Os articuladores da candidatura de Sarney estão tentando dar a impressão que o apoio do PSDB a chapa do Tião Viana não os preocupa. A mesma coisa não se dá em relação aos movimentos palacianos e as articulações dos auxiliares de Lula. Sarney telefonou pra Dilma reclamando das conversas que o chefe gabinete de Lula, Gilberto Carvalho está promovendo com diversos senadores. Sarney como velha raposa da política valoriza mais o corpo a corpo, a conversa ao pé de ouvido, que esse negócio de apoio partidário institucional. Por isso desdenha do apoio dado pelo PSDB ao senador petista. Sarney sabe que terá alguns votos entre os 13 senadores da bancada do PSDB. Alguns não, muuiiiiitos votos!
O senador Artur Virgílio, líder do PSDB, por seu lado, diz que Sarney está velho e que deveria descansar.
DEFECÇÕES
Fala-se em traição. São previstas algumas defecções. Senadores calculam que haverá 3 a 4 defecções no PSDB; No PMDB duas, a do senador Pedro Simon, e a do senador Jarbas Vasconcelos. O PSDB está usando em discurso com base na ética e no espírito público para apoiar Tião Viana. Não falta razão aos tucanos, pois o pessoal do entorno Sarney é bem ruim: Renan Calheiros; Gim Argello; Welington Salgado, etc. Mas, a verdade é que o PSDB não pode apoiar Sarney. Sabem por quê? Lembram quando a filha do senador, a também senadora, Roseana Sarney liderava as pesquisas no final do governo FHC? Lembram também que a PF fez uma operação que acabou com a candidatura de Roseana? A razão tá aí. O PSDB tem medo de levar o troco, por isso não pode apoiar o vaelho caudilho do Maranhão.
31 de janeiro de 2009
30 de janeiro de 2009
SUPREMO DÁ PRAZO AO GOVERNO ITALIANO PARA SE MANIFESTAR SOBRE CASO BATTISTI
O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu o prazo cinco dias para que o governo italiano se manifestar sobre o processo de extradição do escritor e ex-ativista político Cesare Battisti. O ministro Peluso proferiu a decisão ano analisar pedido de vista do governo italiano. Ele também solicitou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, cópia integral da decisão do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) que negou pedido de refúgio para o escritor italiano. A decisão foi, depois, revista por Tarso, que concedeu o refúgio.
De acordo com o ministro, não há dúvida do interesse jurídico do Estado em manifestar-se. “A Itália é parte neste processo, que, instaurado a seu pedido, não pode deixar de atender, em certos limites, às exigências do contraditório”. Dessa forma, a Itália tem cinco dias para se manifestar, “inclusive para, querendo, responder, mediante contraminuta, ao Agravo Regimental [da defesa de Battisti]”, determinou o ministro. O prazo, concedido pelo relator do processo, ministro Cezar Peluso, começa a valer a partir da publicação da decisão no Diário da Justiça.
Pedido de liberdade
O ministro Peluso explicou também que o Supremo não poderá analisar o pedido de liberdade feito pela defesa de Battisti por conta dos recursos ajuizados posteriormente. Estão pendentes de julgamento o pedido de extinção do processo de extradição, um Agravo Regimental contra decisão do ministro Gilmar Mendes — por ter solicitado um parecer da PGR, antes mesmo de analisar o pedido de liberdade — e também um pedido de vista do governo italiano. O ministro ressaltou que a “eventual apresentação de novos requerimentos sobre esses mesmos assuntos substantivos poderá retardar o desfecho do processo”.
Essa história toda ainda vai demonstrar o despreparo do governo brasileiro, e a precipitação do ministro Tarso Genro. Foi montada uma farsa para a concessão do status de foragido político ao ladrão, ex-terrorista e assassino Cesare Battisti.O ex-desembargador Walter Maierovitch, disse que Battisti era ladrão, foi preso, na cadeia vinculou-se a uma organização terrorista e fugiu. Seu primeiro crime, depois da fuga, foi matar seu próprio carcereiro. Ele foi preso dentro da própria célula da organização, logo não tem lógica essa história de que tinha se desvinculado dela.
O ministro Tarso tem feito muita confusão, uma atrás da outra. A Constituição da maioria dos países proíbe a extradição de nacionais. Tarso fala que a Itália teve má-vontade e não extraditou Salvatore Cacciola para o Brasil, ignora que o ex-banqueiro nasceu na Itália. Ele também esquece que a Itália não se opôs a extradição pedida pelo Brasil ao Principado de Mônaco. A decisão de Tarso contém afirmações ofensivas a Italia.
O fato está desmoralizando o Brasil junto a esquerda internacional. O Partido Comunista Italiano não apóia a decisão do governo Brasileiro.
Finalizando, agora o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua visita ao Brasil, prevista para o mês de fevereiro. É o sinal do desgaste das relações bilaterais entre Brasil e Itália. O gabinete de Berlusconi considerou impossível, no momento,retribuir à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Roma, em novembro passado, e dar um passo em favor do aprofundamento da parceria entre os dois países, como estava programado
De acordo com o ministro, não há dúvida do interesse jurídico do Estado em manifestar-se. “A Itália é parte neste processo, que, instaurado a seu pedido, não pode deixar de atender, em certos limites, às exigências do contraditório”. Dessa forma, a Itália tem cinco dias para se manifestar, “inclusive para, querendo, responder, mediante contraminuta, ao Agravo Regimental [da defesa de Battisti]”, determinou o ministro. O prazo, concedido pelo relator do processo, ministro Cezar Peluso, começa a valer a partir da publicação da decisão no Diário da Justiça.
