos Trabalhadores. Nossos diplomatas e o presidente Lula percorreram o mundo abraçando regimes que violam os direitos humanos, como o de Cuba, ou que desenvolvem às escondidas a bomba atômica, como o do Irã. Em comum, os governos desses países cultivam a retórica antiamericana. A substituição de uma política externa de estado, como era a tradição do Itamaraty, por uma política externa de partido, como é a do governo Lula, coloca a ideologia acima dos interesses brasileiros. Na semana passada, o pré-candidato a presidente José Serra, do PSDB, apontou um dos efeitos dessa diplomacia ao falar das relações do presidente boliviano Evo Morales com o tráfico de entorpecentes. "Você acha que a Bolívia ia exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível", disse Serra em entrevista a uma rádio. No dia seguinte, reforçou: "O Brasil deveria falar com o governo boliviano, fazer gestões, pressionar para que se controle a exportação ilegal de cocaína para nossa juventude". Seus comentários foram classificados pela pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, como "demonização" do país vizinho. Dilma defendeu a linha vigente no Itamaraty: "Provamos que o Brasil pode ser protagonista sem atitudes imperialistas, sem jamais esquecer que na América Latina estão nossos parceiros". Serra, no entanto, não atacou a Bolívia nem os bolivianos, mas a política do atual governo daquele país. E o fez até com comedimento. Mais do que cúmplice, como disse o candidato tucano, Evo Morales, empossado em 2006, é patrocinador de narcotraficantes. Pior: o governo Lula não só fecha os olhos para o que acontece na Bolívia, como se prepara para financiar a construção de uma estrada que facilitará o escoamento da cocaína para o Brasil. Ou seja, a droga que destrói os sonhos de famílias de todas as classes sociais chegará mais rapidamente às nossas cidades - e com a ajuda do contribuinte brasileiro.



Irritado com as declarações de Serra, um ministro boliviano com nome sugestivo, Oscar Coca, exigiu provas. Ei-las: Morales entrou na política defendendo os plantadores de folha de coca da região de Chapare, no departamento de Cochabamba. Na nova Constituição boliviana, ditada pelo presidente e aprovada em referendo no início do ano passado, a coca é considerada "recurso natural renovável da biodiversidade da Bolívia e fator de coesão social". Essa foi a fórmula encontrada para vender ao mundo a ideia de que a defesa da produção de coca visa a preservar os usos culturais da planta, como em chás e ao natural, para mascar. Se isso fosse verdade, o presidente boliviano deveria incentivar a redução da área plantada, não o seu aumento. Morales anunciou a intenção de ampliar o cultivo de coca em 21 000 hectares. A demanda tradicional não precisa de mais de 7 000 hectares para ser suprida. Além disso, a maior parte da produção boliviana tem fins ilícitos: 71% da coca do país é transformada em droga. Em Chapare, reduto eleitoral de Morales, esse índice sobe para espantosos 95%. As ações de combate ao narcotráfico foram desmanteladas uma a uma no governo Morales. A DEA, agência antidrogas americana, por exemplo, foi expulsa do país em 2008. Ela dava apoio à polícia local especializada no combate ao narcotráfico (FELCN), complementando salários, comprando uniformes e ministrando cursos. Sem esse auxílio externo, a FELCN não tem sequer gasolina para perseguir traficantes e encontrar laboratórios de refino de cocaína. As apreensões atuais são, na maior parte, realizadas próximas à fronteira com o Brasil, e só por insistência e com a ajuda da Polícia Federal brasileira.

Morales também expulsou da Bolívia a agência americana de desenvolvimento, a Usaid, que os paranoicos esquerdistas latino-americanos sempre viram como um braço da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. Seus integrantes financiavam projetos para dar alternativas econômicas aos pequenos agricultores, como a plantação de banana, melão, café e cacau. Sem a Usaid, as lavouras de coca avançaram e a exportação de frutas caiu 41% em um ano. Morales prefere que o seu país ganhe dinheiro vendendo droga ao Brasil. Sob sua supervisão, as plantações de coca agora estão presentes nos nove departamentos bolivianos e em três reservas florestais. Desde 2007, a Bolívia fabrica o pó de cocaína, com laboratórios montados em associação com cartéis colombianos. Até então, o país exportava apenas a pasta de coca.

