As investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), demonstram que as investidas do grupo Opportunity, do economista Daniel Dantas, na região Amazônica receberam ajuda de peso no governo federal. O relatório de inteligência nº 8/2008, produzido em maio pelo delegado Protógenes Queiroz, faz referências ao ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, como figura fundamental nos projetos de mineração e agronegócio – nova aposta de investimentos do grupo –, principalmente no Pará.
Dantas é apontado pela PF como mentor de um esquema bilionário de corrupção e movimentações financeiras irregulares, com participação, entre outros, do megainvestidor Naji Nahas e apoio político do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Nos últimos três anos, o grupo Opportunity, que é formado por cerca de 150 empresas, aplicou recursos na Amazônia que resultaram, só no Pará, em 600 mil hectares de terras adquiridas e cerca de meio milhão de cabeças de gado.
O ministro Mangabeira que prestou consultoria jurídica entre 2002 e 2005 para a Brasil Telecom nos Estados Unidos, durante a gestão Dantas, é o responsável pelo Programa Amazônia Sustentável (PAS). O programa, entre outras metas, prevê estratégias que aliem a política de contenção do desmatamento ao desenvolvimento regional. É de se imaginar que a realização da tarefa seja algo complicado para Mangabeira quando se contrapõem os interesses de seu ex-chefe e o fator da proteção ao meio ambiente – tema de repercussão internacional e política prioritária de outro ministério, o do Meio Ambiente.
Antes de assumir a função no governo, em 2007, Mangabeira consultou a Comissão de Ética Pública da Presidência para saber se poderia compatibilizar suas funções junto ao grupo de Dantas com a de ministro. Ou seja, mais um elemento para Protógenes reforçar a tese de mútuo benefício entre o economista e Mangabeira, agora na esfera federal. Mas o colegiado disse não.
É aí que a questão fica mais espinhosa para Mangabeira. No início de maio, em uma reunião entre ele, o presidente Lula e a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ficou definido que Mangabeira seria o responsável pela execução do PAS. Marina não teria gostado da idéia e, sentindo-se desprestigiada, pediu demissão dias depois – provavelmente contrariada não só com a transferência de atribuições, mas também com a suposta atuação de Mangabeira em prol dos interesses de expansão comercial na Amazônia.
“Foi o estopim. Quando o governo passou a autorização de uma tarefa que era dela [Marina] para o Mangabeira, ela se sentiu inferiorizada”, afirmou o senador Expedito Júnior (PR-RO). Ele acrescenta que a ministra programava uma política de “ferro e fogo” no combate ao desmatamento na Amazônia, em detrimento da geração de empregos e da atividade de fazendeiros e madeireiros, inclusive com retardamento na emissão de licenças ambientais para projetos de desenvolvimento.
Defensor do agronegócio, amigo e aliado político do governador rondoniense Ivo Cassol – com quem a ex-ministra Marina tinha fortes divergências acerca da questão ecológica –, Expedito acha preocupante a relação do ministro Mangabeira, à frente do PAS, com um empresário cujo novo nicho de investimento pode significar ainda mais problemas ambientais para a região.
Em trecho de seu relatório final de 7 mil páginas, com cerca de uma tonelada de material investigativo, o delegado Protógenes Queiroz aponta que, “ao que tudo indica, Mangabeira estrategicamente favorecia a política de expansão do Norte do país buscada por Dantas”. Segundo ele, Mangabeira funcionava com uma fonte privilegiada de “informações estratégicas” no governo federal, auxiliando o grupo Opportunity nos setores do agronegócio e da mineração.
Terra de alguém
Na última sexta-feira (25), cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a Fazenda Maria Bonita, uma das propriedades de Dantas no Pará no município de Xinguara. A região é palco de graves problemas fundiários. A fazenda fica a cerca de 25 quilômetros de Eldorado dos Carajás, onde, há 12 anos, um conflito com a Polícia Militar levou à morte 19 trabalhadores sem-terra.
O MST diz que a fazenda invadida está localizada em terras públicas e foi ilegalmente obtida, em 2005, pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A, que tem como diretora a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas. O movimento explica ainda que o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) confirma que a terra pertence à União – logo, sua comercialização é proibida. E sinaliza que pode vir a ocupar outras terras do economista: as fazendas Cedro e Espírito Santo, ambas no Pará, que também seriam públicas e irregularmente adquiridas.
Alegando a lentidão, por parte do governo federal, no processo de criação de assentamentos e da própria Reforma Agrária, o MST sinaliza que novas propriedades de Dantas podem ser invadidas. “Lugar de ladrão é na cadeia e as terras públicas são para a Reforma Agrária”, enfatizou Ulisses Manacas, membro da diretoria do MST no Pará.
