31 de maio de 2010

GOVERNO QUER REDUZIR ÁREAS DE EMBAIXADAS

Correio Braziliense - 31/05/2010

Autor(es): Helena Mader

Vazios no coração de Brasília


Os setores de Embaixadas são representados pelas quadras 800: além dos terrenos sem construção, muitos estão subutilizados

Mais de 30 terrenos destinados a embaixadas estão desocupados. Terracap estuda vender alguns lotes para a construção de hotéis

Uma das áreas mais nobres do Plano Piloto tem 56% de seus terrenos vazios ou com baixa utilização. Os setores de embaixadas Sul e Norte, nas quadras 800, foram criados para abrigar as sedes de representações diplomáticas mas, meio século depois da inauguração de Brasília, muitos países ainda não ocuparam lotes na região. Diante da ociosidade desses espaços, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) quer debater a mudança de destinação dos terrenos para permitir outros usos, como a criação de empreendimentos imobiliários. Já tem até um projeto para liberar uma área para a construção de hotéis. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) é contra a medida e defende que esses setores continuem de uso exclusivo dos diplomatas estrangeiros. Hoje, 114 nações têm representação em Brasília, mas apenas 54 estão instaladas na região destinada a abrigá-las.

O Setor de Embaixadas Sul tem 62 lotes, dos quais 32 estão ocupados e 18, vazios. Além disso, 12 imóveis têm baixa utilização ou seja, as construções ocupam um percentual muito baixo do espaço total. Já no Setor de Embaixadas Norte, o percentual de áreas ociosas é ainda maior. Dos 31 lotes, nove estão em uso atualmente, 15 permanecem vagos e sete têm subutilização. Os terrenos destinados às representações diplomáticas são muito grandes para a média brasiliense e têm pelo menos 25 mil metros quadrados — o equivalente a 2,5 campos oficiais de futebol. A Terracap também quer reduzir os imóveis doados para 2,5 mil metros quadrados.

A área vazia que a Terracap planejar desafetar fica no Setor de Embaixadas Norte, próximo ao Iate Clube. Quatro hotéis de luxo seriam erguidos no espaço, que hoje não é subdividido nem tem lotes registrados em cartório. A ideia da empresa é oferecer parte da área para a criação de terrenos de 2,5 mil metros quadrados para embaixadas e destinar o restante a futuros negócios. “Cada um desses hotéis poderia ter até 200 leitos. A criação desses empreendimentos seria importante para a cidade, já que vamos abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014”, explica o gerente de Formatação de Novos Empreendimentos, Valdo César. “Com os recursos arrecadados, o governo poderá construir uma via ligando o Setor de Embaixadas Norte à W3, uma obra viária importante”, acrescenta.

Pelo projeto original de Brasília e de acordo com a legislação atualmente em vigência, os terrenos dessa região são de uso exclusivo de representações diplomáticas. Os países interessados em estruturar sua embaixada no Brasil devem pedir a cessão de uma área ao Itamaraty, que então entra em contato com a Terracap e com a Secretaria de Patrimônio da União. Ao fim das negociações, o MRE providencia a transferência do lote para o outro Estado. Atualmente, não há prazo para ocupação dos imóveis doados nos setores de embaixadas Sul e Norte.

Alto preço
Localizados no centro de Brasília, ao lado da Esplanada dos Ministérios, os terrenos destinados às representações estrangeiras seriam disputados pelo mercado imobiliário, caso houvesse mudanças na lei para autorizar a licitação e posterior ocupação. Especialistas não têm estimativa do valor que o lote poderia alcançar antes da definição das regras de uso. Mas nos prédios de escritórios e consultórios médicos localizados na L2 Sul, vizinhos ao Setor de Embaixadas, o metro quadrado custa entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.

O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Adalberto Valadão, afirma que o interesse entre os empresários por essa região seria enorme. Ele acredita que, se aprovada a construção de outros empreendimentos na área, o preço do metro quadrado construído seria semelhante aos dos imóveis negociados na L2 Sul. “O uso dos lotes dos setores de embaixadas seria bom para o governo e para a população. Os cidadãos pagaram pela construção da infraestrutura dessa região, os impostos foram usados para fazer vias, redes de água e iluminação, mas os terrenos não são usados”, diz Adalberto.

