13 de abril de 2010

MENSALÃO: LULA ADMITE QUE SABIA

Lula confirma aviso sobre o mensalão
Por Alana Rizzo e Tiago Pariz

Correio Braziliense - 13/04/2010




Em documento enviado ao STF, presidente admite que soube, durante conversa com o ex-deputado Roberto Jefferson em 2005, do pagamento a deputados aliados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula admitiu pela primeira vez que teve conhecimento do mensalão durante reunião com o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), no primeiro semestre de 2005. No Ofício nº 57/2010 encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, incluído na Ação Penal nº 470, que investiga o repasse financeiro a partidos da base aliada, Lula também reconheceu a possibilidade de ter sido feito um acordo financeiro entre o PT e o antigo PL (hoje PR) na campanha eleitoral de 2002.

No documento, Lula gasta o maior número de linhas para explicar o encontro com Jefferson. Limita-se a fazer um relato da reunião, na presença dos ex-ministros Aldo Rebelo, Walfrido dos Mares Guia, e dos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), José Múcio Monteiro (PTB-PE) e o próprio Jefferson. Lula disse que foi feita uma menção ao assunto “repasse de dinheiro para integrantes da base aliada do governo federal na Câmara dos Deputados”.

Posteriomente, o presidente disse que foi informado de uma reportagem publicada no Jornal do Brasil em 2004 que resultou na abertura de dois procedimentos na Câmara, um deles teria sido enviado ao Procurador-Geral da República. Detalhes específicos do encontro ou sua reação no momento foram poupados pela defesa. Essa pergunta de número 22 desdobrou-se em outras três. Duas não tiveram resposta por Lula ter considerado “prejudicada”. E, na outra, disse não se lembrar de ter tomado conhecimento do “mensalão” por outra pessoa que não Roberto Jefferson. Na questão 28, quando o Ministério Público Federal (MPF) especifica a pergunta sobre se o PT repassava dinheiro aos aliados, o presidente disse não ter tido conhecimento, somente por meio da imprensa.

Lula negou ter conversado sobre o esquema antes da eclosão do escândalo com os principais envolvidos —o deputado cassado José Dirceu, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o ex-presidente da legenda José Genoíno (SP), o ex-secretário-geral Silvio Pereira e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha. O presidente, porém, joga para a antiga direção partidária a responsabilidade por acordos com o PL.

“Acredito que as questões financeiras ou de mútuo apoio eleitoral foram tratadas pelas respectivas direções dos partidos”, respondeu o presidente à pergunta 10 do MPF, que elaborou 33 questões: “Em termos financeiros, no que concerne à relação que seria estabelecida entre o PL e o PT durante a campanha eleitoral, qual foi a configuração final do acordo?”

Segundo o antigo presidente do PL deputado Valdemar Costa Neto (SP), o acordo eleitoral em 2002 só saiu porque o PT comprometeu-se a repassar R$ 10 milhões à campanha com aval de Lula numa reunião, em Brasília, que ocorreu no apartamento do deputado Paulo Rocha (PT-PA). O dinheiro foi pago em parcelas no total de R$ 6,5 milhões, depois que o governo havia sido formado.

O presidente confirma ter havido essa reunião na fase final da formação de chapa. “Recordo-me de estarem presentes ao menos o vice-presidente José Alencar e os presidentes do Partido Liberal e do Partido dos Trabalhadores e de que a reunião transcorreu de forma amistosa”, escreveu Lula em resposta à pergunta 9.1. O presidente nega, no entanto, que tenha sido informado por Valdemar do empréstimo para financiar a campanha.

Lula acaba também com uma antiga dúvida durante o escândalo. Ele foi explícito ao negar ter conhecido o publicitário Marcos Valério, considerado operador do mensalão, e também rejeitou um suposto encontro na Granja do Torto.

Acordo

Nas 15 páginas de respostas, Lula também desconhece qualquer ilícito em relação à votação da reforma da Previdência. Segundo ele, foi fruto de acordo com os 27 governadores. Na linha das respostas da presidenciável e ex-ministra Dilma Rousseff e do deputado Antonio Palocci (PT-SP), Lula afirmou não ter havido nenhum pedido para qualquer tipo de vantagem durante as votações no Congresso.