30 de julho de 2008
PF ENFRENTARÁ CRIME ORGANIZADO NAS ELEIÇÕES DO RIO
A Superintendência da Polícia Federal no Rio vai receber um reforço de homens na semana que vem para atuar no combate aos crimes eleitorais, principalmente envolvendo traficantes e milicianos que estariam constrangendo eleitores no Estado. A informação é do superintendente regional da PF , Valdinho Jacinto Caetano, que participou na terça-feira de reunião com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, desembargador Roberto Wider, e integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Segundo Caetano, há diversas pessoas, entre cabos eleitorais e candidatos, sob investigação.
A Justiça eleitoral ainda analisa a possibilidade da ajuda de tropas federais para garantir a isonomia entre os candidatos que participam das eleições na cidade. "Não descartamos a vinda das tropas, mas não acho necessário. Vamos ouvir o que o TSE tem a nos oferecer", disse Roberto Wider, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Wider se encontra hoje, em Brasília, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, com o objetivo de definir a criação de uma força-tarefa integrada pela PF e pela Força Nacional de Segurança Pública para atuar na campanha eleitoral do Rio. O ministro da Justiça, Tarso Genro, também vai participar.
"Não existe um estado de exceção no Rio de Janeiro, mas há irregularidades. Não se trata de encher o Rio de um exército de policiais. Meu 'feeling' é que vai ser a eleição mais bonita dos últimos tempos no Rio", acrescentou Wider.
A Justiça eleitoral ainda analisa a possibilidade da ajuda de tropas federais para garantir a isonomia entre os candidatos que participam das eleições na cidade. "Não descartamos a vinda das tropas, mas não acho necessário. Vamos ouvir o que o TSE tem a nos oferecer", disse Roberto Wider, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Wider se encontra hoje, em Brasília, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, com o objetivo de definir a criação de uma força-tarefa integrada pela PF e pela Força Nacional de Segurança Pública para atuar na campanha eleitoral do Rio. O ministro da Justiça, Tarso Genro, também vai participar.
"Não existe um estado de exceção no Rio de Janeiro, mas há irregularidades. Não se trata de encher o Rio de um exército de policiais. Meu 'feeling' é que vai ser a eleição mais bonita dos últimos tempos no Rio", acrescentou Wider.
PESCADORES:PLANO DE PESCA AUMENTA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS E GERA MAIS EMPREGO E RENDA
Lançado em Salvador (BA) naúltima terça-feira (29) pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o “Mais Pesca e Aqüicultura” Plano de Desenvolvimento Sustentável tem por objetivo fomentar a produção de pescado no País e cumprir metas até 2011. Estão previstas medidas de incentivo à criação em cativeiro, a pesca oceânica, estímulo ao consumo e melhoria das condições sociais e de trabalho dos pescadores artesanais. Além de representar uma resposta à crescente demanda mundial por alimentos, o Plano será responsável pela geração de empregos e aumento de renda dos trabalhadores do setor.
De acordo com as metas, a produção de pescado deverá ter um aumento em torno de 40%, devendo passar das atuais um milhão de toneladas para 1,4 milhão por ano. Com relação à infra-estrutura, está prevista a construção de 20 Terminais Pesqueiros Públicos, com destaque para Rio de Janeiro e Bahia, antigas reivindicações das comunidades e colônias de pescadores dos dois estados. Os terminais vão proporcionar melhores condições de comércio do pescado nas regiões onde serão implantados.
Serão construídos também 120 Centros Integrados da Pesca Artesanal e Aqüicultura (Cipar), que deverão reunir uma série de atividades voltadas para a organização da produção, tendo por objetivo o aumento da renda e capacitação dos pescadores. Estes centros vão ser construídos de forma estratégica para atender as necessidades das comunidades e colônias de pescadores do País. A aqüicultura será outra atividade com papel fundamental no aumento da produção pesqueira do País. O Plano prevê a demarcação de 40 reservatórios de águas da União para criação de pescado em cativeiro e implantação dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM) em 13 estados. Outra medida será o incentivo à pesca oceânica que vai contar no período de implantação do plano com R$ 1,5 bilhão das linhas de crédito do Profrota Pesqueira. Esses financiamentos serão destinados à construção e modernização da frota com prazo de até 18 anos para quitação e juros entre 7% e 12%, dependendo da capacidade do tomador do empréstimo. “Queremos que os pescadores artesanais trabalhem com tranqüilidade, sabendo que haverá proteção do estado brasileiro”, afirmou o presidente Lula.
Estímulo ao consumo
O aumento da produção deverá ocorrer junto com o estímulo ao consumo de pescado em todo o País. Entre as ações voltadas para o consumidor, está o desenvolvimento de políticas que facilitem a distribuição comercial do pescado e promoção da oferta direta pelos produtores/pescadores aos consumidores finais visando oferecer produtos a um custo razoável.