Pedido de liberdade
O ministro Peluso explicou também que o Supremo não poderá analisar o pedido de liberdade feito pela defesa de Battisti por conta dos recursos ajuizados posteriormente. Estão pendentes de julgamento o pedido de extinção do processo de extradição, um Agravo Regimental contra decisão do ministro Gilmar Mendes — por ter solicitado um parecer da PGR, antes mesmo de analisar o pedido de liberdade — e também um pedido de vista do governo italiano. O ministro ressaltou que a “eventual apresentação de novos requerimentos sobre esses mesmos assuntos substantivos poderá retardar o desfecho do processo”.
Essa história toda ainda vai demonstrar o despreparo do governo brasileiro, e a precipitação do ministro Tarso Genro. Foi montada uma farsa para a concessão do status de foragido político ao ladrão, ex-terrorista e assassino Cesare Battisti.O ex-desembargador Walter Maierovitch, disse que Battisti era ladrão, foi preso, na cadeia vinculou-se a uma organização terrorista e fugiu. Seu primeiro crime, depois da fuga, foi matar seu próprio carcereiro. Ele foi preso dentro da própria célula da organização, logo não tem lógica essa história de que tinha se desvinculado dela.
O ministro Tarso tem feito muita confusão, uma atrás da outra. A Constituição da maioria dos países proíbe a extradição de nacionais. Tarso fala que a Itália teve má-vontade e não extraditou Salvatore Cacciola para o Brasil, ignora que o ex-banqueiro nasceu na Itália. Ele também esquece que a Itália não se opôs a extradição pedida pelo Brasil ao Principado de Mônaco. A decisão de Tarso contém afirmações ofensivas a Italia.
O fato está desmoralizando o Brasil junto a esquerda internacional. O Partido Comunista Italiano não apóia a decisão do governo Brasileiro.
Finalizando, agora o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua visita ao Brasil, prevista para o mês de fevereiro. É o sinal do desgaste das relações bilaterais entre Brasil e Itália. O gabinete de Berlusconi considerou impossível, no momento,retribuir à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Roma, em novembro passado, e dar um passo em favor do aprofundamento da parceria entre os dois países, como estava programado
SALÁRIO MÍNIMO AGORA É DE R$ 415
A partir do próximo domingo, 1º de fevereiro, passa a vigorar no país o novo salário mínimo. O valor atual de R$ 415, foi reajustado em 12%, incluindo inflação dos últimos doze meses com base no INPC, mais um acréscimo de 6%. O novo valor é de R$ 465. A fórmula de reajuste foi em negociada com as centrais sindicais.
29 de janeiro de 2009
CRISE OBRIGA SARNEY A ACEITAR CANDIDATURA SENADO
Tirei férias. Pretendia voltar depois do carnaval. Confesso, é impossível resistir. A política anda muito engraçada. Todos os dias surgem acontecimentos que nos obrigam a soltar gargalhadas, como, por exemplo, a eleição no senado.
Depois de negar várias vezes, o senador José Sarney finalmente admitiu sua candidatura à presidência do Senado. A primeira vitima de Sarney foi o senador Garibaldi Alves que teve de retirar sua candidatura à reeleição. Garibaldi, constrangido, ao lado de Sarney, foi ainda obrigado a ouvir o senador maranhense declarar a imprensa: "Não desejei, não queria e esperava que não se chegasse a essa situação, mas não poderia deixar de aceitar o apelo do meu partido em prol da unidade".
Aliás, nesse episódio é fácil perceber que Sarney anda aprendendo com o Lula. A candidatura de Sarney deve ter sido influenciada pela política internacional de Lula, que recentemente ofereceu ajuda a Obama para juntos encontrarem a solução para a crise mundial. Sarney disse “Não queria, resisti, mas eu acho que é importante a minha candidatura num momento como esse em que há uma crise mundial”.
Não pensem que o argumento do caudilho é inconveniente. Assumindo a presidência do senado, ele dará tranqüilidade aos mercados mundiais, garantindo a rápida recuperação econômica do mundo inteiro. Ele é um abnegado, disposto a sacrificar sua vida em benefício da humanidade.
E, por falar em nisso, Sarney é um verdadeiro especialista em crise. Na época que era presidente, quando viajava, o Doutor Ulisses dizia: "A crise viajou."”
O anúncio causou reação imediata do PT.
Tião Viana lançou uma carta, exigindo reflexão. Conseguiu alguns resultados. O mais importante: deixou o PSDB tonto. O partido da Social Democracia não sabe o que fazer, nem a quem apoiar. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio afirmou que decidiu adiar, "até lá para domingo ou até mesmo segunda", a decisão sobre quem a bancada do partido irá apoiar para a Presidência do Senado.
Na verdade, o PSDB está tonto, Não sabe o que o que lhe dá mais vantagem: garantir alguns cargos nas comissões e na Mesa do Senado, ou impedir que a presidência do senado seja usada em favor de Lula e do PF, como por exemplo, colocar em pauta no Congresso o 3º mandato de Lula.