O presidente respondeu “não sei” às questões 13 e 14 sobre o tamanho da dívida remanescente do comitê de campanha de 2002 e ou com o marqueteiro Duda Mendonça. Lula preferiu adotar a mesma estratégia dos petistas durante o escândalo: jogou no colo de Delúbio Soares a responsabilidade pelas negociações. O ministro Joaquim Barbosa recebeu o documento da Casa Civil na última quinta-feira e ainda não analisou as respostas. As defesas terão um prazo para se manifestar.

VÍDEO ENTREGUE AO MP DE SÃO PAULO EXIBE BISPO DA UNIVERSAL ENSINANDO A ARRECADAR E RECOMENDANDO APROXIMAÇÃO COM BANDIDOS



Eduardo Cândido da Silva, ex-voluntário da Igreja Universal, entregou ao Ministério Público de São Paulo um lote de vídeos.
As gravações mostram cenas de reuniões conduzidas por bispos da cúpula da igreja combinando a pregação que seria feita para obter dízimos dos fiéis na crise econômica de 2008 .
São cenas transmitidas para pastores de vários Estados por meio de videoconferência. As reuniões foram coordenadas pelo bispo Romualdo Panceiro. Romualdo Panceiro é considerado o segundo nome mais importante na igreja e foi apontado pelo bispo Edir Macedo como o seu sucessor. Romualdo, coordenou a igreja no Brasil por mais de 12 anos, hoje vive em Buenos Aires e é responsável pela instituição na América Latina.
A crise de 2008 estava afetando a arrecadação da Igreja Universal, o que levou o bispo Panceiro a preparar algumas aulas para orientar os outros bispos e pastores sobre como extrair dos fiéis o máximo de “ofertas”.
No vídeo Panceiro diz: “Nós vamos virar o jogo”. Prossegue: “Não é agora com a crise que a gente vai recuar...” Num momento ele tira uma espada da cintura e a coloca sobre uma mesa. Durante 15 minutos, ele aparece orientando outros bispos graduados da igreja, como Clodomir Santos, a recorrerem a trechos da Bíblia nos quais se narra que o personagem Isaac, para escapar de uma grande fome, recebeu orientação divina para semear no solo ruim, e foi agraciado.
Ele diz: “... a crise só se vence com a fé. Com essa crise, se eu não pegar tudo que eu tenho no banco e dar pra Deus, o espírio da crise vai pegar. Não é legal isso?” Panceiro instila otimismo: “É o momento de a gente apinhar as igrejas, de trabalhar com a fé”.
“A gente tem que passar esse espírito pros pastores”, ensina Panceiro. Ele diz ainda: “Eu combinei com os regionais aqui o seguinte, malandro...:”“...[...] Colocar três bíblias abertas em Isaac, nessa passagem, e na hora da oferta, no domingo fala assim...:”
“...Olha pessoal, em nome de Jesus, você que vai semear agora em cima dessa palavra aqui. Com R$ 10 mil pra cima, vem aqui na frente e coloca...”“...Muito bem, com R$ 1.000 pra cima, vem aqui na frente. Com R$ 500 pra cima, vem aqui na frente...”
E prossegue:“...Com R$ 100 pra cima, com R$ 10 pra cima, com R$ 1 pra cima, coloca aqui. Aí, a gente não está, como se diz, estipulando, porque foi obra da oferta, um desafio”.

Em outro vídeo, o bispo Panceiro fala sobre um assalto a um carro que levava R$ 52 mil da Universal. Panceiro manifesta a opinião de que o assalto fora obra de policiais. Ele recomenda aos pastores que se aproximem dos bandidos e criminosos, da maneira mais explicita:. “O nosso problema não é bandido, o nosso problema é polícia”.