Os pescadores artesanais são responsáveis por cerca de 60% da pesca nacional, o que representa mais de 500 mil toneladas por ano. Essa produção é resultado da atividade de mais de 600 mil trabalhadores em todo o País. Esse esforço, no entanto, não tem sido suficiente para reverter as condições de vida deste grande contingente e de suas famílias, que se encontram com baixa escolaridade, condições precárias de trabalho e infra-estrutura inadequada para o beneficiamento e venda do pescado. Para mudar esse quadro, o Plano pretende chegar em 2011 com 50 mil matrículas no Programa de Educação dos Jovens e Adultos (Proeja), do Ministério da Educação; duas mil matrículas em cursos técnicos e cerca de 100 mil pescadores alfabetizados pelo Projeto Pescando Letras. Capacitação - Serão desenvolvidos também programas de capacitação de merendeiras para a manipulação de pescados. Além de qualificar a refeição oferecida aos estudantes, tem ainda a vantagem de dinamizar a economia nas comunidades pesqueiras e aqüícolas. Para incentivar a inclusão do peixe nas refeições escolares, os integrantes de conselhos municipais de alimentação escolar, merendeiras, pescadores e piscicultores receberão orientações sobre as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.Convênios - Para viabilizar todas essas ações, serão assinados convênios e acordos de cooperação técnica com o Ministério da Integração, Ministério do Trabalho, Ibama, Instituto Chico Mendes, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Conab, MEC, Secretaria dos Portos, Marinha e Furnas Centrais Elétricas. No mesmo ato, o ministro da Seap, Altemir Gregolin, assinou o termo de cooperação técnica com o governo da Bahia para a construção do Terminal Pesqueiro Público em Salvador.
De acordo com as metas, a produção de pescado deverá ter um aumento em torno de 40%, devendo passar das atuais um milhão de toneladas para 1,4 milhão por ano. Com relação à infra-estrutura, está prevista a construção de 20 Terminais Pesqueiros Públicos, com destaque para Rio de Janeiro e Bahia, antigas reivindicações das comunidades e colônias de pescadores dos dois estados. Os terminais vão proporcionar melhores condições de comércio do pescado nas regiões onde serão implantados.
Serão construídos também 120 Centros Integrados da Pesca Artesanal e Aqüicultura (Cipar), que deverão reunir uma série de atividades voltadas para a organização da produção, tendo por objetivo o aumento da renda e capacitação dos pescadores. Estes centros vão ser construídos de forma estratégica para atender as necessidades das comunidades e colônias de pescadores do País. A aqüicultura será outra atividade com papel fundamental no aumento da produção pesqueira do País. O Plano prevê a demarcação de 40 reservatórios de águas da União para criação de pescado em cativeiro e implantação dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM) em 13 estados. Outra medida será o incentivo à pesca oceânica que vai contar no período de implantação do plano com R$ 1,5 bilhão das linhas de crédito do Profrota Pesqueira. Esses financiamentos serão destinados à construção e modernização da frota com prazo de até 18 anos para quitação e juros entre 7% e 12%, dependendo da capacidade do tomador do empréstimo. “Queremos que os pescadores artesanais trabalhem com tranqüilidade, sabendo que haverá proteção do estado brasileiro”, afirmou o presidente Lula.
Estímulo ao consumo
O aumento da produção deverá ocorrer junto com o estímulo ao consumo de pescado em todo o País. Entre as ações voltadas para o consumidor, está o desenvolvimento de políticas que facilitem a distribuição comercial do pescado e promoção da oferta direta pelos produtores/pescadores aos consumidores finais visando oferecer produtos a um custo razoável.
Os pescadores artesanais são responsáveis por cerca de 60% da pesca nacional, o que representa mais de 500 mil toneladas por ano. Essa produção é resultado da atividade de mais de 600 mil trabalhadores em todo o País. Esse esforço, no entanto, não tem sido suficiente para reverter as condições de vida deste grande contingente e de suas famílias, que se encontram com baixa escolaridade, condições precárias de trabalho e infra-estrutura inadequada para o beneficiamento e venda do pescado. Para mudar esse quadro, o Plano pretende chegar em 2011 com 50 mil matrículas no Programa de Educação dos Jovens e Adultos (Proeja), do Ministério da Educação; duas mil matrículas em cursos técnicos e cerca de 100 mil pescadores alfabetizados pelo Projeto Pescando Letras. Capacitação - Serão desenvolvidos também programas de capacitação de merendeiras para a manipulação de pescados. Além de qualificar a refeição oferecida aos estudantes, tem ainda a vantagem de dinamizar a economia nas comunidades pesqueiras e aqüícolas. Para incentivar a inclusão do peixe nas refeições escolares, os integrantes de conselhos municipais de alimentação escolar, merendeiras, pescadores e piscicultores receberão orientações sobre as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.Convênios - Para viabilizar todas essas ações, serão assinados convênios e acordos de cooperação técnica com o Ministério da Integração, Ministério do Trabalho, Ibama, Instituto Chico Mendes, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Conab, MEC, Secretaria dos Portos, Marinha e Furnas Centrais Elétricas. No mesmo ato, o ministro da Seap, Altemir Gregolin, assinou o termo de cooperação técnica com o governo da Bahia para a construção do Terminal Pesqueiro Público em Salvador.
