12 de abril de 2010

MST PROMOVE INVASÕES PARA RECEBER APOIO DE DILMA




EDUARDO SCOLESE
da Sucursal de Brasília

A onda de invasões de terra que o MST promete desencadear nesta semana em todo o país tem um pano de fundo político: forçar uma declaração pública da presidenciável petista, Dilma Rousseff, sobre o tema da reforma agrária.

A ex-ministra da Casa Civil é vista com dúvidas entre os sem-terra já que, enquanto ministra, pouco se aproximou dos movimentos sociais ou apresentou ideias para a questão fundiária. Dirigentes do movimento costumam se referir a ela como uma "desconhecida".

Agora, no calor do "abril vermelho", a expectativa do MST é que a petista seja provocada pela imprensa a se posicionar sobre a série de invasões: defenderá as ações ou se aliará a PSDB, DEM e bancada ruralista para condená-las? Apresentará alguma proposta sobre o tema, como metas de assentamentos, ou se manterá neutra?

Em contato com a direção petista, o MST avisou que não apoiará formalmente nenhum candidato no primeiro turno das eleições a presidente, assim como já ocorrera em 2006.

Apesar disso, aguarda um posicionamento de Dilma sobre o tema para indicar os rumos de engajamento eleitoral de seus militantes, historicamente próximos a candidatos do PT.

A saia justa que se ensaia para Dilma lembra o caso vivido pelo presidente Lula, na época candidato, no início de 2002.

Em março daquele ano, um dia após o MST ter invadido a fazenda dos filhos do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em Buritis (MG), Lula se apressou em condenar a ação, sob o temor que a vinculação de sua imagem ao movimento o prejudicasse naquela campanha.

A diferença é que Lula, na visão dos sem-terra, já tinha uma longa trajetória ligada à reforma agrária, tendo participado, por exemplo, do primeiro congresso nacional do movimento, em 1985. Enquanto Dilma, segundo palavras do principal porta-voz do movimento, João Pedro Stedile, é "ignorante" e "não entende nada" de projetos sobre a questão rural.

Stedile diz que o MST fará campanha "contra Serra", mas o movimento, embora tenha enviado representantes ao congresso do PT, que lançou Dilma como pré-candidata em 20 de fevereiro, não fará manifestação de apoio oficial a nenhum candidato no primeiro turno.

Pauta

A onda de invasões prometida pelos sem-terra para esta semana virá acompanhada de uma pauta de reivindicações que se repete há anos.

Os principais pontos são promessas não cumpridas por Lula: atualização dos índices de produtividade usados pelo governo na avaliação de áreas passíveis de desapropriação, ampliação do orçamento para a reforma agrária e o assentamentos das famílias acampadas à beira de estradas no aguardo de um lote de terra.

Neste ano, para minimizar críticas, uma estratégia do movimento será evitar invasões de prédios públicos e fazendas produtivas.

STJ DECIDE LIBERTAR ARRUDA POR 8 a 5.

Arruda foi preso por envolvimento em suposta tentativa de suborno.
Ex-governador estava preso há dois meses na superintendência da PF.


Dois meses após ter ordenado a prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta segunda-feira (12), sua libertação por entender que ele já não oferece risco às investigações do inquérito do mensalão do DEM de Brasília.

ALOPRADA


Dilma gosta de conversa de palanque apesar de sua comprovada inexperiência política em campanha eleitorais.
O início do seu discurso, falando "eu não fujo", referindo-se aos exilados de esquerda do tempo pegou muito mal.
Dilma repetiu o que disse o general que Leônidas Pires Gançaves, em entrevista na semana passada: "não foram exilados, foram fugitivos".
O discurso de Dilma repetindo o general foi considerado ofensivo a personalidade de destaque nas fileiras petistas e comunistas, tais como como José Dirceu, Miguel Arraes, Luis Carlos Prestes e outros.
Por isso, está todo mundo atirando conta a Dilmonada, o que já obrigou o bucólico candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio a disparar uma frase usando a terminologia lulista: É uma frase aloprada de quem nunca disputou eleição".

TODOS CRITICAM DECLARAÇÕES DE DILMA SOBRE EXILADOS POLÍTICOS

Oposicionistas e até aliados ao governo condenaram ontem a declaração da pré-candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, que, na tentativa de atingir seu opositor José Serra (PSDB), criticou militantes de esquerda que optaram pelo exílio durante a ditadura militar.

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”, disse ela, em referência à ditadura, quando foi para a clandestinidade. Serra, também opositor ao regime militar, se exilou no Chile.

“Dilma cometeu uma insensatez igual à de Lula, quando ele comparou preso político a bandido ao falar sobre Cuba”, disse Roberto Freire, presidente do PPS. “Miguel Arraes, Luis Carlos Prestes, Apolonio de Carvalho, João Goulart, José Dirceu… Então todos eles foram fugitivos?”, questionou Freire, que apoia a candidatura de Serra e disse estar organizando um “ato de desagravo aos exilados”.

