28 de junho de 2009

PRÊMIO DE 55 MILHÕES DA MEGA-SENA SAI PARA 4 APOSTADORES

Bilhetes premiados do terceiro maior prêmio da história vão embolsar R$ 13.904.065,20 cada


Quatro apostas acertaram as seis dezenas do concurso 1086 da Mega-Sena e vão dividir o prêmio de R$ 55 milhões sorteados neste sábado (27). Cada aposta vai receber R$ 13.904.065,20. As dezenas sorteadas foram:
02 - 04 - 06 - 10- 23 - 45
Segundo informações da Caixa, os bilhetes vencedores são de Ibirité (MG), Londrina (PR), Leme (SP) e São Bernardo do Campo (SP). A Quina premiou 954 apostas com R$ 5.470,55 cada. Já a Quadra teve 52.159 contemplados, que receberão R$ 142,93 cada. O próximo concurso da Mega-sena, a ser realizado na próxima quarta-feira (1º), deve pagar R$ 2 milhões

POLICIA DE LOS ANGELES OUVIU MÉDICO DE MICHAEL JACKSON ONTEM

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Uma reportagem publicada na noite deste sábado no site do jornal americano "The New York Times" afirma que a polícia de Los Angeles entrevistou hoje Conrad Murray, o médico que estava com Michael Jackson na hora da morte do astro pop na quinta-feira. Segundo a reportagem, os policiais afirmaram que não estavam conduzindo uma investigação criminal mas queriam falar com o médico sobre dúvidas que surgiram sobre a morte de Jackson.
Um comunicado divulgado pelo advogado de Murray diz que o médico "não é um suspeito" na morte do cantor e que ele vai "continuar a colaborar" nas atividades policiais. "O Dr. Murray fez o máximo para revivê-lo", diz a nota
Questões sobre a atividade do médico foram levantadas neste sábado pelo reverendo Jesse Jackson. O pastor negro, militante dos direitos cívicos, disse que Murray "deve à família e ao público" explicações sobre as últimas horas de vida de Michael Jackson, afirmou, sentenciando que "nesse caso, o problema não é a automedicação, mas o médico".
O consumo excessivo de medicamentos foi amplamente citado pelos familiares do cantor como uma das causas possíveis para a morte. "Há suspeitas que pairam sobre este médico, e com razão, pois qualquer outro médico diria: 'Isso foi o que aconteceu durante as últimas horas de vida de Michael Jackson. Eu estava lá e lhe dei medicamentos'", declarou o pastor Jackson, que não tem nenhum parentesco com o cantor
Quando o médico veio? O que fez? Deu uma injeção a Michael? E se deu, qual foi a substância injetada? O médico voltou muito tempo depois de ter sido chamado?", perguntou o reverendo. "A ausência dele levanta questões importantes, às quais só ele pode responder", prosseguiu.

NOVA NECRÓPSIA

As dúvidas sobre a atuação médica teriam levado a família a pedir uma nova necrópsia do corpo de Michael Jackon, segundo o porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Brian Elias. De acordo com o site de celebridades "TMZ", essa segunda necrópsia teria sido realizada já neste sábado .
"Sinceramente, a família precisa de uma necropsia independente. Estou seguro de que ela deveria fazer isso, e provavelmente o fará", reforçou o pastor.
O corpo do cantor foi liberado pelas autoridades do Estado da Califórnia e entregue aos familiares na noite desta sexta-feira. A família, que está reunida desde quinta-feira na residência de Encino, subúrbio de Los Angeles, conduziu o corpo de Jackson a um local ainda não divulgado. Não há informações sobre a realização do funeral e enterro.

Autópsia inconclusiva

A autópsia foi concluída na tarde de sexta-feira. O exame, no entanto, não determinou a causa da morte do artista. Em entrevista coletiva realizada logo após a autópsia, o porta-voz Craig Harvey informou que é preciso esperar o resultado dos exames toxicológicos.
Segundo Harvey, o resultado desses exames vai demorar de quatro a seis semanas para ficar pronto. O porta-voz ainda informou que Michael Jackson ainda estava vivo quando chegou ao hospital, e que não havia sinais de violência em seu corpo.
Familiares de Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal TMZ.
O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerá-lo "dependente" de morfina e medicamentos com prescrição médica.
Outros integrantes da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.
De fato, representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

