11 de abril de 2010

FHC DISSE QUE LUGAR DE MALANDRO LADRÃO É NA CADEIA


Tá tudo combinado. Serra, candidato, não ataca Lula. Mas FHC, que não é, ataca: "O Brasil cansou de arrogância, de desprezo a todo mundo, desrespeito a lei, a autoconfiança ilimitada. O Brasil quer respeito, quer ver o malandro que roubou na cadeia. O Brasil cansou de ver responsáveis, passando a mão na cabeça de criminoso. O Brasil do Serra é da decência, do respeito a lei". Falou grosso.

Fernando Henrique Cardoso criticou também tanto a parte administrativa como a política do governo Lula e da "mãe do PAC, "Fui ver o biodiesel e não achei, não achei a transnordestina, não vi transposição do Rio São Francisco. Disse que Serra mudou São Paulo, basta ver o Rodoanel, o metrô funcionando. Não se governa o Brasil com ódio, desprezo, sem generosidade, qualidades discretas e eficientes que Serra tem". Ironizou a qualificação de Dilma Rousseff, defendendo a entrega do país a quem é um líder, como Serra, o que Dilma não é. Disse que Dilma é só marketing.

PSOL APROVA PRÉ-CANDIDATURA DE PLÍNIO SAMPAIO E RACHA.

Executiva do PSOL aprovou a indicação de Plínio de Arruda Sampaio, como candidato do partido à presidência. Na mesma hora um grupo de dissidentes do partido defendia a aclamação, em outro local também no Rio de Janeiro, de um tal Martiniano Cavalcante como candidato.
Plínio 79 anos, é uma figura curiosa e pitoresca do comunismo brasileiro. È promotor público aposentado. Sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano foi aprovada no final da tarde de sábado como o pré-candidato do Psol. Sampaio recebeu todos os votos dos 89 delegados presentes à 3ª Conferência Eleitoral Nacional do partido.
O ex-deputado federal Babá também concorria à indicação, mas, no último momento, decidiu retirar sua candidatura e recomendou seus apoiadores a votarem em Plínio. Já Martiniano Cavalcante e os delegados que votariam nele não compareceram ao evento e sua candidatura, portanto, foi considerada retirada.
Plínio declarou que o debate socialista enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, diante da "sacralização" da figura de Lula. "O desafio é criar o consenso entre os excluídos e consciência política para enfrentar o capitalismo". Plínio defendeu a retomada da frente de esquerda, com PCB e PSTU, repetindo a coligação realizada em 2006.
Heloísa Helena protestou e decidiu recorrer contra a indicação de Plínio. Segundo Heloisa esta seria a única forma de "garantir a legitimidade nacional" da decisão do PSOL. A ex-senadora saiu do evento soltando manifestando sua posição contra o diretório estadual de São Paulo, principal fonte de apoio de Plínio de Arruda Sampaio.
Para Heloisa Helena, "Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou, com enormes dificuldades, em "comunidades ribeirinhas da Amazônia". É, para Heloísa Helena o Psol foi fundado em comunidades ribeirinhas da floresta. Se pensa isso do partido que escolheu ao ser expulsa do PT, bem que podia ter optado pelo PV, que tem mais a ver com beira de rio.
A indicação de Plínio está sendo considerada uma piada. Ninguém acredita que Plínio tenha fôlego para viajar todo o país em campanha eleitoral. Não vai ter fôlego.
Mas a candidatura de Plínio não é piada não. Ela serve para justificar a grana que o PSOL recebe do fundo partidário.

PROJETO DE SERRA PARA PAÍS EXIGE ESTADO MAIS EFICIENTE E MENOS TOLERÂNCIA EM RELAÇÃO A DESOBEDIÊNCIA A LEI




Em seu discurso de hoje, José Serra apresentou um projeto de país que, entre outros pontos, contém:
- Estado mais atitvo em investimentos de infraestrutura (Esse governo, nesse quesito, foi um desastre. Nenhuma grande obra de infraestrutura foi concluída).
- Mais firmeza com relação ao cumprimento da lei (hoje, até o presidente acha que a lei não deve ser cumprida).
- Intransigência na defesa dos direitos humanos (hoje, governo só defende direitos humanos nos governos aos quais se opõem. Se for aliaado, como em Cuba, pode haver greve de fome.
- Investimentos em educação voltados para a qualidade dentro da sala de aula.
- Recuperação da educação para jovens (esse índice se estagnou no atual governo).
- Papel dos partidos políticos subordinados ao governo (e não ao contrário, como ocorre hoje, quando o governo tem que se curvar a um partido).
- Mais ação e menos marketing nas relações internacionais (apesar de todo o barulho, o atual governo só assinou um tratado de livre comércio).