O incentivo de Morales fez a produção de cocaína e pasta de coca crescer 41%. A política cocaleira teve o efeito desejado pelo governo boliviano: o negócio prosperou. O volume de cocaína apreendido pela Polícia Federal nos quatro estados brasileiros que fazem fronteira com a Bolívia triplicou. "Os traficantes estão fazendo a festa, porque o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do continente, atrás apenas dos Estados Unidos, e chegar a esse mercado nunca foi tão fácil", diz o boliviano Humberto Vacaflor, especialista em narcotráfico. Entre 80% e 90% da droga consumida no Brasil é boliviana - por não ter a mesma qualidade da colombiana, ela é desprezada por americanos e europeus. O comércio do pó aumenta os lucros da bandidagem organizada e financia outros tipos de crime no Brasil. No Rio de Janeiro, 60% das ocorrências estão relacionadas à droga. Além de pó, os traficantes bolivianos vendem pasta de coca ao Brasil. O produto, misturado à soda cáustica, é transformado em pedras de crack, uma droga barata e bem mais perigosa do que a cocaína. Quando inalado com frequência, o crack leva a convulsões, a paradas cardíacas e ao desequilíbrio de áreas cerebrais responsáveis pelo controle da respiração. No Brasil, 13 anos é a idade média com que se começa a usar crack. Dois terços dos viciados morrem em menos de cinco anos.

O governo lançou recentemente o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack. O pacote de medidas tem mais casca do que conteúdo. Entre outras coisas, anuncia que será aumentada a vigilância na fronteira com Bolívia, Colômbia e Paraguai e propõe dobrar o número de leitos em hospitais públicos para dependentes químicos, de 2 500 para 5 000. A segunda medida é questionável. "Os hospitais não possuem estrutura para atender usuários de crack, porque esses pacientes têm comportamento violento e precisam ficar isolados", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos maiores especialistas no tratamento de dependentes químicos do Brasil. No programa partidário na TV, a candidata governista Dilma Rousseff defendeu "apoio e carinho" para enfrentar a ameaça do crack. "Nós, mães, vamos estar na linha de frente", disse a pré-candidata, apelando para a empatia de gênero. O suporte materno, sem dúvida, é necessário. Em termos de política pública, no entanto, o ideal é pressionar os países exportadores da matéria-prima do crack, como a Bolívia, a combater o narcotráfico e reduzir as plantações de coca. "Mais do que na falta de apoio familiar, a origem do problema da droga no Brasil está na enorme facilidade de obtê-la", diz Laranjeira.

Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades. Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari-San Ignacio de Moxos. Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo. Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare. A rodovia, apelidada pelos bolivianos de "estrada da coca", cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico. Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil. O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de "financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil". Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional.





Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa. Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira. "Essa rodovia custou o dobro do que seria razoável e não tem licenças ambientais. Seu objetivo é expandir a fronteira agrícola dos plantadores de coca", diz José María Bakovic, ex-presidente do extinto Serviço Nacional de Caminhos, órgão que administrava as rodovias bolivianas. Desde que Morales foi eleito, Bakovic já foi preso duas vezes por denunciar irregularidades em obras públicas. As mães brasileiras não são as únicas que sofrem com a amizade do governo brasileiro com Morales.

29 de maio de 2010

LULA NÃO É ESTADISTA:

José Serra meteu o dedo na ferida. A Bolívia produz a maior parte da coca do mundo. Para onde vai tudo isso? Uma grande parte vem para o Brasil, com a omissão e cumplicidade do governo boliviano, e com a negligência do governo brasileiro.
O tucano está certo quando trouxe a questão ao debate.
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que o que Serra fez não é atitude "de estadista". Atribuir responsabilidade ao governo boliviano pela produção e tráfico de cocaína, “incriminar um governo é diferente de dizer que da Bolívia vem droga." Anteontem, Dilma já havia criticado a atitude do tucano. Ela qualificou as declarações do adversário como tentativa de "demonização" da Bolívia. Disse também que Serra não fala nada sob re a Colômbia.
Mas, a verdade é que não existe na Bolívia uma pol´tica de combate as drogas. Lá existe um grande produção que é remetida para o Brasil, com a omissão e a negligência do governo dos dois países.
O governo da Bolívia apoia abertamente o cultivo da coca. Nunca esconderam isso. O PT apoia! O governo da Colômbia combate o tráfico e combate também as farc, financiada com o dinheiro do trafico, e o PT também apoia a farc
O presidente Lula é omisso. Em vez de de tomar atitudes drásticas, prefere fazer vista grossa, corpo mole e ouvidos moucos diante de uma realidade terrível.
Infelizmente, o presidente Lula não é um estadista. Por isso, num evento que reunia estadistas, no Museu de Arte Moderna (MAM), de mãos dadas com Evo Morales, enquanto sorria para os fotógrafos, logo após a foto oficial de chefes de Estado no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, ironizou o ataque de José Serra ao presidente da Bolívia:
- “Vamos posar aqui, vamos fazer inveja no Serra", disse
Morales também sorria, mas não quis comentar o fato. Não quis falar da “coca”. Preferiu falar sobre a copa, opinando que o Brasil será campeão na África do Sul.
Como se vê Lula não é um estadista, é um irresponsável. Sua atitude ultrapassa a fronteira da molecagem.
O comportamento do presidente está longe do que se espera do dirigente de um país como o Brasil. Isso não é fala de um presidente para outro em público. Um presidente que faz “gracinhas” em solenidades públicas desmerece suas funções. Lula se esmera em ter atitudes e falas totalmente inadequadas para um Presidente da República. Ele não conseguiu ascender ao tamanho do cargo. Preferiu reduzir o cargo ao tamanho de seu despreparo.
Se o presidente fosse mais sensato usaria outras palavras. Poderia até dizer que ele e o Evo se recusam a falar sobre, tráfico, coca, etc. Porém preferiu fazer deboche do Serra, como o que ele disse fosse uma fantasia. O assunto é sério e não cabe deboche, nem ironia. É preciso ficar claro quem é contra o tráfico, quem é omisso e negligente.