Injeção de Demerol

O portal também assegurou que um integrante próximo à família de Michael afirmou que o cantor recebia uma injeção diária de Demerol, um medicamento similar à morfina, e que, nesta quinta-feira, dia da morte de Jackson, recebeu uma dose por volta das 11h30 (15h30, no horário de Brasília). A fonte acrescentou que a dose foi "alta demais" e que causou sua morte.
Uma porta-voz da Polícia de Los Angeles disse que um veículo do médico supostamente responsável pelo medicamento foi rebocado da casa de Michael "porque pode conter remédios ou outras evidências que podem ajudar o juiz de instrução".
Curiosamente, há alguns anos Michael Jackson compôs uma música em que fala especificamente sobre morfina e demerol. A canção se chama "Morphine" e está no álbum "Blood on the Dance Floor", de 1997. "Close your eyes and drift away / Demerol, demerol / Oh God, he's taking demerol", diz um trecho da letra (em português, "Feche os olhos e deixe-se levar / Demerol, demerol / Meu Deus, ele está tomando demerol").
Brian Oxman, amigo pessoal de Michael e advogado da família, afirmou, na quinta-feira, não conhecer "a causa de tudo isto, mas é algo que temia. Isto é um caso de abuso de remédios, salvo que a causa seja outra". "Sua família tentava cuidar de Michael há meses, mas as pessoas que o rodeavam não permitiram que isto ocorresse", acrescentou.
Takek Ben Amar, amigo e ex-agente de Michael Jackson, chegou a chamar os médicos que travavam do artista de criminosos e charlatães, pois, segundo ele, se aproveitaram de uma pessoa hipocondríaca que tinha necessidade de tomar muitos medicamentos. "Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que o atenderam ao longo de sua carreira, que destruíram seu rosto, que deram remédios para acalmar as dores", denunciou Ben Amar à rádio francesa Europe 1.
"Ele era hipocondríaco e nunca soube de verdade se estava doente porque vivia rodeado de médicos charlatães que viviam dessa doença, que cobravam milhares e milhares de dólares em remédios, em vitaminas", acrescentou.
O anestesista do Hospital São Luis Daniel Oliveira explica que uma dose muito alta de morfina poderia causar parada respiratória, o que levaria à parada cardíaca. "A morfina é um opióide, como a heroína, e pode causar depressão respiratória caso o paciente receba uma dose muito maior do que a que está habituado", detalha. Um paciente que sofra de dor crônica, como os com câncer terminal, pode ser medicado com 10 ou 15 miligramas diárias. "Se Michael Jackson estava tratando um quadro de dor muito forte, ele aguentaria mais morfina", especula. Isso porque o organismo cria mecanismos de resistência aos efeitos e necessita quantidades maiores para que a droga faça efeito.
O médico cardiologista Fernando de Araujo Pereira ressalta que a quantidade de morfina suficiente para causar uma parada cardiorrespiratória é diferente para cada paciente. "Depende da dose, da predisposição da pessoa e das doenças que ela tem", alerta.

MÉDICO DE MICHAEL JACSON PRESTA DEPOIMENTO A POLÍCIA DE LOS ANGELES

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A polícia disse que não está conduzindo uma investigação criminal, mas queria falar com o médico Conrad Murray, de 56 anos, que era o cardiologista que estava com Michal Jackson no momento em que ele passou mal. Jackson, que estava ensaiando para uma turnê de 50 shows em Londres morreu no hospital.
"Nós achamos que ele (Conrad Murray) está colaborando conosco para chegar à verdade dos fatos neste caso", disse o chefe do departamento de polícia Charlie Beck.
O advogado de Murray disse que o médico não era suspeito da morte de Jackson e que ele "continuava cooperando totalmente" com a investigação.
"Dr. Murray acompanhou Michael Jackson até o hospital e fez esforço frenético para reanimá-lo durante o caminho", disse um assessor do advogado de Murray.
O reverendo Jesse Jackson, que tem sido o porta-voz dos pais do cantor, disse à CNN que a família iria "sem dúvida" pedir um exame independente no corpo do Rei do Pop.
Jesse Jackson disse à ABC News que a família também tem perguntas a fazer para Murray. "Quando o médico veio? O que ele fez? Ele injetou algo nele? Se sim, o quê?," indagou. "Ele esteve no local duas vezes? Antes e reagindo ao que aconteceu? Ele usou Demerol? É uma droga muito forte. Ele (o Demerol) foi injetado uma vez? Foi injetado duas?"
O TMZ informou que a polícia também está interessada em falar com outro assessor de Jackson, Tohme Tohme, sobre o uso, pelo cantor, de medicação prescrita.