Ele destaca que é possível fazer empreendimentos nesses setores sem colocar em risco a segurança das embaixadas. “Seria adequado destinar para escritórios ou alguns tipos de comércio, por exemplo, o que não criaria problema para as embaixadas. Muito pelo contrário, esses diplomatas não têm hoje nenhum tipo de serviço à disposição nas proximidades”, justifica o presidente da Ademi.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, concorda que a procura por terrenos na região seria alta. “A localização é muito nobre e esses lotes teriam uma liquidez muito grande”, analisa. Mas ele não acredita na mudança de destinação da área: “Está no plano original da cidade que aquele setor só pode ser ocupado por embaixadas. Acho que novos empreendimentos não serão bem-vindos pelos estrangeiros que vivem ali”.

Hoje, 60 das 114 representações de países instaladas no Brasil se localizam fora dos setores de embaixada — a maioria no Lago Sul. Muitos embaixadores e diplomatas preferem alugar mansões para criar a sua missão diplomática por conta da proximidade com áreas comerciais e oferta de serviços. Além disso, os aluguéis acabam saindo mais em conta do que construir na terra doada.


O QUE DIZ A LEI
De acordo com a Lei nº 6.294/1975, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) fica autorizada a doar imóvel a Estado com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas para o estabelecimento de sua missão, desde que o donatário faça doação de imóvel à República Federativa do Brasil para instalar missão diplomática brasileira na capital da país em questão. Caberá ao Ministério das Relações Exteriores entabular as negociações necessárias a fim de assegurar que a transação se cumpra de forma válida e em conformidade com os interesses da União.

31 DE MAIO, DIA MUNDIA SEM TABACO

Hoje (31) marca o 23º Dia Mundial sem Tabaco, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujo tema é "Sexo e Tabaco – Boicote contra Propaganda voltada às Mulheres". A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema com ênfase no marketing para mulheres, com o objetivo de alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir as mulheres e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) desenvolveu campanha com o slogan “Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!”. As peças trazem a imagem de flores como um contraponto ao cigarro.
O INCA estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair – após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.
Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além disso, o risco de infarto , embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse método contraceptivo.
As gestantes também devem ficar alertas. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno
Para celebrar a data, Na China serão realizadas diversas atividades, com mensagens ao público, especialmente às mulheres, que se afastem do tabaco.
Em Chansha, capital da província de Hunan, voluntários com vestidos de alerta distribuem folhetos nas ruas sobre a abstenção do tabaco. Em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, uma equipe de universitários anda de bicicleta pelo Lago Oeste, divulgando o controle do tabaco aos cidadãos e turistas.
Os Serviços de Saúde de Macau realizaram ontem uma atividade intitulada "Dia Mundial sem Tabaco para 2010 - novas mulheres não-fumantes", pedindo que as mulheres não sejam enganadas pelas propagandas das companhias de tabaco, deixem de fumar, e busquem ajuda.
Hoje, a China tem 350 milhões de usuários de tabaco. Cerca de um milhão de pessoas morrem por ano de doenças relativas ao tabaco

RESUMO DOS JORNAIS: FOLHA DE SÃO PAULO



Manchete: Quase metade dos médicos receita o que indústria quer

Pesquisa mostra que 93% dos profissionais da saúde em SP ganharam de laboratórios benefícios e valores de até R$ 500
Dos médicos que recebem visitas de propagandistas de laboratórios no Estado de São Paulo, 48% prescrevem medicamentos sugeridos pelos fabricantes, informa Cláudia Collucci.
Na área de equipamentos médico-hospitalares, o percentual de profissionais da saúde que acatam as recomendações feitas por fabricantes é ainda maior: 71%.
Os dados são de pesquisa inédita do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), que avaliou o comportamento dos médicos perante as indústrias.

Realizado pelo Datafolha, o levantamento do Cremesp envolveu 600 médicos de várias especialidades, que representam o universo de 100 mil profissionais hoje atuantes em todo o Estado.