STJ CONCEDE LIBERDADE A ARRUDA QUE JÁ ESTÁ EM CASA

O governador cassado José Roberto Arruda (ex-DEM), que estava preso desde 11 de fevereiro, foi colocado em liberdade ontem. Por oito votos contra cinco, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), a mesma corte que decretrara a prisão de Arruda, mandou soltar nesta segunda-feira o ex-governador do Distrito Federal e mais cinco aliados que estavam presos por atrapalhar as investigações do esquema de arrecadação e pagamento de propina ao governo e políticos do DF.
O ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito no STJ, votou pela liberação dos presos. Foi seguido por sete colegas. A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, concordando com o argumento com o fim da primeira fase da Operação Caixa de Pandora, que investiga o sistema de distribuição de propina, o ex-governador não oferece mais risco de influenciar o inquérito. O voto dos oito prevaleceu sobre os cinco que votaram com a Procuradoria Gerall da República, contrária à liberação.
Nunca antes na história desse país um governador eleito havia sido preso. A sociedade espera que isso aconteça mais vezes, e que sejam presos até presidentes envolvidos em corrupção.
O ministro João Octávio Noronha destacou que Arruda não poderia ficar preso por causa da pressão da imprensa. "Vão transformar o próprio indiciado em prisioneiro da mídia. Até o clamor justifica o relaxamento", disse.
Arruda, que é acusado de chefiar o esquema de corrupção, teve o mandato cassado no mês passado pela Justiça Eleitoral por desfiliação partidária. Buscando sensibilizar os ministros do STJ e com um cenário indefinido na Justiça Eleitoral, Arruda não recorreu da decisão e acatou a perda do mandato.
A saída de José Roberto Arruda da Superintendência da PF foi tumultuada. Na portaria Arruda era aguardado por dois tipos de manifestantes, os contra e os a favor. Arruda estava acompanhado da mulher, Flávia, barba cerrada entrou no carro uma camionete importada que logo foi cercada pelos manifestantes. Na porta da superintendência da PF, manifestantes e correligionários do ex-governador bateram boca. Houve um princípio de tumulto. Os apoiadores de Arruda cercaram o carro onde ele estava e começaram a rezar e tudo fizeram para impedir a imprensa de fotografá-lo.
Após deixar a Superintendência da Policia Federal, o ex-governador do Distrito Federal seguiu para sua casa, localizada no setor de mansões Park Way, área nobre e luxuosa de Brasília.
Ao chegar em casa, abriu as portas de sua mansão para cerca de 30 pessoas, manifestantes e correligionários que o esperavam na porta. Dentro de casa, Arruda deu as mãos aos apoiadores e fez com eles uma oração.

12 de abril de 2010

MST PROMOVE INVASÕES PARA RECEBER APOIO DE DILMA




EDUARDO SCOLESE
da Sucursal de Brasília

A onda de invasões de terra que o MST promete desencadear nesta semana em todo o país tem um pano de fundo político: forçar uma declaração pública da presidenciável petista, Dilma Rousseff, sobre o tema da reforma agrária.

A ex-ministra da Casa Civil é vista com dúvidas entre os sem-terra já que, enquanto ministra, pouco se aproximou dos movimentos sociais ou apresentou ideias para a questão fundiária. Dirigentes do movimento costumam se referir a ela como uma "desconhecida".

Agora, no calor do "abril vermelho", a expectativa do MST é que a petista seja provocada pela imprensa a se posicionar sobre a série de invasões: defenderá as ações ou se aliará a PSDB, DEM e bancada ruralista para condená-las? Apresentará alguma proposta sobre o tema, como metas de assentamentos, ou se manterá neutra?

Em contato com a direção petista, o MST avisou que não apoiará formalmente nenhum candidato no primeiro turno das eleições a presidente, assim como já ocorrera em 2006.

Apesar disso, aguarda um posicionamento de Dilma sobre o tema para indicar os rumos de engajamento eleitoral de seus militantes, historicamente próximos a candidatos do PT.

A saia justa que se ensaia para Dilma lembra o caso vivido pelo presidente Lula, na época candidato, no início de 2002.

Em março daquele ano, um dia após o MST ter invadido a fazenda dos filhos do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em Buritis (MG), Lula se apressou em condenar a ação, sob o temor que a vinculação de sua imagem ao movimento o prejudicasse naquela campanha.