ADVOGADO TRABALHISTA PODERÁ TER DIREITO A SUCUMBÊNCIA
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3496/08, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que concede aos advogados, em causas trabalhistas, o direito a honorários de sucumbência (pagos pela parte que perdeu a ação ao advogado vencedor). Conforme a proposta, esses honorários serão de 13 a 15% do valor da condenação.
A proposta altera a Lei 5.584/70, sobre direito processual do trabalho. Conforme essa lei, na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária gratuita será prestada pelo Sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador, e os honorários de sucumbência reverterão em favor do Sindicato assistente. Ou seja, além de destinar os honorários de sucumbência aos sindicatos, a lei não prevê honorários de sucumbência para advogados contratados por uma das partes.
O projeto destina esse tipo de honorário sempre para o advogado (sendo este contratado pelo sindicato ou autônomo).
O deputado argumenta que, conforme o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), "os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado".
Cleber Verde lembra que, na Justiça do Trabalho, a grande maioria das ações se refere a assistência judiciária gratuita, porque os reclamantes não têm dinheiro para ajuizar a ação. "Logo, o advogado se vê obrigado a custear as despesas iniciais para propor a demanda", afirma. E a parte perdedora só é condenada a pagar as custas processuais, não os honorários, que acabam sendo pagos pelo cliente. "O advogado é indispensável à Justiça, sendo incabível pensar que esse ônus caiba ao empregado, que já não teve seus créditos pagos no decorrer do emprego", afirma.
O projeto diz também que os honorários sucumbenciais têm natureza alimentar e são equiparáveis aos créditos trabalhistas, podendo ser executados de forma autônoma pelo advogado.
Tramitação
A proposta tramita apensada ao Projeto de Lei 3392/04, que torna obrigatória a presença de advogado nas ações trabalhistas e fixa os honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. As propostas tramitam em caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A proposta altera a Lei 5.584/70, sobre direito processual do trabalho. Conforme essa lei, na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária gratuita será prestada pelo Sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador, e os honorários de sucumbência reverterão em favor do Sindicato assistente. Ou seja, além de destinar os honorários de sucumbência aos sindicatos, a lei não prevê honorários de sucumbência para advogados contratados por uma das partes.
O projeto destina esse tipo de honorário sempre para o advogado (sendo este contratado pelo sindicato ou autônomo).
O deputado argumenta que, conforme o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), "os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado".
Cleber Verde lembra que, na Justiça do Trabalho, a grande maioria das ações se refere a assistência judiciária gratuita, porque os reclamantes não têm dinheiro para ajuizar a ação. "Logo, o advogado se vê obrigado a custear as despesas iniciais para propor a demanda", afirma. E a parte perdedora só é condenada a pagar as custas processuais, não os honorários, que acabam sendo pagos pelo cliente. "O advogado é indispensável à Justiça, sendo incabível pensar que esse ônus caiba ao empregado, que já não teve seus créditos pagos no decorrer do emprego", afirma.
O projeto diz também que os honorários sucumbenciais têm natureza alimentar e são equiparáveis aos créditos trabalhistas, podendo ser executados de forma autônoma pelo advogado.
Tramitação
A proposta tramita apensada ao Projeto de Lei 3392/04, que torna obrigatória a presença de advogado nas ações trabalhistas e fixa os honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. As propostas tramitam em caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
29 de julho de 2008
DEBATE ENTRE CANDIDATOS A PREFEITO DE NITERÓI NA PRÓXIMA QUINTA FEIRA
O debate entre os candidatos a prefeito de Niterói está confirmado para esta quinta-feira. O advogado da Rede Bandeirante, Marcelo Martins, informou que a realização foi autorizada nesta segunda-feira pela Justiça Eleitoral. A homologação foi concedida pelo juiz Eduardo de Azevedo Paiva, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no município. O confronto entre os postulantes à Prefeitura será transmitido simultaneamente, a partir das 22 horas, pela TV Band e pelas rádios Bandeirantes AM (1360), Fluminense AM (540) e Band News Fluminense FM (94,9).O debate terá duração de duas horas e será dividido em cinco blocos. A ordem de participação de cada candidato e o posicionamento deles na bancada será definida através de sorteio. No primeiro bloco haverá uma única pergunta feita pelo mediador dirigida a todos os candidatos: por que o senhor quer se candidatar a prefeito de Niterói? Cada um deverá responder dentro de um minuto e meio. Os candidatos não poderão exibir qualquer tipo de documentação. Toda anotação e material utilizado pelo candidato para consulta própria devem ficar debaixo das suas respectivas bancadas. Segundo as regras do programa, em caso de ausência de um dos cinco candidatos, o seu lugar na bancada ficará vazio
CARRO CAPOTA NA PONTE RIO-NITERÓI
Um carro capotou na manhã desta terça-feira (29) na Ponte Rio-Niterói, na altura do vão central, no sentido niterói.. Não houve vítimas, mas há retenções no local. O veículo ainda não foi retirado. Técnicos da concessionária e agentes da PRF estão no local do acidente. As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da ponte.
