6 de setembro de 2009

FATOR MARINA

PT e PSDB correm por agenda verde. Partidos se adequam à retórica ambiental, antes coadjuvante.Não é apenas o PV que idetifica na provável candidatura da senadora Marina Silva (AC) a chance de colocar o meio ambiente no primeiro plano da campanha presidencial de 2010. No PT e no PSDB, vozes isoladas que empunham a bandeira da ecologia apostam na possibilidade de sair da sombra e influenciar a agenda de seus candidatos, diferentemente do que ocorreu na eleição passada."Marina vai puxar o debate sobre a questão ambiental, que sempre foi coadjuvante e superficial nas campanhas", disse Ricardo Trípoli (PSDB-SP), um dos coordenadores da Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara dos Deputados. "Ela vai potencializar o debate e criar polêmica, o que é bom para todos nós", previu o deputado Pedro Wilson (PT-GO), outro coordenador do grupo. "Os candidatos não poderão tratar esse tema de forma secundária ou marginal", avaliou o petista Carlos Minc, sucessor da senadora acreana no Ministério do Meio Ambiente.Para Eduardo Jorge (PV), secretário do Verde e do Meio Ambiente na Prefeitura de São Paulo, o rompimento de Marina com o PT não alterou apenas o cenário de 2010. "O ambiente só ganhou parte dos recursos do pré-sal quando a discussão estava nos 47 minutos do segundo tempo", observou, em referência ao fundo que o governo pretende alimentar com receitas da exploração do petróleo.

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