17 de abril de 2010

RESUMO DOS JORNAIS: ESTADÃO

Manchete: Leilão é mantido e 2 grupos vão disputar Belo Monte

Cai liminar que impedia a disputa, marcada para terça-feira; estatais de energia lideram os dois consórcios
Dois consórcios disputarão o leilão para construir a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), marcado para a próxima terça-feira. A obra está orçada em R$ 19 bilhões. A inscrição foi feita ontem, depois que caiu a liminar que suspendia a operação – o Ministério Público vai recorrer. O primeiro consórcio, o Norte Energia, será liderado pela Chesf, subsidiária da Eletrobrás, com participação de 49,98%, Queiroz Galvão e Gaia Energia. Ficaram, cada uma, com 10,02% do grupo, que conta ainda com Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Serveng, J Melucelli Construtora, Contern Construções e Cetenco Engenharia. No segundo grupo, o governo incluiu duas subsidiárias da Eletrobrás – Furnas e Eletrosul. Juntas, terão 49% da participação. O consórcio, chamado Belo Monte Energia, conta ainda com Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Companhia Brasileira de Alumínio. A Eletronorte, outra subsidiária da Eletrobrás, entrará como sócia estratégia do vencedor. (págs. 1 e Economia, B1, B3 e B4)


BNDES vai financiar até 80% da obra
O BNDES participará de até 80% do investimento necessário para construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. O banco decidiu ainda ampliar o prazo total do financiamento, de 25 para 30 anos. (págs. 1 e Economia, B4)
Obras do PAC no Amazonas têm problemas
Em menos de um mês, três obras em portos fluviais do Amazonas, incluídas no PAC, apresentaram problemas. Um deles, o de Humaitá, a 600 km de Manaus, foi inaugurado pela pré-candidata Dilma Rousseff (PT) quando ainda era ministra, em 25 de março. Duas semanas depois, a correnteza do Rio Madeira e o impacto das toras que descem o rio arrastaram parte da estrutura. O governo confirmou os problemas, mas procurou minimizá-los. (págs. 1 e Nacional, A4)

Editorial
Só uma gincana diplomática
A disputa pelas agências
O STF sob a gestão de Mendes
As novas normas do BIS e a expansão do crédito

Espaço Aberto
Os abusos de poder de Lula
Justiça social e liberdade
Colunas
Celso Ming – Os grandes problemas apenas começaram. A guerra judicial não é o problema mais sério em relação a Belo Monte. As incertezas sobre o projeto, carro-chefe de Dilma, são enormes. (págs. 1 e Economia, B2)
Dora Kramer
Direto da fonte :: Sonia Racy

Nacional
Em um mês, três obras do PAC no Amazonas apresentam problemas
No Sul, Dilma nega sofrer resistência da classe empresarial
Na TV, PMDB se associa a vitrines sociais do governo
Ataque de Ciro reduz seu espaço no PSB
Serra faz corpo a corpo com eleitores em AL
''Nós, do PT'', diz Marina, em ato falho
Decisão do STF obriga extradição, avalia advogado
Sai acórdão que faltava para Lula decidir caso Battisti
Dilma usa ações do governo para contestar CPT
Distritais escolhem hoje novo governador do DF

Economia
Dois consórcios disputam Belo Monte
Capitalização da Petrobrás
Para TRF, usina não ameaça índios
BNDES vai financiar até 80% de Belo Monte
BB se prepara para anunciar a compra do Patagônia
Governo descarta reajuste maior que 7% a aposentado
Manifestantes fazem lavagem simbólica da Fiesp pelas 40 horas
Previsão da MP era de reajuste de 6,14%
Para procurador, bancos devem assumir perdas de planos
Declaração conjunta do Bric enfatiza ação no G-20
Bric reforça o poder individual de cada país
EUA iniciam processo para liberar carne de SC
Goldman Sachs é acusado de fraude
O próximo incêndio
EBX negocia nova usina siderúrgica
Porto pode ter unidade para processar petróleo
Para a siderurgia, crise ainda não acabou, diz Jorge Gerdau
Petrobrás busca novo sócio para alcoolduto
Aço plano pode ter alta de 9% no 3º trimestre
Reestruturação chega ao fim na Cerradinho
Pão de Açúcar e Casas Bahia longe de acordo