Ainda não há informações sobre as causas do acidente. No sentido Rio, o tráfego segue intenso e com pontos de lentidão dos acessos até a descida do vão central, de acordo com a concessionária da via.
Ainda não há informações sobre as causas do acidente. No sentido Rio, o tráfego segue intenso e com pontos de lentidão dos acessos até a descida do vão central, de acordo com a concessionária da via.
TRE DO RIO AVALIA USO DE TROPAS FEDERAIS NA ELEIÇÃO E LISTA ÁREAS SOB INFLUÊNCIA DO CRIME ORGANIZADO
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, afirmou ontem que ainda não há necessidade de solicitar o envio de tropas federais para garantir o pleito no Estado. Na avaliação de Wider, pode estar havendo uma certa "politização" da questão da segurança na campanha fluminense.
Ele acrescentou que Baseado em denúncias anônimas enviadas ao seu setor de fiscalização, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado do Rio de Janeiro listou sete regiões da capital onde quadrilhas de traficantes de drogas e de milicianos impõem candidatos ao eleitorado local e restringem o acesso de adversários às comunidades. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".
,
De acordo com o levantamento, o tráfico age dessa forma na favela da Rocinha (São Conrado, zona sul), no morro do Vidigal (Vidigal, zona sul) e no complexo de favelas do morro do Alemão, em especial a Vila Cruzeiro, na zona norte carioca.
Segundo a publicação, os grupos paramilitares, chamados no Rio de milícias, atuam sobretudo na zona oeste em favor de seus candidatos nas eleições municipais deste ano.
Constam do trabalho do tribunal as favelas de Rio das Pedras (Jacarepaguá) e da Carobinha (Campo Grande) e diversas comunidades de pequeno porte nos bairros de Jacarepaguá e Santa Cruz.
Ele acrescentou que Baseado em denúncias anônimas enviadas ao seu setor de fiscalização, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado do Rio de Janeiro listou sete regiões da capital onde quadrilhas de traficantes de drogas e de milicianos impõem candidatos ao eleitorado local e restringem o acesso de adversários às comunidades. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".
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De acordo com o levantamento, o tráfico age dessa forma na favela da Rocinha (São Conrado, zona sul), no morro do Vidigal (Vidigal, zona sul) e no complexo de favelas do morro do Alemão, em especial a Vila Cruzeiro, na zona norte carioca.
Segundo a publicação, os grupos paramilitares, chamados no Rio de milícias, atuam sobretudo na zona oeste em favor de seus candidatos nas eleições municipais deste ano.
Constam do trabalho do tribunal as favelas de Rio das Pedras (Jacarepaguá) e da Carobinha (Campo Grande) e diversas comunidades de pequeno porte nos bairros de Jacarepaguá e Santa Cruz.
OBAMA LIDERA POR 9 PONTOS, SEGUNDO GALLUP
Na mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Gallup, o candidato democrata à Presidência dos EUA, Barac Obama lidera a disputa contra seu rival republicano John McCain por nove pontos percentuais, a maior vantagem registrada desde o início da campanha. A diferença em favor de Obama aumentou após sua viagem pela Europa e pelo Oriente Médio,
A pesquisa foi realizada entre 24 e 26 de julho, durante os últimos dias da viagem de Obama pelo Oriente Médio e Europa. Entre os entrevistados, 40% afirmaram apoiar McCain e 49% disseram endossar o democrata.
Um dos fatores responsáveis pelo crescimento do democrata na disputa foi a intensa cobertura da imprensa norte-americana de sua viagem, que atribuiu mais credenciais em política externa a Obama, criticado por ser inexperiente na questão.
Foram entrevistados por telefone 2.692 eleitores registrados, sob uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
Economia
Obama, retornou neste fim de semana da viagem à e retomou o tema de maior preocupação dos eleitores: a crise econômica e financeira, o que pode indicar um esforço para recuperar o espaço perdido para McCain.
Em viagem internacional por mais de uma semana, Obama voltou aos EUA diante da notícia de que McCain ganhou espaço em Estados cruciais, onde a economia e a questão energética são fundamentais para os eleitores.
Ambos os presidenciáveis concordam em culpar a falta de planejamento do governo de George W. Bush pela atual crise econômica do país e, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis.
Segundo pesquisa da Universidade Quinnipiac, McCain está melhor em Colorado, Minnesota, Michigan e Wisconsin e se favorece por ser o provável candidato com propostas mais amplas e controversas, segundo analistas para resolver a dependência americana no petróleo estrangeiro e, conseqüentemente, o aumento constante do preço dos combustíveis.
Recuperação
No Colorado, McCain perdia por cinco pontos percentuais para Obama no começo do mês e agora lidera com 46% das intenções de voto contra 44% do democrata.