Mas, a carta de Tião Viana é estratégia de desesperado. Primeiro demonstra a falta de diálogo com os senadores. Precisou apelar para a mídia, e pressionar seus colegas. Ninguém acredita nas promessas de Tião Viana. Desculpe, o Noblat acredita. Por isso faz campanha para o senador do PT. Tião Viana quer posar de herói. Ele que usar o senado para fins eleitorais. Não está pensando no senado, mas nas eleições no Acre.
Outra revelação nesse episódio; o velho PMDB parece desembarcar da canoa furada do lula/ PT/Dilma. Prepara sua entrada num futuro governo PSDB/DEM, congêneres, mais a galera que sempre adere.
Depois de negar várias vezes, o senador José Sarney finalmente admitiu sua candidatura à presidência do Senado. A primeira vitima de Sarney foi o senador Garibaldi Alves que teve de retirar sua candidatura à reeleição. Garibaldi, constrangido, ao lado de Sarney, foi ainda obrigado a ouvir o senador maranhense declarar a imprensa: "Não desejei, não queria e esperava que não se chegasse a essa situação, mas não poderia deixar de aceitar o apelo do meu partido em prol da unidade".
Aliás, nesse episódio é fácil perceber que Sarney anda aprendendo com o Lula. A candidatura de Sarney deve ter sido influenciada pela política internacional de Lula, que recentemente ofereceu ajuda a Obama para juntos encontrarem a solução para a crise mundial. Sarney disse “Não queria, resisti, mas eu acho que é importante a minha candidatura num momento como esse em que há uma crise mundial”.
Não pensem que o argumento do caudilho é inconveniente. Assumindo a presidência do senado, ele dará tranqüilidade aos mercados mundiais, garantindo a rápida recuperação econômica do mundo inteiro. Ele é um abnegado, disposto a sacrificar sua vida em benefício da humanidade.
E, por falar em nisso, Sarney é um verdadeiro especialista em crise. Na época que era presidente, quando viajava, o Doutor Ulisses dizia: "A crise viajou."”
O anúncio causou reação imediata do PT.
Tião Viana lançou uma carta, exigindo reflexão. Conseguiu alguns resultados. O mais importante: deixou o PSDB tonto. O partido da Social Democracia não sabe o que fazer, nem a quem apoiar. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio afirmou que decidiu adiar, "até lá para domingo ou até mesmo segunda", a decisão sobre quem a bancada do partido irá apoiar para a Presidência do Senado.
Na verdade, o PSDB está tonto, Não sabe o que o que lhe dá mais vantagem: garantir alguns cargos nas comissões e na Mesa do Senado, ou impedir que a presidência do senado seja usada em favor de Lula e do PF, como por exemplo, colocar em pauta no Congresso o 3º mandato de Lula.
Mas, a carta de Tião Viana é estratégia de desesperado. Primeiro demonstra a falta de diálogo com os senadores. Precisou apelar para a mídia, e pressionar seus colegas. Ninguém acredita nas promessas de Tião Viana. Desculpe, o Noblat acredita. Por isso faz campanha para o senador do PT. Tião Viana quer posar de herói. Ele que usar o senado para fins eleitorais. Não está pensando no senado, mas nas eleições no Acre.
Outra revelação nesse episódio; o velho PMDB parece desembarcar da canoa furada do lula/ PT/Dilma. Prepara sua entrada num futuro governo PSDB/DEM, congêneres, mais a galera que sempre adere.
17 de agosto de 2008
DORIVAL CAYMMI SERÁ ENTERADO ESTA TARDE NO RIO
O corpo do cantor e compositor Dorival Caymmi será enterrado neste domingo no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O horário ainda será definido porque depende da chegada do filho Dori Caymmi, que está nos Estados Unidos. A família estima que a cerimônia deva ocorrer entre 15h e 16h. O velório, que recomeçou às 8h30, ocorre na Câmara dos Vereadores do Rio, na região central da cidade.
Anônimos e famosos se revezaram para velar o corpo do artista baiano. Lá estiveram, entre outros, os novelistas Gilberto Braga e Glória Peres, a cantora Daniela Mercury, os filhos Nana e Danilo Caymmi (também cantores) e os netos.
Dorival tinha um grande amor pelo Rio de Janeiro. Ele viveu mais de 50 anos no Rio de Janeiro. Era um baiano-carioca que amava a cidade. Embora nascido na Bahia, ele sentia orgulho de ter sido também um grande carioca, além de ser o grande baiano que era,
Familiares de Caymmi falaram sobre o sofrimento do músico nos seus últimos dias de vida, devido à ausência da mulher, Stela Maris, que Caymmi conheceu nos estúdios da Rádio Nacional,
. Ele andava triste desde o dia 29 de abril, quando a companheira de tantas décadas entrou em coma e foi internada no Hospital Pró-Cardíac, em Botafogo, e em coma. "A ausência dela [Stella] acabou com ele. Ele entrou numa melancolia, desistiu de comer, desistiu de tudo", disse Nana Caymmi, a filha mais velha do músico. "Esses dias todos ficamos tentando que ele levantasse. Ele completou os 94 anos sem ela. Foi horrível."
Caymmi começou a carreira musical em programas de rádio na Bahia, ainda na década de 30. Mudou-se para o Rio em 1938, ano em que lançou o samba "O que É que a Baiana Tem?", de sua autoria. Carmen Miranda interpretou a canção no filme "Banana da Terra" e recebeu instruções do compositor para dançar cantando.