Segundo a pesquisa, 80% dos médicos recebem visitas dos propagandistas, e 93% obtiveram da indústria produtos, benefícios ou pagamento em valores até R$ 500 nos últimos 12 meses. (Págs. 1 e C1)

Petroleira não dá prazo para deter vazamento

A petroleira BP (British Petroleum) reconheceu que não teve sucesso na operação para conter o vazamento de ao menos 80 milhões de litros de óleo no golfo do México e admitiu que não conseguirá estancá-la nas próximas semanas.

A empresa anunciou ontem seu novo plano: instalar uma cúpula de contenção no local, o que falhou antes. Para o diretor-geral da BP, Bob Dudley, conter o fluxo até agosto será "positivo". A Casa Branca afirma se preparar "para o pior". (Págs. 1 e A13)

SNI espionou críticos do governo após a ditadura

Na gestão do ex-presidente José Sarney (1985-1990), o SNI (Serviço Nacional de Informações) espionou protagonistas da oposição, informa Rubens Valente.

Documentos liberados à Folha após 25 anos de sigilo revelam que o órgão investigou, com ajuda da Policia Federal, partidos de esquerda e movimentos dos sem-terra, entre outros. (Págs. 1 e A4)

Aliado de Uribe vence 1º turno na Colômbia

O candidato governista à Presidência da Colômbia, Juan Manuel Santos, obteve 46,6% dos votos válidos no primeiro turno das eleições.

O ex-ministro de Álvaro Uribe teve mais que o dobro da votação do rival Antanas Mockus. Pesquisas davam empate técnico entre os dois, que farão segundo turno em 20 de junho. (Págs. 1 e A10)

Entrevista da 2ª: Marcio Thomaz Bastos: 'Proibição de propaganda não abarca realidade'
Advogado do presidente Lula e da campanha de Dilma Rousseff (PT), Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, diz que o veto à propaganda eleitoral antes de julho não "abarca a realidade" e nega uso da máquina pelo governo. (Págs. 1 e A14)

Editoriais
Leia "Voto facultativo", que propõe a realização de um referendo sobre o tema; e "Incertezas", acerca da economia global e seus efeitos sobre o Brasil. (Págs. 1 e A2)

Primeira Página

Quase metade dos médicos receita o que indústria quer
SNI espionou críticos do governo após a ditadura
'Proibição de propaganda não abarca realidade'

Editorial
Voto facultativo
Incertezas

Opinião
São Paulo - Fernando de Barros e Silva: Para onde vai o CNJ
Brasília - Fernando Rodrigues: Quando o vice é útil
Rio de Janeiro - Ruy Castro: Sinas eleitorais
Marina Silva: Na direção oposta

Colunas
Mercado Aberto
Painel
Toda Mídia :: Nelson de Sá
Painel FC

Tendências | Debates
José Henrique Nunes Barreto: Perfídia na Fiesp

Poder
Governo espionou críticos mesmo após fim da ditadura
"Sarney não foi militar, regime sim", diz autora
Trabalho do SNI era "rotina", diz general
Sarney afirma que vetou casos sobre 'vida particular'
"Comando paulista" no CNJ levou a atrito Gilmar-Peluso
Governo atua para que PT se alie a Roseana no MA
Nem Lula pode impor alianças, diz líder do PT
Problema com voz é um dos principais adversários dos candidatos ao Planalto
País não está pronto para a nova classe média, diz Bolívar
Candidatos já fazem campanha e testam os limites do TSE
Criminalista foi assistente no caso Chico Mendes

Mercado
CEF busca fonte para crédito imobiliário
Migração de empréstimo facilita a negociação

Mundo
Santos fica a 3,5 pontos da Presidência
Apesar de violência e 3 mortes, eleição ocorre em relativa calma
Brasil se irrita com desmentidos dos EUA
Para especialista, Oriente Médio sem bomba é ilusão
Governo Obama relativiza apoio a acordo do TNP

Ciência
Vazamento segue e EUA já falam em "esperar pelo pior"

Cotidiano
Quase metade dos médicos receita o que fábrica indica
Setor aéreo discute aplicar em pilotos teste antidoping