MORALES E O CRACK




O TEMPO - 29/05/2010Robinson Damasceno






Evo Morales, presidente da Bolívia, é, antes de tudo, um falso. Apresenta-se como índio aymará, mas não sabe sequer dizer bom dia naquela gloriosa língua. Faz parte da turma do Lula - aliás, uma gangue da pesada: Ahmadinejad, Chávez, Rafael Correia, os irmãos Castro, o ditador do Congo Robert Mugabe e outros facínoras mundo afora.

O "The New York Times" já descobriu o fio da meada e viu que Lula é uma farsa, um governante para o público interno, um operário com um dedinho a menos, sabe-se lá como, e outro que se associa aos piores governantes da Terra, criminosos que não merecem perdão.

Pois bem. A Bolívia produz a maior parte da coca do mundo. Para onde vai tudo isso? Para o chá? Ora... Estive lá e comprei pasta de dente de coca, sabonete idem, doces. Mas esses penduricalhos nada significam diante da enormidade da produção da erva. Na verdade, ela é exportada, via rio Paraná e Tríplice Fronteira, e aqui vira pasta, que por sua vez transforma-se em crack, essa droga maldita que leva pessoas à morte e ao crime em questão de semanas.

O Brasil poderia, se quisesse, desmantelar boa parte desse contrabando alucinante que povoa nossas ruas de zumbis à beira da morte e cuja expectativa de vida não vai além dos 20 e poucos anos. Serão assassinadas, matarão uns aos outros por uma pedrinha, seus organismos não funcionarão mais (alguém aí já viu as fezes de um noiado?) e ocuparão suas covas rasas talvez sem nomes.

O candidato José Serra meteu o dedo na ferida ao acusar de omissão o presidente Lula, que, em vez de tomar atitudes drásticas, prefere fazer ouvidos moucos diante de uma realidade terrível.

Penso que está na hora de fazermos todos nós a nossa parte, sejam os partidos, as ONGs (as que prestam), as igrejas (mesmo aquelas que funcionam como cofres arrecadadores).

E quanto a programas especiais para tratar os que já estão submersos na doença? Médicos são unânimes: é dificílimo sair do crack. O tempo médio para que o indivíduo se vicie em cocaína e descubra isso é de dois anos. Em heroína, menos, talvez um ano. Considerando que a maconha orbita um universo dúbio - é ou não é droga? -, vamos mesmo voltar ao crack e ao sr. Morales.

Não é à toa que, depois que ele assumiu o governo daquele pobre país, o volume de viciados no Brasil aumentou em centenas por cento. E ele é tratado com pompa e circunstância pelo nosso governo, que parece não se importar com o destino de boa parte de nossa juventude. E, atenção, Lula & companhia: as vítimas não são apenas pobres miseráveis. Muitos vêm da classe média alta. Seriam futuras promessas de um Brasil mais sábio, mas estão aí se matando, com o beneplácito dos senhores, que obviamente pagarão por isso, se houver um além. Além no qual acredito. Nesse além, os senhores são patrocinadores de um genocídio. E terão milhões de eternidades para repensar seus atos.