Sua canção "O Samba da Minha Terra", de 1940, teve também grande sucesso, com os versos "Quem não gosta de samba/ Bom sujeito não é/ É ruim da cabeça/ Ou doente do pé". No mesmo ano, ele se casou com Stella Maris, que viria a ser sua companheira de toda a vida. A primeira filha do casal, Dinahir que se tornaria a cantora Nana Caymmi, nasceu em 1941, ano de "É doce morrer no mar", música sua em parceria com o escritor Jorge Amado, e de "Você já foi à Bahia?". O segundo filho, Dorival que se tornaria o músico Dori Caymmi, nasceu em 1943, e o terceiro, Danilo também músico, em 1948.
A década de 50 trouxe os primeiros LPs de Caymmi, entre eles "Canções Praieiras". Já o sucesso "Maracangalha" veio em um disco de 78 rpm de 1956, e "Saudade da Bahia" foi apresentada ao público em um programa de TV, no ano seguinte.
Em 1975, compôs "Modinha para Gabriela", para a trilha sonora da novela "Gabriela", da Rede Globo, baseada no romance "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado. A canção fez sucesso na voz de Gal Costa.
Ao completar 70 anos, em 1984, recebeu diversas homenagens, entre elas o título de Cidadão Honorário pela Câmara de Vereadores do Rio. Na década de 90, sua produção musical diminuiu; em 2001, compôs em parceria com o filho Danilo e com Dudu Falcão a canção "Caminhos do Mar", interpretada por Gal Costa --no mesmo ano, a Editora 34 lançou a biografia "Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo" escrita por sua neta, Stella Caymmi, filha de Nana.
A paixão de Caymmi pelo mar foi lembrada pelo letrista Paulo César Pinheiro: "seu violão tem cordas de sargaço/ e foi cortado de um pedaço/ de uma velha embarcação/ (...) / a sua voz é de arrebentação/ (...) Caymmi tem espumas no cabelo." Além do mar e da música, outra grande paixão de Caymmi era a pintura. Caymmi gravou 20 discos ao longo da carreira. Segundo Ivete Sangalo, "Dorival Caymmi foi um grande tradutor da Bahia e do Brasil, suas canções se perpetuarão, acentuando a nossa auto-estima."
Anônimos e famosos se revezaram para velar o corpo do artista baiano. Lá estiveram, entre outros, os novelistas Gilberto Braga e Glória Peres, a cantora Daniela Mercury, os filhos Nana e Danilo Caymmi (também cantores) e os netos.
Dorival tinha um grande amor pelo Rio de Janeiro. Ele viveu mais de 50 anos no Rio de Janeiro. Era um baiano-carioca que amava a cidade. Embora nascido na Bahia, ele sentia orgulho de ter sido também um grande carioca, além de ser o grande baiano que era,
Familiares de Caymmi falaram sobre o sofrimento do músico nos seus últimos dias de vida, devido à ausência da mulher, Stela Maris, que Caymmi conheceu nos estúdios da Rádio Nacional,
. Ele andava triste desde o dia 29 de abril, quando a companheira de tantas décadas entrou em coma e foi internada no Hospital Pró-Cardíac, em Botafogo, e em coma. "A ausência dela [Stella] acabou com ele. Ele entrou numa melancolia, desistiu de comer, desistiu de tudo", disse Nana Caymmi, a filha mais velha do músico. "Esses dias todos ficamos tentando que ele levantasse. Ele completou os 94 anos sem ela. Foi horrível."
Caymmi começou a carreira musical em programas de rádio na Bahia, ainda na década de 30. Mudou-se para o Rio em 1938, ano em que lançou o samba "O que É que a Baiana Tem?", de sua autoria. Carmen Miranda interpretou a canção no filme "Banana da Terra" e recebeu instruções do compositor para dançar cantando.
Sua canção "O Samba da Minha Terra", de 1940, teve também grande sucesso, com os versos "Quem não gosta de samba/ Bom sujeito não é/ É ruim da cabeça/ Ou doente do pé". No mesmo ano, ele se casou com Stella Maris, que viria a ser sua companheira de toda a vida. A primeira filha do casal, Dinahir que se tornaria a cantora Nana Caymmi, nasceu em 1941, ano de "É doce morrer no mar", música sua em parceria com o escritor Jorge Amado, e de "Você já foi à Bahia?". O segundo filho, Dorival que se tornaria o músico Dori Caymmi, nasceu em 1943, e o terceiro, Danilo também músico, em 1948.
A década de 50 trouxe os primeiros LPs de Caymmi, entre eles "Canções Praieiras". Já o sucesso "Maracangalha" veio em um disco de 78 rpm de 1956, e "Saudade da Bahia" foi apresentada ao público em um programa de TV, no ano seguinte.
Em 1975, compôs "Modinha para Gabriela", para a trilha sonora da novela "Gabriela", da Rede Globo, baseada no romance "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado. A canção fez sucesso na voz de Gal Costa.
Ao completar 70 anos, em 1984, recebeu diversas homenagens, entre elas o título de Cidadão Honorário pela Câmara de Vereadores do Rio. Na década de 90, sua produção musical diminuiu; em 2001, compôs em parceria com o filho Danilo e com Dudu Falcão a canção "Caminhos do Mar", interpretada por Gal Costa --no mesmo ano, a Editora 34 lançou a biografia "Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo" escrita por sua neta, Stella Caymmi, filha de Nana.