O pré-candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, um dos fundadores do PT, reagiu com indignação à fala: “É uma frase aloprada de quem nunca disputou eleição”.

Sampaio, que também foi exilado no Chile, acrescentou: “Eu me sinto contente a respeito do meu passado. Não tenho nenhum tipo de ressentimento e tenho orgulho de ter sido exilado, de ter sido cassado”.

A deputada Jô Morais (PC do B-MG), que apoia Dilma, afirmou que “foi um equívoco” pois a saída de alguns brasileiros do país foi importante para a própria sobrevivência da ministra, presa durante o regime.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o comentário de Dilma foi feito há poucos dias pelo general Leônidas Pires Gonçalves, que foi chefe do DOI-Codi e ministro do Exército do governo Sarney (1985-1990).

“É incrível o desrespeito dela. Parafraseando o Romário, ela calada é uma poeta.” Em recente entrevista, o general classificou de “fugitivos” o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e demais exilados, pois “ninguém estava sendo preso impunemente”.

BRASIL PODERÁ FICAR ISOLADO CASO CHINA APOIE SANÇÕES CONTRA IRÃ



A posição brasileira contrária a novas sanções contra o Irã deverá ser posta em xeque durante a conferência de cúpula sobre segurança nuclear. E o Brasil sofrerá constragimentos e ficará isolado caso a China decida apoiar as medidas que forem apravadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília) em Washington para participar da cúpula sobre segurança nuclear, que começa hoje. O encontro, que durará dois dias, discutirá a situação do Irã e contará com a presença de 47 países
Até o momento, Brasil e China têm adotado discursos semelhantes sobre o assunto, com manifestações contrárias à imposição de uma quarta rodada de sanções da ONU contra o Irã e com a defesa do diálogo como melhor caminho.
Nas últimas semanas, porém, Pequim vem dando sinais de que poderia mudar sua posição.
O governo chinês já aceitou "discutir" a questão das sanções e, na última quinta-feira, enviou um representante a uma reunião entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha para debater o tema.
Conselho de Segurança
A China é um membro permanente do Conselho de Segurança, ao lado de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia, e por isso tem poder de veto sobre as resoluções do órgão.
O Brasil também integra o conselho, mas com uma vaga rotativa, sem poder de vetar as resoluções. O governo brasileiro, porém, deseja obter no futuro uma vaga permanente.

A Rússia, outro membro permanente que também era contrário a novas sanções contra o Irã, recentemente manifestou seu apoio às medidas.
Os Estados Unidos e outros aliados pressionam por uma quarta rodada de sanções por causa da recusa do governo iraniano em interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

11 de abril de 2010

DILMA EM SÃO BERNARDO



A candidata oficial procurou refúgio e apoio no aparelho sindical, realizando um no ato ilegal promovido neste sábado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelas centrais sindicais em defesa da sua candidatura. A reunião foi financiada com recursos das entidades sindicais, que pela legislação não podem ser utilizados para custear campanhas eleitorais.
Dilma mostrou que assim como o seu chefe e patrono, o presidente Lula, ela também não gosta das leis. Acham que a gente não deve se subordinar a elas.
O discurso da pré-candidata petista seguiu o modelo do confronto, arrotando uma suposta moralidade apesar de participar de um encontro que a legislação proíbe.
Ela disse que é fácil ser identificada, que todos sabem quem é, o que fez, que planeja fazer, e o que não fará de jeito nenhum, e que os da oposição precisam dizer quem são, fingindo não saber que eles, os da oposição, são os que fizeram o Plano Real, estabeleceram as metas de inflação, superávit primário, câmbio flutuante, inflação sob controle, Lei de Responsabilidade Fiscal, e planos sociais, que depois foram reunidos e transformados no Bolsa Família.
A Dilma é quem precisa se identificar: muita gente não sabe quem é ela. O que se sabe é que ela viveu bastante tempo na clandestinidade atuando em organizações terroristas que assassinou algumas pessoas, cujo número ninguém sabe. Sabemos também que ela participou de alguns assaltos a bancos, e a residência da amante do ex-governador Ademar de Barros, quando roubaram em cofre com mais de 2 milhôes de dólares.
Dilma disse que não apela e que não usa métodos desonestos. Mas, o discurso dela só foi apelação e desonestidade. Acusar o adversário de querer privatizar estatais, como Lula e ela própria voltaram a fazer neste sábado, mesmo sabendo que se trata de uma mentira, é crítica política ou é prática vizinha da difamação, isso é ou não é apelação e desonestidade.

SERRA BEIJA AÉCIO




Essa foto de André Dusek, da Agência Estado, simboliza um momento importante do lançamento da candidatura de José Serra, revelando o romance político que os adversários negavam a possiblidade de acontecer. Ela demonstra não que Aécio tenha roubado a cena,mas,muito mais que isso, que ele está engajado na campanha de Serra, o que provocou ciumeira geral de patezada.

