2 de maio de 2010

Manchete: Fome Zero, sete anos depois - A comida chegou, mas a pobreza continua...

Em Guaribas, no interior do Piauí, 96% dos moradores recebem o Bolsa Família, mas a situação de miséria permanece. A falta de infraestrutura ainda impressiona. Em alguns povoados, é necessário caminhar uma hora para conseguir pegar água. Em Itinga, a paisagem mudou com a construção de uma ponte sobre o Rio Jequitinhonha. No entanto, a cidade do interior de Minas Gerais aparece em último lugar em um indicador de responsabilidade social no estado. Já em Brasília Teimosa, aquela das palafitas, a transformação é maior: os casebres paupérrimos deram lugar a um bairro valorizado em Recife.
Como anda sua vida sexual?

Ministro Temporão recomenda cinco relações por semana, mas a média nacional está distante: são, no máximo, três a cada sete dias. Faça um teste para saber como está a sua performance na cama. (págs. 1, 10 e 11)

Brasil atrai mão de obra especializada de todas as partes do mundo. (pág. 1, Trabalho & Formação Profissional, Capa e pág. 2)

Primeira página
Fome Zero, sete anos depois - A comida chegou, mas a pobreza continua...

Opinião
Visão do Correio :: LRF: uma lei que conta
Por que não sexo? :: Ana Dubeux
Relações entre poderes :: Maurício Corrêa
Política externa, eleições e academia :: José Flávio Sombra Saraiva

Colunas
Marcos coimbra
Nas Entrelinhas :: Alon Feuerwerker
Brasília-DF :: Luiz Carlos Azedo
Brasil S/A :: Antonio Machado
Visto, Lido e Ouvido :: Ari Cunha

Política
Com direito a comida, mas ainda muito pobres
Oportunidade de melhorar a vida
Das antigas palafitas, sobraram as fotos
Autógrafo na agenda
Benefício estimula devoção
Em vez de barba, gel no cabelo
Atos de apoio a Dilma
Serra de olho nos evangélicos
Pressionado, PT mineiro vai às urnas

Economia
No topo das decisões
Resistência à vista
Cobiça ameaçou Belo Monte
Uma década de ajuste forçado
Manifestação violenta na Grécia

Brasil
O Ministério adverte. Mas cinco é demais?
Quantidade sem qualidade
Fazendeiro pega 30 anos

Mundo
Todos contra o Arizona
Uma fronteira em ebulição

Cidades
O vale-tudo por um mandato
Conselheiro na berlinda
Cultura vasta, mas presa

Suplemento
Emprego sem fronteiras
Na mira dos gringos
Imagens sonoras

Esportes
Presidente fiel, imperador infiel

RESUMO DOS JORNAIS: ESTADÃO

Manchete: Governo acelera benefício social para mais 3,2 milhões

Alguns programas deverão receber neste ano eleitoral mais recursos do que jamais tiveram na gestão Lula

Em ano eleitoral, o governo federal está acelerando a inclusão de pelo menos 3,2 milhões de pessoas em programas sociais, informa a repórter Lisandra Paraguassú. Em alguns casos, a meta para 2010 é 70% maior do que todos os benefícios distribuídos em anos anteriores. Os novos beneficiados dos programas Agente Jovem Adolescente (Desenvolvimento Social) e Segundo Tempo (Esportes) somam, ao lado do Bolsa-Família, um contingente equivalente ao total de eleitores de Alagoas e Sergipe. O alto investimento também alcança o Ministério da Justiça. A construção de presídios deverá ter o que não recebeu em sete anos. O Ministério da Educação entregará, num ano, mais ônibus e barcos de transporte escolar do que nos três anos anteriores. (pág. 1, Nacional, págs. A4 e A6)

Estudo questiona Bolsa Família
Estudo da USP e da Universidade de Minnesota mostra que os programas de transferência de renda levam mais crianças à escola, mas têm pouco resultado na permanência e no rendimento dos alunos, relata Adriana Carranca. "O importante agora, e que ainda não foi feito, é analisar o custo-benefício do Bolsa Família", diz a pesquisadora Ana Lúcia Kassouf. (pág. 1, Metrópole e pág. C1)

