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18 de maio de 2010

NO RIO, PSDB REITERA APOIO A FERNANDO GABEIRA

Terça feira, 18 de maio de 2010


DEU NO JORNAL DO BRASIL

Pamella Lima

A executiva do PSDB do Rio de Janeiro se reuniu na manhã de ontem para fechar alianças nas eleições de outubro. Na ocasião, os parlamentares e representantes dos poderes executivos da legenda no estado confirmaram a aliança entre PV, PSDB, DEM e PPS em torno do pré-candidato à governador Fernando Gabeira.Após o encontro, que durou cerca de três horas, o prefeito de Duque de Caxias e presidente do partido no Rio, José Camilo Zito, endossou seu apoio às candidaturas de José Serra à Presidência da República e de Gabeira, em resposta a rumores de que ele poderia se manter neutra ou mesmo apoiar o governador Sérgio Cabral (PMDB).Sempre demonstrei que sou Serra fervoroso. Não só aliado, como apaixonado pela campanha.Também torço para que o Aécio esteja neste contexto. disse Zito. Não podemos misturar o prefeito que defende a cidade e os interesses da sua população com o presidente do partido, que sabe o que é melhor para o país e para o Rio.

15 de maio de 2010

PSDB PREPARA AÇÃO CONTRA PROGRAMA DO PT


Um dia após o PT ter apresentado programa em cadeia de rádio e TV, considerado pela oposição mais um episódio de "grave desrespeito à Lei Eleitoral", o PSDB tinha dúvidas se recorreria novamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já o aliado DEM decidiu não ingressar com recurso junto à Justiça Eleitoral, considerando que a campanha entrou em nova fase. Pela legislação, a propaganda eleitoral em rádio e TV só é autorizada a partir de 17 de agosto.
Anteontem, por decisão do TSE - que ocorreu após exibição da propaganda do PT na TV, a legenda perdeu direito de transmitir o programa partidário no primeiro semestre de 2011 e terá de pagar multa de R$ 20 mil. Dilma recebeu multa de R$ 5 mil. As punições por campanha antecipada se referem ao programa que foi ao ar em dezembro, e não ao de quinta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a trajetória de Dilma à do líder sul-africano Nelson Mandela, que lutou contra o apartheid. A oposição tentou impedir a veiculação da propaganda, em rede nacional, mas o pedido não foi julgado a tempo pelo TSE.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse não ser o caso de recorrer. "O DEM não vai entrar na Justiça Eleitoral. Estamos em outro momento da campanha. É diferente da ocasião anterior quando a Dilma era ministra", afirmou. A negativa do DEM e a dúvida do PSDB foram encaradas, nos bastidores, como sinal de que os dois partidos poderão usar em seus programas partidário a estratégia petista. O DEM tem espaço garantido em cadeia nacional no próximo dia 27. Já o PSDB exibirá seu programa em 17 de junho, depois de sua convenção partidária, em 12 de junho.
O advogado do PSDB, Ricardo Penteado, criticou a postura do presidente e da sua candidata. "A essa altura, esse dano, acho irreparável", anotou. "Mas vamos estudar medidas. Não sei se é o caso de ingressar (na Justiça Eleitoral)." Secretário de comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR) disse que as críticas ao programa do partido fazem parte da "tática deles (oposição) de tirar o presidente Lula da eleição". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