Vida&
Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Estados não atingem meta de vacinação

Internacional
Brasileiros que não viajaram podem pedir dinheiro de volta
Brasil e Turquia afinam posição sobre Irã

RESUMO DOS JORNAIS: FOLHA DE SÃO PAULO



Serra mantém dianteira sobre Dilma


Datafolha mostra Marina à frente de Ciro pela 1ª vez, mas diferença entre os 2 está dentro da margem de erro
Pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 mostrou José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto entre 28% de Dilma Rousseff (PT). É a primeira enquete após o lançamento da candidatura tucana, no sábado passado. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%. A oscilação está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
Pela primeira vez Ciro Gomes (PSB) aparece numericamente atrás de Marina Silva (PV), embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.
Quando Ciro Gomes não figura no quadro de candidatos – há ainda dúvidas se o PSB vai lançá-lo oficialmente-, a diferença entre Serra e Dilma se alarga um pouco. O tucano fica com 42% ante 30% da petista. Marina Silva vai a 12%.
A avaliação de Luiz Inácio Lula da Silva continuou a melhor entre os presidentes eleitos pelo voto direto, apesar de ter oscilado negativamente: 73% acham a administração do petista ótima ou boa; na pesquisa anterior, eram 76%. (págs. 1, A4 e A6)

Josias de Souza – Lula protagoniza a própria sucessão

O protagonista da sucessão de Lula é, por ora, o próprio presidente. Serra tornou-se um candidato sui generis. Representa a oposição, mas não se opõe a Lula.
Dilma não logrou livrar-se de seu vício: é “lulodependente”. Mas há 14% que votariam no nome apoiado por Lula e ainda nem sabem que ela é candidata. (págs. 1 e A6)

Eletronorte vai ser a operadora de Belo Monte, decide Planalto

Depois de pressões dos dois consórcios, o governo Lula decidiu que a Eletronorte será a operadora da hidrelétrica de Belo Monte (PA), não participando diretamente do leilão, mas se associando ao grupo vencedor.
O Planalto conseguiu derrubar a liminar que suspendia a realização da licitação, e o leilão continua marcado para terça-feira. (págs. 1 e B15)

Editoriais

Leia “Acesso à história”, sobre o sigilo de documentos
e “Peritos sob suspeita” acerca de laudos criminais em SP. (págs. 1 e A2)

Opinião
São Paulo - Fernando De Barros e Silva: Jogo aberto
Brasília - Fernando Rodrigues: Pinta de primeiro turno?
Rio de Janeiro - Ruy Castro: Brasil "nouveau-riche"
Cesar Maia: Remoção

Colunas
Mônica Bergamo
PV promete divulgar lista de 64 doadores na próxima semana. (págs. 1 e E2) Painel
Clóvis Rossi
Mercado Aberto
Mônica Bergamo
Cesar Benjamin
Walter Ceneviva

Tendências Debates
Dalmo de Abreu Dallari, Pierpaolo Cruz Bottini e Igor Tamasauskas: Lei não vale para todos os crimes
Luiz Flávio Borges D'urso: Decisão pode causar insegurança jurídica

Brasil
Após lançamento de tucano, Serra tem 38% e Dilma, 28%
Sob o signo da continuidade
Lula oscila, mas é presidente mais popular
Ciro falta a sessões na Câmara em abril e não justifica ausência
Equipe tucana grava vídeo de corpo a corpo de Serra em AL
Marina pede voto a evangélicos e orações por sua candidatura
Dilma lidera apoio de prefeitos de MG
PSDB aguarda 7 horas para ter dados da Sensus
Estatal decide demitir diretor envolvido em fraude em ferrovia
Câmara do DF elege hoje novo governador
Metodologia: Pesquisa ouviu 2.600 eleitores em 144 municípios
Goldman retira tumor maligno na próstata