Déficit da indústria já supera US$ 7 bilhões

Real valorizado, demanda forte e baixo investimento em tecnologia estão ampliando o déficit da balança comercial da indústria. No primeiro trimestre do ano, o rombo chegou a US$ 7,1 bilhões, na comparação com os US$ 2,7 bilhões de igual período de 2009. No caso de produtos mais sofisticados, como eletrônicos, carros ou máquinas, chegou a US$ 13,6 bilhões, superando os US$ 12,7 bilhões de 2006. (pág. 1, Economia e págs. B1 e B3)

Fernando Henrique
Construir sem demagogia

O embate entre PSDB e PT dura 17 anos.
É tempo de reavaliar diferenças e críticas recíprocas. (pág. 1, Espaço Aberto e pág. A2)

Primeira Página
Governo acelera benefício social para mais 3,2 milhões
Estudo questiona Bolsa- Família
Déficit da indústria já supera US$ 7 bilhões

Editorial
Saneamento lento demais
A nova paleta americana
A semana jogou um pouco de água fria no otimismo

Espaço Aberto
Construir sem demagogia :: Fernando Henrique Cardoso

Colunas
Dora Kramer
Celso Ming
Sinopse :: Daniel Piza
Direto da fonte :: Sonia Racy

Opinião
O poder das balzaquianas :: Gaudêncio Torquato

Nacional
Lula acelera inclusão de 3,2 milhões de pessoas em programas sociais
Com subsídio da caixa e do pai
Gasto em presídios supera 70% do investido desde 2003
Meta é dobrar total de veículos escolares
Estudo mostra limites do Bolsa-Família
''Estado'' promove debate entre presidentes do PSDB e do PT
Para Lugo, um rico... Futuro
Em eventos do 1º de Maio bancados por estatais, Lula faz discurso pró-Dilma
PSDB ainda sonha com Aécio para formar chapa puro-sangue
PSB lança pré-candidatura de Renato Casagrande ao governo
PT vai ao ataque para barrar o apoio de PP e PTB a Serra
PT contraria Lula e faz prévias em Minas
PSDB indica amanhã se apoia Aníbal ou Aloysio para Senado
O Ciro de sempre e o voto regional
Submarinos brasileiros começam a sair do papel
Simulador de voo na Amazônia
''Presidente forte ameaça democracia''
Quem é

Economia
Saldo comercial com produtos básicos esconde rombo bilionário da indústria
Classificação segue regras da OCDE
Panorama econômico
O eleitor e a reforma do Estado
Investimento em tecnologia explica gigantismo chinês
Um em cada 5 produtos eletrônicos vem de fora
Alta do gasto público é a maior em 7 anos
Regime fiscal já não é o mesmo no País, diz economista
Maquiagem contábil atropela lei
Brasil cresce mais que EUA
O mercado de trabalho está muito pressionado
Congresso examina propostas para alterar a legislação
Complemento da lei espera há 10 anos no Congresso
Complemento da lei espera há 10 anos no Congresso
Ação de país avançado sobe mais em 2010
Brasileiros vão poder comprar ações dos EUA
Diesel de cana chega às ruas paulistas
O mundo avança lentamente para um futuro melhor
''Estatal de banda larga não resolve''
Pena que Lula não lê nada

Vida&
Porto causa revolta do setor turístico
Para governo, projeto salvará a região da crise
Universidade vive conflito de gerações com invasão de alunos ''pós-trintões''

Internacional
Cúpula nuclear fará pressão sobre EUA
A ligação de Lugo com a guerrilha paraguaia
No 1º de Maio, Evo nacionaliza setor elétrico

Metrópole
Rio cerca tráfico e até polícia já teme guerra

Esportes
''Não há Copa do Mundo no Brasil sem São Paulo''

