8 de julho de 2010

RESUMO DOS JORNAIS: O GLOBO

O Globo

Manchete: Receita perde R$ 1,6 bi por ano com fraudes do petróleo
Empresas contratam navios no exterior e usam artifício para sonegar

Empresas que exploram petróleo no Rio e no Espírito Santo estão fugindo do pagamento de impostos se valendo de brechas do Repetro, benefício criado há 11 anos e que elimina tributos para quem atua no setor usando navios, plataformas e robôs, entre outros equipamentos. Para não recolher o tributo, as empresas contratam navios no exterior e uma operadora, no Brasil, que sistematicamente apresenta prejuízos. As fraudes se sofisticaram e acenderam o alerta amarelo na Receita Federal, que aumentou as exigências e já indeferiu 40% dos pedidos feitos pela indústria petrolífera. A perda de arrecadação chegaria a R$ 1,6 bilhão no último ano. Desde 2005, o Repetro representa uma renúncia fiscal de R$ 20 bilhões, superior à da Zona Franca de Manaus. (Págs. 1 e 21)

Preso, Bruno pode pegar pelo menos 17 anos
Goleiro se entrega e é suspeito de seis tipos de crime; polícia localiza casa onde a vítima teria sido enterrada
Se for condenado, o goleiro Bruno, do Flamengo - que se entregou à polícia-, pode pegar pelo menos 17 anos pelos seguintes crimes: mandante do sequestro de sua ex-amante Eliza Samudio; e, em outro inquérito, sequestro e lesão corporal. A pena total, no entanto, pode chegar a 56 anos, diante de novas suspeitas: homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. A polícia achou em Minas a casa onde a mulher foi morta. (Págs. 1 e 13 a 15)

Foto legenda: O goleiro Bruno, levada por policiais na delegacia da Polinter no Andaraí, ontem à tarde

Foto legenda: Roupas de mulher achadas no local onde a ex-amante de Bruno foi morta

Estado tem queda recorde de homicídios
O Estado do Rio registrou, em maio, o menor número de homicídios, comparado a todos os meses desde 1991, quando se iniciou a série histórica. Foram 363 assassinatos - o equivalente a uma queda de 30.5% em comparação com o ano passado. (Págs. 1 e 17)

Comissão do Senado abole horário fixo para Voz do Brasil (Págs. 1 e 12)

Igreja anuncia que Cuba vai libertar 52 presos políticos (Págs. 1 e 28)

Obras de 2014 terão menos fiscalização (Págs. 1 e Economia, 23)

Novo programa de Dilma não superou o velho
Mesmo reformado, o programa de governo da petista Dilma Rousseff entregue à Justiça Eleitoral manteve propostas como um conselho para fiscalizar a mídia. (Págs. 1 e 3)

Centralizador, quem?
O PMDB reclama que o PT centraliza a campanha de Dilma, enquanto a candidata critica o perfil centralizador de Serra. (Págs. 1 e 3)

Le petit 'mensuelon'


Primeira Página
Receita perde R$ 1,6 bi por ano com fraudes do petróleo
Comissão do Senado abole horário fixo para Voz do Brasil
Obras de 2014 terão menos fiscalização
Novo programa de Dilma não superou o velho

Editorial
Imprensa livre cercada no Equador
A busca pelo equilíbrio no Código Florestal

Opinião
Dos Leitores
Gastar e poupar :: Carlos Alberto Sardenberg

Colunas
Panorama Político :: Ilimar Franco
Panorama Econômico :: Míriam Leitão
Merval Pereira

O País
Corrigido, mas polêmico
Dilma admite que assinou sem ver
Desconfiança entre aliados
Bolsa Família volta à pauta no segundo dia de campanha
'É a Dilma?'
Petista: dinheiro em casa não é ilegal
PAC: governo consegue remanejar verba
Câmara aprova aumento para servidores do Senado
Privatização
Mínimo fica sem regra para reajuste
Em Alagoas, Collor declara possuir 10 carros
Campanha de R$200 milhões ao Senado
Voz do Brasil: horário menos rígido
Perdão a desmatador custará R$10 bi
Em quatro anos, fim dos lixões ao ar livre
Senado aprova extensão de três para cinco dias de licença-casamento

Economia
Sonegação no setor de petróleo
Grupos pedem habilitação provisória
Congresso aprova criação da estatal para gerenciar exploração do pré-sal
Ibama dá licença a duto para etanol
Receita aperta cerco sobre PIS/Confins
Governo reduz fiscalização para obras da Copa
Inflação cai para zero em junho com queda nos preços de alimentos
Câmara: mais debate sobre estrangeiro na internet
Saída de dólares é a pior desde 2008

O Mundo
O outono da Primavera Negra

Rio
Rio de Janeiro teve em maio o menor número de homicídios desde 1991

Ciência
Brasil desenvolve soro contra picada de abelha

Esportes
Na festa do emblema, Rio e SP lutam por fatias de 2014
Discurso de Lula e show de ritmos brasileiros

RESUMO DOS JORNAIS: FOLHA DE SÃO PAULO


Folha de S. Paulo

Manchete: Divórcio passa a ser mais rápido
Pedido poderá ser feito assim que casal decidir pelo final do casamento, sem a necessidade de aguardar prazo