Em Michigan, Minnesota e Wisconsin, Obama ainda lidera as intenções de voto, mas, graças ao apoio entre independentes, McCain reduziu a vantagem do rival.
Mas o melhor resultado foi em Minnesota, onde os republicanos farão sua convenção nacional que oficializará a candidatura de McCain. Embora ainda perca por 46% a 44%, McCain reduziu a margem de 17 pontos percentuais de seu rival no Estado.
Embora os resultados ainda não mudem a liderança de Obama, eles apontam que o republicano McCain está ganhando espaço em economia tema que o senador por Arizona já admitiu ser seu ponto mais fraco diante do rival.
Apesar do aumento da vantagem do favorável ao candidato democrata, o republicano John McCain não alterou o seu formato preferido de campanha: pequenos encontros informais nos quais ele conversa com eleitores.
McCain, senador do Estado do Arizona pela quarta-vez, almoçou com aliados em Bakersfield, Califórnia, onde planeja pressionar pela retirada da proibição da perfuração em águas costeiras para encontrar petróleo. A prática não é permitida há 25 anos e, segundo McCain, contribuiria para a diminuição da dependência do país em petróleo estrangeiro.
A pesquisa foi realizada entre 24 e 26 de julho, durante os últimos dias da viagem de Obama pelo Oriente Médio e Europa. Entre os entrevistados, 40% afirmaram apoiar McCain e 49% disseram endossar o democrata.
Um dos fatores responsáveis pelo crescimento do democrata na disputa foi a intensa cobertura da imprensa norte-americana de sua viagem, que atribuiu mais credenciais em política externa a Obama, criticado por ser inexperiente na questão.
Foram entrevistados por telefone 2.692 eleitores registrados, sob uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
Economia
Obama, retornou neste fim de semana da viagem à e retomou o tema de maior preocupação dos eleitores: a crise econômica e financeira, o que pode indicar um esforço para recuperar o espaço perdido para McCain.
Em viagem internacional por mais de uma semana, Obama voltou aos EUA diante da notícia de que McCain ganhou espaço em Estados cruciais, onde a economia e a questão energética são fundamentais para os eleitores.
Ambos os presidenciáveis concordam em culpar a falta de planejamento do governo de George W. Bush pela atual crise econômica do país e, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis.
Segundo pesquisa da Universidade Quinnipiac, McCain está melhor em Colorado, Minnesota, Michigan e Wisconsin e se favorece por ser o provável candidato com propostas mais amplas e controversas, segundo analistas para resolver a dependência americana no petróleo estrangeiro e, conseqüentemente, o aumento constante do preço dos combustíveis.
Recuperação
No Colorado, McCain perdia por cinco pontos percentuais para Obama no começo do mês e agora lidera com 46% das intenções de voto contra 44% do democrata.
Em Michigan, Minnesota e Wisconsin, Obama ainda lidera as intenções de voto, mas, graças ao apoio entre independentes, McCain reduziu a vantagem do rival.
Mas o melhor resultado foi em Minnesota, onde os republicanos farão sua convenção nacional que oficializará a candidatura de McCain. Embora ainda perca por 46% a 44%, McCain reduziu a margem de 17 pontos percentuais de seu rival no Estado.
Embora os resultados ainda não mudem a liderança de Obama, eles apontam que o republicano McCain está ganhando espaço em economia tema que o senador por Arizona já admitiu ser seu ponto mais fraco diante do rival.
Apesar do aumento da vantagem do favorável ao candidato democrata, o republicano John McCain não alterou o seu formato preferido de campanha: pequenos encontros informais nos quais ele conversa com eleitores.
McCain, senador do Estado do Arizona pela quarta-vez, almoçou com aliados em Bakersfield, Califórnia, onde planeja pressionar pela retirada da proibição da perfuração em águas costeiras para encontrar petróleo. A prática não é permitida há 25 anos e, segundo McCain, contribuiria para a diminuição da dependência do país em petróleo estrangeiro.
OBAMA E MCCAIN CRITICAM DEFICIT BILIONÁRIO DE BUSH
Os dois candidatos à Casa Branca, o democrata Barac Obama e o republicano John McCain revelaram um ponto comum: as críticas ao déficit orçamentário recorde do governo de George W. Bush.
Os dois fizeram severas criticas a administração econômica do governo Bush que, segundo projeções da Casa Branca, deixará uma dívida orçamentária nacional de US$ 482 bilhões ao próximo presidente dos EUA.
O democrata Obama, que disse anteriormente que os gastos de cerca de US$ 1 trilhão com a Guerra do Iraque foram os grandes responsáveis pelo déficit, reiterou que a projeção da Casa Branca "não foi um acidente ou parte normal do ciclo de negócios". "Houve algumas decisões irresponsáveis que foram feitas em Wall Street e Washington", disse, em reunião com um time de conselheiros econômicos.