A paixão de Caymmi pelo mar foi lembrada pelo letrista Paulo César Pinheiro: "seu violão tem cordas de sargaço/ e foi cortado de um pedaço/ de uma velha embarcação/ (...) / a sua voz é de arrebentação/ (...) Caymmi tem espumas no cabelo." Além do mar e da música, outra grande paixão de Caymmi era a pintura. Caymmi gravou 20 discos ao longo da carreira. Segundo Ivete Sangalo, "Dorival Caymmi foi um grande tradutor da Bahia e do Brasil, suas canções se perpetuarão, acentuando a nossa auto-estima."
DOIS APOSTADORES DIVIDEM SEGUNDO MAIOR PRÊMIO DA MEGA SENA
Um apostador de São Paulo e outro de Santa Catarina acertaram o prêmio do concurso nº 996 da Mega Sena. Eles dividirão o valor acumulado no valor de R$ 28.916.513,34. Segundo informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal os vencedores são de Barretos(SP) e Joinvile(SC). Cada um receberá R$ 14.458.257,67. Os números sorteados são 07 15 20 21 23 29. O próximo sorteio da Mega Sena será no dia 20 com um prêmio acumulado de 1,5 milhão
12 de agosto de 2008
REFERENDO NA BOLÍVIA APONTA DIÁLOGO COMO ÚNICO CAMINHO
Situação e oposição estão sendo obrigadas a admitir que o diálogo é o único caminho na Bolívia, após o referendo que ratificou o mandato do presidente Evo Morales e dos governadores de oposição. Morales obteve a aprovação de 63%. O referendo de domingo também ratificou a permanência de Rubén Costas de Santa Cruz (66,6%), Mario Cossio de Tarija (64,5%), Ernesto Suárez de Beni (61,2%) e Leopoldo Fernández de Pando (56,3%). segundo as projeções extra-oficiais divulgadas pela emissora ATB.
Como se vê as votações foram equilibradas, com percentuais equivalentes para ambos os lados. Morales foi ratificado em quatro dos nove departamentos do país: La Paz, Oruro, Potosí e Cochabamba, os e maior índice demográfico, onde os moradores são de maioria aymara e quéchua e apóiam o projeto da nova Constituição. Enquanto perdeu em Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, a região amazônica do país e de maior potencial econômico. Após sua vitória, apoiada principalmente pelo voto dos agricultores e trabalhadores do campo, o presidente convocou na noite de ontem a unidade entre os bolivianos, principalmente em relação ao projeto da nova Constituição e os estatutos autonômicos dos departamentos de oposição.
Morales ganhou com a derrota dos governadores oposicionistas dos departamentos de La Paz e Cochabamba, sedes do seu movimento de cocaleiros. Mas um governador aliado do governo foi derrotado no departamento de Oruro, também no altiplano. Morales nomeou governadores interinos até que ocorram eleições regionais nesses departamentos.
O governador de Cochabamba, Manfred Reyes, recuou-se a renunciar após a derrota de ontem e disse que o referendo foi inconstitucional. No final do ano passado, sangrentos choques de rua irromperam em Cochabamba, com os partidários de Morales tentando afastar Reyes.
O governador Rubén Costas, de Santa Cruz, obteve um forte apoio na votação do referendo. Ele disse que o plebiscito de ontem significou uma "derrota para o centralismo" e disse que agora seu departamento criará sua força policial própria e convocará os eleitores para elegerem uma assembléia legislativa. Santa Cruz foi a primeira das quatro províncias a se declararem autônomas neste ano, no que foi uma proclamação em grande parte simbólica.
Segundo o governador de Santa Cruz, que defende a autonomia de departamento e se opõe categoricamente ao projeto de Morales, "nos resultados há uma ordem implícita da população, que quer dizer 'cheguem a um acordo'".
De Chuquisaca, a governadora Sabina Cuellar (a única que não teve seu mandato questionado pelo referendo revogatório) pediu a Deus que "o governo reconheça seus erros, se reconcilie com a Bolívia e convoque de uma vez o diálogo".
Nesse mesmo sentido se pronunciou o ex-presidente do país Jorge Quiroga, líder do principal partido de oposição (Podemos), que considerou que "a única saída é o entendimento, para que a Constituição seja de todos".
Mirtha Quevedo, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), também pediu por "um grande acordo nacional", após interpretar os resultados como um "sinal de maior confrontação". Segundo o sociólogo aymara Félix Patzi, ex-ministro da Educação de Morales e da ala radical aliada ao governo, com o referendo "a população disse que pode haver diálogo entre os que dizem que querem transformação e os que têm uma posição de autonomia". Jorge Lazarte, ex-porta-voz da Corte Eleitoral, destaca que "embora Morales tenha saido fortalecido", com um apoio maior do que o registrado em 2005, "os líderes regionais da oposição autonomista também saem mais fortes do que estavam", pois todos duplicaram sua porcentagem de votos.
Mas o empate político que gerou um obstáculo ao diálogo sobre as mudanças constitucionais irá persistir porque "os resultados fortalecem os pólos da contradição e, portanto, ninguém está suficientemente fraco para precisar de uma negociação.