Depois de polêmica com setores ligados a instituições religiosas, o Senado aprovou, em último turno, a proposta de emenda à Constituição do divórcio direto. Agora, o pedido de divórcio poderá ser imediato, feito assim que o casal decidir pelo término do casamento.
Essa alteração acaba com os prazos entre o fim da convivência do casal e o divórcio. Hoje, o divórcio pode ser pedido depois de um ano da separação formal ou após dois anos da separação de fato. A mudança será promulgada. Não é necessária sanção presidencial.
A mudança "vai economizar custas processuais e sofrimento", afirmou o deputado Sérgio Carneiro (PIBA), que apoia a alteração.
A CNBB queria "prazo de reflexão" de seis meses. Para o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), evangélico, houve precipitação. (Págs. 1 e C1)

Goleiro se entrega; sangue no carro era mesmo da ex
O goleiro Bruno e o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão, se apresentaram à policia no Rio. Bruno foi indiciado sob a acusação de ser o mandante do sequestro de Eliza Samudio.
Macarrão e o primo do goleiro também foram indiciados. A polícia afirmou que o sangue no carro de Bruno era mesmo dela. O primo de Bruno, menor de 17 anos, afirmara à polícia que Eliza foi morta e jogada aos cães.
O goleiro negou as acusações. Segundo seu advogado, Bruno está "estarrecido". Ao se apresentar à polícia, ele foi vaiado e chamado de "assassino". (Págs. 1 e C4)

Foto legenda: Bruno detido na Polinter do Andaraí, zona norte do Rio
Táxis paulistanos vão voltar a ter publicidade
Menos de quatro anos após ter sido banida das ruas de SP pela Lei Cidade Limpa, a publicidade está prestes a voltar nos táxis.

Em cima dos carros, luminosos trarão mensagens sobre eventos turísticos, atrações culturais e campanhas públicas, como a vacinação.

Os primeiros 300 táxis que participarão da experiência (quase 1% da frota da cidade, de 32 mil) devem circular no início de 2011.

A iniciativa, da própria prefeitura, vale-se de brecha na lei que prevê "anúncios especiais", como os de interesse cultural. (Págs. 1 e C5)

Cuba deverá libertar cinco prisioneiros políticos hoje
Cuba soltará cinco presos políticos a partir de hoje e promete liberar outros 47 em até quatro meses, anunciou a Igreja Católica, que desde maio negocia com a ditadura dos irmãos Castro.

Ativistas voltaram a pedir a liberação dos 167 presos políticos cubanos. (Págs. 1 e A12)

PT vai vender bonecos de Lula nas suas lojas
O PT planeja lançar bonecos de Lula a serem vendidos em lojas do partido e eventos de campanha, informa Renata Lo Prete. Os "Lulinhas", de 15 cm, terão duas versões, de terno e de camisa da seleção. (Págs. 1 e A4)

Mercado: Camargo Corrêa investirá na produção de cimento R$ 14 bi (Págs. 1 e B4)

Editoriais
Leia "Pequeno progresso", sobre aumento dos investimentos públicos federais; e "Vai 'pegar'?", acerca da aplicação da lei da Ficha Limpa. (Págs. 1 e A2)

Primeira Página
Divórcio pasa a ser mais rápido
Cuba deverá libertar cinco prisioneiros políticos hoje
PT vai vender bonecos de Lula nas suas lojas

Editorial
Pequeno progresso
Vai "pegar"?

Opinião
São Paulo - Clóvis Rossi: Copa, voto e bem-estar
Brasília - Valdo Cruz: Mau começo
Rio de Janeiro - Cristina Grillo: Tristeza profunda
Kenneth Maxwell: A responsabilidade
Painel do leitor

Colunas
Painel
Mônica Bergamo
Mercado Aberto
Toda Mídia :: Nelson de Sá

Tendências | Debates
Wagner Rossi: Agricultura e preservação ambiental
Yvonne Maggie: Uma lei para dividir a nação

Poder
Político "ficha-suja" deve conseguir disputar eleição
Supremo agora precisa eliminar as dúvidas sobre a Lei da Ficha Limpa
Ibama investiga fazenda do vice de Marina na Bahia
Marina ironiza disputa sobre o Bolsa Família
Receita apura se dinheiro em casa tem origem lícita
Serra diz que é "incrível" Dilma assinar programa
Após promessa, SP amplia seu "Bolsa Família"
Petista critica promessa de tucano sobre Bolsa Família
Cansado, Lula deve faltar à final da Copa
Congresso eleva para 30% limite de remanejamento de verba do PAC
Governo abre brecha para superávit menor
Câmara aprova plano de salários e cargos no Senado
Acordo deixa em aberto reajuste do salário mínimo no Congresso
PM e grevistas do Judiciário entram em confronto em SP
Proposta prevê fim de aposentadoria a juiz corrupto
Para mídia, limite a capital estrangeiro é desrespeitado
Entidades criticam entraves à liberdade de expressão no país
Reportagem fiel a inquérito não gera dano moral, diz TJ
Novo horário para a "Voz do Brasil" avança no Senado
Comissão de juristas é instalada para reformular Código Eleitoral