Aliás
Um debate atrasado e urgente
Procurados para sempre

RESUMO DOS JORNAIS: FOLHA DE SÃO PAULO

Manchete: PF vê fraude bilionária em 5 obras da Petrobras

Acerto de empreiteiras elevou custo em R$ 1,4 bi; estatal e empresas negam

Ao menos cinco grandes obras da Petrobras licitads no governo Lula foram alvo de acordos e manobras clandestinas de empreiteiras que resultaram, de acordo com a Polícia Federal, em custo adicional de R$ 1,4 bilhão, informam Leonardo Souza e Renata Lo Prete. Segundo a PF, as construtoras participaram indiretamente da elaboração dos editais, para limitar a concorrência, e combinaram previamente o lance vencedor dos certames. Em um dos casos, o acerto incluiu a divisão "por fora" do sobrepreço imposto à petrolífera. Entre as obras investigadas estão a Refinaria do Nordeste e a Refinaria do Vale do Paraíba; ao todo, os valroes contratados pela estatal somam R$ 5,9 bilhões. Os documentos da PF incluem Camargo Corrêa e GDK entre as empreiteiras participantes do conluio. A Petrobras nega superfaturamento nas cinco obras e diz que seus critérios são diferentes dos da PF, o que, segundo a estatal, explica a divergência de valores. A GDK negou irregularidade, e a Camargo Corrêa não quis se manifestar sobre o assunto. (págs. 1, A4 e A6)

1º de Maio pago por estatais vira ato a favor de PT e Dilma em SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, usaram ontem a festa do 1º de Maio da Força Sindical em São Paulo para elogiar o governo do PT. Lula também atacou o que chamou de "parte da elite brasileira". O evento foi patrocinado com R$ 1 milhão de estatais federais. Sobre Dilma, Lula disse, sem citá-la: "Vocês sabem quem eu quero". (págs. 1 e A13)

Funcionalismo público puxa alta de gasto do país no exterior

Dados do Banco Central sobre contas externas mostram que os gastos de comitivas oficiais no exterior bateram recorde em 2009. Eles totalizaram US$ 55 milhões, um salto ante os US$ 37 milhões gastos em 2008. Segundo o governo, a alta se deve ao crescente protagonismo do Brasil nos principais fóruns de discussão, somado à necessidade de intensificar visitas comerciais e ao esforço para sediar a Olimpíada de 2016. (págs. 1 e B4)

Ilustrada
Canudos, onde 73% têm Bolsa Família, ganha 1º cineclube. (págs. 1 e E1)
Primeira Página

PF vê fraude bilionária em 5 obras da Petrobras
1º de Maio pago por estatais vira ato a favor de PT e Dilma em SP
Funcionalismo público puxa alta de gasto do país no exterior
Canudos, onde 73% têm Bolsa Família, ganha 1º cineclube

Editorial
Acordo nuclear
Novos Estados

Opinião
São Paulo - Clóvis Rossi: Questão social, questão policial
Brasília - Eliane Cantanhêde: Direita, volver!
Emílio Odebrecht: Os novos imigrantes
Erramos

Colunas
Painel
Janio de Freitas
Elio Gaspari
Mercado Aberto
Albert Fishlow
Vinicius Torres Freire
Luiz Gonzaga Belluzzo
Outro Canal

Tendências Debates
Luis Alvaro Oliveira Ribeiro: Como segurar os meninos da Vila?
Almino Affonso: Cidadania e direito de asilo

Brasil
Fraude na Petrobras provoca rombo de R$ 1,4 bi, afirma PF
Estatal nega superfaturamento das obras
Leitor aprova cobertura eleitoral da Folha
São Paulo: PSDB nomeia indicados de Quércia no 1º escalão
Título de eleitor: Cartórios eletorias ficam abertos hoje
1º de Maio em SP vira ato de apoio a Dilma
Dividido, PT-MG faz prévia para o governo
Campanha de Dilma é prioridade, mas precisa de Minas, diz Patrus
Pimentel diz que partido perdeu tempo com discussão regional
PSDB fará nova representação à Justiça Eleitoral
Governo pode manter política de ganho real para aposentado
Sucessão de Lula deve ter recorde de candidatos na disputa desde 1989
Rio de Janeiro: Evangélicos querem propor aliança a Serra
Em SC, Serra pede oração a evangélicos

Dinheiro
Fundos de pensão passam por onda de fusões e cisões
Mudança em fundo pode afetar projeto de aposentadoria
Servidores puxam alta de gasto no exterior
Despesa de brasileiros lá fora cresce 74%
Empresas de ônibus tentam "retomar" passageiro de avião
Petrobras vai estimar pré-sal antes da ANP
Projeto de lei na Câmara dos Deputados prevê multa por atraso na entrega