Esportes
Zimbábue iguala amistoso a taça
Visita brasileira é chance rara de encher estádio


RESUMO DOS JORNAIS: ESTADO DE MINAS

Manchete: Viciado em fumo fica sem ajuda em Minas


Primeira Página
Olha nós aqui outra vez


Editorial
Só promessa para a saúde
Desafio do câncer :: Merula Steagal


Opinião
Justiça salarial e educação :: Procópio Cardozo Neto


Colunas
Em dia com a política :: Paulo Nogueira
Brasil S/A


Política
Sou candidato, não desisto nunca
Prefeito escolhido nas urnas
Marina aposta nos debates
Juntos, de novo
Pesquisas para definir palanque em Minas
Planalto de cara nova


Economia
Sinal de alerta no chão de fábrica

RESUMO DOS JORNAIS: JORNAL DO COMÉRCIO



Manchete: “Por favor, me prendam”

Viciado em crack foi à Delegacia de Santo Amaro, ontem à noite, e fez o pelo dramático. Ele afirma ter certeza de que se voltar às ruas será assassinado. (Pág. 1)

Colômbia (Pág. 1)

Colunas
Cláudio Humberto
Cena Política
Ricardo Noblat

Política
Encontro do PT foi só constrangimento
Partido lança site e aposta forte na campanha virtual
Marina: Não satanizem meus adversários
Jarbas adota o estilo de Serra e poupa Lula

Economia
Brasil deve crescer mais que China no 1º trimestre
Eletronuclear aguarda licença para Angra 3













RESUMO DOS JORNAIS: CORREIO BRASILIENSE



Manchete: Governo quer reduzir áreas de embaixadas

Terracap pretende mudar destinação de lotes reservados às representações diplomáticas para abrigar empreendimentos, como hotéis e comércio. A alegação é que o espaço está ocioso. Itamaraty é contra (Págs. 1 e 19)

Farra com cargo público

Em pelo menos 10 unidades da Federação, tribunais de contas estaduais descumprem a determinação constitucional de preencher com auditores de carreira pelo menos uma das vagas de conselheiro. Em vez disso, as nomeações servem para abrigar apadrinhados de políticos, incluindo governadores. (Págs. 1 e 2)

Pandora: Eurides tinha R$ 100 mil no armário

Além da bolsa cheia, com R$ 9,8 mil, os agentes federais encontraram no closet da distrital afastada R$ 84 mil e US$ 9 mil durante a Operação Caixa de Pandora. Polícia Federal também apreendeu uma suposta agenda de campanha com registros de retiradas volumosas em dinheiro. Correio mostra fotos do “esconderijo” onde a deputada guardava os pacotes de cédulas. (Págs. 1 e 26)

Segundo turno na Colômbia (Págs. 1 e 14)

Extermínio: PF investiga “justiceiros” de Goiás

Ministério Público de Goiás precisou recorrer à Polícia Federal para apurar denúncias de que um grupo de extermínio, formado por policiais civis e militares, aterroriza a região de Goiânia. Pelo menos 24 pessoas — a maioria na capital — estão ameaçadas de morte pela quadrilha. Presos em regime semiaberto são os principais alvos dos bandidos de farda. (Págs. 1, 5 e 6)

Concurso: Gabaritos do IBGE saem hoje à tarde

Os mais de um milhão de candidatos a recenseador poderão avaliar o desempenho nas provas. Resultado final, só em 1º de julho. (Págs. 1 e 10)

Primeira página

Eurides tinha R$ 100 mil no armário
PF investiga “justiceiros” de Goiás

Opinião
Visão do Correio :: Promessas para a saúde
A opção :: Rubem Azevedo Lima
Transparência e Ficha Limpa: avanços da democracia :: Rodrigo Rollemberg
Dinheiro privado para a saúde pública :: Januário Montone
O Brasil sem história :: André Soares

Colunas
Nas Entrelinhas :: Alon Feuerwerker
Brasil S/A :: Liana Verdini

Política
Cabide de empregos para os apadrinhados
Planalto à espera de Lula
Aposta nos debates