Mercado
País perde manufatura, diz indústria
Deficit na indústria piora em 2010
Para governo, país não passa por desindustrialização
Brasil importa alta tecnologia chinesa
Quando acabar a farra, o que sobrará da indústria?
Camargo investe R$ 14 bi em cimento
Doméstico pode ter imposto reduzido
Telefónica tenta derrubar veto pela Vivo
Mulheres voltam ao mercado de trabalho
Produtor do PR e RS quer barrar redução no preço mínimo do trigo
Mato Grosso busca novas variedades
Alto preço da terra faz rebanho bovino migrar para regiões de fronteira do país
Lula critica ricos por tentar "tabelar" preço de commodities
País tem maior saída de dólares desde 2008
Estatal do pré-sal é aprovada no Senado
Benefício da Zona Franca de Manaus é prorrogado
Senado amplia licença-maternidade

Mundo
Cuba diz que vai soltar 5 presos políticos
No Brasil, candidatos elogiam promessa cubana de libertação
Anúncio expõe a omissão do governo Lula

Ciência
Indústria paga técnico ambiental público no PA
Contratações são praxe, afirma a secretaria do PA
Lei florestal dá anistia de R$ 10 bi, diz ministra


Cotidiano
Lei que agiliza o divórcio é aprovada
Lobby da igreja tentou barrar PEC do divórcio
O divórcio-relâmpago fragiliza ainda mais a família
OAB entra na Justiça contra grampo em presídio do Paraná
Senado aprova nova legislação para o lixo
Avança lei que pune quem fala mal de pai e mãe
Intervenção do Estado é reduzida, afirma advogado
Para professora, fim do "culpado" cria insegurança


Esportes
Casa Brasil
Para ministro, custo é pequeno ante o sucesso
Sem licitação, governo arca até com exposição de acervo da CBF
Com verba pública, 87 vão à Copa
Governos negam que as viagens sejam a turismo
Kassab e CBF retomam negociação sobre estádio
Senado veta xingamento nos estádios

RESUMO DOS JORNAIS: ESTADÃO


 
Manchete: Cuba soltará 52 dissidentes, diz Igreja
Segundo o arcebispado da capital cubana, a decisão de Raúl Castro foi tomada durante reunião com o chanceler espanhol e com o cardeal de Havana

Cuba libertará 52 presos políticos, anunciou o Arcebispado de Havana. Se confirmada, será a maior libertação de dissidentes no país desde 1998, quando 101 foram soltos após visita do papa João Paulo II. A medida seria resultado da pressão internacional sobre Cuba - o presidente Raúl Castro teria tomado a decisão em reunião com o cardeal Jaime Ortega e o chanceler da Espanha, Miguel Angel Moratinos. Cinco presos seriam libertados ainda ontem e os outros 47 em até quatro meses. Segundo a Igreja, os presos poderão sair do país os cinco primeiros devem ir para a Espanha. Os opositores beneficiados são os presos em 2003 na onda repressiva "Primavera Negra", em que 75 foram detidos sob acusação de conspirar com os EUA. Do grupo, 28 foram soltos nos últimos anos, porque estavam doentes. A libertação vai reduzir o número de presos políticos em Cuba para cerca de 100, segundo cálculo de ativistas de direitos humanos. (Págs. 1 e Internacional A13 e A14)

Artifício limita ação do TCU e facilita obras do governo
Comissão aprova relatório do Orçamento com a manobra

Artifício inserido no relatório do Orçamento da União, aprovado ontem em comissão do Congresso, permitirá que Petrobras e Eletrobrás, que capitaneiam boa parte dos investimentos estatais, fiquem fora da aplicação de tabelas usadas pelo Tribunal de Contas da União para investigar irregularidades. Além disso, permitirá que as obras para a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016 sejam contratadas sem a Lei de Licitações. (Págs. 1 e Nacional A11)

Bruno se entrega e polícia ainda busca corpo de Eliza
Exame mostra que sangue no carro era da ex-amante

O goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, se entregaram ontem à polícia, no Rio, horas após terem prisão decretada. Os dois e o adolescente J., primo de Bruno, foram indiciados pelo sequestro de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do goleiro e desaparecida desde 4 de junho. Anteontem, l. afirmou que Eliza foi sequestrada no Rio e morta em Contagem (MG). "Bruno está indiciado como mandante do sequestro, os outros dois como executores", disse o delegado Felipe Ettore. A polícia de MG anunciou que o sangue encontrado no carro de Bruno é de Eliza. (Págs. 1 e Cidades C1, C3 e C4)

Foto legenda: Preso. Bruno chega à delegacia na Barra da Tijuca, no Rio
Programa de Dilma mantém crítica à mídia
A arrumação feita às pressas, na semana passada, no plano de governo da candidata Dilma Rousseff (PT) eliminou polêmicas, mas preservou propostas radicais. A principal delas critica a mídia e fala em
"acesso à comunicação, socialização dos bens culturais". (Págs. 1 e Nacional A8)

Saída de dólares cresce e é a maior desde a crise
Após meses de calmaria, a crise internacional voltou a afetar o mercado brasileiro em junho. Fatores como a possibilidade de rebaixamento da Espanha por agências de risco fizeram com que US$ 4,27 bilhões deixassem o País, o pior resultado desde dezembro de 2008. (Págs. 1 e Economia B1)

Krugman reticente
O economista disse ao estadão.com.br que há otimismo exagerado sobre o Brasil. (Págs. 1 e Economia B5)

Inflação zero reabre discussão sobre (Págs. 1 e Economia B4)