SERRA VOLTA A ATACAR BOLÍVIA



Serra volta a fazer ataque a bolivianos

Tucano faz ironia e diz que resposta tem o mesmo valor da nota de R$ 3


O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, respondeu ontem a criticas que lhe fez o governo boliviano. Serra acusou o governo boliviano de fazer “corpo mole” no combate ao narcotráfico e defendeu que o Brasil pressione “fortemente” o país vizinho, “não pela força, mas pela pressão moral”
O Ministério de Exteriores da Bolívia rejeitou na quinta-feira “a acusação de Serra de que o governo do presidente Evo Morales é “cúmplice” do narcotráfico.
Um comunicado oficial qualifica de “inescrupulosas” as palavras do pré-candidato acrescentando que as afirmações do ex-governador de São Paulo poderiam “ser atribuídas provavelmente a intenções político-eleitorais de absoluta incumbência de sua candidatura”.
- A resposta vale tanto como uma nota de R$ 3. Quanto vale uma nota de R$ 3? – questionou Serra na sua passagem por Recife, para o lançamemnto da pré-candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo de Pernambuco.
Serra disse que é impossível que as autoridades bolivianas não saibam do envio de grande quantidade da droga para o Brasil. Em Olinda, Serra reiterou que a Bolívia exporta de 70 a 80% da cocaína que entra no Brasil sem que o governo boliviano tome alguma providência, porque faz corpo mole. “O governo brasileiro deve pressionar o governo boliviano não pela força mas pela moral”, disse. Ele ressaltou ainda que o tráfico deve ser combatido na origem e não somente entre usuários. A Bolívia não tem uma política de combate a droga, tem é muita produção que vem para o Brasil.

TRÁFICO: LULA EM DEFESA DE EVO MORALES




DEU NO JORNAL DO BRASIL

Junto a Evo Morales, Lula ironiza Serra

Flávia Salme

RIO - Alvo de críticas do pré-candidato a Presidência José Serra (PSDB), o presidente da Bolívia, Evo Morales, foi afagado sexta-feira por Lula. Na quarta-feira, Serra acusou Morales de ser cúmplice e fazer “corpo mole” na repressão ao tráfico de cocaína que sai do país andino para o Brasil. Sexta-feira, durante o 3º Fórum Mundial da Aliança das Civilizações, no Rio de Janeiro, Lula cumprimentou Evo com entusiasmo. Ao convidá-lo a posar para os fotógrafos, disparou:

– Vamos fazer inveja no Serra.

Morales sorriu, mas não comentou a declaração do ex-governador de São Paulo. Minutos antes da foto, o presidente boliviano cancelou a entrevista que daria a jornalistas. Arriscou-se apenas a dar um palpite sobre a Copa do Mundo:

– O Brasil será campeão.

A diplomacia boliviana, porém, reagiu. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia disse sexta-feira que as declarações de Serra sobre o tráfico de drogas no país são “irresponsáveis” e “político-eleitorais”. No documento, a equipe da chancelaria de Evo assegurou que o governo de La Paz “ratifica o compromisso assumido de luta contra o tráfico ilícito de drogas”.

Sem conversa

Apesar do manifesto, Serra insistiu nas críticas e desdenhou das declarações diplomáticas da Bolívia.

– Não valem uma nota de três reais – disse, no Recife, onde cumpriu agenda política.
Durante o lançamento da pré-candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo de Pernambuco, Serra voltou a subir o tom das críticas contra a atuação dos presidentes da Bolívia e do Brasil. Antes, em entrevista a uma emissora de rádio local, disse que governo federal precisa de empenho para resolver a questão e prometeu, se eleito, pressionar o governo da Bolívia para tomar providências.

– Quero que o governo federal se envolva diretamente nessa luta para defender as famílias, o direito à vida, o futuro dos nossos jovens. Droga vem do exterior, das fronteiras. O Brasil não produz cocaína, nem a industrializa. A cocaína vem da Bolívia. Então, temos que conversar com o governo boliviano, para que não deixe a cocaína sair.

Propaganda eleitoral

Serra também falou sobre a repercussão do programa político do DEM exibido na noite de quinta-feira em cadeia nacional de rádio e televisão, no qual o pré-candidato tucano foi o personagem principal. O conteúdo levou o PT a acusar os democratas de infringirem a legislação, que impediria a utilização de integrante de um partido no programa eleitoral de outro. Segundo Serra, a responsabilidade, no caso do ocorrido na quinta-feira, é do próprio DEM, que exibiu imagens e discursos de Serra gravados durante uma reunião pluripartidária.

– Não gravei diretamente para o programa. Pegaram trechos e puseram no programa deles – concluiu o tucano.

TUCANO VOLTA A ACUSAR A BOLÍVIA DE FAZER CORPO MOLE




DEU EM O GLOBO

Lula posa com Evo Morales

RIO e RECIFE. O presidenciável José Serra voltou ontem a acusar o governo da Bolívia de fazer "corpo mole" em relação ao contrabando de cocaína para o Brasil. E afirmou que, se eleito, vai pressionar a Bolívia para que tome uma providência a fim de coibir o tráfico na fronteira.