SUZANA VIEIRA FALOU BESTEIRA

Abril 10, 2010


Suzana Vieira falou muita besteira. Ela necessita urgentemente de umas aulas de história e geografia. Talvez precise de alguém que a acompanhe, porque ela está tão idosa que não sabe onde está, e precisa de alguém que a guie.
Vai precisar também de alguém que lhe ensine, ética, boas maneiras, e um pouco de civilidade para parar de arrotar que mora em Itanhangá, e nunca mais chamar o Nordeste de Selva

SERRA PREGA UNIÃO EM DISCURSO

Abril 10, 2010

Ao lançar sua campanha à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não poupou críticas indiretas a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em várias áreas e voltou a repetir seu slogan de que o “Brasil pode mais”, que tem sido rejeitado por petistas.

Em seu discurso, Serra criticou a divisão do país em classes e regiões e ainda provocou seus adversários ao dizer que” o Brasil não tem dono” e que a oposição está preparada para “quanto mais mentiras disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.

Segundo Serra, é “deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil”.

Serra arrancou aplausos dos militantes ao dizer que o Brasil precisa de “coragem para construir o Brasil melhor, o Brasil da União”. “Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem”, disse.

O ex-governador disse ainda que defende um país sem exclusão. “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo”, afirmou.

FHC DIZ QUE BRASILEIRO QUER MALANDRO QUE ROUBA NA CADEIA

Abril 10, 2010

Ex-presidente também criticou Lula por não reconhecer avanços das gestões anteriores
Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o papel de verbalizar o embate direto com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, dando combustível para um dos que serão os principais temas da eleição presidencial deste ano: a comparação entre as gestões petistas e tucanas. O ex-presidente destacou em seu discurso o "desrespeito à lei". Essa é uma das estratégias do PSDB que quer colar em Lula e no PT a pecha de que não respeitam a Justiça, tendo como pano de fundo as condenações do presidente por fazer campanha antecipada. "O Brasil cansou de arrogância e desrespeito à lei", afirmou.
E insistiu no discurso ético ao afirmar que o brasileiro quer ver "malandro que rouba na cadeia". "Muito do que se fez hoje, foi plantado no meu governo", declarou o ex-presidente Fernando Henrique, que criticou o fato de o atual governo não reconhecer, segundo ele, avanços das gestões anteriores. "Serra saberá reconhecer o que foi feito. Não cuspimos no prato que comemos." FHC criticou o governo atual falando que as obras e ações são iniciativas de "marqueteiros". Também questionou projetos específicos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, como a transposição do Rio São Francisco, umas das maiores obras do governo federal. "Não a vi", disse o ex-presidente ao contar que foi à região tentar conhecer a obra.
O ex-presidente teceu elogios a Serra e disse que o ex-governador seria capaz de produzir a "união". Chamou-o de "construtor do futuro" e de "generoso". Disse que ele "mudou" São Paulo. E brincou. "Ele sempre teve esse olho esbugalhado", disse, ao contar quando o conheceu.
Ao elencar as características do "amigo", completou: "Não vai transformar virtudes em propaganda". Também aproveitou para fazer um mimo em Aécio Neves, vice dos sonhos de FHC, chamando-o de "futuro do Brasil". Embora o PSDB queira fazer uma campanha comparando as biografias de Serra e da adversária Dilma Rousseff,