Obama não citou diretamente Bush, mas a implicação estava clara. "Nós não podemos arcar, acredito, com as conseqüências de continuar fazendo as mesmas coisas do jeito que estamos fazendo", disse o senador por Illinois. "Nós temos que mudar o caminho e nós temos que agir imediatamente", completou, em referência a um de seus principais lemas de campanha, combater a "velha" política.
Obama disse que a economia americana, debilitada pela crise financeira e pela alta dos preços do petróleo, precisa de metas de curto e longo prazo, incluindo outra rodada de medidas "estimulantes" do Congresso para reviver a economia e um foco de longo-prazo em energia renovável para reduzir os preços dos combustíveis.
Ele alertou seu time de conselheiros econômicos, que inclui nomes como o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que a situação atual é um "resultado direto do adiamento de decisões difíceis por muitos anos".
Embora não tenha dado detalhes de seus planos para a economia americana, Obama pediu uma mudança agressiva em Washington e disse que o tema será o foco de sua campanha nestes últimos três meses antes das eleições gerais de 4 de novembro.
"Eu desenhei uma estratégia econômica nesta campanha que dará alívio a curto-prazo e crescimento a longo-prazo", disse Obama.
Republicano
Já o republicano John McCain, que tenta afastar as críticas democratas de que representaria apenas a continuação das políticas econômicas de Bush, culpou os gastos desnecessários do atual governo pelo déficit bilionário.
"Não há lembrete mais efetivo da necessidade de reverter os gastos exagerados que caracterizaram a política fiscal desta administração", disse McCain, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.
"Como presidente, eu me comprometi a balancear o orçamento até o fim do meu primeiro mandato", disse o republicano, com uma estratégia mais direta do que seu rival.
"As notícias de hoje tornam o trabalho mais difícil, mas não deveriam mudar o esforço genuíno de alcançar o outro lado do corredor que é necessário para garantir uma solução duradoura para o problema de gasto que ameaça a estabilidade de nossa economia", completou.
McCain almoçou com seus apoiadores em Bakersfield, Califórnia, onde ele pressionou pela derrubada da proibição de 25 anos da exploração das reservas costeiras dos EUA como forma de reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro.
Os dois fizeram severas criticas a administração econômica do governo Bush que, segundo projeções da Casa Branca, deixará uma dívida orçamentária nacional de US$ 482 bilhões ao próximo presidente dos EUA.
O democrata Obama, que disse anteriormente que os gastos de cerca de US$ 1 trilhão com a Guerra do Iraque foram os grandes responsáveis pelo déficit, reiterou que a projeção da Casa Branca "não foi um acidente ou parte normal do ciclo de negócios". "Houve algumas decisões irresponsáveis que foram feitas em Wall Street e Washington", disse, em reunião com um time de conselheiros econômicos.
Obama não citou diretamente Bush, mas a implicação estava clara. "Nós não podemos arcar, acredito, com as conseqüências de continuar fazendo as mesmas coisas do jeito que estamos fazendo", disse o senador por Illinois. "Nós temos que mudar o caminho e nós temos que agir imediatamente", completou, em referência a um de seus principais lemas de campanha, combater a "velha" política.
Obama disse que a economia americana, debilitada pela crise financeira e pela alta dos preços do petróleo, precisa de metas de curto e longo prazo, incluindo outra rodada de medidas "estimulantes" do Congresso para reviver a economia e um foco de longo-prazo em energia renovável para reduzir os preços dos combustíveis.
Ele alertou seu time de conselheiros econômicos, que inclui nomes como o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que a situação atual é um "resultado direto do adiamento de decisões difíceis por muitos anos".
Embora não tenha dado detalhes de seus planos para a economia americana, Obama pediu uma mudança agressiva em Washington e disse que o tema será o foco de sua campanha nestes últimos três meses antes das eleições gerais de 4 de novembro.
"Eu desenhei uma estratégia econômica nesta campanha que dará alívio a curto-prazo e crescimento a longo-prazo", disse Obama.
Republicano
Já o republicano John McCain, que tenta afastar as críticas democratas de que representaria apenas a continuação das políticas econômicas de Bush, culpou os gastos desnecessários do atual governo pelo déficit bilionário.
"Não há lembrete mais efetivo da necessidade de reverter os gastos exagerados que caracterizaram a política fiscal desta administração", disse McCain, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.
"Como presidente, eu me comprometi a balancear o orçamento até o fim do meu primeiro mandato", disse o republicano, com uma estratégia mais direta do que seu rival.
"As notícias de hoje tornam o trabalho mais difícil, mas não deveriam mudar o esforço genuíno de alcançar o outro lado do corredor que é necessário para garantir uma solução duradoura para o problema de gasto que ameaça a estabilidade de nossa economia", completou.
McCain almoçou com seus apoiadores em Bakersfield, Califórnia, onde ele pressionou pela derrubada da proibição de 25 anos da exploração das reservas costeiras dos EUA como forma de reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro.