2 de maio de 2010

A CARA DO VICE

Brasília-DF

Correio Braziliense - 02/05/2010

Luiz Carlos Azedo Com Norma Moura
A cara do vice

Vice na chapa de presidente da República é muito importante, tanto que dois deles já chegaram à Presidência da República desde a eleição de Tancredo Neves, em 1985, no colégio eleitoral: os ex-presidentes José Sarney (PMDB) e Itamar Franco (PPS). É tão importante que a indicação do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), para vice de Dilma Rousseff (PT), a contragosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje é a grande âncora estabilizadora da aliança do PT com o PMDB, trunfo de Dilma na eleição.
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Quem não está conseguindo resolver o problema da vice, porém, é o candidato tucano José Serra. Desde quando Dilma Rousseff deixou o governo, o ex-governador de São Paulo nada de braçada, sem cometer nenhum erro, nenhuma gafe, ocupa os espaços na mídia com desenvoltura e pula todas as cascas de banana. Serra não perde uma oportunidade de entrar em sintonia com o presidente Lula, inclusive nos elogios à escolha do presidente da República como um dos homens mais influentes do mundo pela revista Time, para neutralizar a estratégia de Lula na eleição: o “nós contra eles”.
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O principal problema da campanha de Serra, porém, está longe de se resolver e pode ser a encruzilhada que separa o caminho da vitória do da derrota. Serra quer Aécio Neves na vice, mas o ex-governador de Minas recusa a tarefa. Itamar Franco, que seria uma opção em Minas, sequer foi ao lançamento da pré-candidatura de Serra. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), político mineiro eleito pelo Rio de Janeiro, foi vetado pelo ex-prefeito Cesar Maia e o ex-deputado Márcio Fortes, porque é aliado do governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Serra sabe que a escolha do vice vai decidir a eleição, mas empurra o problema com a barriga. Não tê-lo ainda é uma desvantagem estratégica em relação a Dilma Rousseff. E o futuro escolhido pode ser uma grande decepção.

Na pressão// O PT vai se afastar cada vez mais do governo de Rogério Rosso (PMDB), que está sendo monitorado pela CGU, pelo SNI e pela PF. A bancada da legenda na Câmara Legislativa começa a bater no novo governador do Distrito Federal, que já anda às turras com seu padrinho político, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB-DF).
O cravo e a ferradura
Candidato ao governo da Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (foto), do PMDB-BA, ficou enciumado com a empatia entre o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o governador Jaques Wagner (PT), em encontro com empresários na ilha de Comandatuba. Temer elogiou o empenho do petista no início do governo Lula em prol da aliança com o PMDB. Geddel não gostou e entrou, enfurecido, no gabinete de Temer, acusando-o de querer desestabilizar sua candidatura. Temer telefonou para um site de notícias e criticou o governador.

Molinete

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado engavetou a proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) de incluir automaticamente na malha fina da Receita Federal a declaração de imposto de renda de parlamentares, prefeitos, governadores, presidente da República, ministros, membros do Judiciário e ordenadores de despesa. Relator, Francisco Dornelles (PP-RJ) concluiu que o projeto era inconstitucional.


Cerzido

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos (foto), encontrou-se na sexta-feira com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). Decidiram tentar uma conversa com o presidente Lula para resolver o impasse do PT no Ceará. Ciro Gomes (PSB-CE), muito magoado, ainda não quer ouvir falar em acordo.

Lá pode

Alta comissária das Nações Unidas para direitos humanos, a sul-africana Navi Pillay criticou ontem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a Lei de Anistia e pediu o fim da impunidade no Brasil. “Essa decisão é muito ruim. Não queremos impunidade e sempre lutaremos contra leis que proíbem investigações e punições”, disse. Lá na África do Sul, a anistia beneficiou os agentes do regime de apartheid.

Artilharia

Caçula dos Gomes, o deputado estadual Ivo Gomes (PSB-CE) entrou na briga contra os petistas no Ceará e atacou a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Também disparou contra o ex-ministro da Previdência José Pimentel (PT), que reivindica uma vaga de candidato ao Senado na chapa do governador do Ceará, Cid Gomes.


Sem fundo

A dívida líquida do setor público chegou a 42,4% do Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país. Segundo o Banco Central, já é de R$ 1,366 trilhão

Balança/ Dezesseis diretórios regionais do PTB fecharam no apoio à candidatura à Presidência da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT). Apesar da aversão aos petistas do presidente do partido, o ex-deputado cassado Roberto Jefferson, São Paulo deve ser um dos poucos estados a apoiar o tucano José Serra.

É hoje/ Manifestação pela aprovação do projeto Ficha Limpa. No Rio de Janeiro, a concentração é a partir das 9h, em frente ao Posto 9, em Ipanema. A passeata, concebida pelo grupo Nova Organização Voluntária Estudantil (Nove), será realizada simultaneamente em São Paulo e em Belém.

