31 de maio de 2010
POLÍTICA NÃO É PARA QUEM TEM FICHA SUJA
11 de abril de 2010
PSOL APROVA PRÉ-CANDIDATURA DE PLÍNIO SAMPAIO E RACHA.
Plínio 79 anos, é uma figura curiosa e pitoresca do comunismo brasileiro. È promotor público aposentado. Sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano foi aprovada no final da tarde de sábado como o pré-candidato do Psol. Sampaio recebeu todos os votos dos 89 delegados presentes à 3ª Conferência Eleitoral Nacional do partido.
O ex-deputado federal Babá também concorria à indicação, mas, no último momento, decidiu retirar sua candidatura e recomendou seus apoiadores a votarem em Plínio. Já Martiniano Cavalcante e os delegados que votariam nele não compareceram ao evento e sua candidatura, portanto, foi considerada retirada.
Plínio declarou que o debate socialista enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, diante da "sacralização" da figura de Lula. "O desafio é criar o consenso entre os excluídos e consciência política para enfrentar o capitalismo". Plínio defendeu a retomada da frente de esquerda, com PCB e PSTU, repetindo a coligação realizada em 2006.
Heloísa Helena protestou e decidiu recorrer contra a indicação de Plínio. Segundo Heloisa esta seria a única forma de "garantir a legitimidade nacional" da decisão do PSOL. A ex-senadora saiu do evento soltando manifestando sua posição contra o diretório estadual de São Paulo, principal fonte de apoio de Plínio de Arruda Sampaio.
Para Heloisa Helena, "Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou, com enormes dificuldades, em "comunidades ribeirinhas da Amazônia". É, para Heloísa Helena o Psol foi fundado em comunidades ribeirinhas da floresta. Se pensa isso do partido que escolheu ao ser expulsa do PT, bem que podia ter optado pelo PV, que tem mais a ver com beira de rio.
A indicação de Plínio está sendo considerada uma piada. Ninguém acredita que Plínio tenha fôlego para viajar todo o país em campanha eleitoral. Não vai ter fôlego.
Mas a candidatura de Plínio não é piada não. Ela serve para justificar a grana que o PSOL recebe do fundo partidário.
SERRA PREGA UNIÃO EM DISCURSO
Em seu discurso, Serra criticou a divisão do país em classes e regiões e ainda provocou seus adversários ao dizer que” o Brasil não tem dono” e que a oposição está preparada para “quanto mais mentiras disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.
Segundo Serra, é “deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil”.
Serra arrancou aplausos dos militantes ao dizer que o Brasil precisa de “coragem para construir o Brasil melhor, o Brasil da União”. “Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem”, disse.
O ex-governador disse ainda que defende um país sem exclusão. “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo”, afirmou.
FHC DIZ QUE BRASILEIRO QUER MALANDRO QUE ROUBA NA CADEIA
Ex-presidente também criticou Lula por não reconhecer avanços das gestões anteriores
Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o papel de verbalizar o embate direto com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, dando combustível para um dos que serão os principais temas da eleição presidencial deste ano: a comparação entre as gestões petistas e tucanas. O ex-presidente destacou em seu discurso o "desrespeito à lei". Essa é uma das estratégias do PSDB que quer colar em Lula e no PT a pecha de que não respeitam a Justiça, tendo como pano de fundo as condenações do presidente por fazer campanha antecipada. "O Brasil cansou de arrogância e desrespeito à lei", afirmou.
E insistiu no discurso ético ao afirmar que o brasileiro quer ver "malandro que rouba na cadeia". "Muito do que se fez hoje, foi plantado no meu governo", declarou o ex-presidente Fernando Henrique, que criticou o fato de o atual governo não reconhecer, segundo ele, avanços das gestões anteriores. "Serra saberá reconhecer o que foi feito. Não cuspimos no prato que comemos." FHC criticou o governo atual falando que as obras e ações são iniciativas de "marqueteiros". Também questionou projetos específicos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, como a transposição do Rio São Francisco, umas das maiores obras do governo federal. "Não a vi", disse o ex-presidente ao contar que foi à região tentar conhecer a obra.
O ex-presidente teceu elogios a Serra e disse que o ex-governador seria capaz de produzir a "união". Chamou-o de "construtor do futuro" e de "generoso". Disse que ele "mudou" São Paulo. E brincou. "Ele sempre teve esse olho esbugalhado", disse, ao contar quando o conheceu.