Mundo
Estatização não passa de 30%, diz Chávez
"Império impede aproximação com Obama"
Chávez aproveita público fresco para "los cuentos"
Evo Morales nacionaliza 4 geradoras de eletricidade
Cidade paraguaia sob exceção comemora segurança "importada"

Cotidiano
Fernandinho Beira-Mar quer estudar gestão financeira
Traficante obteve notas acima da média
Congresso "empurra" para Justiça questões polêmicas
OEA determina que Brasil melhore as condições de presos

Esportes
Lula visita o Corinthians, pede empenho ao time, gol a Ronaldo e é imitado

Ilustrada
A terra, o homem, a luta, o cinema
Cineclube disputará com missa e TV
Elegia de uma nacionalidade abortada

RESUMO DOS JORNAIS: O GLOBO





Manchete: Legalização de casas em favelas só chega a 13%

Lula prometeu regularizar 1 milhão de residências, mas alcançou 136 mil

Sete anos depois de ser lançado com estardalhaço pelo governo federal, o programa Papel Passado, que previa regularizar títulos de propriedade em áreas pobres, pouco progrediu. A meta inicial previa beneficiar um milhão de famílias até 2006, mas até hoje apenas 136 mil famílias têm os títulos de suas propriedades registrados em cartório - só 13% do prometido, informa Catarina Alencastro. Outras 234 mil famílias receberam o documento, mas falta registro cartorial. O Ministério das Cidades diz que investiu R$ 50 milhões no programa e reconhece o atraso, mas diz que esbarra em dificuldades burocráticas. No Rio, na comunidade Quinta do Caju, uma das primeiras a ser incluída no projeto, só 23,6% das escrituras foram emitidas. "Não temos, no papel, tudo o que construímos", queixa-se a auxiliar de serviços gerais Georgina Luiz, que apelou à Defensoria Pública para tentar obter a escritura correta da casa. (págs. 1 e 3)

BNDES multiplica crédito a empreiteira

Com cada vez mais peso na economia brasileira e altamente financiadas pelo Estado, grandes empreiteiras, como Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Mendes Júnior, detêm hoje importantes concessões e comandam grandes indústrias. Os desembolsos do BNDES em infraestrutura quadruplicaram em sete anos, para R$ 48,6 bilhões no ano passado. (págs. 1 e 39)

Conselhos de estatais dão abrigo a aliados
Ao largo de critérios técnicos, conselhos de estatais e bancos públicos abrigam ministros, nomes do segundo escalão e aliados do governo. Os salários chegam a R$ 14 mil para ir a uma reunião mensal. (págs. 1 e 4)

Rio defende Porto olímpico em 2016

A prefeitura vai propor ao COI a transferência, da Barra para o Porto, de instalações esportivas e de apoio aos jogos de 2016. O objetivo é revitalizar a Zona Portuária e a área da Francisco Bicalho. (págs. 1, 18 e 21)

Primeira Página
Legalização de casas em favelas só chega a 13%
BNDES multiplica crédito a empreiteira
Conselhos de estatais dão abrigo a aliados
Rio defende Porto olímpico em 2016

Editorial
Desfavelização sem preconceitos
Soluções inadiáveis para o sistema penal

Opinião
Quem diria... :: Rosiska Darcy de Oliveira
Tiro no pé :: Aloizio Mercadante
Construir sem demagogia :: Fernando Henrique Cardoso

Colunas
Panorama Político :: Ilimar Franco
Merval Pereira
Panorama Econômico :: Míriam Leitão
Elio Gaspari
Ancelmo Gois

O País
Escreveu, mas não escriturou
Na favela-piloto, 76% ainda à espera
Governo abriga ministros e aliados nos conselhos de estatais e de bancos
Seminário no Rio debate liberdade de imprensa
Ação judicial é usada para intimidar mídia
Uma comenda com critérios não muito claros
Entre agraciados, funcionários de agência de viagem
' Vocês sabem quem eu quero', afirma Lula
'Serra não gosta de trabalhadores', diz Paulinho
Mistura de política e religião, com homofobia
Ex-governador afirma que caravanas não são para plataforma eleitoral
Procuradora representará no TRE
Dilma ainda procura seu espaço na campanha
Discurso político com direito a blablablá
Marina critica Serra e Dilma
CNJ vai fiscalizar hospitais de custódia
Uma gestão marcada pela discrição
Comando do PT ainda tenta dobrar petistas de Minas
Não podemos ficar parados esperando o PT
Serra: sem Ciro, nordeste é o alvo