Em tempo/ O novo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, disse ao deputado líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), que o projeto Ficha Limpa poderia ser aplicado nas eleições deste ano se for aprovado até 3 de julho. A data limite para registro das candidaturas é 5 de julho.

26 de abril de 2010

OPOSIÇÃO TENTA CORRIGIR ERROS DO PASSADO

Nas campanhas anteriores, disputas e desentendimentos entre alguns dos principais representantes do PSDB e DEM minaram as chances de sucesso eleitoral nas corridas presidenciais. Foi o caso, por exemplo, do processo de disputa interna do PSDB que acabou definindo o então governador Geraldo Alckmin como candidato à Presidência em 2006. Naquela disputa o então prefeito da capital José Serra era a opção considerada mais lógica até por adversários. Apontado como tendo maior potencial eleitoral para barrar a reeleição de Lula, Serra demorou a definir sua candidatura e acabou sendo surpreendido pela movimentação de bastidores de Alckmin. Escolhido candidato de uma oposição dividida e desinteressada, o tucano não teve fôlego para impedir a vitória do PT.

11 de abril de 2010

SERRA PREGA UNIÃO EM DISCURSO

Abril 10, 2010

Ao lançar sua campanha à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não poupou críticas indiretas a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em várias áreas e voltou a repetir seu slogan de que o “Brasil pode mais”, que tem sido rejeitado por petistas.

Em seu discurso, Serra criticou a divisão do país em classes e regiões e ainda provocou seus adversários ao dizer que” o Brasil não tem dono” e que a oposição está preparada para “quanto mais mentiras disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.

Segundo Serra, é “deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil”.

Serra arrancou aplausos dos militantes ao dizer que o Brasil precisa de “coragem para construir o Brasil melhor, o Brasil da União”. “Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem”, disse.

O ex-governador disse ainda que defende um país sem exclusão. “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo”, afirmou.