Como se vê as votações foram equilibradas, com percentuais equivalentes para ambos os lados. Morales foi ratificado em quatro dos nove departamentos do país: La Paz, Oruro, Potosí e Cochabamba, os e maior índice demográfico, onde os moradores são de maioria aymara e quéchua e apóiam o projeto da nova Constituição. Enquanto perdeu em Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, a região amazônica do país e de maior potencial econômico. Após sua vitória, apoiada principalmente pelo voto dos agricultores e trabalhadores do campo, o presidente convocou na noite de ontem a unidade entre os bolivianos, principalmente em relação ao projeto da nova Constituição e os estatutos autonômicos dos departamentos de oposição.
Morales ganhou com a derrota dos governadores oposicionistas dos departamentos de La Paz e Cochabamba, sedes do seu movimento de cocaleiros. Mas um governador aliado do governo foi derrotado no departamento de Oruro, também no altiplano. Morales nomeou governadores interinos até que ocorram eleições regionais nesses departamentos.
O governador de Cochabamba, Manfred Reyes, recuou-se a renunciar após a derrota de ontem e disse que o referendo foi inconstitucional. No final do ano passado, sangrentos choques de rua irromperam em Cochabamba, com os partidários de Morales tentando afastar Reyes.
O governador Rubén Costas, de Santa Cruz, obteve um forte apoio na votação do referendo. Ele disse que o plebiscito de ontem significou uma "derrota para o centralismo" e disse que agora seu departamento criará sua força policial própria e convocará os eleitores para elegerem uma assembléia legislativa. Santa Cruz foi a primeira das quatro províncias a se declararem autônomas neste ano, no que foi uma proclamação em grande parte simbólica.
Segundo o governador de Santa Cruz, que defende a autonomia de departamento e se opõe categoricamente ao projeto de Morales, "nos resultados há uma ordem implícita da população, que quer dizer 'cheguem a um acordo'".
De Chuquisaca, a governadora Sabina Cuellar (a única que não teve seu mandato questionado pelo referendo revogatório) pediu a Deus que "o governo reconheça seus erros, se reconcilie com a Bolívia e convoque de uma vez o diálogo".
Nesse mesmo sentido se pronunciou o ex-presidente do país Jorge Quiroga, líder do principal partido de oposição (Podemos), que considerou que "a única saída é o entendimento, para que a Constituição seja de todos".
Mirtha Quevedo, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), também pediu por "um grande acordo nacional", após interpretar os resultados como um "sinal de maior confrontação". Segundo o sociólogo aymara Félix Patzi, ex-ministro da Educação de Morales e da ala radical aliada ao governo, com o referendo "a população disse que pode haver diálogo entre os que dizem que querem transformação e os que têm uma posição de autonomia". Jorge Lazarte, ex-porta-voz da Corte Eleitoral, destaca que "embora Morales tenha saido fortalecido", com um apoio maior do que o registrado em 2005, "os líderes regionais da oposição autonomista também saem mais fortes do que estavam", pois todos duplicaram sua porcentagem de votos.
Mas o empate político que gerou um obstáculo ao diálogo sobre as mudanças constitucionais irá persistir porque "os resultados fortalecem os pólos da contradição e, portanto, ninguém está suficientemente fraco para precisar de uma negociação.
10 de agosto de 2008
PPS ENTRA COM AÇÃO NO SUPREMO CONTRA MP DA PESCA
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, protocolou na última sexta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal) uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra a chamada MP (medida provisória) da Pesca. Pela medida deverão ser criados 150 novos cargos na Secretaria Especial da Pesca, segundo levantamento da oposição. Freire disse que a criação dos novos cargos em ano eleitoral contraria a legislação. Para ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu "abuso de autoridade" ao definir por uma medida que transgrediria a lei. "O que o presidente Lula fez com essa medida foi abuso do exercício do cargo porque criou mais de cinco centenas de cargos em comissão. Isso é vetado [em ano eleitoral] porque interfere no processo eleitoral", disse Freire. "Evidentemente que o presidente fez e não foi de forma desavisada." Pelo texto da MP, serão criados 150 cargos. Levantamento realizado pela liderança do PSDB na Câmara estima que a criação dos cargos no Ministério da Pesca e outros 142 em órgãos federais provocará impacto de R$ 14 milhões anuais aos cofres públicos --uma vez que as funções variam de acordo com os DAS de cada servidor contratado. A criação dos cargos e mais a mudança de status da Pesca de Secretaria Especial para Ministério motivaram críticas ao longo da semana na Câmara. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), condenou a iniciativa, e o líder do PT, Maurício Rands (PE), confirmou que durante a conversa "vários" parlamentares disseram que as propostas eram "inoportunas". A MP da Pesca passa a trancar a pauta de votações da Câmara somente em setembro, depois de tramitar por 45 dias na Casa.
PT decide manter candidatura de filho de Lula em São Paulo
O PT de São Bernardo vai insistir na candidatura de Marcos Lula para uma vaga na Câmara Municipal da cidade. O partido tinha até o dia 6 de agosto, prazo determinado pela Justiça Eleitoral, para substituí-lo por outro nome caso não quisesse correr o risco de perder um pleiteante, mas manteve a candidatura. O petista é filho do primeiro casamento da primeira-dama, Marisa Letícia, e foi adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marcos teve o registro vetado pela juíza Fabiana Feher Recasens Vargas, de São Bernardo, que considerou o parentesco com o presidente Lula um fator de desequilíbrio entre ele e os demais candidatos.
A idéia de trocar o candidato chegou a ser cogitada pelo partido na semana passada, mas foi descartada nesta sexta-feira.