A diferença é que Lula, na visão dos sem-terra, já tinha uma longa trajetória ligada à reforma agrária, tendo participado, por exemplo, do primeiro congresso nacional do movimento, em 1985. Enquanto Dilma, segundo palavras do principal porta-voz do movimento, João Pedro Stedile, é "ignorante" e "não entende nada" de projetos sobre a questão rural.

Stedile diz que o MST fará campanha "contra Serra", mas o movimento, embora tenha enviado representantes ao congresso do PT, que lançou Dilma como pré-candidata em 20 de fevereiro, não fará manifestação de apoio oficial a nenhum candidato no primeiro turno.

Pauta

A onda de invasões prometida pelos sem-terra para esta semana virá acompanhada de uma pauta de reivindicações que se repete há anos.

Os principais pontos são promessas não cumpridas por Lula: atualização dos índices de produtividade usados pelo governo na avaliação de áreas passíveis de desapropriação, ampliação do orçamento para a reforma agrária e o assentamentos das famílias acampadas à beira de estradas no aguardo de um lote de terra.

Neste ano, para minimizar críticas, uma estratégia do movimento será evitar invasões de prédios públicos e fazendas produtivas.

STJ DECIDE LIBERTAR ARRUDA POR 8 a 5.

Arruda foi preso por envolvimento em suposta tentativa de suborno.
Ex-governador estava preso há dois meses na superintendência da PF.


Dois meses após ter ordenado a prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta segunda-feira (12), sua libertação por entender que ele já não oferece risco às investigações do inquérito do mensalão do DEM de Brasília.

ALOPRADA


Dilma gosta de conversa de palanque apesar de sua comprovada inexperiência política em campanha eleitorais.
O início do seu discurso, falando "eu não fujo", referindo-se aos exilados de esquerda do tempo pegou muito mal.
Dilma repetiu o que disse o general que Leônidas Pires Gançaves, em entrevista na semana passada: "não foram exilados, foram fugitivos".
O discurso de Dilma repetindo o general foi considerado ofensivo a personalidade de destaque nas fileiras petistas e comunistas, tais como como José Dirceu, Miguel Arraes, Luis Carlos Prestes e outros.
Por isso, está todo mundo atirando conta a Dilmonada, o que já obrigou o bucólico candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio a disparar uma frase usando a terminologia lulista: É uma frase aloprada de quem nunca disputou eleição".

TODOS CRITICAM DECLARAÇÕES DE DILMA SOBRE EXILADOS POLÍTICOS

Oposicionistas e até aliados ao governo condenaram ontem a declaração da pré-candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, que, na tentativa de atingir seu opositor José Serra (PSDB), criticou militantes de esquerda que optaram pelo exílio durante a ditadura militar.

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”, disse ela, em referência à ditadura, quando foi para a clandestinidade. Serra, também opositor ao regime militar, se exilou no Chile.

“Dilma cometeu uma insensatez igual à de Lula, quando ele comparou preso político a bandido ao falar sobre Cuba”, disse Roberto Freire, presidente do PPS. “Miguel Arraes, Luis Carlos Prestes, Apolonio de Carvalho, João Goulart, José Dirceu… Então todos eles foram fugitivos?”, questionou Freire, que apoia a candidatura de Serra e disse estar organizando um “ato de desagravo aos exilados”.

O pré-candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, um dos fundadores do PT, reagiu com indignação à fala: “É uma frase aloprada de quem nunca disputou eleição”.

Sampaio, que também foi exilado no Chile, acrescentou: “Eu me sinto contente a respeito do meu passado. Não tenho nenhum tipo de ressentimento e tenho orgulho de ter sido exilado, de ter sido cassado”.

A deputada Jô Morais (PC do B-MG), que apoia Dilma, afirmou que “foi um equívoco” pois a saída de alguns brasileiros do país foi importante para a própria sobrevivência da ministra, presa durante o regime.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o comentário de Dilma foi feito há poucos dias pelo general Leônidas Pires Gonçalves, que foi chefe do DOI-Codi e ministro do Exército do governo Sarney (1985-1990).