FHC DISSE QUE LUGAR DE MALANDRO LADRÃO É NA CADEIA


Tá tudo combinado. Serra, candidato, não ataca Lula. Mas FHC, que não é, ataca: "O Brasil cansou de arrogância, de desprezo a todo mundo, desrespeito a lei, a autoconfiança ilimitada. O Brasil quer respeito, quer ver o malandro que roubou na cadeia. O Brasil cansou de ver responsáveis, passando a mão na cabeça de criminoso. O Brasil do Serra é da decência, do respeito a lei". Falou grosso.

Fernando Henrique Cardoso criticou também tanto a parte administrativa como a política do governo Lula e da "mãe do PAC, "Fui ver o biodiesel e não achei, não achei a transnordestina, não vi transposição do Rio São Francisco. Disse que Serra mudou São Paulo, basta ver o Rodoanel, o metrô funcionando. Não se governa o Brasil com ódio, desprezo, sem generosidade, qualidades discretas e eficientes que Serra tem". Ironizou a qualificação de Dilma Rousseff, defendendo a entrega do país a quem é um líder, como Serra, o que Dilma não é. Disse que Dilma é só marketing.

PSOL APROVA PRÉ-CANDIDATURA DE PLÍNIO SAMPAIO E RACHA.

Executiva do PSOL aprovou a indicação de Plínio de Arruda Sampaio, como candidato do partido à presidência. Na mesma hora um grupo de dissidentes do partido defendia a aclamação, em outro local também no Rio de Janeiro, de um tal Martiniano Cavalcante como candidato.
Plínio 79 anos, é uma figura curiosa e pitoresca do comunismo brasileiro. È promotor público aposentado. Sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano foi aprovada no final da tarde de sábado como o pré-candidato do Psol. Sampaio recebeu todos os votos dos 89 delegados presentes à 3ª Conferência Eleitoral Nacional do partido.
O ex-deputado federal Babá também concorria à indicação, mas, no último momento, decidiu retirar sua candidatura e recomendou seus apoiadores a votarem em Plínio. Já Martiniano Cavalcante e os delegados que votariam nele não compareceram ao evento e sua candidatura, portanto, foi considerada retirada.
Plínio declarou que o debate socialista enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, diante da "sacralização" da figura de Lula. "O desafio é criar o consenso entre os excluídos e consciência política para enfrentar o capitalismo". Plínio defendeu a retomada da frente de esquerda, com PCB e PSTU, repetindo a coligação realizada em 2006.
Heloísa Helena protestou e decidiu recorrer contra a indicação de Plínio. Segundo Heloisa esta seria a única forma de "garantir a legitimidade nacional" da decisão do PSOL. A ex-senadora saiu do evento soltando manifestando sua posição contra o diretório estadual de São Paulo, principal fonte de apoio de Plínio de Arruda Sampaio.
Para Heloisa Helena, "Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou, com enormes dificuldades, em "comunidades ribeirinhas da Amazônia". É, para Heloísa Helena o Psol foi fundado em comunidades ribeirinhas da floresta. Se pensa isso do partido que escolheu ao ser expulsa do PT, bem que podia ter optado pelo PV, que tem mais a ver com beira de rio.
A indicação de Plínio está sendo considerada uma piada. Ninguém acredita que Plínio tenha fôlego para viajar todo o país em campanha eleitoral. Não vai ter fôlego.
Mas a candidatura de Plínio não é piada não. Ela serve para justificar a grana que o PSOL recebe do fundo partidário.

PROJETO DE SERRA PARA PAÍS EXIGE ESTADO MAIS EFICIENTE E MENOS TOLERÂNCIA EM RELAÇÃO A DESOBEDIÊNCIA A LEI




Em seu discurso de hoje, José Serra apresentou um projeto de país que, entre outros pontos, contém:
- Estado mais atitvo em investimentos de infraestrutura (Esse governo, nesse quesito, foi um desastre. Nenhuma grande obra de infraestrutura foi concluída).
- Mais firmeza com relação ao cumprimento da lei (hoje, até o presidente acha que a lei não deve ser cumprida).
- Intransigência na defesa dos direitos humanos (hoje, governo só defende direitos humanos nos governos aos quais se opõem. Se for aliaado, como em Cuba, pode haver greve de fome.
- Investimentos em educação voltados para a qualidade dentro da sala de aula.
- Recuperação da educação para jovens (esse índice se estagnou no atual governo).
- Papel dos partidos políticos subordinados ao governo (e não ao contrário, como ocorre hoje, quando o governo tem que se curvar a um partido).
- Mais ação e menos marketing nas relações internacionais (apesar de todo o barulho, o atual governo só assinou um tratado de livre comércio).