Estamos aguardando uma nova audiência porque recorremos. Não tinha nem como discutirmos uma nova porque estamos acreditando que vamos reverter. É uma perseguição política muito grande, uma coisa ruim porque se trata do filho do Lula. Vamos reverter isso, não tenho dúvida - disse o presidente do diretório do PT de São Bernardo, Wanderley Salatiel.
Os advogados de Marcos Lula aguardam resposta do recurso apresentado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Caso o veto seja mantido, o candidato ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, em última instância. Enquanto a resposta final não sai, o candidato se diz confiante e continua suas atividades de campanha normalmente.
A insistência na manutenção da candidatura do filho de Lula é mais um aspecto da transformação do prestígio do presidente Lula em suporte de candidatos. Em todo o Brasil vários candidatos brigam para divulgar que são apoiados pelo presidente. Alguns até buscaram o Poder Judiciário para decidir quem pode afirmar que tem o apoio presidencial
Marcos teve o registro vetado pela juíza Fabiana Feher Recasens Vargas, de São Bernardo, que considerou o parentesco com o presidente Lula um fator de desequilíbrio entre ele e os demais candidatos.
A idéia de trocar o candidato chegou a ser cogitada pelo partido na semana passada, mas foi descartada nesta sexta-feira.
Estamos aguardando uma nova audiência porque recorremos. Não tinha nem como discutirmos uma nova porque estamos acreditando que vamos reverter. É uma perseguição política muito grande, uma coisa ruim porque se trata do filho do Lula. Vamos reverter isso, não tenho dúvida - disse o presidente do diretório do PT de São Bernardo, Wanderley Salatiel.
Os advogados de Marcos Lula aguardam resposta do recurso apresentado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Caso o veto seja mantido, o candidato ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, em última instância. Enquanto a resposta final não sai, o candidato se diz confiante e continua suas atividades de campanha normalmente.
A insistência na manutenção da candidatura do filho de Lula é mais um aspecto da transformação do prestígio do presidente Lula em suporte de candidatos. Em todo o Brasil vários candidatos brigam para divulgar que são apoiados pelo presidente. Alguns até buscaram o Poder Judiciário para decidir quem pode afirmar que tem o apoio presidencial
COMEÇA CALMO REFERENDO NA BOLÍVIA APESAR DAS TENSÕES E DO ENFRENTAMENTO ENTRE GOVERNO MORALES E OPSIÇÃO
Já iniciado na Bolívia o referendo para decidir se o presidente Evo Morales continua no cargo. O clima é de relativa calma. O objetivo do referendo, proposto pelo líder boliviano para solucionar as questões políticas que dividem o país, decidirá se o presidente, seu vice e os principais líderes regionais - a maioria fazendo oposição a Morales - permanecerão ou não nos cargos. Mas o referendo revocatório já está cercado de confusão sobre qual é a porcentagem de votos que os governadores precisam para se manter no cargo, o que pode deixar os resultados abertos a contestação. Há ainda muitas dúvidas sobre se o referendo vai ajudar a reduzir a aguda polarização social e geográfica na Bolívia e tornar o país mais governável
Em maio passado, o presidente Morales concordou em convocar o referendo em parte porque acreditava que poderia usá-lo para retomar a iniciativa política de seus oponentes nos departamentos (equivalentes a Estados) do leste do país, que são ricos em gás.
Nos últimos três meses, a oposição vem comandando a agenda política. Nos chamados departamentos "meia-lua" de Santa Cruz, Beni, Trinidad e Tarija, maiorias significativas votaram por maior autonomia do governo central em várias áreas.
O governo rejeitou os referendos regionais como ilegais e culpou os governadores de direita por tentarem dividir o país
Dúvidas persistem
As regras para a votação de domingo são complexas e ainda cercadas de dúvidas:
* O presidente Morales e o vice, Álvaro García Linera, terão que deixar seus cargos se mais de 53,7% dos eleitores manifestarem desejo de afastá-los - esta foi a porcentagem dos votos que os políticos receberam nas eleições de 2005.
* Depois de um acordo no dia 31 de julho entre o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a maioria dos tribunais dos departamentos, os governadores regionais perderão seus cargos se mais de 50% dos eleitores decidirem por sua remoção.
* Antes do acordo de julho, os governadores tinham que garantir o mesmo número de votos obtidos nas eleições de 2005, mais um, para não perder seus cargos. O novo acordo na verdade baixou a porcentagem necessária para a manutenção dos políticos em seus cargos e aumenta a probabilidade de que vários deles sobrevivam.
* Apesar do acordo de 31 de julho, os resultados ainda podem ser questionados. Morales disse que ele não tem certeza se o CNE pode emendar as regras; o governador regional de Cochabamba, Manfredo Reyes, recusou-se a aceitar a base constitucional para o referendo; e dois dos nove tribunais departamentais do país (Santa Cruz e Oruro) não ratificaram o acordo.
GOVERNO DENÚNCIA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO
O presidente Evo Morales anunciou que a Bolívia está no "limite de um verdadeiro golpe de Estado contra a ordem constitucional" com o objetivo de derrubá-lo, e atribuiu o plano aos governadores regionais opositores de regiões autonomista. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, braço direito de Morales no governo, se referiu ao suposto complô em declarações realizadas à rádio estatal "Patria Nueva", na cidade de amazônica de Trinidad, no departamento de Beni. Quintana, o, disse que esta ação está sendo gerida "ao típico estilo das ditaduras que antecederam a recuperação da democracia em 1982".