Economia
Empreitada oficial
TV paga crescerá até 20% no país este ano e banda larga é oportunidade
Empresas chinesas de olho no Brasil
Herança da hiperinflação limita queda de juros
Reduzir meta de inflação levaria a taxas menores
Empreiteira planeja empresa como BNDES

O Mundo
Brasileiros mudam tráfico no Paraguai

Rio
A nova âncora do Porto
Mercado da Barra pode ficar saturado

Segundo Caderno
SAv e Ancine, uma relação sempre delicada

Morar Bem
Vila do Pan, uma lição para 2016
Caixa espera fazer, em breve, outro leilão, desta vez, de 60 apartamentos

1 de maio de 2010

Direto ao Assunto com a ex-ministra do Presidente Lula: Episódio #02

Pânico no quartel general!

Direto ao Assunto com a ex-ministra do Presidente Lula. Episódio #01

Dá pena essa candidata

LULA, DILMA, CUT E FORÇA SINDICAL SÃO ALIADOS PORQUE TEM O MESMO OBJETIVO

Quem diria ? Em politica tudo é possivel. Nada surpreende, principalmente quando o PT está envolvido. Não faz muito tempo que a turma do PT queria abrir uma CPI para apurar denuncias contra o presidente Força Sindical.
A razão foi porque o presidente da Força que se elegeu Deputado usando os recursos da central que dirige, estava sendo acusado de uma série de irregularidades . As principais acusações era desvio de recursos, lavagem de dinheiro.
O tempo passou e e hoje a Força Sindical se tornou aliada e amiga do governo e do PT. Ai dá pra ver que o negócio da cumpanheirada, incluindo Lula, Dilma, CUT, Força Sindical, PT e sua candidata é só de enganar a classe operária em beneficio próprio.

LULA FAZ DISCURSO ELEITORAL EM FAVOR DE DILMA NA FESTA DA FORÇA SINDICAL

Presidente discursou para 450 mil trabalhadores na festa da Força Sindical.

Quando deixar a Presidência, vou registrar em cartório tudo que fiz', disse

Lula discursou para cerca de 450 mil trabalhadores na festa do Dia do Trabalho da Força Sindical neste sábado. O presidente brincou com a multidão: “Vocês sabem quem eu quero (que seja o sucessor).”
- “Quando deixar a Presidência, vou mandar registrar em cartório tudo o que fiz. Para que quem vier depois de mim, e vocês sabem quem eu quero, faça mais”, complementou.
Acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Lula subiu ao palco da festa da Força Sindical por volta de 11h30. Ele acenou para a multidão e chegou a colocar o boné da central sindical. Principal nome para ocupar o posto de vice na chapa de Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), fez um discurso em que exaltou o aumento do salário e do poder de compra dos trabalhadores.
Dilma acompanhou ao lado de Lula e de Marisa os discursos. Pré-candidato ao governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), fez um discurso de críticas aos problemas de gestão no estado e pregou uma mudança de postura no governo: “São Paulo tem que mudar. Não é possível os problemas no trânsito, no metrô, no trem, a violência e a forma como os professores são tratados.”
A festa da Força Sindical começou por volta das 7h e deve se estender até o começo da noite. A previsão é de que cerca de 1,5 milhão de pessoas compareça ao evento que, pela primeira vez, teve a participação do presidente Lula. Ainda neste sábado, a comitiva presidencial deve participar da festa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ocorre no Memorial da América Latina, e da festa da conjunta das centrais UGT, Nova Central e CTB, na Avenida Marquês de São Vicente.

