25 de outubro de 2009

EFEITO COLATERAL DA ALIANÇA ENTRE PT E PMDB

O acordo político que selou a aliança PT/PMDB obrigará alguns petistas a rever as metas eleitorais para o pleito de 2010. Selado o acordo que confirmou o noivado com o PMDB, o PT vai para o altar de sacrifícios para garantir que nada saia errado na aliança que tem o objetivo de fazer a sucessão do presidente Lula.
Estão na mira os seguintes petistas: o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, que sonha se lançar ao governo do Rio de Janeiro. Ele será convidado gentilmente a retirar o “cavalo da chuva” e apoiar o governador peemedebista Sérgio Cabral. O estado é considerado fundamental na hora da Convenção Nacional do PMDB, marcada para o ano que vem.
Outro que está com os dias contados é o ex-governador do Mato Grosso do Sul Zeca do PT, que será instado a apoiar o adversário (quase inimigo político) André Puccinelli (PMDB), atual mandatário do estado. O esforço é aproveitar o momento de crescimento da candidatura da ministra para não jogá-lo no colo dos tucanos.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já alertou que dificilmente seus correligionários gaúchos apoiarão a candidatura da ministra Dilma. Ele citou os exemplos do senador Pedro Simon, do deputado Eliseu Padilha e do ex-governador Germano Rigotto. “Lá não adianta, teremos dois palanques”, sentenciou um deputado petista que participou do encontro da noite de terça-feira.
Geddel quer apoio de Lula e Dilma contra o PT

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, simboliza os rachas regionais entre PT e PMDB. Candidato ao governo da Bahia em 2010 contra a reeleição do petista Jaques Wagner, Geddel garante, em entrevista ao Estado, que a legenda não vai abandonar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) mesmo que não deslanche nas pesquisas, como desconfiam setores do governo. "Essa postura é imutável, sob pena de perder a respeitabilidade da opinião pública. Se a Dilma não decolar, perde-se a eleição", afirma.
O acordo entre as duas legendas foi fechado na terça-feira. O PMDB vai indicar o vice de Dilma. Geddel garante apoio, mas avisa que, em troca, espera a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra também em seu palanque na Bahia, mesmo que no Estado haja um candidato do PT.
Para ele, as relações pessoais de Wagner com o presidente e a ministra não devem prevalecer sobre os acordos políticos. "Não faço política com faca no pescoço, nem chantagens. Eu quero isso (apoio a Dilma), não estou negociando posições alternativas. Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política."
Tensão pré-eleitoral ataca governo e oposição
O quadro de incerteza da sucessão nacional começa a contaminar os palanques regionais, onde a cada dia se acirram mais os conflitos entre caciques locais, seja da base governista ou da oposição. O resultado é a indefinição generalizada nos estados, com negociações sendo adiadas para o ano que vem. Como o PT já mostrou disposição de garantir a todo custo o apoio do PMDB à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, os candidatos petistas serão os mais sacrificados para dar espaço a peemedebistas.
Na base do governo, a principal indefinição é motivada pela possibilidade de mais de uma candidatura aliada, já que o PSB tenta consolidar o nome do deputado e ex-ministro Ciro Gomes. No Ceará, Ciro garante que o palanque do irmão, o governador Cid Gomes (PSB), é só dele. Por isso a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ameaça lançar um candidato e assegurar palanque para Dilma.
Na oposição, o principal nome da disputa presidencial, o governador José Serra (PSDBSP), está sendo pressionado a decidir até janeiro. A demora angustia não só o outro précandidato do PSDB, Aécio Neves (MG), mas tucanos país afora, além de dirigentes e líderes do DEM, principal aliado dos tucanos. Até políticos mais moderados e cautelosos alertam para o risco de a oposição perder o tempo das decisões.