O tucano fez o comentário em entrevista à Rádio Jornal do Commercio, pouco antes de viajar para Recife, onde participou da festa de lançamento da pré-candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) ao governo do estado.

- A cocaína sai da Bolívia. Não só, mas principalmente. Então temos que conversar com o governo boliviano, pressionar, para que não deixe a cocaína sair. Porque lá tem toda uma cadeia produtiva de cocaína. Disse para a imprensa e repito. Com tanta cocaína vindo de lá para cá, é impossível que o governo boliviano não saiba. Está fazendo corpo mole. Não iria sair tanta cocaína se o governo fizesse alguma coisa.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez questão de posar para fotos ao lado do presidente da Bolívia, Evo Morales, durante o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Rio. O boliviano não comentou as acusações de Serra

28 de maio de 2010

TUCANO REAFIRMA CRÍTICAS SOBRE OMISSÃO DA BOLÍVIA

Tucano reafirma críticas sobre omissão da Bolívia
DEU EM O GLOBO

Petista diz que atitude não é de quem quer ser estadista. Governo boliviano vai se pronunciar

GRAMADO (RS). O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, sustentou ontem as afirmações, feitas anteontem no Rio, de que o governo boliviano é conivente com a entrada de cocaína no Brasil, já que de 80% a 90% da droga viriam do país vizinho. Ele disse que é "impossível" que o governo boliviano não saiba das remessas de drogas feitas para o Brasil.

- Não há nada para reavaliar. A maior parte da cocaína no Brasil vem da Bolívia. Vocês já ouviram falar de algum controle do governo boliviano em relação ao contrabando? Eu nunca ouvi falar - disse ontem Serra.

O ex-governador paulista afirmou ainda que reconhece a soberania da Bolívia, mas que o Brasil precisa de uma "ação diplomática decidida e pública" para estancar o tráfico de drogas via Bolívia.

A pré-candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, também em Gramado, criticou as declarações do adversário. Dilma disse que a afirmação não é atitude "de quem quer ser estadista". Ela disse que não concorda com a demonização que se faz de um país como a Bolívia e que é preciso "um padrão diferente de relacionamento" na América Latina.

- Não podemos ser um país desenvolvido cercado de miseráveis. Não podemos desprezar os vizinhos e olhar com soberba para quem é diferente de nós. Essa política que leva à guerra, aos conflitos e ao desprezo por povos diferentes de nós - disse Dilma, sendo muito aplaudida.

Vice-ministro boliviano: busca de simpatia dos EUA

O ministro do Interior boliviano, Sacha Llorenti, responsável pelo controle de drogas, anunciou que a Chancelaria vai se pronunciar sobre o tema.

- O senhor Serra queria ganhar a simpatia dos Estados Unidos e, então, acusa todos de serem narcotraficantes - disse o vice-ministro do Interior, Gustavo Torrico.

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República e um dos coordenadores da campanha de Dilma, Marco Aurélio Garcia, ironizou as declarações de Serra, afirmando que o pré-candidato "está tentando ser o exterminador do futuro da política externa".

19 de outubro de 2009

A GUERRA DO RIO

A guerra do Rio de Janeiro ficou mais visível, mais violenta, com armas mais pesadas, tiroteios à plena luz do dia, helicóptero abatido, dois mil policiais em posição de combate, igual número de criminosos, 19 mortos.
Tudo começou com a disputa por postos de vendas de drogas entre quadrilhas rivais, com a invasão do Morro dos Macacos por traficantes de várias outras favelas.
Mas a guerra não começou sexta feira, ela começou faz mais de 30 anos. Na sexta feira foi apenas uma batalha, mais uma de uma guerra que parece que não vai terminar. E, agora, tem até batalha aérea, e a derrubada de helicóptero.
A ordem para o ataque partiu do presídio de Catanduvas, no Paraná, de segurança máxima, que não tem segurança para impedir que de lá dentro, as celas dos criminosos se transformem em qualquer general do crime.As armas que derrubaram o helicóptero possuem alto calibre e têm capacidade para furar blindagem desses aparelhos. Elas não são fabricadas aqui, vêm do exterior. Não existe serviço de inteligência, seja na polícia federal, estadual, seja nas forças armadas, capaz de impedir a entrada no país. A inteligência também não é capaz de garantir o funcionamento de um presídio de segurança máxima, e mesmo sabendo com antecipação que o Morro dos Macacos seria palco de invasão não consegue impedir