Economia
Minas de prosperidade
Mazelas do progresso
Cepal sugere maior presença do Estado

Brasil
Execuções em Goiânia sob suspeita

Mundo
Colômbia vai ao 2º turno

Cidades
De bolsa e armário cheios

Ciência
Pesquisar para crescer

Direito & Justiça
Brasil isolado
Copa, olimpíadas, infraestrutura e PPPs




RESUMO DOS JORNAIS: O GLOBO



Manchete: Candidato de Uribe surpreende na Colômbia

Santos tem o dobro dos votos de Mockus, mas eleição terá 2º- turno
O candidato do presidente Álvaro Uribe surpreendeu ontem ao conseguir ampla vitória sobre a oposição no primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia. Contrariando as últimas pesquisas, divulgadas uma semana antes com os dois candidatos em empate técnico, o ex-ministro Juan Manuel Santos obteve 46,6% dos votos, contra 21,5% do ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus. Por pouco, Santos não foi eleito presidente ontem. Eles se enfrentarão agora no segundo turno, no dia 20 de junho. Santos, segundo analistas, deve herdar os votos do terceiro colocado, Germán Vargas Lleras, que obteve 10% ontem. No interior do país, combates entre as Farc e o Exército deixaram cinco mortos. (Págs. 1 e 21)

Foto legenda: Santos comemora logo depois de votar, em Bogotá

Desmilitarização da aviação em estudo

Levantamento do governo recomenda que setor passe do Ministério da Defesa para os Transportes
Um estudo sobre o setor aéreo, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao BNDES, recomenda que a aviação civil seja subordinada ao Ministério dos Transportes, e não mais à Defesa. Propõe ainda uma nova agência, civil, para o controle do tráfego. E a Infraero perderia o monopólio na administração dos aeroportos. As medidas visam melhorar a infraestrutura e atrair mais 200 milhões de passageiros, o que exigiria investimentos de R$ 25 bilhões a R$ 34 bilhões em 20 anos. (Págs. 1 e 17)

Pais bandidos, estudantes assustados

Professores de escolas em áreas de risco contam como lidam com crianças vítimas da violência e com pais que integram milícias ou quadrilhas de tráfico. Em seu segundo dia, a série "O X da questão: rascunhos do futuro” mostra como o poder paralelo interfere na rotina das escolas. (Págs. 1 e 10)

Primeira Página

Candidato de Uribe surpreende na Colômbia
Desmilitarização da aviação em estudo

Editorial
Pelo esforço próprio

Opinião
Situações esdrúxulas :: Luzia Amaral
Deveres do Estado :: Jorge Maranhão

Colunas
Ricardo Noblat
Ancelmo Gois

O País
Dilma vai colar mais no governo
Marina pede que não satanizem rivais
Sem deter a dengue, fácil é culpar o mosquito
Rio pode ter epidemia no verão, diz ministério

Economia
Desmilitarização à vista nos céus
Capacidade dos aeroportos não aumentou
FMI: socorro a bancos já passa de US$9,6 tri

O Mundo
Surpresa nas urnas na Colômbia
Honoráveis cidadãos do mundo discutindo o futuro
'O esforço de Brasil e Turquia é louvável'

Segundo Caderno
Funarte oferece R$56,8 milhões às artes







RESUMO DOS JORNAIS: ESTADÃO

Manchete: Vazamento pode durar até agosto, admitem EUA

British Petroleum fracassa ao tentar conter o maior desastre ambiental do país, e governo espera "o pior"

A nova operação para conter o vazamento de petróleo no Golfo do México fracassou, e as autoridades americanas já admitem que o óleo continuará fluindo pelo menos até agosto. O governo se diz
"preparado para o pior", no que é considerado o maior desastre ambiental da história dos EUA - e que arranha a imagem do presidente Barack Obama mesmo entre simpatizantes, informa o correspondente em Nova York, Gustavo Chacra. Estados da costa têm tentado evitar consequências ainda piores, construindo barreiras de areia próximo do litoral e queimando petróleo na superfície. Documentos da British Petroleum, responsável pela plataforma, mostram a existência de sérios problemas de segurança desde o ano passado. (Págs. 1 e Vida A12)