SUBSTITUTO DE DILMA CASA CIVIL É DILEMA PARA LULA

O presidente ainda estuda quem será o substituto de Dilma na Casa Civil. Entre os nomes cogitados, o mais forte é o do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que já sinalizou que não pretende disputar cargo eletivo em 2010. Antes, chegou a ser especulado o nome do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), como forma de reabilitá-lo politicamente. Mas ele tem dito que gostaria de disputar o governo de São Paulo, e já apresentou seu nome ao partido.
Duas auxiliares de Dilma também estão na briga pela Casa Civil: Miriam Belchior e Erenice Guerra. As duas estão de olho no lugar da gerente do governo e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como o presidente Lula costuma se referir a Dilma. Uma quer ser a chefe da Casa Civil e a outra continuar na função de auxiliar, com grande poder.
Há um equilíbrio de forças entre as duas. Miriam é a coordenadora do PAC na Casa Civil. Tem cargo mais político, o que poderia garantir-lhe o favoritismo, mas carrega um problema. De acordo com assessores de Lula, Dilma, a quem caberá dar a palavra final sobre a substituta, não se dá tão bem com Miriam quanto com Erenice.
O problema para Lula é que Erenice, secretária executiva da Casa Civil, cuida de toda a parte jurídica. Sua substituta levaria pelo menos seis meses para ter o domínio completo das funções. Esse pode ser um fator a atrapalhar Erenice.

BERZOINI DEFENDE SAIDA DE DILMA EM FEVEREIRO

Na opinião do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve se afastar do governo em fevereiro para cuidar da campanha da sucessão presidencial, cerca de um a dois meses antes do limite determinado em lei. A ideia é que ela percorra o país com maior liberdade e inicie uma mobilização política mais explícita, nos limites da legislação eleitoral, para tentar deslanchar sua candidatura à Presidência da República.
A Antecipação da saída de Dilma evitaria complicações legais que surgirão caso ela continue viajando pelo país em plena campmnha eleitoral. Cresce no PT a tese de que ela deveria ser liberada antes do prazo legal, que é início de abril. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda resiste. Ele dará a palavra fina
- Ela deixaria o governo em fevereiro, um pouco antes do prazo oficial de desincompatibilização, para se dedicar às eleições. Não haverá prejuízo para o governo. Até lá, todas as questões da Casa Civil estarão encaminhadas – afirmou Berzoini. – Homologada como candidata no último dia do congresso do PT, ela deve se afastar – disse.
Pela proposta em estudo, Dilma deixaria o cargo de ministra após o pré-lançamento de sua candidatura, no último dia do 4º Congresso Nacional do PT, em 21 de fevereiro – 40 dias antes do prazo de desincompatibilização. A política de alianças e a discussão do programa de governo também serão foco do encontro.
Lula: cargo dá visibilidade e mantém Dilma próxima dele
Lula ainda não estaria convencido de que essa é a melhor opção. Segundo aliados, ele avalia que, para Dilma, pode ser melhor ficar no governo até o último dia possível, e, assim, ter a visibilidade do cargo e ficar mais tempo ao lado dele. Nas últimas pesquisas, Dilma sofreu queda de três a quatro pontos nos últimos três meses.
O presidente ainda estuda quem será o substituto de Dilma na Casa Civil. Entre os nomes cogitados, o mais forte é o do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que já sinalizou que não pretende disputar cargo eletivo em 2010. Antes, chegou a ser especulado o nome do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), como forma de reabilitá-lo politicamente. Mas ele tem dito que gostaria de disputar o governo de São Paulo, e já apresentou seu nome ao partido.
Pela estratégia em estudo, o partido aproveitaria a mobilização do Congresso e a data do 30º aniversário do PT para lançar Dilma em grande estilo. Devem comparecer ao evento 1.500 delegados, 500 observadores e 250 convidados estrangeiros. O congresso também deverá definir o programa de governo, a tática eleitoral e a política de aliança