A HORA DAS ALTEROSAS


Dora Kramer

O Estado de S. Paulo - 01/05/2010

Fazia tempo que os políticos mineiros andavam ressentidos com o fato de as eleições presidenciais não "passarem por Minas". Entrava eleição saía eleição e todas "passavam" mesmo por São Paulo, deixando, Minas há de reconhecer, o restante do País ao largo em matéria de relevância de peso nas decisões.
Pois bem, eis que chegou o momento tão ansiado por essa gente tão brejeira das alterosas: as campanhas presidenciais de governo e de oposição só querem saber de Minas Gerais, é o Estado que atrai todas as atenções, tido como o colégio (o segundo maior do País, com quase 14 milhões de eleitores) que vai definir o vencedor.
A campanha nem começou e os dois principais pré-candidatos, Dilma Rousseff e José Serra, não tiram os olhos de lá.
O tucano só não está com a vida ganha pela vantagem do apoio de Aécio Neves porque ainda precisa convencer os mineiros de que não deu uma rasteira em Aécio, tirando dele a chance de ser o candidato a presidente.
A história de fazer dele vice na chapa presidencial tampouco é vista como uma honraria. Antes como mais uma tentativa de deixar Minas no papel secundário de sempre.
Quanto ao PT, Minas Gerais é protagonista pelos votos que possa dar a Dilma Rousseff, mas também por articulações preliminares em face da eleição nacional, da disputa regional e da aliança com o PMDB, que guarda relação com os dois cenários.
O PT joga ali sua aliança local mais complicada. Não tem margem para erro. Realiza amanhã uma prévia entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias alegadamente para escolher o candidato a senador na chapa encabeçada pelo PMDB com Hélio Costa como candidato a governador.
Como nunca se ouviu falar em prévias nesse molde, o PMDB desconfia das boas intenções do parceiro. Baseia sua suspeita em declarações do PT local segundo as quais a prévia é para escolher o candidato a governador.
O que faz o PMDB? Abre conversações com outros partidos, inclusive o PSDB, e espalha que se não houver acerto em Minas fica "difícil" a aliança nacional. Blefe? Tem todo jeito.
Mas o presidente Lula faz saber ao PT mineiro 48 horas antes da prévia que a intervenção no diretório local está no gatilho. Tradução: Minas é assunto de Estado.

Tempo ao tempo.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, poderia ter manifestado seu desagrado com a manutenção do texto da Lei da Anistia sem precisar ser ofensivo com o passado da entidade que hoje preside e foi capitã do movimento pró-anistia em 1979.
"Ouvi aqui o mesmo discurso do passado, o discurso do medo", disse, no conforto da vigência das liberdades democráticas conquistadas graças à coragem de homens como Seabra Fagundes, então presidente da OAB.
Nesse aspecto, Cavalcante não é locutor mais abalizado para acusar, como acusou o Supremo Tribunal Federal, de ter perdido "o bonde da história".
O atual presidente da Ordem não parece compreender ? bem como alguns críticos da decisão ? que não há no STF nem em setor algum "medo" de reação militar. A correlação de forças hoje é inversa.
Tampouco se trata de celebrar a impunidade. Para se excluir os torturadores da anistia o caminho é a alteração dos termos do pacto firmado em 1979. Isso se faz via Congresso, por proposta de mudança da Lei de Anistia.
Sem hostilidade, na lógica do tempo presente.
Assim é. A foto da atriz Norma Bengell que provocou a polêmica sobre a tentativa de fabricar a "presença" de Dilma Rousseff na passeata dos 100 mil em 1968, continua no mesmo lugar no blog dilmanaweb.com.br.
Só pode ser teimosia baseada na avaliação de que a insistência "prova" que não houve má-fé no ato e sim "interpretação equivocada" de quem enxergou fraude numa sequência de fotos em que na primeira Dilma é Dilma, na segunda é Norma e na terceira é Dilma de novo.

BELO MONTE


O modelo estabelecido pela Dilma é soviético. Ela quer impor uma taxa de risco que a iniciativa privada não tem condições de aceitar. Aí tem de colocar a estatal (Chesf), aumentar o empréstimo do BNDES... Estão cobrando uma tarifa mais baixa e dando um desconto de 75% no Imposto de Renda. Além disso, colocaram 80% de financiamento do BNDES. O estatuto prevê 60%, porque o nível de garantia de projetos como este tem de ser de 130% do valor desembolsado. O presidente do BNDES (Luciano Coutinho) mandou um assessor me ligar e dizer que não foi só com Belo Monte, foi para todas as concessões do setor de energia elétrica.