Dinheiro
Pequenas indústrias se recuperam em SP
Amorim critica EUA por impasse de Doha
Empresa de Eike negocia a construção da segunda siderúrgica no porto do Açu
Klein e Diniz se reúnem para discutir contrato
Diarista por 3 dias na semana na mesma casa terá registro
Licitação de portos começa por BA e AM
Pressão faz governo mudar consórcio
BNDES financiará até 80% de Belo Monte
Procurador tenta barrar leilão de novo
Para Procuradoria, parecer de 2002 do governo aponta ilegalidade
EUA fazem consulta para considerar SC livre de aftosa
Mantega volta a ameaçar baixar tarifa
Projetos elevam gastos do INSS em R$ 15 bi
STJ suspende processos sobre assinatura básica
Procuradoria diz que planos prejudicaram poupadores
Perda de investidores pode superar US$ 1 bi, afirmam autoridades
Investimentos: Burocracia é maior entrave, diz governo japonês
Prejuízo das estatais foi de R$ 117 mi
Habilitação de celulares no país é recorde no 1º trimestre
Bolsa de SP encerra a semana com perda de 2,8%

Mundo
Ilhados, brasileiros se viram para conseguir chegar à Suíça
Paralisia cancela pelo menos 29 voos no Brasil
Com ajuda do Brasil, turco tenta ponte com Irã
Trocando papéis: Teerã afirma que quer ajudar EUA a "sair do isolamento"

Ciência
Greve do Ibama para atividades de combate ao desmatamento

Cotidiano
PF prende megatraficante colombiano
Extradição: Supremo analisará pedido dos EUA, mas Lula dará palavra final
Avanço: Total de infectados no país pela doença cresce 72%, diz Ministério

SINOPSE DOS JORNAIS: O GLOBO



Manchete: STF: sistema penitenciário está perto da falência total


Próximo presidente do Supremo diz que situação envergonha o país

O ministro Cezar Peluso, que assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima sexta-feira, disse ontem que o sistema prisional brasileiro está próximo da falência total. “Os casos ventilados pela imprensa envergonham o país. São crimes do Estado contra o povo”, protestou Peluso, durante o 12º Congresso sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal da ONU, realizado em Salvador. Em Brasília, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Airton Michels, reagiu dizendo que os problemas apontados pelo ministro acontecem há mais de 40 anos e que o sistema não está falido. Ontem, o juiz Luiz Carlos de Miranda defendeu sua decisão de libertar o pedreiro Adimar Jesus da Silva – que estava preso por pedofilia e, ao sair da cadeia, assassinou seis jovens em Goiás. Disse que seguiu a lei, que permite o cumprimento da pena em regime aberto até mesmo para detentos perigosos. (págs. 1, 3 e 4)

Estatais garantem Belo Monte

Empresas do governo federal serão as principais sócias dos dois únicos grupos que se habilitaram ontem para disputar a construção da usina de Belo Monte, no Pará. Com a liminar cassada, o leilão foi confirmado para o dia 20. (págs. 1 e 27)

Fraude: firma tem contratos de R$ 50 milhões

Acusada de participar de fraudes em hospital municipal do Rio, a Extencion Comercial Ltda recebeu, de 2004 até hoje, R$ 50,5 milhões de 11 unidades ligadas aos ministérios da Saúde e da Defesa, só na rubrica material de consumo. (págs. 1 e 16)

Partidos se omitem em escolha indireta de governador do DF (págs. 1 e 9)

Debate sobre modelo de Estado ganha ênfase nos discursos eleitorais. (pág. 1)

Editorial
Uma agenda do interesse do Brasil
Os sete trabalhos de Obama

Opinião
Um apagão da memória cultural :: Helena Severo

Colunas
Panorama Político :: Ilimar Franco
Nhenhenhém :: Jorge Bastos Moreno
Panorama Econômico :: Miriam Leitão
Paulo Nogueira Bastos Jr.
Zuenir Ventura
Ancelmo Gois
Negócios & cia :: Flávia Oliveira

Notícias
'Crimes do Estado contra o povo'
Caos no sistema já chegou à ONU
Juiz que libertou pedófilo defende sua decisão
Oposição é contra mudar fiscalização
Sensus retarda acesso a pesquisa
Partidos viram as costas para a eleição no DF
PMDB também consulta TSE sobre Senado
Marina elogia FH e Lula
Serra repete sua estratégia de só elogiar Lula
Novo governador de SP, Goldman é operado