Até 19 mil barris é a quantidade de óleo que vaza por dia

PIB do Brasil cresce mais que o chinês

O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O mercado estima uma expansão anualizada de até 12,6%, contra 11,2% dos chineses. O líder deve ser a Índia, com 13,4%. (Págs. 1 e Economia B1)

País suspende embarque de carne aos EUA

As exportações de carne bovina processada brasileira para os EUA estão suspensas. Na quinta-feira, o Ministério da Agricultura interrompeu os embarques após um recall de produtos do frigorífico JBS. Em junho, autoridades dos dois governos vão discutir o assunto. (Págs. 1 e Economia B10)

Candidato de Uribe vence, mas haverá segundo turno

Contrariando as pesquisas, que previam votação apertada, Juan Manuel Santos, candidato do presidente Alvaro Uribe, teve ampla vantagem na eleição presidencial colombiana. Ele obteve mais de 45% dos votos, contra cerca de 20% do verde Antanas Mockus, com quem disputará o segundo turno, dia 20 de junho. (Págs. 1 e Internacional A8)

Foto legenda: Negócios: Positivo mira mercado de TV s e smartphones
Líder do mercado de computadores, a Positivo, de Hélio Rotenberg, diversificará sua produção. Vai lançar TVs, smartphones, tablets e e-books, todos voltados para a classe C. (Pág. 1)

Sindicatos se digladiam por verba, filiados e 'território' (Págs. 1 e Nacional A4)

Por votos, Serra e Dilma buscam alianças incômodas (Págs. 1 e Nacional A8)

Carlos A. Sardenberg: A conta dos Impostos

Tudo somado e subtraído, o governo leva R$ 837 em cima de um salário hipotético de R$ 2 mil. Ou quase 33% do total pago pela empresa. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações: Mais bondades no orçamento
A Câmara continua empenhada na concessão de bondades pagas com dinheiro do contribuinte. (Págs. 1 e A3)

Primeira Página
PIB do Brasil cresce mais que o chinês
País suspende embarque de carne aos EUA

Editorial
Mais bondades no orçamento
A privatização reconhecida
A Petrobras precisa de capital

Espaço Aberto
Viagem aos anos de chumbo :: Luiz Sérgio Henriques
Políticos e 'legalidade' versus ética :: Carlos Alberto di Franco

Opinião
Quanto o governo toma do trabalhador :: Carlos Alberto Sardenberg
Crise só lá fora? :: Amir Khair
Brasil fanfarrão :: Marcelo de Paiva Abreu

Nacional
Sindicatos fazem guerra por filiados, dinheiro e até 'reserva de território'
Hoje 'amigas' do Estado, centrais miram na imprensa
Dirigentes negam acusações e reforçam ataque a adversários
Por voto, vale até apoio constrangedor
'Deus me ama, ama Dilma, ama Serra'
'Política não é para quem tem ficha suja'
Notas

Economia
Brasil tem 2º maior crescimento global
Ritmo de expansão deve desacelerar
'Com reformas, Brasil poderia crescer 7% por uma década'
Cepal defende aumento da carga tributária
Suspensa venda de carne bovina aos EUA
Americanos são o principal cliente de carne processada do Brasil
A crise e as mudanças no clima
Um rival para Eike Batista no petróleo
Uma briga de poucos no mercado das teles
'Volta da estatal é jogar dinheiro fora'


Vida&
Maior vazamento de óleo da história dos EUA pode durar até agosto
Empresa violou próprias regras de segurança
'Lei de direitos autorais prejudica ensino no País'


Internacional
Candidato de Uribe é o mais votado, mas disputará o segundo turno
Vantagem de governista diminui competitividade


Link
"A lei cria provedores invulneráveis"

RESUMO DOS JORNAIS: VALOR ECONÔMICO



Manchete: Fisco leva 45% da 'riqueza' das S.A.

Da riqueza gerada pelas cem maiores companhias abertas do país por valor de mercado em 2009, que somou R$ 558 bilhões, as três esferas de governo abocanharam 45% na forma de impostos, contribuições e taxas. As empresas retiveram 13,5% do total para engordar seu patrimônio e distribuíram 9,5% aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio e dividendos. Os funcionários ficaram com 20% e os credores, com 12%.