União Europeia fecha portas à madeira ilegal (Págs. 1 e Vida A18)

Dora Kramer :Não vale o escrito
Serra e Dilma perderam a chance de dar espaço nobre aos programas de governo. (Págs. 1 e Nacional A6)

Fernando Reinach: Arqueologia aberta
O Brasil deveria tornar públicos dados sobre descobertas arqueológicas. (Págs. 1 e Vida A19)

Notas & Informações: Desemprego no mundo rico
Em meio à crise, os países desenvolvidos precisam criar 17 milhões de postos de trabalho. (Págs. 1 e A3)


Primeira Página
Cuba soltará 52 dissidentes, diz Igreja
Artifício limita ação do TCU e facilita obras do governo
Programa de Dilma mantém crítica à mídia
Saída de dólares cresce e é a maior desde a crise

Editorial
Déficit cambial de junho mostra fragilidade do País
Desemprego no mundo rico
O custo da burocracia

Espaço Aberto
Os rumos da TV a cabo :: Gustavo Binenbojm
A escolha de Serra :: Demétrio Magnoli

Colunas
Celso Ming
Dora Kramer
Direto da fonte :: Sonia Racy
Sem intervalo

Nacional
Partidos concentram esforços na batalha pelos votos de São Paulo
Dilma sobe o tom das críticas contra tucano
Coadjuvantes para Netinho
Curso intensivo em Serrismo
Serra promete acabar com filas da saúde
Apadrinhamento político 'é praga', diz o candidato
Debate sobre pedágios marca campanha de governador
Empresas terão posição de força em eventual negociação
Marina ataca 'retrocesso' do Código Florestal
Ibama pede que vice explique casa na Mata Atlântica
PT mantém crítica à mídia em versão nova do programa
'Baixaram o documento errado', diz candidata
Palanque
Piquete de servidores para Justiça Eleitoral em São Paulo
Os velozes vão às urnas
Brasil tem 134 milhões de eleitores
Grupo de 50 índios caingangues invade instalações do Incra em Passo Fundo
Credibilidade da Justiça só ganha do Congresso
Manobra tira Petrobrás da fiscalização do TCU
Câmara aprova reajuste salarial para servidores
Projeto prevê flexibilizar horário da 'Voz do Brasil'
PEC corta aposentadoria de juiz condenado
Dispositivo na lei permite remanejar até R$ 9 bi do PAC

Economia
Saída de dólares é a maior desde a crise
Bolsa-Família, uma política de Estado
BC mantém estratégia de compra de dólares
Crescimento da economia contribuiu para saída de dólares
Inflação cai a zero com ajuda da Copa
'O BC poderá elevar os juros para menos que 12% ao ano'
Economista não acredita que volte a se repetir um IPCA zerado
'Brasil potência ainda é especulação'
G-20 quer tabelar produtos agrícolas e minério, diz Lula
Reajuste do mínimo depende de acordo
PIS e Cofins vão ter malha-fina eletrônica
ANP quer punição maior à Petrobrás por queima de gás
Manobra impede revisão do Tratado de Itaipu com o Paraguai
Senado aprova a nova estatal que vai administrar o pré-sal
Subsídio, sim, para investir
Câmara debate limite a capital externo na mídia

Vida&
Senado aprova projeto que estabelece plano nacional para descarte do lixo
União Europeia proíbe importação de madeira ilegal
Vendas podem cair por dificuldade de verificar origem
Ruralista prevê desmate até que código vire lei
Brasil e a arqueologia inglesa
Estatuto da Igualdade Racial pode afetar área da saúde, afirma conselho
Número de casos de dengue no País aumenta 120% em um ano


Internacional
Igreja cubana obtém acordo com Raúl para libertação de 52 presos políticos
EUA recebem anúncio de Havana com cautela
Governo cubano cede para neutralizar protestos opositores
OAB defende juiz boliviano que pediu refúgio ao Brasil


Metrópole
Brasil 'inicia' 2014 com expectativa de 600 mil turistas
Fonte de renda da Fifa, logotipo oficial será lançado hoje
Intercâmbio: o futebol vai e o rúgbi vem
Descarte de entulho vai render multa de até R$ 12 mil
Difamar pai ou mãe para o filho passa a ser crime
Senado aprova extra por periculosidade para porteiros, vigias e seguranças


Esportes
Guerra de egos na final da copa





RESUMO DOS JORNAIS: VALOR ECONÔMICO


 
Manchete: Empresas engavetam os projetos de termelétricas
A prioridade do governo em leiloar usinas de energia alternativa ou de hidrelétricas tem feito com que projetos bilionários de termelétricas sejam engavetados ou revistos. A pressão das empresas tem sido forte, mas o posicionamento firme da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de deixar energia térmica fora do planejamento dos próximos dez anos começa a afetar diretamente os planos estratégicos de investimentos de fundos de pensão e de empresas como MPX, do empresário Eike Batista, da portuguesa EDP e da novata Hidrotérmica, que tem o FI FGTS como sócio. A MPX e a EDP já têm investimentos de alguns bilhões em Pecém, mas agora têm que procurar alternativas, como a energia eólica.