DILMA QUER FICAR NO CARGO ATÉ O ÚLTIMO DIA QUE A LEGISLAÇÃO PERMITIR


Dilma resiste à pressão e quer usar vitrine ministerial até o último dia

Dilma fica no cargo até o último dia permitido

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a vontade de ficar no cargo até o último dia permitido pela legislação, 3 de abril de 2010. Há uma pressão dentro do partido para que antecipe sua saída. Lideranças do PT ainda insistem para que Dilma deixe o governo em fevereiro. Entretanto, ela quer participar de todos os atos governamentais até o limite legal de permanência no ministério, participando de vistorias e inaugurações de obras. A ministra pretende tirar o máximo proveito da popularidade do presidente e tem planos de prolongar sua exposição pública ao lado de Lula, e tomar um "banho de rua e de povo", usando as vantagens do cargo como uma vitrine eleitoral.
O PT insiste para que Dilma deixe o governo em fevereiro, logo após ser confirmada sua candidatura no 4º congresso da legenda, que aprovará as diretrizes de seu programa de governo e reunirá até mesmo convidados internacionais. Será um grande encontro, em Brasília, para marcar a comemoração dos 30 anos do PT. Lula não concorda com o roteiro traçado pelo partido: acha que Dilma precisa ficar à frente da Casa Civil, comandando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e projetos estratégicos - como o plano habitacional Minha Casa, Minha Vida - até o prazo-limite fixado pela lei, seis meses antes da eleição de outubro.
O presidente também tem conversado com Dilma. Ela chegou a admitir a possibilidade de deixar a cadeira antes da hora, para se dedicar à campanha. Lula a dissuadiu da ideia. Alegou que, além de não ver vantagem na estratégia da saída antecipada - já que ela ficaria mais tempo sob bombardeio do PSDB do governador José Serra, também pré-candidato à Presidência -, Dilma é a "capitã do time".

Internet é aposta para alavancar candidata

A estratégia para alavancar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê intensa campanha na internet. Dilma terá destaque em tempo real no novo site do PT, que entrará em operação na primeira semana de novembro com emissora online de rádio e TV.
Para montar o estúdio de gravação, o Diretório Nacional do PT reformou a sede que ocupa num prédio do setor comercial de Brasília e contratou mais funcionários. A nova roupagem do site será um teste para 2010, quando o plano do partido é transmitir ao vivo os principais atos da campanha presidencial.
O americano Ben Self, guru da campanha digital de Barack Obama à Casa Branca, no ano passado, prestará consultoria a Dilma. A contratação foi fechada pelo publicitário João Santana, responsável pelo marketing político da ministra. O PT nega o acerto.
Na tentativa de impulsionar a candidatura da -, o governo e o PT preparam uma ofensiva de marketing para os próximos dias. "Não há nada que um banho de rua não resolva", disse Lula, acrescentando que Dilma tem que aproveitar tudo que possa render votos, de acordo com relato de interlocutores.
A estratégia do presidente e do círculo mais próximo do poder é repetir viagens como a que foi feita às obras da transposição do São Francisco. A ministra é praticamente desconhecida pelo eleitorado de baixa renda, e precisa de muito ensaio e treino para aprender a se aproximar do povão com naturalidade. "

Lula ficou irritado com Gilmar Mendes

Lula ficou muito irritado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para quem "nem o mais cândido dos ingênuos" acredita que a caravana palaciana às obras de transposição do Rio São Francisco, na semana retrasada, tenha sido apenas para uma simples vistoria.
Em conversas reservadas, Lula disse que Mendes adotou postura política, não compatível com seu cargo. Publicamente, ele rebateu as afirmações do magistrado, que viu "campanha antecipada" da chefe da Casa Civil. Não foi só: anunciou que continuará levando Dilma a tiracolo em suas andanças.
Na quinta-feira, por exemplo, o presidente e a ministra aparecerão mais uma vez juntos, desta vez na Expo-Catadores, em São Paulo. Trata-se de uma exposição que reúne 1.500 catadores de lixo reciclável de todos os Estados, um público cobiçado por qualquer candidato.
Sob a proteção de dirigentes do PT, Dilma também começará a se aproximar dos militantes. Neste domingo, ela participa de um colóquio com movimentos sociais, também em São Paulo, para recolher ideias que vão integrar a plataforma de governo, coordenada pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.
Ao mesmo tempo, o núcleo político da campanha marca os encontros com os partidos da base aliada. Quarta-feira fará reunião com o PP do deputado Paulo Maluf (SP). E no dia 6 o PC do B anunciará em seu congresso que vai seguir com Dilma.

MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

Jornais nacionais

Agora São Paulo
Aposentadoria por invalidez ganha nova revisão na Justiça

A Tarde
Esporte baiano tem verba não aplicada de R$ 19 milhões

Correio Braziliense
Governo ignora mudanças no clima

Correio do Povo
ANTT denuncia abandono de ferrovias

Diário do Nordeste
Obras irregulares no Ceará

Estado de Minas
Transformar sonhos em realidade pode ser mais fácil do que muita gente imagina

ExtraPM
expulsou seis oficiais em 30 anos, e 606 praças em três

Folha de São Paulo
Governo tem R$ 90 bi em licitações até 2010

Jornal do Brasil
Prisões federais à prova de tudo

O Estado de São Paulo
País deve conter gastos para crescer, diz chefe do BNDES

O Globo
Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior

Zero Hora
O impacto do internetês no ensino


Revistas


Veja
Quem cheira mata...

Época
Chega de guerra!

IstoÉ
Sou feliz sozinho

IstoÉ Dinheiro
A reinvenção da Nextel

Carta Capital
Estado & Capital, ainda e sempre


Jornais internacionais


The New York Times (EUA)
Gripe suína se alastra por 46 estados enquanto vacina atrasa

The Sunday Times (Reino Unido)
Brown encara o inverno dos descontentes

The Guardian (Reino Unido)
Vulto da recessão atinge esperanças eleitorais de Brown

Le Monde (França)
Gripe A: Obama declara emergência nacional

China Daily (China)
Premiês chinês e indiano concordam em assuntos fronteiriços

El País (Espanha)
Obama a Zapatero: "Disse a Cuba que se ela não pode dar passos, tampouco eu poderei"

Clarín (Argentina)
Avança um acordo da oposição para o Congresso

24 de outubro de 2009

MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

Jornais nacionais


Agora São Paulo
Saiba com ganhar mais com a Nota Fiscal Paulista

A Tarde
Quatro mortes por meningite em nove horas deixam Porto Seguro em pânico

Correio Braziliense
Emergência no nosso bolso

Correio do Povo
Lula diz que está fazendo ''lista de absurdos'' do TCU

Diário do Nordeste
Criança morre ao cair dentro de buraco em ônibus escolar

Estado de Minas
Avenida sem lei

Extra
AfroReggae: polícia investiga se mais PMs participaram do crime

Folha de São Paulo
Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos

Jornal do Brasil
Ação do TCU vira bate-boca

O Estado de São Paulo
Órgãos que fiscalizam obras 'travam o Brasil', diz Lula

O Globo
Lula: fiscalização trava o país. PAC: PF indicia 22 por fraude

Zero Hora
Juiz federal põe sob suspeita negociação do Incra em São Gabriel


Jornais internacionais

The New York Times (EUA)
Arizona pode colocar prisões estaduais sob administração privada

The Times (Reino Unido)
Nós não estamos fora ainda
Le Figaro (França)
As confidências de Jean Sarkozy

Le Monde (França)
Jean Sarkozy é muito menos caricatural que seu pai

China Daily (China)
Líderes asiáticos pressionam por livre comércio

El País (Espanha)
Uma breve pausa no índice de desemprego após dois anos de perda maciça de postos de trabalho