Os dados foram coletados pelo Valor a partir da Demonstração do Valor Adicionado, peça que se tornou obrigatória nos balanços das companhias abertas com a edição da Lei nº 11.638/07, que mudou a contabilidade no país. (Págs. 1 e D1)

Ultrapar quer a operação de GLP da Shell

A Ultrapar deverá fazer amanhã uma oferta pelas operações de gás liquifeito de petróleo (GLP) da Shell na Europa, que a empresa pretende vender por até € 1 bilhão. O leilão também deverá atrair propostas de grupos de "private equity" e da companhia Zeta Gas, do México.
Se a Ultrapar tiver sucesso, essa será uma das maiores aquisições já feitas por uma companhia brasileira na Europa. A Shell enfrenta a oposição de sindicatos franceses à venda da divisão de GLP na Europa, que é dominada pela Butagaz, de Paris, a maior fornecedora de botijões de GLP da França, com um terço do mercado. A Ultrapar é a maior distribuidora de GLP do Brasil, através de sua subsidiária Ultragaz, com receitas equivalentes a US$ 20 bilhões. As partes envolvidas não quiseram fazer comentários. (Págs. 1 e B10)

Seguranças do Citi ajudam a prender sequestradores

A analista de fraudes liga para a casa de um cliente cujo cartão de crédito apresenta uma transação suspeita. Mas quem atende é a polícia. O dono do cartão foi sequestrado e investigadores estão na casa, em São Paulo, esperando um contato com a família. Em vez de bloquear o cartão roubado, a instituição passa a monitorar os gastos. Quando um pagamento é autorizado em uma boate de Campinas, a polícia prende os criminosos e resgata a vítima.

O episódio foi vivenciado pelas equipes de prevenção e de investigação do Citi. Quando algo errado é observado pelos analistas, é o laboratório forense que é acionado, divisão identificada pela sugestiva sigla CSIS (Citi Security and Investigative Service) e que, globalmente, é chefiada por um ex-funcionário da CIA. (Págs. 1 e C8)

Faculdades da Argentina atraem brasileiros

Estimativas do setor privado indicam que cerca de 15 mil brasileiros estudam medicina em países do Mercosul. Na Argentina, o número aumenta a cada ano, porque é possível entrar no curso sem vestibular e a mensalidade está em torno de R$ 800, em comparação com até R$ 5 mil nas faculdades privadas brasileiras.

A maioria dos estudantes recorre à ajuda de empresas que regularizam documentos. Dos 170 alunos do primeiro ano de medicina na Universidade de Morón, na periferia de Buenos Aires, 48 são brasileiros. Na próxima temporada, a universidade pretende destinar até cem vagas a estudantes do Brasil.

Para validar o diploma estrangeiro é preciso ser aprovado em uma prova no Brasil. Haverá uma em julho, com 632 inscritos. (Págs. 1 e A14)

Governo dos EUA admite que óleo pode vazar por meses no Golfo do México (Págs. 1 e A10)

Após ajuste fiscal, RS volta a investir (Págs. 1 e Valor Estados)

Desaceleração da Indústria

Após forte crescimento no primeiro trimestre, a indústria deve ter uma acomodação em abril e fechar em queda frente a março. Mas o resultado não deve comprometer o bom desempenho previsto para o ano. (Págs. 1 e A3)

A Copa da globalização

Operadoras móveis se preparam para o aumento de demanda provocado pela Copa do Mundo, a primeira em que o celular será usado intensivamente para transmissão de voz, dados e vídeo. (Págs. 1 e B2)

Investimentos do Algar

Com atuação nas áreas de turismo, serviços e agropecuária, mas principalmente em telecomunicações e tecnologia, o grupo Algar prepara investimentos de R$ 1,5 bilhão até 2014. (Págs. 1 e B3)

Otimismo no setor de plásticos
Aquecimento da economia traz boas
 perspectivas para a indústria de plásticos, que deve investir R$ 4,1 bilhões neste ano e crescer entre 8% e 10%. (Págs. 1 e B11)