PROEJTO QUE GARANTE INVIOLABILIDADE DE ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA PROVOCA DIVERGÊNCIAS ENTRE OAB E AJUFE
Os presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, e da Ajufe (Associação dos Juízes Federais), Fernando Mattos, divergem sobre o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. O projeto está na Presidência da República para sanção.
O Senado aprovou o projeto de lei no início de julho. O texto aprovado que modifica o estatuto da advocacia brasileiro, torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Ele estabelece que escritórios de advogados não podem mais ser alvo de busca e apreensão mesmo que por ordem judicial. A lei também veta a utilização dos documentos e objetos de clientes do advogado investigado, assim como outros instrumentos de trabalho que reúnam informações sobre os clientes.
O texto prevê ainda a quebra da inviolabilidade dos escritórios se houver indícios da prática de crime por parte do advogado. A Justiça, no entanto, deverá expedir mandado de busca e apreensão que deve ser cumprido na presença de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Para Mattos, o projeto "estabelece uma inviolabilidade absoluta" dos escritórios. "Isso é muito ruim dentro do nosso tempo porque a própria Constituição Federal, quando ela assegura a inviolabilidade do domicílio, ela faz uma exceção dizendo: pode se entrar dentro desse domicílio com uma ordem judicial determinada por um juiz. Então, vemos com muita preocupação sim esse projeto e os efeitos perniciosos que ele pode trazer", disse ele durante debate na rádio CBN.
Britto, que também participou do debate, afirmou que a inviolabilidade já está prevista na Constituição, mas que o projeto "clareia" a regra. "E, expressamente, o projeto diz que se o advogado está envolvido em crime, pode sim ser alvo da busca e apreensão, pode-se, sim, se quebrar a inviolabilidade por decisão judicial. O projeto esclarece isso."
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não sancionou o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Segundo ele, o Ministério da Justiça ainda está examinando o projeto e ele só será sancionado se não trouxer prejuízo para a investigação criminal.
"O que nós estamos examinando na lei é exatamente isso: se traz prejuízo para a investigação de um advogado. Assim como tem em todas as categorias profissionais, há pessoas que se misturam com o crime. Se existe na lei algum tipo de proteção a isso, ela não vai ser sancionada. Se não existir, será sancionada", afirmou ele.
Tarso diz que a análise do projeto levará em consideração as prerrogativas do exercício da advocacia. "Se ela for sancionada é porque chegamos à conclusão lapidar clara que não há prejuízo para a investigação criminal e não vai se tratar de um privilégio para os advogados e sim do respeito às suas prerrogativas. Mas ainda não foi decidido."
O Senado aprovou o projeto de lei no início de julho. O texto aprovado que modifica o estatuto da advocacia brasileiro, torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Ele estabelece que escritórios de advogados não podem mais ser alvo de busca e apreensão mesmo que por ordem judicial. A lei também veta a utilização dos documentos e objetos de clientes do advogado investigado, assim como outros instrumentos de trabalho que reúnam informações sobre os clientes.
O texto prevê ainda a quebra da inviolabilidade dos escritórios se houver indícios da prática de crime por parte do advogado. A Justiça, no entanto, deverá expedir mandado de busca e apreensão que deve ser cumprido na presença de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Para Mattos, o projeto "estabelece uma inviolabilidade absoluta" dos escritórios. "Isso é muito ruim dentro do nosso tempo porque a própria Constituição Federal, quando ela assegura a inviolabilidade do domicílio, ela faz uma exceção dizendo: pode se entrar dentro desse domicílio com uma ordem judicial determinada por um juiz. Então, vemos com muita preocupação sim esse projeto e os efeitos perniciosos que ele pode trazer", disse ele durante debate na rádio CBN.
Britto, que também participou do debate, afirmou que a inviolabilidade já está prevista na Constituição, mas que o projeto "clareia" a regra. "E, expressamente, o projeto diz que se o advogado está envolvido em crime, pode sim ser alvo da busca e apreensão, pode-se, sim, se quebrar a inviolabilidade por decisão judicial. O projeto esclarece isso."
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não sancionou o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Segundo ele, o Ministério da Justiça ainda está examinando o projeto e ele só será sancionado se não trouxer prejuízo para a investigação criminal.
"O que nós estamos examinando na lei é exatamente isso: se traz prejuízo para a investigação de um advogado. Assim como tem em todas as categorias profissionais, há pessoas que se misturam com o crime. Se existe na lei algum tipo de proteção a isso, ela não vai ser sancionada. Se não existir, será sancionada", afirmou ele.
Tarso diz que a análise do projeto levará em consideração as prerrogativas do exercício da advocacia. "Se ela for sancionada é porque chegamos à conclusão lapidar clara que não há prejuízo para a investigação criminal e não vai se tratar de um privilégio para os advogados e sim do respeito às suas prerrogativas. Mas ainda não foi decidido."
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