Ao elencar as características do "amigo", completou: "Não vai transformar virtudes em propaganda". Também aproveitou para fazer um mimo em Aécio Neves, vice dos sonhos de FHC, chamando-o de "futuro do Brasil". Embora o PSDB queira fazer uma campanha comparando as biografias de Serra e da adversária Dilma Rousseff,
31 de março de 2010
Serra se afasta do governo com discurso duro: Meu governo não tem roubalheira
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), fez sua despedida do cargo, no Palácio Bandeirantes, diante de um auditório ocupado por cerca de 5 mil convidados em cerimônia transmitida ao vivo pela internet. O discurso, que durou 53 minutos, foi marcado por ataques velados à candidata oficial, sua futura adversária na disputa pela Presidência da República, a agora ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a apóia. Foi um discurso de despedida do cargo. Em tom emotivo, ele fez referências indiretas aos adversários políticos e rebateu críticas que costumam ser associadas ao seu perfil político.
"Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância”, afirmou Serra no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. "Este governo não cedeu à demagogia. (...) Nunca incentivamos o silêncio nem a conivência com o mal feito”, afirmou. “Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas”, declarou.
Também disse;“No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária. Eu exerci o poder neste Estado sem discriminar ninguém”, afirmou Serra. "O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo", disse o governador.
No evento, Serra fez um balanço dos seus 39 meses à frente do governo paulista, acompanhado por cerca de 5.000 pessoas, entre prefeitos e secretários, que chegaram em 60 ônibus ao Palácio. Entre os presentes estão os presidentes do PSDB, Sergio Guerra, e do DEM, deputado Rodrigo Maia. Após a cerimônia, Serra fez mais um pronunciamento do lado de fora do palácio, se dirigindo a cerca de 500 pessoas que não conseguiram entrar no auditório.
O governador ainda destacou o fato de que considera seu governo popular e listou programas sociais, e também ressaltou a geração de 1 milhão de empregos com investimentos diretos e indiretos.
Ele citou como um ponto alto do seu governo a inauguração do Rodoanel, evento que foi inicialmente anunciado como uma vistoria das obras que ainda não foram abertas para a circulação dos carros. Foi muito aplaudido ao lembrar da conversa que teve com um operário e declamou uma poesia que ele associou ao momento.
Durante o discurso, Serra evitou citar sua candidatura, mas disse estar preparado para uma nova etapa, quando foi ovacionado. Ele agradeceu o estado e lembrou o atual lema de São Paulo: "pro brasilia fiant eximia", que em latim significa "pelo Brasil façam-se grandes coisas". Emocionado, ele se despediu em tom de palanque: "vamos juntos, o Brasil pode mais", disse.
26 de outubro de 2009
VIAGENS DA CANDIDATA DE LULA FAZ CAMPANHA ELEITORAL COMEÇAR MAIS CEDO
A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, inicia hoje uma visita de dois dias a Washington em que falará da agenda ambiental brasileira no centro de estudos Woodrow Wilson e em evento na Câmara dos Representantes (deputados federais) dos EUA.
Pela manhã, Marina encontra formadores de opinião norte-americanos para discutir a tramitação no Senado dos EUA da ousada lei ambiental proposta pelo presidente Barack Obama. Depois, participa da mesa-redonda "O Caminho para Copenhague -Perspectivas do Brasil, da China e da Índia".
PMDB gaúcho resiste a aliança nacional com PT
Um dos focos de resistência à aliança nacional PT-PMDB para a disputa da Presidência no ano que vem, o PMDB do Rio Grande do Sul trabalha para ser o principal destino do voto antipetista na sucessão gaúcha. No plano nacional, os peemedebistas do Estado estão mais próximos de José Serra (PSDB) do que de Dilma Rousseff (PT).
Com a governadora Yeda Crusius (PSDB) -que pode disputar a reeleição- fragilizada por uma crise política, as pesquisas de opinião divulgadas até agora mostram como favorito para a sucessão gaúcha o petista Tarso Genro, seguido por dois pré-candidatos do PMDB: o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto
Pressão sobre os tucanos
O grupo oposicionista do PMDB juntou-se ao DEM para pressionar o PSDB a antecipar a escolha do candidato que disputará a Presidência da República no ano que vem. O grupo, que tem como expoente o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, entende que os tucanos estão perdendo terreno para a ministra Dilma Rousseff, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E deixar a definição para o ano que vem só dará mais fôlego aos governistas.
Com dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais), falta um nome para centralizar as negociações e firmar-se como contraponto a Lula e Dilma. Essa lógica dos peemedebistas de oposição é a mesma que o DEM usou para esquentar a chapa dos tucanos.
