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10 de julho de 2009

INSTALAÇÃO DA CPI DA PETROBRÁS DIVIDE SARNEY E RENAN

A decisão de apoiar a instalação da CPI da Petrobras provocou a primeira divergência no QG de apoio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informa hoje o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL). A divergência ocorreu após a denúncia de que a Fundação Sarney teria desviado recursos do patrocínio da Petrobras para um projeto cultural fantasma. O dinheiro teria ido parar na conta de empresas fantasmas e emissoras de TV da família Sarney.
De acordo com a coluna, Sarney e Gim Argello (PTB-DF) defendiam a conveniência de instalar a CPI para aliviar a pressão oposicionista diante da nova denúncia.
Já o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), argumentava que seria difícil controlar as investigações contra a Petrobras e segurar Sarney no cargo.
De acordo com a coluna, o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), deve ficar com a relatoria da comissão. A confirmação deve ocorrer na segunda-feira.
A CPI deve ser instalada na terça-feira. Apesar da pressão da oposição, a maioria dos membros da CPI deverá ser da base aliada.

30 de junho de 2009

A ARROGÂNCIA PETISTA

AINDA DO BLOG PROSA & POLÍTICA
DE ADRIANA VANDONI

Adriana Vandoni esteve excelente nesse fina de semana. Publicou várias matérias que merecem ser divulgadas. A primeira sobre as mamatas patrocinadas pela comissão de anistia do ministério da Justiça, objeto de matéria abaixo. Essa sobre a entrevista do presidente da Petrobrás. E outrea sobre o que chamou de golpe e contra golpe em Honduras. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli (foto), deu uma entrevista ao Estadão que irritou até os aliados do governo, tamanha arrogância. Em um trecho da entrevista, Gabrielli disse que, na falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para "fatos artificiais" armados em combinação com a imprensa, ou a "coscuvilhices" (mexericos). A seguir, fez uma ameaça velada: "Estamos preparados para um vale-tudo". E acrescentou: "O ataque também faz parte da defesa". O senador Arthur Virgílio considera que "Essa arrogância do esconde medo". Gim Argello, da base sempre aliada, PTB, também criticou: "Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobrás".
Leia a matéria:
"Entrevista de Gabrielli irrita até base aliada"
Ameaças veladas ao Senado podem inviabilizar acordo para barrar CPI

A entrevista do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, publicada ontem pelo Estado, deixou a bancada do governo em situação embaraçosa e prejudicou o esforço do Palácio do Planalto em evitar - ou adiar - a instalação da CPI, criada pelo Senado, para investigar irregularidades na estatal. Senadores do governo e da oposição ouvidos ontem concordaram que Gabrielli foi inábil e mostrou uma arrogância que prejudica a estratégia de negociação dos governistas na hora mais crucial.No trecho mais forte da entrevista, o presidente da Petrobrás disse que, na falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para "fatos artificiais" armados em combinação com a imprensa, ou a "coscuvilhices" (mexericos). A seguir fez uma ameaça velada: "Estamos preparados para um vale-tudo". E acrescentou: "O ataque também faz parte da defesa". A reação veio rápida. "Essa arrogância do Gabrielli esconde medo", disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).Líder do PTB e vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (DF), um dos articuladores do movimento para barrar a CPI, ficou desconsolado com a entrevista. "Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobrás", observou. Para o senador, está provado que bater no Congresso "não é o melhor caminho para evitar uma CPI". Argello deixou claro, todavia, que não vê necessidade de instalação da CPI porque ela, a seu ver, não trará qualquer benefício ao País ou à empresa, que é um orgulho nacional e nesse momento de crise mundial dá significativa contribuição à estabilidade econômica. "A Petrobrás vem dando lucro, puxa para cima o PIB e os investimentos", disse. A sensação geral, porém, é de que o presidente da Petrobrás vem desde o início atropelando a estratégia do próprio governo. O primeiro erro apontado foi a perambulação de Gabrielli nos gabinetes do Senado, há duas semanas, na presunção de que iria dobrar a oposição. "Agora ele repete o erro com ameaças veladas", criticou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), da base aliada. Para Casagrande, essa não é uma boa estratégia. "O governo tem de administrar a CPI e não partir para a guerra fratricida", disse ele. "A impressão que fica é que há muita denúncia inexplicável e, para se livrar delas, a Petrobrás joga tudo no embate", observou."É autoritária a postura de quem combate CPI", atacou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de convocação da CPI. Para ele, há muitos "fatos nebulosos" na estatal para serem investigados."A entrevista (de Gabrielli) usa a tática da mistificação e tenta amedrontar o Parlamento com a ameaça do vale-tudo." Para Dias, a tática da ameaça pode ter efeito contrário. As denúncias elencadas na CPI incluem irregularidades em contratos milionários da estatal até manobras contábeis para sonegação de R$ 4 bilhões em impostos. Estão ainda incluídas acusações de beneficiamento a prefeituras e projetos de políticos petistas na destinação de recursos da Petrobrás e fraudes na distribuição de royalties.A CPI deve requisitar também o relatório de recente sindicância interna mantida sob sigilo pela empresa, além de explicações sobre o empréstimo de R$ 20 bilhões tomados junto à Caixa Econômica Federal, entre outras operações suspeitas.Para o senador José Agripino Maia (DEM-RN), a Petrobrás não deve se preocupar porque a CPI vai se ater a fatos concretos. "Em vez do vale-tudo, nós queremos o vale a verdade, com os fatos nebulosos passados a limpo", disse. "A base do presidente Lula tem que concordar com a instalação da CPI esta semana para não passar a impressão de que está escondendo a verdade", enfatizou. FRASESArthur Virgílio (AM)Líder do PSDB"Essa arrogância do Gabrielli esconde medo"Gim Argello (DF)Líder do PTB"Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobrás"Álvaro DiasSenador PSDB-PR"É autoritária a postura de quem combate CPI