Clarín (Argentina)
Chávez legaliza milícias armadas sob seu comando

23 de outubro de 2009

CNBB RESPONDE A LULA: JESUS NUNCA SE ALIOU A FARISEUS

CNBB sai em defesa de Cristo após frase de Lula

Igreja reage a fala de Lula sobre aliança de Jesus e Judas

A CNBB reagiu à afirmação do presidente Lula de que, se Jesus Cristo viesse para o Brasil, "teria de chamar Judas para fazer coalizão". "Cristo não fez aliança com os fariseus", disse o secretário-geral da CNBB, d. Dimas Barbosa. O PMDB minimizou o episódio. A oposição e a ANJ criticaram a declaração de Lula de que a Imprensa tem de informar, não fiscalizar. Para a ANJ, a imprensa tem de investigar também.

“ Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do Oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", declarou Lula, ao defender suas atuais alianças.
A frase do presidente foi muito criticada, pela Igreja, pela oposição, enfim, por toda a sociedade.
Além de revelar que, no intimo Lula se compara a Cristo, causa grande perplexidade, pois foi dita um dia após a aliança do PT com o PMDB. Será um ato falho do presidente que classifica o PMDB como o seu Judas?


As declarações do presidente Lula de que no Brasil até "Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", em entrevista à Folha de ontem, causaram reações na igreja e no Congresso. D. Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, disse que Cristo acolheu pecadores, mas não se aliou a fariseus. Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia, Lula se alia "até com o pior traídor
Ao ser indagado sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que se Jesus Cristo vivesse nos dias de hoje teria de fazer coalizão até com Judas para poder governar, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Dimas Lara Barbosa, comentou: "Judas era um discípulo de Jesus. Mas Jesus não fez aliança com fariseus e saduceus”.

MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

Jornais nacionais



Agora São Paulo
Idade ajuda segurado a ganhar auxílio doença na Justiça

A Tarde
Cem mil pessoas estão em perigo em áreas de risco

Correio Braziliense
A intocável hora extra do Senado

Correio do Povo
Termina greve de 29 dias da Caixa

Diário do Nordeste
Pagamento de 13º salário vai injetar R$ 456 milhões

Estado de Minas
Dia de medo... E de milagre
Extra
Capitão que roubou tênis era o chefe dos PMs do Centro do Rio

Folha de São Paulo
Bolsa chora de barriga cheia, diz Mantega

Jornal do Brasil
Desemprego volta ao nível pré-crise

O Estado de São Paulo
Reforma do Senado fica só na promessa

O Globo
PM que roubou tênis era quem fiscalizava policiais

Valor Econômico
Investidor tira R$ 1,6 bi da bolsa, mas já retorna

Zero Hora
O que muda no Detran



Jornais internacionais


The New York Times (EUA)
Fed planeja vetar pagamento nos bancos para desencorajar práticas de risco