Economia
Uma bela estatal
Com US$ 3,35 trilhões em reservas, Bric quer reduzir peso do dólar
África do Sul poderá comprar suínos
Papel ainda dúbio no clube dos trilhões
Porto do Açu: nova siderúrgica já negocia com Eike
Shell e Devon interessadas em projeto na área
Mantega ameaça reduzir imposto para conter alta
Marco da internet: mídia vê risco de censura
Teto de capital estrangeiro desrespeitado
Poupança: parecer contra ação de banco
Bolsa cai 1,56% e dólar sobe para R$ 1,762

O Mundo
Ahmadinejad envia carta a Barack Obama
No Brasil, a tentativa de mudar o destino final

Rio
Uma fraude contagiosa


16 de abril de 2010

A DESLEALDADE DA BASE

EDITORIAL
O ESTADO DE SÃO PAULO - 16/04/2010
Para o bem ou para o mal, existem limites à capacidade dos governos de fazer o Legislativo dançar conforme a sua música. Isso vale até para o presidente Lula, que fabricou a opulenta coalizão partidária graças à qual detém a maior base parlamentar já registrada na história da democracia brasileira. Os métodos de que ele se valeu para tanto são notórios, assim como as circunstâncias que mais adiante contribuiriam para calcificar o adesismo dos políticos, entre eles não poucos beneficiários do mensalão, ao governante premiado com índices astronômicos de popularidade.

O presidente pode muito, mas não pode tudo. Não pode, por exemplo, impedir os aliados de se entregar aos cálculos de conveniência dos quais dependem, mais do que das benesses do Planalto, as suas expectativas de uma vida política longeva e próspera. Esses cálculos, evidentemente, são de natureza eleitoral. As decisões envolvem a construção de posições de poder nos aparelhos partidários, o acesso a generosos recursos para as campanhas e, ao fim e ao cabo, a recompensa nas urnas. Quando se combinam anos de eleição com questões de interesse direto das forças que os legisladores identificam como determinantes para o seu futuro, a lealdade ao governo é duramente testada.

Viu-se isso com clareza quando a base lulista ajudou a implodir, na votação do marco regulatório do pré-sal, o razoável acerto entre o Executivo e os Estados produtores, a começar do Rio de Janeiro, sobre a distribuição dos royalties do petróleo a ser extraído das novas jazidas. Antes, a Câmara, onde por sinal se concentra a hegemonia do Executivo, havia mudado a destinação de parte dos recursos esperados da exploração nas camadas profundas da plataforma continental.

Agora, a demagogia a custo zero reapareceu em toda a plenitude com a apreciação da medida provisória (MP) editada por Lula em janeiro, depois de negociar com os sindicatos, reajustando em 6,14% os benefícios dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo.

Iniciou-se no Congresso uma verdadeira corrida para saber quem conseguiria aprovar o maior índice possível. Sentindo o clima, embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, insistisse em que recomendaria ao presidente vetar qualquer aumento acima do valor original por seu impacto sobre as contas públicas, Lula autorizou o líder do governo na Câmara e relator da MP, o deputado petista Cândido Vaccarezza, a ir a 7% (a inflação de 2009, mais 2/3 da alta do PIB no ano anterior).

Mas os outros líderes da base, de braços dados com os da oposição, anunciaram na quarta-feira que aprovariam o reajuste proposto pelo Senado: 7,71%. "Não podemos ficar com a imagem de que aqui é maldade e lá é bondade", alegou o deputado Henrique Alves, o líder do PMDB, principal partido aliado ao Planalto.

Os aposentados, com o apoio das centrais sindicais, formam um grupo de pressão relevante - eles ganham pouco, votam e as suas famílias também. Poderão preferir esse ou aquele candidato a presidente, mas na hora de votar para deputado serão lembrados de como se comportaram os parlamentares de seus Estados em relação ao que interessa ao seu bolso. Para a oposição, a situação tem duplo sabor: permite agradar aos velhinhos e criar dificuldades para o governo - o que faz a demagogia correr solta. "Dão bilhões para o FMI, para o BNDES ajudar as grandes fusões e não querem dar um aumento que impacta o Orçamento em R$ 3,4 bilhões?", exibiu-se o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen, favorável a um aumento de 8,77%.