Os fundos de pensão reunidos no FIP Energia PCH têm um projeto de 440 MW de térmica a carvão em que se pretende investir RS 1,6 bilhão na região de Criciúma (SC). Sem perspectiva de leilão à vista, eles começam a negociar com autoprodutores e já pensam até mesmo em vender a energia no mercado livre. No Rio Grande do Sul, a Hidrotérmica comprou no mês passado um projeto de térmica a GNL de 1.600 MW, que está parado. Só para a usina seria necessário investir R$ 6 bilhões, mas o projeto servirá como base para a instalação de uma regaseificadora na região. "O RS não tem gás suficiente e a regaseificadora só se sustenta com a instalação da usina", diz Ronaldo Bolognesi, executivo da Hidrotérmica. (Pág. 1)
Lula resgata ZPEs no fim do governo

A poucos meses do fim do seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ampliando o número de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) e tomando medidas para que saiam do papel as criadas nos governos José Sarney (1985-90) e Itamar Franco(1992-94). Pelo menos quatro ZPEs devem estar em condições de começar a operar até o fim do ano. Entre elas, uma em Alagoas e outra no Maranhão, reivindicadas respectivamente pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP).

O resgate do programa por Lula tem um simbolismo político que é explorado eleitoralmente pelos aliados do governo: o candidato do PSDB a presidente, José Serra, sempre foi um crítico desse modelo de industrialização. Já a candidata do PT, Dilma Rousseff, apoiou publicamente sua retomada. (Págs. 1 e A10)

Negócios em queda trazem alerta à bolsa
A redução de quase 20% em relação a maio dos volumes no mercado acionário em junho acendeu a luz amarela entre analistas e frustrou parte das expectativas positivas para o ano. Essa diminuição dos negócios e outros indicadores negativos, como a estagnação no número de contas de pessoas físicas no que está sendo apelidado de "junho negro", levou ao receio de que o mercado não atraia tantos investidores quanto o programado.

O cenário ficou mais pessimista com a divulgação de que o Brasil perdeu USS 4,2 bilhões em junho e US$ 735 milhões em dois dias em julho. O fluxo cambial negativo de junho é o pior desde dezembro de 2008. (Págs. 1, C2 e D1)

Foto legenda: Mais grifes a caminho
Henri-François Pinault, o bilionário chairman e CEO da PPR, dona de uma coleção de grifes famosas, está no Brasil à procura de endereços em São Paulo para abrir, num prazo de 12 a 18 meses, lojas da Balenciaga, Yves Saint Laurent, Bottega Veneta e mais uma da Gucci. (Págs. 1 e A14)

Siemens deve ser multada por usar Justiça contra concorrente
A Siemens VDO deverá ser condenada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a pagar multa de R$ 12 milhões. A empresa é acusada de ter ingressado com ações na Justiça com o objetivo de afastar concorrentes do segmento de tacógrafos (instrumentos que marcam a velocidade de veículos).

Segundo o Cade, a Siemens possui mais de 85% desse nicho e tentou fazer com que a Justiça impedisse a venda de tacógrafos de outras empresas, alegando que não tinham especificações técnicas para um bom funcionamento. A empresa negou as acusações. Ontem, em segunda votação, quatro dos sete conselheiros do Cade votaram pela condenação e dois, pela absolvição. O presidente do Cade, Arthur Badin, pediu vista. (Págs. 1 e A4)

Seca no mundo ameaça produção de trigo e arroz
A produção atual de alimentos fundamentais, como trigo e arroz, corre riscos por causa da seca em regiões da Ásia, Europa e Oceania, causada pela transição brusca do fenômeno climático El Niño para La Niña. Já há pressão sobre preços - em Chicago, o trigo teve ontem a maior alta desde janeiro. Rússia, Austrália e França, grandes produtores de trigo, reduziram as previsões para a safra 2010/11. A situação é preocupante também na Tailândia, maior exportador mundial de arroz.

No Brasil, o mesmo fenômeno de estiagem se iniciará nos próximos meses. E deverá prejudicar especialmente a safra de verão no Rio Grande do Sul. Por isso, os técnicos já recomendam a antecipação do plantio. (Págs. 1 e B12)

Um funcionário público de carreira lidera o maior IPO do mundo, o do chinês AgBank (Págs. 1 e C8)

UE aprova regras para restringir bônus de executivos de bancos (Págs. 1 e C2)

Menos fiscais, menos multas
A redução do quadro de auditores fiscais do trabalho compromete a fiscalização das empresas que contratam empregados sem registro em carteira. (Págs. 1 e A2)

Inflação desacelera
Os dois principais índices de inflação no país surpreenderam o mercado com resultados abaixo das projeções, levantando dúvidas sobre a necessidade de manutenção do ritmo de alta dos juros. (Págs. 1, A3 e C2)

Imposto sobra maconha
A amara Municipal de Long Beach, na Califórnia, aprovou a realização de plebiscito sobre a criação de imposto na venda de maconha. Várias cidades do Estado querem ampliar o uso legal da droga. (Págs. 1 e A11)

US$1 bi em videogmes
O serviço on-line de videogames Xbox Live da Microsoft ultrapassou, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão em receitas, ajudado pejas vendas de filmes e acessórios de avatares. (Págs. 1 e B2)

Do Nordeste para o Sudeste
A Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte, uma das maiores fabricantes de bens de consumo do Nordeste, com receita brota anual de R$ 240 milhões, analisa a possibilidade de atuarem São Paulo. (Págs. 1 e B4)