“É incrível o desrespeito dela. Parafraseando o Romário, ela calada é uma poeta.” Em recente entrevista, o general classificou de “fugitivos” o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e demais exilados, pois “ninguém estava sendo preso impunemente”.

BRASIL PODERÁ FICAR ISOLADO CASO CHINA APOIE SANÇÕES CONTRA IRÃ



A posição brasileira contrária a novas sanções contra o Irã deverá ser posta em xeque durante a conferência de cúpula sobre segurança nuclear. E o Brasil sofrerá constragimentos e ficará isolado caso a China decida apoiar as medidas que forem apravadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília) em Washington para participar da cúpula sobre segurança nuclear, que começa hoje. O encontro, que durará dois dias, discutirá a situação do Irã e contará com a presença de 47 países
Até o momento, Brasil e China têm adotado discursos semelhantes sobre o assunto, com manifestações contrárias à imposição de uma quarta rodada de sanções da ONU contra o Irã e com a defesa do diálogo como melhor caminho.
Nas últimas semanas, porém, Pequim vem dando sinais de que poderia mudar sua posição.
O governo chinês já aceitou "discutir" a questão das sanções e, na última quinta-feira, enviou um representante a uma reunião entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha para debater o tema.
Conselho de Segurança
A China é um membro permanente do Conselho de Segurança, ao lado de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia, e por isso tem poder de veto sobre as resoluções do órgão.
O Brasil também integra o conselho, mas com uma vaga rotativa, sem poder de vetar as resoluções. O governo brasileiro, porém, deseja obter no futuro uma vaga permanente.

A Rússia, outro membro permanente que também era contrário a novas sanções contra o Irã, recentemente manifestou seu apoio às medidas.
Os Estados Unidos e outros aliados pressionam por uma quarta rodada de sanções por causa da recusa do governo iraniano em interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

11 de abril de 2010

DILMA EM SÃO BERNARDO



A candidata oficial procurou refúgio e apoio no aparelho sindical, realizando um no ato ilegal promovido neste sábado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelas centrais sindicais em defesa da sua candidatura. A reunião foi financiada com recursos das entidades sindicais, que pela legislação não podem ser utilizados para custear campanhas eleitorais.
Dilma mostrou que assim como o seu chefe e patrono, o presidente Lula, ela também não gosta das leis. Acham que a gente não deve se subordinar a elas.
O discurso da pré-candidata petista seguiu o modelo do confronto, arrotando uma suposta moralidade apesar de participar de um encontro que a legislação proíbe.
Ela disse que é fácil ser identificada, que todos sabem quem é, o que fez, que planeja fazer, e o que não fará de jeito nenhum, e que os da oposição precisam dizer quem são, fingindo não saber que eles, os da oposição, são os que fizeram o Plano Real, estabeleceram as metas de inflação, superávit primário, câmbio flutuante, inflação sob controle, Lei de Responsabilidade Fiscal, e planos sociais, que depois foram reunidos e transformados no Bolsa Família.
A Dilma é quem precisa se identificar: muita gente não sabe quem é ela. O que se sabe é que ela viveu bastante tempo na clandestinidade atuando em organizações terroristas que assassinou algumas pessoas, cujo número ninguém sabe. Sabemos também que ela participou de alguns assaltos a bancos, e a residência da amante do ex-governador Ademar de Barros, quando roubaram em cofre com mais de 2 milhôes de dólares.
Dilma disse que não apela e que não usa métodos desonestos. Mas, o discurso dela só foi apelação e desonestidade. Acusar o adversário de querer privatizar estatais, como Lula e ela própria voltaram a fazer neste sábado, mesmo sabendo que se trata de uma mentira, é crítica política ou é prática vizinha da difamação, isso é ou não é apelação e desonestidade.

SERRA BEIJA AÉCIO




Essa foto de André Dusek, da Agência Estado, simboliza um momento importante do lançamento da candidatura de José Serra, revelando o romance político que os adversários negavam a possiblidade de acontecer. Ela demonstra não que Aécio tenha roubado a cena,mas,muito mais que isso, que ele está engajado na campanha de Serra, o que provocou ciumeira geral de patezada.