AÉCIO CRITICA DURAMENTE O PT E CONCLAMA APOIO A SERRA

Embalado pelos gritos da plateia de “vice, vice, vice”, durante encontro do PSDB/DEM/PPS, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves disse que acompanhará de perto a pré-candidatura do colega de partido José Serra à Presidência da República. “Estarei ao seu lado onde quer que eu seja convocado”, afirmou Aécio.
Durante seu discurso, ele afirmou que a unidade do PSDB é o melhor instrumento para ter no Brasil novamente um governo que priorize resultados. Aécio lembrou que em dezembro do ano passado abdicou da possibilidade de encabeçar a chapa do partido e alegou que este era um claro sinal de que estaria ao lado de Serra. “Estamos iniciando um grande embate”, afirmou.
Aécio garantiu que o PSDB está preparado para debater sobre o futuro do País e também não se negará a discutir o passado do partido se assim os opositores desejarem. “Não há nada que nos envergonhe”, afirmou. O ex-governador disse que se o Brasil é um País melhor hoje, é porque o PSDB esteve ao lado do presidente Tancredo Neves (avô de Aécio), em 1985.
Ele também citou outros momentos históricos que receberam o apoio do PSDB, como o impeachment do presidente Fernando Collor e o lançamento do Plano Real. Em contrapartida, de acordo com Aécio, o PT passou ao largo de muitos desses acontecimentos porque não se tratavam de projetos que nasceram dentro do Partido dos Trabalhadores. “O Brasil não foi descoberto em 2003″, afirmou.
O ex-governador reconheceu as privatizações feitas no passado pelo PSDB. “Privatizamos sim, mas setores que precisavam, como o de telefonia e a siderurgia. Eles (PT) negaram a eficiência”, ressaltou. Depois dessas críticas diretas ao Partido dos Trabalhadores, Aécio disse que iria reconhecer, em pleno encontro do PSDB, virtudes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Mas uma delas esteve acima de todas as outras: Lula manteve inalterada a política econômica de Fernando Henrique Cardoso”, disse arrancando fortes aplausos da plateia.
Na avaliação de Aécio, não há proposta de governo melhor para o País do que a de José Serra. Ele disse também que deseja, a partir de agora, “um governo que faça menos propaganda”. “A partir deste momento, o candidato de Minas Gerais é José Serra”, disse para a plateia. Voltando-se para o ex-governador de São Paulo, acrescentou: “Serra, a partir de hoje, sua voz será a nossa voz

9 de abril de 2010

DILMA, EM CARREIRA SOLO

Pronto, deixaram a Dilma, em pleno vôo solo, e a candidata do governo começou a derrapar e fazer barbeiragens. A andança da candidata pelas Gerais criou um monte de problemas.
Primeiro, sob o olhar desconfiado da mineirada ela foi visitar o túmulo do Tancredo Neves, que sempre foi criticado pelo PT, de quem não conseguiu nem o voto nem o apoio. Lá elogiou o Aécio, a quem declarou um governante “exemplar”. Depois, disse que gostaria de receber o voto “Anastadilma” ou o “Dilmasia”, ou seja, defendeu que o eleitor mineiro vote nela Dilma do PT pra presidente e no tucano Antonio Anastasia para o governo de Minas.
O PT tem dois pré-candidatos no estado: Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Além disso, com o apoio de Lula o partido discute a possibilidade de apoiar o peemedebista Hélio Costa para o governo. De uma tacada só, todos se sentiram traídos, vendo a Dilma pedir voto pro candidato tucano. A viagem da Dilma incomodou todo mundo no PT e PMDB. E a minerada olhando.
Eduardo Dutra entrou em ação para tentar consertar o estrago. Ligou para Hélio Costa, mas já era tarde.
Agora, Dilma irá ao Ceará para eventos em Fortaleza e Juazeiro. Está todo mundo com medo que ela crie novos problemas, desta vez com o Ciro Gomes. Até quinta-feira (8), os responsáveis pela agenda de Dilma discutiam se devem ou não convidar o deputado a participar das atividades, posto que ela candidata assumida, e ele, ao menos por enquanto, também. Todos apostam que alguém vai chutar o balde.