Minha Casa, Minha Vida
Primeira construtora a divulgar resultados do primeiro semestre, a Direcional Engenharia, empresa de Minas que atua no mercado de baixa renda, registrou aumento de 68% nas vendas contratadas. (Págs. 1 e B6)

Gyotoku em recuperação judicial
A Cerâmica Gyotoku entrou com pedido de recuperação judicial no dia 30 de junho para enfrentar uma situação de alto endividamento, agravada pela crise financeira internacional. (Págs. 1 e B8)

Reabertura do mercado?
BM&FBovespa, CSN, Banco Mercantil do Brasil, Banco Votorantim, Magnesita, Sabesp e Gol estão testando o mercado externo para tentar captar via bônus antes das férias no hemisfério Norte. (Págs. 1 e C1)

Fundos elevam captação
Depois de perder R$ 4,51 bilhões na semana encerrada no dia 25; o setor de fundos de investimento ensaia recuperação. Nos dois primeiros dias úteis de julho, obteve captação líquida de R$ 4,55 bilhões. (Págs. 1 e D2)

Vale vende 60% da MVM
A Vale vendeu 60% do capital total da empresa MVM Resources International, que controla e opera o projeto de Bayóvar, no Peru. A mineradora brasileira continuará no capital de Bayóvar. (Págs. 1 e D4)

Ideias
Ribamar Oliveira

Judiciário argumenta com folga no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para pedir aumentos salariais. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Fabio Wanderley Reis

A Copa na África do Sul coroa, por assim dizer, o claro talento dos africanos e seus descendentes para o jogo. (Págs. 1 e A13)

Primeira Página
Empresas engavetam os projetos de termelétricas
Lula resgata ZPEs no fim do governo
Negócios em queda trazem alerta à bolsa

Editorial
Campanha ruim começa sem programas de verdade

Opinião
A década da América Latina e do Caribe :: Luis Alberto Moreno
Pela transparência na divulgação da remuneração :: Gilberto Mifano e Heloisa Bedicks
Frase do dia
Cartas de Leitores

Colunas
Ribamar Oliveira
Fábio Wanderley Reis
Eduardo Campos
Raymundo Costa
Alessandra Bellotto

Política
Curtas
Oposição tenta fechar brecha à volta da CPMF
Piso nacional para policiais é fixado em R$ 3,5 mil
LDO é aprovada sem regra de reajuste do mínimo
Regras para resíduos sólidos são aprovadas no Senado
Serra disputa reduto mais longevo do PSDB
Dilma duvida de Bolsa Família em dobro
Para Marina, combate à pobreza, está no DNA
Senado aprova criação de estatal para gerir pré-sal
Adiada votação de lei de defesa da concorrência
Abert defende limite a estrangeiro na rede
Sob pressão aliada, Lula amplia ZPEs
Depois de Sarney, programa foi relegado


Brasil
Na Tanzânia, Lula diz que ricos querem tabelar os preços das commodities
Avanço de chineses na África preocupa Brasil
G-20 só tem discutido preocupação com movimentos especulativos
Previdência antecipa benefícios para vítimas da chuva
Confaz tenta resolver problema com Fundeb
Ministério do Trabalho reduz ações de fiscalização e multa menos empresas
Inflação muda de rota e desacelera em junho
IBGE vê efeito da Copa no consumo e, consequentemente, na queda de preços
"BC precisa mudar", diz professor
Curtas
Processo inédito pode multar Siemens


Internacional
Eleito na Colômbia adota tom conciliador antes de tomar posse


Empresas & Tecnologia
Demanda por crédito do BNDES chega a R$ 973 mi
Bertin atrasa seis usinas termelétricas
AES e Duke: edital a cumprir
Gerdau vai estrear em 2012 na produção de aços planos no país
Alocação de capital preocupa setor
Evolução é a chave da Thomson Reuters
Direcional aumenta vendas em 68%


Finanças
Aversão a risco provoca maior saída líquida de dólares do país em 18 meses
Empresas medem apetite e tentam emplacar emissões
Aversão a risco provoca maior saída líquida de dólares do país em 18 meses


Investimentos
Caixa capta R$ 4 bilhões em junho
Parada técnica na bolsa?
Setor de fundos se recupera no início de julho
Empresa vende fatia em projeto no Peru


Agronegócios
Infraestrutura no foco dos cotonicultores
Safra termina e exportações de café recuam 6%
Seca derruba safra de grãos pelo mundo
Para evitar efeitos do La Niña, produtor pode antecipar plantio no Sul do Brasil
Indústria de suco mapeará emissões


Legislação & Tributos
Receita conclui em 2011 escrituração eletrônica

RESUMO DOS JORNAIS: ESTADO DE MINAS


Manchete: Muito pior do que se podia imaginar
Suspeito de ser o mandante do sequestro e provável assassinato da ex-amante Eliza Samudio, com quem teria um filho, o goleiro Bruno se entregou à polícia ontem no Rio. Também foi preso o empregado do jogador, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que teria coordenado a execução do crime. Exame de DNA confirmou que o sangue encontrado na Ranger Over de Bruno é de Eliza. Um adolescente de 17 anos, detido na casa de Bruno, provocou uma reviravolta no caso. Ele contou que viu quando um homem chamado Neném, depois de matar Eliza, jogou a mão dela para quatro cães da raça rottweiler. Ele levou a polícia a uma casa em Vespasiano, na grande BH, onde havia 10 rottweilers. Mas no local não foram encontrados restos mortais da jovem. (Págs. 1 e 21 a 24)