The Washington Post (EUA)
Governo amplia controle sobre salários

The Times (Reino Unido)
Griffin deslumbra na TV

The Guardian (Reino Unido)
Liga tabela plano para todas as universidades

Le Figaro (França)
Epad Jean Sarkozy renuncia à Presidência

Le Monde (França)
Pós-crise: Europa dirpersa

China Daily (China)
Otimismo crescente no 3 º trimestre

El País (Espanha)
Rajoy e Aguirre enfrentam veto a candidatura para Caja Madrid

Clarín (Argentina)
Abrem uma nova dívida de US$ 20 bilhões

22 de outubro de 2009

NEM JUDAS ESCAPA

ELIANE CATANHÊDE


FOLHA DE SÃO PAULO


A metralhadora giratória de Lula não deixou de pé um único partido governista disponível para se coligar com o PSB e assim dar impulso e tempo de TV para o eventual candidato Ciro Gomes.
Já caíram a cúpula do PMDB e mais PR, PP, PRB e, na outra ponta, o PC do B, enquanto Lula mira também o PDT. Com o PT, são sete siglas. Sobra o PTB, que tende a marchar com a oposição (PSDB-DEM-PPS), dividindo-se no caminho. Vencidas as resistências dos partidos, Lula recarrega a metralhadora giratória e aponta para o peito (ou o coração) dos candidatos.Primeiro, botou Ciro debaixo do braço e saiu com ele e com Dilma por aí, para fotos e trocas de elogios às margens do São Francisco. Chega a vez de Marina Silva (PV), que vem sendo coberta de elogios por lulistas. Nem Aécio Neves, teoricamente de oposição, escapa.
Bastou Ciro se mostrar mais robusto nas pesquisas do que Dilma para ele engrossar a voz. Mas bastou que Lula o enchesse de elogios, gentilezas e viagens para que afinasse rapidamente. Com Marina, queridinha de círculos intelectuais ou de vanguarda, Lula vai tentar repetir o enredo. Ele diz que Marina é "uma pessoa boa"; Marco Aurélio Garcia, o quanto ela tem tudo a ver com o projeto petista; Dilma, o quanto é bom ver as mulheres tão combativas, defendendo causas tão nobres.

A metralhadora giratória de Lula não deixou de pé um único partido governista disponível para se coligar com o PSB e assim dar impulso e tempo de TV para o eventual candidato Ciro Gomes.
Já caíram a cúpula do PMDB e mais PR, PP, PRB e, na outra ponta, o PC do B, enquanto Lula mira também o PDT. Com o PT, são sete siglas. Sobra o PTB, que tende a marchar com a oposição (PSDB-DEM-PPS), dividindo-se no caminho. Vencidas as resistências dos partidos, Lula recarrega a metralhadora giratória e aponta para o peito (ou o coração) dos candidatos.
Primeiro, botou Ciro debaixo do braço e saiu com ele e com Dilma por aí, para fotos e trocas de elogios às margens do São Francisco. Chega a vez de Marina Silva (PV), que vem sendo coberta de elogios por lulistas. Nem Aécio Neves, teoricamente de oposição, escapa.
Bastou Ciro se mostrar mais robusto nas pesquisas do que Dilma para ele engrossar a voz. Mas bastou que Lula o enchesse de elogios, gentilezas e viagens para que afinasse rapidamente. Com Marina, queridinha de círculos intelectuais ou de vanguarda, Lula vai tentar repetir o enredo. Ele diz que Marina é "uma pessoa boa"; Marco Aurélio Garcia, o quanto ela tem tudo a ver com o projeto petista; Dilma, o quanto é bom ver as mulheres tão combativas, defendendo causas tão nobres.
Por fim, Aécio. Ao mesmo tempo em que desidrata as chances de apoio partidário a Ciro e a Marina, Lula infla o ego, as idiossincrasias e o poder de fogo de Aécio contra Serra, adversário mais temido. Rodrigo Maia, presidente do DEM, colabora com a estratégia lulista ao declarar preferência por Aécio. Ciro colabora mais ainda ao dizer que, contra Aécio, não concorre.
Em entrevista a Kennedy Alencar, da Folha, Lula explica o porquê da metralhadora giratória: No Brasil, até "Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"