BOATO DE ARRASTÃO PROVOCA PÂNICO EM NITERÓI

Manifestação de moradores espalhou confusão e comércio fecha

Uma manifestação de protesto dos moradores do Morro do Estado, uma das áreas atingidas por desabamentos em Niterói, no Grande Rio, deu origem a uma grande confusão e tumulto na cidade, espalhando uma onda de pânico, provocando correrias e desespero. Agências bancárias, lojas, supermercados, restaurantes e todo o comércio do Centro e de Icaraí, zona sul, fecharam durante a tarde. As pessoas acreditaram tratar-se de um arrastão.
Tudo aconteceu depois de uma reunião entre moradores da favela e representantes da prefeitura. Os moradores se retiraram da reunião reclamando e criticando o prefeito e seus assessores, retornando a pé até a subida do Morro do Estado que fica próximo a sede do governo municipal. Na caminhada faziam uma grande algazarra.
O grupo de moradores do Morro do Estado era constituído quase que exclusivamente de pessoas negras e pobres, todas mal vestidas. Isso foi o bastante para despertar o preconceito. Logo o boato de arrastão se espalhou, inclusive pelo Twitter.
As lojas do Plaza Shopping, principal centro de compras da cidade, fecharam as portas. Os clientes assustados corriam esbaforidos para todos os lados. Alguns se reuniram na praça de alimentação. A segurança foi reforçada e as lojas reabriram.
O pessoal, por telefone, avisava amigos e parentes. Cada um tinha uma informação ainda mais terrível: Niterói está em clima de guerra civil, arrastão em todos bairros da cidade, uma horda de bárbaros com pedaços de paus, facas,armas, está espalhando o terror na cidade. Os telefonemas recomendavam: as autoridades pedem para ninguém sair de casa, há tiroteio em todos os cantos da cidade, Icaraí está em pânico, os baderneiros já estão invadindo as casas. O noticiário das rádios começou a divulgar a notícia do arrastão. As empresas retiraram os ônibus das ruas, os taxis sumiram. Em poucos minutos, o boato já dava a notícia de que o arrastão estava em Icaraí, e logo estava em Santa Rosa, em poucos minutos estava em todos os bairros de Niterói.
A PM que atuava no Morro do Bumba, onde 50 casas desabaram, foi desviada para fazer o patrulhamento da cidade. Cenas de humor trágico foram inevitáveis. Na agência da Caixa Econômica em Icaraí, todos os clientes permaneceram deitados no chão durante cerca de 10 minutos e ficaram trancados na agência por mais duas horas, temendo a invasão dos participantes do arrastão.

1 de abril de 2010

Serra diz que não aceita "roubalheira"

Por: CATIA SEABRA, BRENO COSTA e SILVIO NAVARRO DO PAINEL

Folha de S. Paulo - 01/04/2010Após longo silêncio, tucano faz o mais duro discurso até então contra Lula e Dilma

Governador encerrou seu discurso com lema que deve nortear fala como candidato na campanha: "Vamos juntos, o Brasil pode mais!"


Depois de 39 meses de silêncio tático, o governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, José Serra (PSDB), 68, lançou-se ontem em confronto com o governo Lula e sua candidata, Dilma Rousseff (PT).
Em sua despedida do Palácio dos Bandeirantes, Serra transformou sua prestação de contas, justificativa oficial para o evento que reuniu 6.000 pessoas na sede do governo, no seu mais contundente discurso já feito ao governo federal.
Apresentando-se pela primeira vez como candidato do PSDB à Presidência, usou termos duros ao pregar a "honra" como um princípio de seu governo à frente do Estado.
"Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito", afirmou, diante de uma plateia de 1.500 convidados, além de 4.500 pessoas que assistiam por telões no hall e nos jardins da sede de governo.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu. À noite, em outro evento, ele disse que não foi porque está no "limite físico". Foi citado uma vez por Serra, junto com Mário Covas, Franco Montoro e Geraldo Alckmin.
Serra -que colocou o ponto final no texto às 6h- contrapôs seu governo ao do PT. Ainda que sem fazer menção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao mensalão, disse que a relação de sua gestão com a Assembleia foi marcada pela transparência em favor do povo.
Dizendo que não discrimina por coloração partidária, atacou: "A gente serve ao interesse público, não às máquinas partidárias. Governamos para o povo e não para partidos".
Alvo de manifestações dos sindicatos, Serra deixou clara a disposição de colar no PT o rótulo de sectarismo: "Jamais incentivei o confronto gratuito. Jamais mobilizei falanges de ódio. [...] E nisso não vou mudar. Ainda que venha a ser alvo dessas mesmas falanges", disse, após afirmar que "nunca cedeu à frivolidade das bravatas".
E falou da campanha ao anunciar uma nova "etapa": "Olhando para trás e vendo tudo o que fizemos, sinto ganhar bastante força para esta etapa que nos espera. Vou ingressar nela, vou ingressar nessa etapa com muita disposição, com muita força, com muita confiança, muita fé, muita sinceridade e muito trabalho", discursou, com aplausos da plateia.
O governador encerrou seu discurso citando a frase presente no brasão do Estado de São Paulo ("Pelo Brasil, façam-se as grandes coisas") e com um lema que deve nortear seus discursos de candidato: "Vamos juntos, o Brasil pode mais!"