Mais divertido ainda foi ouvir a ameaça do deputado pedetista Paulinho da Força, conhecido comensal do Executivo: "Vamos derrotar o governo." Ele diz duvidar que o presidente vete os 7,71%. "Longe de mim fazer uma injustiça", comentou Lula, "mas tenho de levar em conta a disponibilidade do dinheiro que é do próprio trabalhador." A votação na Câmara ficou para o dia 27.

Não se exclui a hipótese de que o presidente manobre para deixar a MP caducar por decurso de prazo (120 dias), a fim de se livrar do ônus do veto, e editar um novo texto com um reajuste diferente de 6,14%, retroativo a 1.º de janeiro. Terá contra si a grita dos aliados.

STJ REJEITA RECURSO ESPECIAL DE INDÚSTRIA DE FUMO CONTRA INDENIZAÇÃO A FUMANTE




O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou mais uma tentativa da indústria do tabaco em retardar o julgamento de mérito de um pedido de indenização cabível às pessoas que abusaram da nicotina quando o fumo era considerado hábito legal. A Quarta Turma da Corte, ao não conhecer de um recurso especial interposto pela Philip Morris Brasil, dá condições para que o Judiciário aprecie uma questão que já sofreu, segundo argumentação da Associação de Defesa da Saúde do Fumante (Adesf), a interposição de dezenas de recursos.

A discussão se arrasta desde 1995, quando a associação ajuizou ação civil coletiva por danos individuais contra a empresa Philip Morris Brasil e a empresa Souza Cruz. A ação principal está na 19ª Vara Cível de São Paulo, onde aguarda uma segunda decisão de mérito. “Está na hora de a Justiça parar de discutir lateralidades e enfrentar o mérito da questão”, defendeu o ministro Luis Felipe Salomão, na ocasião do julgamento na Quarta Turma do STJ. A matéria já passou pelo STJ diversas vezes, revestida em questões de competência ou incidentes processuais.

Na decisão de mérito proferida pela 19ª Vara de São Paulo, as empresas tabagistas foram condenadas a pagar cerca de R$ 1.000 a cada fumante, por ano de fumo, a título de danos morais e materiais, e o equivalente ao gasto com o cigarro. Essa decisão foi cassada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou prova pericial ao caso, bem como se houve ou não publicidade enganosa por parte das empresas.

Segundo os advogados da Associação de Defesa da Saúde do Fumante, a justificativa para a indenização é de que os fumantes desconheceriam os riscos do consumo do cigarro quando começaram a fumar, já que só recentemente o governo começou a se preocupar com a saúde da população. “Os aspectos negativos do cigarro ficaram por longo tempo ocultos da população pela indústria do cigarro”, alega a defesa.

Indústria do cigarro alega que age segundo a lei

A Philip Morris sustenta, por sua vez, que é uma empresa legalmente constituída, desenvolve um produto protegido pela Constituição, tem seu consumo limitado e durante décadas cumpre toda a legislação que rege o país, razão por que não deve pagar indenização, além de ser uma grande contribuinte de imposto. A empresa pediu a anulação do acórdão no recurso interposto no STJ, em razão da modificação do entendimento do Tribunal.

Segundo o relator no STJ, ministro João Otávio de Noronha, o recurso proposto é inadequado, pois o que se pretende anular não é um ato judicial prévio à sentença, mas o próprio julgado, que, “ressalte-se, chegou a ser até mesmo objeto de análise por Corte Superior”.

Na mesma ocasião, os ministros da Turma julgaram um outro recurso interposto pela Philip Morris Brasil e pela Souza Cruz (Resp.009.591) em que reafirmaram o entendimento de que os males decorrentes do cigarro prescrevem em cinco anos, a contar da data do conhecimento do dano e de sua autoria.

Os ministros, na ocasião do julgamento, ressaltaram que o mais importante é definir se cabe indenização aos fumantes. Em 2000, importante decisão da Quarta Turma do STJ definiu que cabe aos fabricantes de cigarro provar que o cigarro não causa dependência nem faz mal à saúde. Até então, essa prova precisava ser apresentada pelos fumantes.