Deputado federal: Gastos com a campanha sobem 523%
Estimativa média de gastos feita à Justiça Eleitoral para este ano é de R$ 4,25 milhões, 523% mais alta que em 2002 (R$ 681 mil). Aperto na fiscalização obriga partidos a projeções mais realistas. (Págs. 1 e 3)

Tecnologia: Apple avança graças a loja na internet
Venda de iPads e iPhones ajuda, mas loja virtual de aplicativos é apontada como principal segredo para aumento do valor de mercado da empresa de Steve Jobs. (Págs. 1 e 13)

Direitos humanos: Pressão leva Cuba a soltar presos políticos
O anúncio foi feito pela Igreja Católica. O governo aceitou libertar 52 das 75 pessoas presas em 2003 por exigirem liberdade para os meios de comunicação na ilha caribenha. (Págs. 1 e 18)

Energia: Conta de luz vai subir 6% ano que vem
O aumento médio da tarifa será provocado pela maior geração nas termelétricas para preservar o nível das represas das hidrelétricas. Até 2013, a alta chegará a 30%. (Págs. 1 e 16)

Primeira Página
Gastos com a campanha sobem 500%

Editorial
Farra de empenhos

Colunas
Em dia com a política :: Baptista Chagas de Almeida

Política
Campanha com menos ficção
Briga digital
Fichas-sujas e prósperas
Duelo verbal nas ruas
Estratégias distintas e populares
Aberta a troca de farpas
Candidaturas começam a cair

Economia
Senado aprova a estatal do pré-sal

Nacional
União ficará sem R$ 10 bi em multas
Divórcio vai ser imediato
Pais não poderão envolver filhos em brigas conjugais


Internacional
Cuba anuncia libertação de 52 presos políticos





RESUMO DOS JORNAIS: JORNAL DO COMÉRCIO

Manchete: Homicídios caem mais que meta oficial
Com uma redução de 13%, índices contabilizados de janeiro são os mais baixos dos últimos oito anos. No primeiro semestre de 2009, foram 2.120 assassinatos no Estado, contra os atuais 1.862. Mês passado foi o menos violento. (Pág. 1)

Bruno se entrega. Brutalidade do crime choca o País
Bruno na chegada do goleiro à Divisão de Homicídios, no Rio. Jovem envolvido na morte da ex-amante do atleta diz que viu mão da vítima ser atirada aos cães. Jogador nega as acusações. (Pág. 1)

134 milhões de eleitores podem ir às urnas em outubro (Pág. 1)

Em decisão histórica, Cuba aceita libertar 52 presos políticos (Pág. 1)

Leptospirose avança no Estado
Cresce o número de casos suspeitos entre vítimas da chuva e já são nove as mortes (...). (Pág. 1)

Lei do divórcio (Pág. 1)

 
Primeira Página
134 milhões de eleitores podem ir às urnas em outubro

Colunas
Cláudio Humberto
Pinga Fogo

Editorial
Autoridade democrática

Política
Eduardo antecipa atos com Armando e Humberto Costa
Lewandowski vê danos das chuvas
Capital e trabalho na suplência de Armando
“Pensei que seria de Humberto”
Jungmann de orelha quente
Xavier, o mais rico dos majoritários do Estado
O amor à velocidade nas declarações de bens
José Alencar é internado em SP

Economia
Senado aprova licença de seis meses
Salário mínimo será negociado com centrais
Efeito Copa controla os preços

Capa Dois
Brasil tem mais de 20 mil candidatos
Serra e Dilma trocam farpas em São Paulo

Brasil
Alienação parental terá punição
Nível superior para professor
Aprovado divórcio direto


Cidades
Enem inscreve até amanhã







RESUMO DOS JORNAIS: ZERO HORA


 
Manchete: Licença-maternidade de seis meses ganha impulso no Senado
Ampliação do benefício em empresas privadas passará por nova votação na Casa, que ontem também tornou lei projeto que acelera o processo de divórcio. (Págs. 1 e 47)

Um goleiro enredado
Suspeito do sumiço de Eliza Samudio e com prisão temporária decretada, Bruno se entregou à polícia do Rio ontem. (Págs. 1, 4 e 5)

Exclusivo: Caso Eliseu: Empresário preso dá sua versão
Suspeito de arquitetar morte de secretário, Jorge de Mello fala pela primeira vez. (Págs. 1 e 49)

Supersalários: Executivo poupou R$ 14,5 milhões em cortes
Economia é gerada desde outubro de 2007, quando Estado passou a limitar vencimentos ao teto. (Págs. 1 e 8)

Primeira Página
Licença-maternidade de seis meses ganha impulso no Senado
Executivo poupou R$ 14,5 milhões em cortes

Editorial
Respeito ao teto
Candidatos sob suspeita

Colunas
Paulo Sant'Ana
Página 10 :: Rosane de Oliveira

Política
Desde 2007, Estado poupou R$ 14,5 milhões com cortes
Justiça nega Indenização a citado em livro
Vice sofre crise de hipertensão
Patrimônio de candidatos demonstra amor à velocidade
PDT define nominata de deputados
Procurador quer impedir trabalho de menores de 16
“É inadmissível”
Câmara paga aluguel de R$ 29 mil
Bolsa-Família no centro do debate entre Dilma e Serra
Marina ironiza postura de adversários
Tucano gaúcho denuncia Dilma