28 de outubro de 2009

PARCEIROS INDÓCEIS

DORA KRAMER

O ESTADO DE SÃO PAULO - 28/10/2009


Primeiro foi o PMDB a dar um alto lá no PT, avisando que não aceitaria ser um parceiro submisso e reivindicando condições de igualdade nas decisões e na partilha dos bens eleitorais relativos à eleição de 2010. Ganhou a reserva da vaga de vice na chapa presidencial e a promessa de assento nobre na coordenação da campanha.
Agora é o DEM que não aceita o papel de figurante passivo na aliança com o PSDB, aderindo ao lema segundo o qual não basta se aliar, tem de participar. O partido não chega a ser tão exigente quanto o PMDB com o PT, mas quer um lugar ao sol.
Por exemplo, sendo ouvido sobre a data mais conveniente para o início da campanha propriamente dita e a definição explícita da candidatura. "O PSDB tem o direito de decidir quem será o candidato, mas não pode querer decidir sozinho quando começa a campanha", diz um dirigente.
A tensão existente entre os dois partidos da aliança oposicionista ficou visível quando o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, deu uma entrevista ao jornal O Globo falando de sua preferência pela candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Esquisito, já que não apenas Rodrigo Maia, mas toda a cúpula do Democratas concorda que o candidato deve ser o governador de São Paulo, José Serra, independentemente da opinião pessoal de cada um sobre Serra.
O que, então, moveu o presidente do DEM? Basicamente, dois motivos: dar uma sacudidela na "pasmaceira" do PSDB e mostrar que quem fala pelo partido é o presidente, não o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - leia-se também Jorge Bornhausen e companhia -, cuja movimentação andava desconsiderando a existência da direção formal.
E por que "sacudir" o aliado e afirmar posição de comandante do processo? Quatro são as razões. A primeira, pressão das sessões regionais aflitas por definir as candidaturas a governador e senador.
A segunda, arrefecer os efeitos da intervenção do grupo do PMDB liderado pelo ex-governador Orestes Quércia, que tenta convencer o PSDB a privilegiar alianças com pemedebistas nos Estados sob o argumento de que assim será mais fácil impedir a adesão do partido à candidatura de Dilma Rousseff.
A terceira, mostrar ao PSDB que ele não é o senhor de todas as conveniências políticas e eleitorais e que o DEM é um parceiro, não um serviçal. A quarta razão do esperneio de Rodrigo Maia guarda relação com a prevalência de Kassab na condição de ponta de lança da articulação serrista. Briga interna, portanto.
Uma das maiores divergências entre os dois grupos é que Rodrigo acha que a outra ala entregou os pontos muito cedo. Por exemplo, abrindo mão da vaga de vice sem negociar. Por isso, o presidente do DEM agora tenta fazer de conta que o partido reivindica o lugar.
Um jogo de cena semelhante ao que faz o PMDB quando alega que a "maioria do partido" prefere candidatura própria. Na verdade, o DEM trabalha mesmo é com a hipótese da chapa puro-sangue: Serra na cabeça e Aécio de vice.
Mas quer que Serra pelo menos internamente assuma a candidatura, defina uma coordenação de campanha, defina o discurso de campanha, tenha participação mais ativa na política nacional, trabalhe as alianças regionais, chame o governador de Minas para conversar para que, a partir daí, possa haver um trabalho de convencimento coletivo junto a Aécio Neves para fazê-lo aceitar concorrer a vice.
Não seria uma ofensiva com vistas a atrapalhar a vida de Serra. Mas sim com o objetivo de arrumar o quanto antes a vida do DEM, cujo destino mal ou bem, o partido admite, está nas mãos do PSDB. A possibilidade de enfrentar mais quatro ou oito anos de oposição hoje é o maior pesadelo dos democratas.
Como acham que Serra ganha a eleição, pressionam pela definição da candidatura já, com medo de que se repita o ocorrido em 2006 e, diante da hipótese de derrota, na última hora ele desista de ser candidato.
Data marcada
O ministro Marco Aurélio Mello está pronto para apresentar seu voto ao pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, feito pelo governo italiano. Será no dia 11 de novembro, dois meses depois do pedido de vista apresentado por ele na sessão de julgamento do Supremo Tribunal Federal quando a votação estava em 4 a 3 em favor da extradição.
No voto, que deverá empatar o julgamento deixando o voto de Minerva para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio discutirá dois pontos: a concessão do refúgio e o caráter terminativo da decisão do STF. Na visão dele, a palavra final seria do presidente da República.
Obituário
A Fundação Sarney, que anuncia sua extinção por falta de patrocinadores dispostos a ligar seus nomes àquela pessoa jurídica, padece de um mal benigno: absoluta falta de resistência à ação detergente da luz do dia.

25 de outubro de 2009

EFEITO COLATERAL DA ALIANÇA ENTRE PT E PMDB

O acordo político que selou a aliança PT/PMDB obrigará alguns petistas a rever as metas eleitorais para o pleito de 2010. Selado o acordo que confirmou o noivado com o PMDB, o PT vai para o altar de sacrifícios para garantir que nada saia errado na aliança que tem o objetivo de fazer a sucessão do presidente Lula.
Estão na mira os seguintes petistas: o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, que sonha se lançar ao governo do Rio de Janeiro. Ele será convidado gentilmente a retirar o “cavalo da chuva” e apoiar o governador peemedebista Sérgio Cabral. O estado é considerado fundamental na hora da Convenção Nacional do PMDB, marcada para o ano que vem.
Outro que está com os dias contados é o ex-governador do Mato Grosso do Sul Zeca do PT, que será instado a apoiar o adversário (quase inimigo político) André Puccinelli (PMDB), atual mandatário do estado. O esforço é aproveitar o momento de crescimento da candidatura da ministra para não jogá-lo no colo dos tucanos.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já alertou que dificilmente seus correligionários gaúchos apoiarão a candidatura da ministra Dilma. Ele citou os exemplos do senador Pedro Simon, do deputado Eliseu Padilha e do ex-governador Germano Rigotto. “Lá não adianta, teremos dois palanques”, sentenciou um deputado petista que participou do encontro da noite de terça-feira.
Geddel quer apoio de Lula e Dilma contra o PT