Ocorreram choques, manifestações e protestos, com denúncias de ambos os lados. Dois mineiros morreram.
Felipe Machaca, membro da direção da Central Operária Boliviana, entidade que convocou as manifestações para exigir uma reforma no sistema de aposentadoria, acusou o governo, ”Isso é um massacre e o único culpado é Evo Morales”, disse às estações de rádio católicas Erbol e Fides.
O ex-presidente da Bolívia, Jorge Quiroga (2001-2002), líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos), afirmou nesta quinta-feira, 7, que a denúncia do governo do presidente Evo Morales, de que o país está à beira de um golpe de Estado, é uma "cortina de fumaça em que ninguém acredita". Quiroga disse em entrevista coletiva que o Executivo "já formulou 38 vezes essa denúncia" que, segundo sua opinião, "carece de veracidade."
Na prática, o que se percebe é qualquer que seja o resultado, o referendo não significará o ponto final na disputa entre o governo e a oposição regional, que nos últimos meses paralisou a Bolívia. "A consulta não será uma solução para nenhum dos lados, mas só irá aprofundar o confronto", disse ao Estado Fernando Molina, diretor do semanário político e econômico Pulso, um dos mais respeitados do país.
"Se as pesquisas se confirmarem, é verdade que Evo ganhará um voto de confiança da população, mas líderes opositores importantes, como o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, que se opõe às mudanças do presidente, também obterão ótimas votações", diz ele
Em maio passado, o presidente Morales concordou em convocar o referendo em parte porque acreditava que poderia usá-lo para retomar a iniciativa política de seus oponentes nos departamentos (equivalentes a Estados) do leste do país, que são ricos em gás.
Nos últimos três meses, a oposição vem comandando a agenda política. Nos chamados departamentos "meia-lua" de Santa Cruz, Beni, Trinidad e Tarija, maiorias significativas votaram por maior autonomia do governo central em várias áreas.
O governo rejeitou os referendos regionais como ilegais e culpou os governadores de direita por tentarem dividir o país
Dúvidas persistem
As regras para a votação de domingo são complexas e ainda cercadas de dúvidas:
* O presidente Morales e o vice, Álvaro García Linera, terão que deixar seus cargos se mais de 53,7% dos eleitores manifestarem desejo de afastá-los - esta foi a porcentagem dos votos que os políticos receberam nas eleições de 2005.
* Depois de um acordo no dia 31 de julho entre o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a maioria dos tribunais dos departamentos, os governadores regionais perderão seus cargos se mais de 50% dos eleitores decidirem por sua remoção.
* Antes do acordo de julho, os governadores tinham que garantir o mesmo número de votos obtidos nas eleições de 2005, mais um, para não perder seus cargos. O novo acordo na verdade baixou a porcentagem necessária para a manutenção dos políticos em seus cargos e aumenta a probabilidade de que vários deles sobrevivam.
* Apesar do acordo de 31 de julho, os resultados ainda podem ser questionados. Morales disse que ele não tem certeza se o CNE pode emendar as regras; o governador regional de Cochabamba, Manfredo Reyes, recusou-se a aceitar a base constitucional para o referendo; e dois dos nove tribunais departamentais do país (Santa Cruz e Oruro) não ratificaram o acordo.
GOVERNO DENÚNCIA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO
O presidente Evo Morales anunciou que a Bolívia está no "limite de um verdadeiro golpe de Estado contra a ordem constitucional" com o objetivo de derrubá-lo, e atribuiu o plano aos governadores regionais opositores de regiões autonomista. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, braço direito de Morales no governo, se referiu ao suposto complô em declarações realizadas à rádio estatal "Patria Nueva", na cidade de amazônica de Trinidad, no departamento de Beni. Quintana, o, disse que esta ação está sendo gerida "ao típico estilo das ditaduras que antecederam a recuperação da democracia em 1982".
Ocorreram choques, manifestações e protestos, com denúncias de ambos os lados. Dois mineiros morreram.
Felipe Machaca, membro da direção da Central Operária Boliviana, entidade que convocou as manifestações para exigir uma reforma no sistema de aposentadoria, acusou o governo, ”Isso é um massacre e o único culpado é Evo Morales”, disse às estações de rádio católicas Erbol e Fides.
O ex-presidente da Bolívia, Jorge Quiroga (2001-2002), líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos), afirmou nesta quinta-feira, 7, que a denúncia do governo do presidente Evo Morales, de que o país está à beira de um golpe de Estado, é uma "cortina de fumaça em que ninguém acredita". Quiroga disse em entrevista coletiva que o Executivo "já formulou 38 vezes essa denúncia" que, segundo sua opinião, "carece de veracidade."
Na prática, o que se percebe é qualquer que seja o resultado, o referendo não significará o ponto final na disputa entre o governo e a oposição regional, que nos últimos meses paralisou a Bolívia. "A consulta não será uma solução para nenhum dos lados, mas só irá aprofundar o confronto", disse ao Estado Fernando Molina, diretor do semanário político e econômico Pulso, um dos mais respeitados do país.
"Se as pesquisas se confirmarem, é verdade que Evo ganhará um voto de confiança da população, mas líderes opositores importantes, como o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, que se opõe às mudanças do presidente, também obterão ótimas votações", diz ele
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