MÍNIMO EM JANEIRO SERÁ R$ 536,00




Mínimo deve ir para R$ 536 em janeiro
O salário mínimo deverá ser reajustado para R$ 535,91 a partir de janeiro de 2011. O valor está previsto no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ontem pelo Executivo ao Congresso Nacional.

O aumento é de 5,08% em relação ao atual piso salarial, de R$ 510. Segundo o Ministério do Planejamento, o cálculo do novo mínimo seguiu a política adotada pelo governo nos últimos anos, que leva em conta a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Assim, o reajuste a partir de janeiro considerará a inflação dos últimos 12 meses e o comportamento do PIB de 2009. Como a economia encolheu 0,2% no ano passado, o reajuste refletirá apenas a taxa de inflação. Líderes sindicais e representantes dos aposentados já pressionam o governo a rever a regra para garantir aumento real para o salário mínimo em 2011.

O projeto da LDO estima o piso salarial para 2012 em R$ 588,94. O valor projetado para 2013 é de R$ 649,29. As estimativas consideraram inflação anual de 4,5% para os próximos períodos. Para este ano, deverá ficar em 4,99%.

Nas projeções, a economia crescerá 5,5% no triênio 2011-2013 e 5,2% neste ano. Os parâmetros consideram a taxa básica de juro em 8,75% em dezembro. A proposta mantém em 3,3% do PIB a meta de superávit primário do setor público para 2011. Ou seja, quanto o governo economizará para pagar os juros da dívida. Desse percentual, poderão ser descontados integralmente os investimentos

MANCHETES DO ESTADÃO

Conflito agrário cresce no governo Lula

Estudo dos últimos 25 anos mostra que a média anual da gestão petista é a maior desde a redemocratização, com 929 confrontos, contra 800 da era FHC
Nos últimos 25 anos, o período com o maior número de conflitos agrários no País foi o do governo Lula. Segundo estudo divulgado ontem pela Comissão Pastoral da Terra, a média anual de conflitos registrados entre os anos de 2003, quando Lula assumiu, e 2009 chegou a 929. O recorde anterior havia sido observado nos primeiros seis anos do governo FHC, com a média de 800 conflitos por ano. "O período entre 2003 e 2009 é claramente o mais conflituoso desde o início da redemocratização do País, em 1985", disse o geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, pesquisador da Universidade Federal Fluminense e autor de estudo sobre o tema, com base em números da CPT. Para ele, o fenômeno tem a ver com o avanço da democracia, que "açulou o medo das oligarquias rurais", mas também mostra aumento do uso da violência pelo Estado. Para ruralistas, as invasões recrudesceram por causa da impunidade. (págs. 1 e Nacional A4)

22 mil É a média anual de famílias despejadas nos sete anos do governo Lula

Governo propõe mínimo de R$ 535,91

A Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê um salário mínimo de R$ 535,91 para 2011, primeiro ano do sucessor de Lula. O reajuste é de 5%, a metade dos 9,86% concedidos este ano. (págs. 1 e Economia B5)

Washington Novaes: Faltam políticas, não avisos

Faltam políticas adequadas para evitar tragédias como a do Rio. E caminhos na sociedade para exigir dos governantes as atitudes necessárias. (págs. 1 e Espaço Aberto A2)
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MANCHETES DA FOLHA




Fumaça de vulcão para voos na Europa

Erupção na Islândia causa maior interrupção de tráfego aéreo desde o 11 de Setembro; transtorno afeta Brasil
Gigantescas colunas de fumaça e cinzas expelidas por um vulcão em erupção na Islândia causaram o fechamento do espaço aéreo de ao menos sete países europeus.
O vulcão, localizado sob uma geleira, lançou nuvem de cinzas de até 11 km. Além de afetar a visibilidade nos voos, essas partículas podem danificar as aeronaves.
O cancelamento de voos gerou a maior interrupção de tráfego aéreo desde o 11 de Setembro na Europa; cerca de 4.000 dos 20 mil voos diários foram suspensos.
As principais companhias aéreas que operam trechos entre o Brasil e a Europa também cancelaram decolagens previstas para ontem e para a manhã de hoje.
Empresas ofereceram a remarcação de passagens sem custos. A Agência Nacional de Aviação Civil recomenda aos viajantes checar os voos nos próximos dias.
É difícil prever quando a situação voltará ao normal. A organização europeia de segurança aérea estima que a paralisação possa durar até mais dois dias. (págs. 1 e A10)