Economia
Senado aprova criação em votação simbólica
Receita libera nova consulta ao IR
IPCA ficou estável em junho
Mínimo fica sem regra de reajuste

Campo e Lavoura
Preço mínimo do trigo vai parar na Justiça

Geral
Sobem casos de dengue no país
Índios invadem Funai no Norte
Ex-secretário diz que não volta à EPTC
Entidades contra o Estatuto da Igualdade
“Voz do Brasil” pode ganhar novo horário
Dois meses a mais de licença-maternidade
Lei acaba com o prazo para divórcio
Outros projetos


Mundo
Pelo mundo


Esportes
Logomarca dá a largada para 2014



7 de julho de 2010

NEM O BARÃO NEM O CHEFÃO

O ESTADO DE S. PAULO

ROLF KUNTS

Nem o Barão nem o Chefão:: Rolf Kunts

Dom Vito Corleone jamais cursou uma faculdade e nunca foi diplomata, mas sabia falar com economia e precisão. Dava um recado sério quando usava as palavras "só negócio, nada pessoal". Falta essa clareza à diplomacia brasileira, talvez porque a sua percepção dos interesses e valores seja menos clara que a do chefão criado por Mario Puzo. O chanceler Celso Amorim teve uma educação e uma experiência internacional inacessíveis ao velho mafioso, mas seu discurso é muito menos convincente. "Negócios são negócios", disse o ministro à imprensa brasileira, na Guiné Equatorial, para explicar - e justificar - a boa vontade do governo brasileiro em relação ao ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.



A Guiné Equatorial foi a segunda escala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem à África iniciada no último fim de semana. Foi uma visita de Estado e o presidente africano foi convidado, como era previsível, a retribuí-la. Este convite foi um dos poucos detalhes normais nessa operação diplomática. A maior parte dos outros atos só se explica pela combinação das duas marcas principais da diplomacia petista, a vocação para as trapalhadas e a atração pelo autoritarismo.



O mau uso da palavra "negócio" nas explicações do chanceler brasileiro reflete essa dupla característica da atual política exterior. Para começar, o governo brasileiro pagou certamente mais que o necessário para promover os interesses do País na relação com a Guiné Equatorial. Quase nulo até o ano 2000, o comércio bilateral chegou a US$ 414,22 milhões em 2008 e no ano seguinte, em consequência da crise, recuou para US$ 302,84 milhões. A Guiné tem sido superavitária, exportando hidrocarbonetos e importando alimentos e produtos industriais do Brasil. Só para equilibrar o intercâmbio, os brasileiros deveriam exportar uns US$ 200 milhões a mais.



Há, portanto, boa margem para expansão das trocas. Um bom trabalho de promoção de comércio e investimentos poderia facilitar o aumento dos negócios. Mas o governo brasileiro aceitou pagar um sobrepreço por esse resultado. Comprometeu-se a apoiar o ingresso da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, embora esse idioma não seja o seu idioma corrente. Além disso, o presidente Lula e seu colega Obiang "renovaram", na declaração conjunta, "sua continuada adesão aos princípios da democracia, ao respeito dos direitos humanos e ao Estado de Direito". Poderia ser uma boa piada, se o presidente Lula não envolvesse nessa jogada o nome do Brasil.



Não houve nesse lance nem a fidelidade a princípios, nem o cálculo estritamente realista. As melhores tradições da diplomacia brasileira foram abandonadas em 2003, quando o presidente Lula recauchutou a velha bandeira do terceiro-mundismo. O distanciamento aumentou quando o governo passou a usar essa bandeira para promover uma ambição irrealista de liderança em relação aos países em desenvolvimento.



Os preços pagos por uma liderança nunca reconhecida de fato fora das fronteiras do Brasil foram sempre muito altos. O governo brasileiro se dispôs a engolir e a justificar desaforos dos parceiros sul-americanos, como se isso bastasse para consolidar sua preeminência regional. Nunca deu certo.



No comércio, a retribuição veio na forma de barreiras contra produtos brasileiros e de aumento de importações da China. No campo dos investimentos, houve ações contra interesses da Petrobrás e tentativas de rompimento de contratos. Na articulação diplomática, o Brasil colecionou derrotas incomuns. Não obteve apoio para eleger candidatos à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem à presidência do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). No caso da OMC, os africanos apresentaram candidato próprio e acabaram, na rodada final, apoiando o nome apresentado pelos europeus.



Na América Latina, os governos das maiores economias têm rejeitado a pretensão brasileira de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Quando o presidente Lula resolveu intrometer-se nas discussões sobre o programa nuclear do Irã, ficou falando quase sozinho. Os dois Brics com assento permanente no Conselho de Segurança, Rússia e China, apoiaram as sanções propostas por americanos e europeus.



O Barão do Rio Branco certamente não reconheceria princípios nem interesses nacionais nesse arremedo de estratégia diplomática. Dom Vito Corleone acharia estranhíssimo o uso da palavra "negócio". Mas gente como Teodoro Obiang Nguema Mbasogo deve gostar muito.