14 de junho de 2009

PETROBRÁS GASTARÁ R$ 540 MIL COM ASSESSORIA

DA Agencia Estado


A Petrobrás pagará, pelo menos, R$ 540 mil pelo assessoramento de comunicação durante a CPI aberta no Senado para investigá-la. A estatal informou que o contrato com a Companhia de Notícias (CDN) para esse fim foi assinado apenas ontem, embora há cerca de duas semanas a empresa tenha confirmado o acerto. No dia, 5 o Estado encaminhou à Petrobrás uma série de perguntas sobre o contrato. As respostas vieram aos poucos e a conclusão, apenas ontem. "O contrato só foi assinado hoje. O valor é de R$ 180 mil mensais para um período de três meses, renovável por mais três meses", informou a assessoria da estatal, por e-mail, avisando que a informação seria postada no blog da companhia no mesmo dia da publicação pelo Estado.
Na quinta-feira, o blog da Petrobrás - que causou muita polêmica por divulgar informações pedidas por veículos de comunicação mesmo antes da edição das reportagens - completou dez dias, fato que foi comemorado na própria página digital com um artigo intitulado Mão Dupla, que terminava com a transcrição das críticas recebidas pelos principais veículos de comunicação do País. "Dez dias após o seu nascimento, o blog da Petrobrás registrou milhares de elogios pelas suas características inovadoras, valorização da transparência e democratização da informação. Recebeu, também, críticas dos veículos de comunicação, principalmente aquelas relacionadas ao exercício do trabalho dos jornalistas. Fizemos ajustes no nosso horário de publicação. O blog manteve o seu objetivo inicial", dizia o artigo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

5 de junho de 2009

OPOSIÇÃO REAGE A DECLARAÇÕES DE LULA SOBRE CPI DA PETROBRÁS

Senadores da oposição reagiram hoje às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazendo criticas à instalação da CPI da Petrobras.
Em entrevista hoje à rede americana CNN, Lula acusou a oposição de fazer "pirotecnia" e de estar "sem discurso", já que não consegue fazer um debate econômico ou sobre infraestrutura. Autor do requerimento de criação da comissão, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), disse que o presidente deveria é analisar o "loteamento" da Petrobras entre os partidos que o apoiam, "em vez de ficar se intrometendo em assuntos fora da sua área de competência". "O que compromete a imagem da empresa é o loteamento para uso escuso", acusou.
Para o líder do DEM, senador José Agripino (RN), Lula se intrometeu em assuntos do Legislativo. "Ele não deve se intrometer nos assuntos do Legislativo para evitar que a CPI se instale", disse. "Bem melhor é que cada um cumpra com sua função, ele governando, e nós, fiscalizando, como é de direito". Para Álvaro Dias, o presidente deveria estimular a investigação "e não adotar atitude de quem é cúmplice com as fraudes".