Brasil e China assinam 'PAC chinês' em Brasília

O presidente Lula e o dirigente Hu Jintao assinaram e anunciaram em Brasília o Plano de Ação Conjunto 2010-2014, que já recebeu o apelido de "PAC chinês".
O plano prevê empenho para posições convergentes em fóruns como a OMC, pede reforma do Conselho de Segurança da ONU e a volta da Rodada Doha. (págs. 1 e B1)

MANCHETES DO GLOBO

Cirurgião-chefe comandava fraudes em hospital do Rio

Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e chefe do serviço no Hospital Salgado Filho, o médico Carlos Henrique Ribeiro foi indiciado pela Polícia Civil, acusado de chefiar no hospital um esquema que fraudava a compra de material para cirurgias. Após cinco meses de investigação, a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde desbaratou ontem a quadrilha. Além do médico, foram indiciadas cinco pessoas, uma delas presa. A empresa de um dos acusados - que mora no Golden Green, na Barra - mantém contratos no valor de R$ 6 milhões com o hospital. Os envolvidos, segundo as investigações, forjavam documentos para justificar a compra de espirais de platina para embolização de aneurisma, materiais que muitas vezes nem eram usados nos procedimentos cirúrgicos. O neurocirurgião recebia, segundo a polícia, propina de 15% a 25% do valor de cada nota fraudada A polícia vai investigar se a fraude descoberta - no Salgado Filho também acontece em outras unidades de saúde da prefeitura, do estado e - da União. (págs. 1, 16 e 17)

Foto legenda: O símbolo da cidade

Depois de ficar isolado por quedas de barreiras, o Cristo - símbolo da cidade e uma das sete maravilhas modernas - foi alvo de vândalos que picharam até frases como "Cadê Patrícia?", em alusão a um crime. A Polícia Federal e a 9ª DP vão investigar o ataque. (págs. 1 e 18)

China cresce 11,9% e faz PAC com Brasil

A China cresceu 11,9% no 1° trimestre, superando expectativas, e assinou um Plano de Ação Conjunta (PAC) com o Brasil. Segundo o chanceler Celso Amorim, China, Brasil e Índia estão
afinados no diálogo com o Irã. (págs. 1, 30 e 33)

Proposta da LDO dificulta paralisação de obras irregulares (págs. 1 e 3)

Governo tenta barrar projeto que aumenta rombo na Previdência (págs. 1 e 3)

STF nega liberdade, mas Cacciola pode ficar no semiaberto (págs. 1 e 26)

CAPES RECEBE PROPOSTAS PARA PIBID 2010

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recebe, até 14 de maio, projetos para concessão de bolsas de iniciação à docência. O edital do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) foi publicado nesta terça-feira, 13, no Diário Oficial da União.

Os projetos deverão incentivar escolas públicas de educação básica, tornando-as protagonistas nos processos de formação dos estudantes das licenciaturas. As bolsas são para alunos de cursos de licenciatura plena, coordenadores e supervisores. Poderão encaminhar projetos as instituições públicas municipais de educação superior, universidades e centros universitários comunitários, confessionais e filantrópicos, que possuam cursos de licenciatura plena.

As propostas deverão atender aos objetivos do Pibid de incentivar a formação de professores para a educação básica, contribuindo para a elevação da qualidade da escola pública; valorizar o magistério, incentivando os estudantes que optam pela carreira docente; elevar a qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciatura das universidades e centros universitários comunitários; inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, promovendo a integração entre educação superior e educação básica; proporcionar aos futuros professores participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, e incentivar escolas públicas de educação básica, tornando-as protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros professores.

O Edital e Formulário de Proposta estão disponíveis na página da Capes. Mais informações pelo e-mail pibid2010@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone 0800616161.