PÃO, PÃO, QUEIJO, QUEIJO

DORA KRAMER

O ESTADO DE SÃO PAULO



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, sustentou a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e sinalizou que está na hora de pôr ordem na casa. Ambos pareceram dizer que o Judiciário deve ser acionado como o recurso da sociedade contra abusos de poder.
Até aí, nada de excepcional ou que suscite discordância. O problema reside na interpretação do que sejam abusos.
O governo apega-se ao conceito de "campanha antecipada" e, nesse aspecto, de acordo com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o Palácio do Planalto tem-se conduzido dentro da mais perfeita legalidade.
Não tendo sido iniciado oficialmente o período de campanhas nem escolhidas formalmente as candidaturas, nada do que se faz pode ser examinado sob o prisma eleitoral.
O presidente do TSE acompanha de certa forma o raciocínio quando vê dificuldade em se distinguir, no ano antes das eleições, atos de governo de ações com propósito eleitoral, ou seja, de favorecimento a uma força política específica.
Ambos os argumentos levam em conta a Lei Eleitoral, mas desconsideram a Constituição. No artigo 19, veda à União, cuja representação se expressa na figura do presidente da República, a criação de "distinções entre brasileiros ou preferências entre si". No artigo 37, obriga a administração pública, chefiada pelo presidente, a obedecer a determinados princípios, entre os quais o da "impessoalidade".
Qualidade, caráter ou condição de "impessoal" - desapaixonado, neutro, isento, objetivo, não faccioso. Tudo o que o presidente da República não é quando circula com sua candidata pregando a realização de eleições ao molde de um plebiscito, na base do "nós contra eles, pão, pão, queijo, queijo".
No entendimento do ministro Genro, o presidente da República só estaria impedido de "aparecer ao lado de candidatos, quaisquer que sejam eles", a partir da realização das convenções partidárias em junho de 2010.
Nesse legítimo monumento ao sofisma de resultados, o ministro da Justiça imprime aos atos do presidente Luiz Inácio da Silva uma naturalidade que eles não têm. Tarso Genro procura dar o mesmo peso às aparições de Dilma Rousseff e de pré-candidatos como os governadores José Serra e Aécio Neves, ao lado dele.
É desmentido pelo comportamento do presidente Lula, que não só não confere tratamento igual aos governadores citados pelo ministro da Justiça, como os trata claramente como adversários. Estaria em seu perfeito direito caso não o fizesse a expensas do erário e ao arrepio da Constituição.
Coisa, aliás, que não faz de hoje. Lula não governa como presidente, antes o faz como chefe político de um grupo. Pode ser amplo, mas é um grupo no sentido de uma parte e não da totalidade dos cidadãos.
Daí o parâmetro tradicional previsto exclusivamente na Lei Eleitoral não servir para medir o que seja ou não abuso, pois o conceito da transgressão não se circunscreve aos períodos eleitorais. Mais correto seria recorrer à Lei Maior para um bom exame sobre a adequação, ou não, da conduta do presidente ao juramento de fidelidade à Constituição
Foi o presidente quem escolheu, desde o princípio, atuar na base do "nós contra eles". Tanto que permite que seus ministros cumpram desde já agenda de candidatos e, por isso, não disponham da impessoalidade necessária para fornecer balizas de comportamento.
Tarso Genro e Marco Aurélio Garcia, por exemplo. O primeiro é candidato ao governo do Rio Grande do Sul e o segundo desde já nomeado coordenador da campanha (suposta?) de Dilma.
Evidente que, sob a ótica de ambos, tudo transcorre dentro da mais absoluta normalidade e legalidade.Mas não são as vozes mais confiáveis para avaliar a situação nem para impor os parâmetros de conduta a serem seguidos por governantes e candidatos, governantes candidatos ou vice-versa.
Briga interna
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, atira no paulista José Serra, mas, segundo consta, quer acertar mesmo é seu antecessor, o ex-senador Jorge Bornhausen.
Assim como Bornhausen, Maia sempre foi partidário da candidatura Serra e seguidor da estratégia do Palácio dos Bandeirantes de tratar Aécio Neves como protagonista, não como coadjuvante de José Serra. Para assegurar o apoio de Minas, para prestigiar uma liderança prestigiada pelo eleitorado e para fortalecer alguém que, no limite ou no imprevisto, pode até vir a ser o candidato a presidente.
Orestes Quércia, o comandante da dissidência do PMDB, esteve outro dia em Minas pelos mesmos e mais um motivo: pedir apoio de Aécio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, como candidato ao governo do Estado.
O tiroteio na seara oposicionista, no momento, ocorre no DEM. Serra e Aécio entram na história como Pilatos no Credo