RJ incentiva a agropecuária

Programa de incentivo do governo fluminense fez a produção leiteira no Estado aumentar de 470 milhões de litros em 2007 para 600 milhões. Próximo alvo deve ser a pecuária de corte. (Págs. 1 e B13)

Justiça ordena renegociação

A Justiça do Mato Grosso determinou aos bancos credores a renegociação de dívidas de seis produtores rurais na aquisição de máquinas e equipamentos. A apelação será analisada pelo Tribunal do Estado. (Págs. 1 e B14)

HSBC foca a alta renda
O HSBC aposta nos clientes de alta renda para reformular sua atuação no varejo brasileiro, que ficará a cargo do executivo argentino Sebastian Arcuri, até então responsável pela área de varejo do banco em Hong Kong. (Págs. 1 e C1)

Maio negro

Até sexta-feira, o Ibovespa acumulava queda de 8,27% em maio, o pior desempenho desde o auge da crise americana, em outubro de 2008. A expectativas dos analistas para junho é de melhora gradual. (Págs. 1 e D2)

CVM investiga 'Barretão'

O cineasta Luiz Carlos Barreto responde a processos na CVM e na Justiça por irregularidades na emissão de Certificados de Investimentos Audiovisuais para produção do filme "O casamento de Romeu e Julieta". (Págs. 1 e D4)

Ideias
Carlos Lessa
Ambientalismo míope brasileiro mutilou o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte. (Págs. 1 e A12)

Ideias
Helzo Takenaka
Com dívida equivalente a 170% do PIB, Japão corre sério risco de enfrentar uma grave crise fiscal. (Págs. 1 e A13)

Suplemento
Demanda por crédito tem avanço de 12,5% no ano
Copa e Olimpíada aquecem o setor de turismo

Primeira Página
Fisco leva 45% da 'riqueza' das S.A.
Desaceleração da Indústria

Editorial
Política fiscal exige cautela e o momento é de poupar

Opinião
Belo Monte e o diabo :: Carlos Lessa
Frase do dia

Colunas
Alex Ribeiro
João Sicsú
Luiz Werneck Vianna
Eduardo Campos
Daniele Camba

Política
PT ruma para 'intervenção branca' no MA
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SENADO CONVOCA CELSO AMORIM PARA PRESTAR INFORMAÇÕES SOBRE ACORDO





O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim deverá comparecer ao Senado na próxima terça-feira para dar explicações sobre o acordo alcançado com o Irã e Turquia para troca de combustível nuclear com a Turquia sob a mediação do Brasil.

Segundo a "Agência Brasil", Amorim justificará a posição do Governo brasileiro em defesa do acordo, que tem o objetivo de superar, por meio de negociações, a crise gerada pelas dúvidas sobre as intenções do programa nuclear iraniano, sem sanções da comunidade internacional.

O ministro foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, cujo presidente, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), manifestou sua preocupação pela aproximação do Brasil com o Irã, um país questionado pelos supostos fins militares de seu programa nuclear e por violações dos direitos humanos.

Segundo Azeredo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tem um histórico pouco confiável e já violou acordos semelhantes ao assinado no dia 17 de maio, alcançado com mediação de Brasil e Turquia.

De acordo com a agência de notícias do Senado, depois de uma sugestão do senador João Tenório (PSDB-AL) de convocar o comparecimento de Amorim, o próprio ministro anunciou sua disposição a participar de um debate para esclarecer a posição brasileira.

O acordo aceito por Ahmadinejad prevê que as autoridades iranianas entreguem ao Governo turco 1,2 toneladas de urânio enriquecido a 3,5%, para recuperar um ano depois 120 quilogramas de combustível nuclear a 20%, a ser utilizado em seu reator científico.

O acordo foi alcançado durante o encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, tiveram na semana passada com o líder do Irã.

Apesar do esforço diplomático, nos últimos dias, membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, principalmente os Estados Unidos, manifestaram dúvidas sobre o acordo e Washington chegou a assegurar que a iniciativa torna o mundo mais perigoso.