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, simboliza os rachas regionais entre PT e PMDB. Candidato ao governo da Bahia em 2010 contra a reeleição do petista Jaques Wagner, Geddel garante, em entrevista ao Estado, que a legenda não vai abandonar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) mesmo que não deslanche nas pesquisas, como desconfiam setores do governo. "Essa postura é imutável, sob pena de perder a respeitabilidade da opinião pública. Se a Dilma não decolar, perde-se a eleição", afirma.
O acordo entre as duas legendas foi fechado na terça-feira. O PMDB vai indicar o vice de Dilma. Geddel garante apoio, mas avisa que, em troca, espera a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra também em seu palanque na Bahia, mesmo que no Estado haja um candidato do PT.
Para ele, as relações pessoais de Wagner com o presidente e a ministra não devem prevalecer sobre os acordos políticos. "Não faço política com faca no pescoço, nem chantagens. Eu quero isso (apoio a Dilma), não estou negociando posições alternativas. Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política."
Tensão pré-eleitoral ataca governo e oposição
O quadro de incerteza da sucessão nacional começa a contaminar os palanques regionais, onde a cada dia se acirram mais os conflitos entre caciques locais, seja da base governista ou da oposição. O resultado é a indefinição generalizada nos estados, com negociações sendo adiadas para o ano que vem. Como o PT já mostrou disposição de garantir a todo custo o apoio do PMDB à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, os candidatos petistas serão os mais sacrificados para dar espaço a peemedebistas.
Na base do governo, a principal indefinição é motivada pela possibilidade de mais de uma candidatura aliada, já que o PSB tenta consolidar o nome do deputado e ex-ministro Ciro Gomes. No Ceará, Ciro garante que o palanque do irmão, o governador Cid Gomes (PSB), é só dele. Por isso a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ameaça lançar um candidato e assegurar palanque para Dilma.
Na oposição, o principal nome da disputa presidencial, o governador José Serra (PSDBSP), está sendo pressionado a decidir até janeiro. A demora angustia não só o outro précandidato do PSDB, Aécio Neves (MG), mas tucanos país afora, além de dirigentes e líderes do DEM, principal aliado dos tucanos. Até políticos mais moderados e cautelosos alertam para o risco de a oposição perder o tempo das decisões.

16 de outubro de 2009

PSDB VAI ACIONAR TSE PELA CAMPANHA ANTECIPADA DE LULA

DEU NO ESTADO DE SÃO PAULO
PSDB pretende acionar TSE por campanha antecipada
O PSDB pretende acionar a Justiça Eleitoral por ver na caravana palaciana de vistoria das obras de transposição do Rio São Francisco todos os ingredientes de um comício eleitoral fora de época - palanques, discursos e críticas à oposição. O partido pedirá à Casa Civil, na próxima semana, informações sobre o custo da viagem capitaneada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Dilma Rousseff.O partido planeja usar as informações para ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente e a ministra por uso de recursos públicos em campanha eleitoral antecipada. O documento está sendo elaborado pela liderança do partido na Câmara.

6 de junho de 2009

AÉCIO E SERRA UNIFICAM DISCURSO E CONDENAM ESPECULAÇÕES SOBRE CHAPA

DE BERTA MAAKAROUN[
DO ESTADO DE MINAS

Os dois participam de mais uma jornada pela prévia no Paraná

Discurso de unidade no ninho tucano. Os governadores Aécio Neves (PSDB) e José Serra (PSDB) afinaram nesta sexta-feira as declarações. Ambos concordam que não há pressa em antecipar o processo eleitoral com a escolha imediata do pré-candidato do partido à Presidência da República. Eles também afirmaram que estarão juntos nas eleições do ano que vem, negando qualquer eventual confronto: “Quem estiver apostando nisso vai perder, é aposta errada", afirmou o tucano paulista. Aécio e Serra consideraram ainda que ambos têm credenciais para comandar o Palácio do Planalto. Nesse sentido, sugeriram serem inconvenientes as especulações em torno de uma eventual “chapa pura” tucana, o que suporia um dos dois como vice na composição. “A nossa unidade, estarmos Serra e eu juntos em 2010, é pule de 10”, resumiu Aécio.
Serra se esforçou em sinalizar a disposição do entendimento. “O governador Aécio tem todas as credenciais para ser candidato, para ser presidente de República. Não tem nenhum cabimento discutir que um vai ser vice do outro”, afirmou. O governador paulista acrescentou: “Para alguém que tem todas as condições de ser candidato a presidente – e eu acredito que eu também tenho – não faz sentindo, a essa altura, especular, digamos assim, com esse tipo de hipótese”. Depois de negar qualquer tensão ou mal-estar em relação a Aécio, Serra disse: “Olha aqui”, dando um abraço no governador mineiro