25 de outubro de 2009
DILMA QUER FICAR NO CARGO ATÉ O ÚLTIMO DIA QUE A LEGISLAÇÃO PERMITIR
Dilma resiste à pressão e quer usar vitrine ministerial até o último dia
Dilma fica no cargo até o último dia permitido
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a vontade de ficar no cargo até o último dia permitido pela legislação, 3 de abril de 2010. Há uma pressão dentro do partido para que antecipe sua saída. Lideranças do PT ainda insistem para que Dilma deixe o governo em fevereiro. Entretanto, ela quer participar de todos os atos governamentais até o limite legal de permanência no ministério, participando de vistorias e inaugurações de obras. A ministra pretende tirar o máximo proveito da popularidade do presidente e tem planos de prolongar sua exposição pública ao lado de Lula, e tomar um "banho de rua e de povo", usando as vantagens do cargo como uma vitrine eleitoral.
O PT insiste para que Dilma deixe o governo em fevereiro, logo após ser confirmada sua candidatura no 4º congresso da legenda, que aprovará as diretrizes de seu programa de governo e reunirá até mesmo convidados internacionais. Será um grande encontro, em Brasília, para marcar a comemoração dos 30 anos do PT. Lula não concorda com o roteiro traçado pelo partido: acha que Dilma precisa ficar à frente da Casa Civil, comandando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e projetos estratégicos - como o plano habitacional Minha Casa, Minha Vida - até o prazo-limite fixado pela lei, seis meses antes da eleição de outubro.
O presidente também tem conversado com Dilma. Ela chegou a admitir a possibilidade de deixar a cadeira antes da hora, para se dedicar à campanha. Lula a dissuadiu da ideia. Alegou que, além de não ver vantagem na estratégia da saída antecipada - já que ela ficaria mais tempo sob bombardeio do PSDB do governador José Serra, também pré-candidato à Presidência -, Dilma é a "capitã do time".
Internet é aposta para alavancar candidata
A estratégia para alavancar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê intensa campanha na internet. Dilma terá destaque em tempo real no novo site do PT, que entrará em operação na primeira semana de novembro com emissora online de rádio e TV.
Para montar o estúdio de gravação, o Diretório Nacional do PT reformou a sede que ocupa num prédio do setor comercial de Brasília e contratou mais funcionários. A nova roupagem do site será um teste para 2010, quando o plano do partido é transmitir ao vivo os principais atos da campanha presidencial.
O americano Ben Self, guru da campanha digital de Barack Obama à Casa Branca, no ano passado, prestará consultoria a Dilma. A contratação foi fechada pelo publicitário João Santana, responsável pelo marketing político da ministra. O PT nega o acerto.
Na tentativa de impulsionar a candidatura da -, o governo e o PT preparam uma ofensiva de marketing para os próximos dias. "Não há nada que um banho de rua não resolva", disse Lula, acrescentando que Dilma tem que aproveitar tudo que possa render votos, de acordo com relato de interlocutores.
Lula ficou irritado com Gilmar Mendes
Lula ficou muito irritado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para quem "nem o mais cândido dos ingênuos" acredita que a caravana palaciana às obras de transposição do Rio São Francisco, na semana retrasada, tenha sido apenas para uma simples vistoria.
21 de outubro de 2009
"SUPOSTA CAMPANHA"
O ESTADO DE S. PAULO
Em defesa da mistificação segundo a qual a recente turnê do presidente Luiz Inácio da Silva pelas obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco não teve propósito eleitoral, o ministro da Justiça, Tarso Genro, argumenta que se os governadores José Serra e Aécio Neves podem "circular", Lula também pode levar Dilma Rousseff para vistoriar e fiscalizar.
GOLPES DE RETÓRICA
PICADEIRO
INTERESSADO
TSE ADVERTE SOBRE ANTECIPAÇÃO DE CAMPANHA ELEITORAL
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, disse ontem que existe no Brasil uma cultura que beneficia os candidatos que recebem o apoio dos atuais governantes, mas que há “antídotos jurídicos” para solucionar possíveis abusos, como representações à Justiça Eleitoral.
Para Britto, há uma “tentação muito forte” por parte dos políticos que estão no poder de antecipar o processo eleitoral.
Mendes classifica viagem ao rio São Francisco de “vale-tudo”
A realização de sorteios e comício da comitiva presidencial em visita às obras de transposição do rio São Francisco foi chamada ontem pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, de “vale-tudo”.
Para ele, há uma “mais valia natural” de candidatos ligados ao governo, mas questionou atos semelhantes a campanha em atos de governo.
1 de outubro de 2009
POBRE GOSTA DE LUXO
MEIRELLES E AMORIM PREPARAM PALANQUES ELEITORAIS
30 de setembro de 2009
LULA SANCIONAL LEI ELEITORAL
O presidente Lula sancionou a nova legislação eleitoral derrubando as restrições a debates na Internet durante a campanha eleitoral. A minirreforma eleitoral foi sancionada com três vetos. Lula aboliu a regra que exigia que a Internet tivesse que seguir as mesmas limitações estabelecidas para TVs e rádios.