Interlocutores interpretam a nova aparente coesão tucana entre os dois governadores que disputam internamente a indicação do partido para disputar a Presidência da República como uma nova estratégia para enfrentar o crescimento da pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT). Enquanto Dilma percorre o país ao lado de Lula inaugurando obras do PAC, sem obstáculos partidários internos, os grupos dos dois líderes do PSDB afiam as garras. Em visita a Minas, onde assinou 14 acordos de substituição tributária, José Serra se esmerou nos elogios e gestos de cordialidade dirigidos ao governador mineiro. Ambos seguiram juntos para Foz do Iguaçu, onde participaram de um encontro do PSDB
Amabilidade
Meu amigo e companheiro”, foram algumas expressões afetuosas empregadas por Serra ao se dirigir a Aécio, não sem antes enfatizar pontos de unidade entre os dois maiores estados brasileiros, que “concentram 43% do PIB brasileiro” e respondem por “metade da arrecadação fiscal do governo federal”. Serra também fez questão de elogiar a gestão administrativa do estado, declarando inclusive, ter copiado algumas medidas que considerou importantes, a elas acrescendo um “tom de originalidade” para adaptá-las à realidade paulista. “Não são poucos os intercâmbios e trocas de ideias, inclusive ideias que a gente recolhe reciprocamente um do outro”, continuou o governador paulista.
Aécio devolveu. Também tratou de considerar Serra “amigo e companheiro” e assinalou, da mesma forma que Serra, haver eventualmente a adoção de medidas, em Minas, que foram bem-sucedidas no governo paulista. Aécio afirmou: “A nossa proximidade não está restrita à responsabilidade partidária. Temos muitas afinidades pessoais e uma visão de país muito parecida. Então, seja o governador Serra, seja eu amanhã eventualmente o presidente da República, os rumos traçados serão muito parecidos”.
Maratona
Pela primeira vez, os dois presidenciáveis do PSDB participaram sexta-feira de um dos seminários temáticos organizados pelo partido para preparar o discurso eleitoral de 2010. Os governadores de Minas, Aécio Neves e de São Paulo, José Serra, chegaram juntos a Foz do Iguaçu (PR), num clima bem diferente do primeiro encontro, em João Pessoa (PB), quando Serra não compareceu.
O tema de sexta foi o agronegócio. O próximo encontro será em julho, em Fortaleza (CE). Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará e Bahia também estão na rota dos tucanos. Aécio aproveita os seminários, prestigiados pelos principais líderes dos partidos aliados ao PSDB (DEM e PPS), para defender as prévias como única forma legítima de escolha do candidato a presidente. Serra já concordou com a consulta até fevereiro do ano que vem, segundo o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE).

17 de maio de 2009

PSDB NEGA COMPOSIÇÃO DE "CHAPÃO" COM SERRA E AÉCIO

O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, negou na tarde deste domingo que o partido já teria definido uma chapa, encabeçada pelo governador paulista, José Serra, com o governador mineiro, Aécio Neves, que a legenda tucana apresentaria nas eleições presidenciais de 2010.
De acordo com senador tucano, está mantida a iniciativa de realização de prévias dentro dos quadros do PSDB para decidir qual nome irá enfrentar o candidato à presidência da República da situação, provavelmente a ministra, Dilma Roussef.
Dentro do PSDB, postulam a indicação do partido os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.
Questionado sobre a possibilidade de Aécio se tornar vice de Serra na disputa do próximo ano, conforme notícia veiculada neste domingo, Guerra disse que ainda não há definição sobre essa possibilidade e voltou a afirmar que prévias internas na legenda devem ser feitas em janeiro ou fevereiro do próximo ano.
"Não há nenhuma composição hoje sobre isso neste momento", disse Guerra