REALIZADA SEGUNDA NECRÓPSIA EM MICHAEL JACKSON

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Concluída segunda autópsia em Michael Jackson

Família do astro pop contratou legista particular, mas ainda não divulgou resultado da autópsia

A família do cantor Michael Jackson pediu novos exames para apurar a causa da morte. A informação foi confirmada a agências internacionais pelo porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Brian Elias.
Segundo o jornal "Los Angeles Times", a segunda necrópsia foi concluída, mas os resultados não foram divulgados.
De acordo com a Fox News, a família de Jackson esteve reunida próximo à sua casa, no subúrbio de Los Angeles, preparando o velório e o funeral do artista. Uma empresa de mudança foi enviada à mansão de Holmby Hills, onde Michael Jackson morava, para encaixotar e levar embora suas coisas.
Muitas caixas foram retiradas da casa neste sábado (27). Não há informações sobre o destino dos pertences do cantor nem registro do que exatamente já saiu da casa. Pela manhã, sua irmã Janet usou três caminhões para recolher os bens da mansão alugada pelo cantor em Carolwood Drive.
Informações de janeiro deste ano, época em que Jackson se mudou para a mansão, dão conta de que o aluguel seria de R$ 100 mil dólares (o equivalente a cerca de R$ 190 mil), o que pode ter apressado a retirada de seus bens.
Resultados da necrópsia, realizada nesta sexta-feira, não indicaram "traumas externos" ou "circustâncias suspeitas" (de crime) no corpo do cantor, que morreu na quinta após sofrer uma parada cardíaca em sua casa em Los Angeles.
De acordo com Craig Harvey, porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, "levará de quatro a seis semanas" para "fechar o caso e definir uma causa final da morte". O prazo é o tempo necessário para que sejam colhidos resultados dos testes toxicológicos adicionais.
Segundo o jornal "Los Angeles Times", a segunda necrópsia foi concluída, mas os resultados não são conclusivos e ainda foram divulgados.
A família de Michael Jackson contratou um patologista particular que concluiu uma segunda autópsia no corpo do cantor neste sábado, 27, segundo apurou o Los Angeles Times junto a fontes ligadas à família do cantor neste caso.
A família também divulgou uma nota sobre a morte do rei do pop. Ao mesmo tempo, o médico particular do cantor, Conrad Murray, ouvido pela polícia para ajudar a reconstituir as últimas horas de vida de Michael Jackson.
A segunda autópsia foi feita um dia após o IML de Los Angeles anunciar que não poderia determinar imediatamente a causa da morte de Jackson. Legistas disseram que precisariam ter em mãos o resultado de análises toxicológicas para concluir o motivo da morte do cantor de 50 anos, que teve um ataque cardíaco na quinta-feira, 25, em sua mansão em Holmby Hills.
O médico que tentou ressuscitar Michael Jackson depois que ele teve um ataque cardíaco em sua casa, na quinta, 25, teve um encontro com os detetives da polícia de Los Angeles na tarde deste sábado, 27. Enquanto isso, a família do astro pop pedia uma segunda autópsia para determinar a causa da morte do cantor.

OAB NITERÓI ASSINA ACORDO COM ESCRITÓRIO MODELO DA UFF PARA DAR ASSISTÊNCIA JURÍDICA A NECESSITADOS


A OAB de Niterói assinará, no próximo dia 10 de julho, um acordo de cooperação técnica com o Escritório Modelo da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). O objetivo do convênio será o de prestar assistência jurídica a pessoas carentes,sem condições de arcar com o pagamento de honorários advocatícios. Os hipossuficientes que procuram a entidade, ao invés da Defensoria Pública, serão encaminhados ao escritório.
O acordo de cooperação técnica foi decidido em encontro realizado, na sede da OAB de Niterói, com a presença do presidente Antonio José Barbosa da Silva e do diretor da faculdade, professor Edson Alvis Neve. Estiveram presentes na reunião, o coordenador do Escritório Modelo, professor Renan Aguiar; o presidente da Comissão de Articulação com a Justiça, Aldir Moraes do Vale, representando a Comissão de Direitos Humanos; o subsecretário de Governo de Niterói, Márcio Brandão, representando o secretário Michel Saad, além do diretor-tesoureiro da OAB de Niterói, Fernando Dias, e do presidente da Comissão de Inscrição e Seleção da entidade, Hélio Considera.
Aldir do Vale informou que a parceria vai ajudar os necessitados, sem condições financeiras comprovadas. Citou, por exemplo, problemas dos moradores do Morro do Céu na luta pela regularização da posse dos terrenos. Disse que a Comissão de Direitos Humanos da OAB de Niterói está prestando assistência e enviará a documentação para o escritório tratar da legalização das áreas.
Brandão garantiu que a Prefeitura tem o maior interesse na solução dos problemas que afetam aos moradores e que o secretário Michel Saad vai servir de elo entre a OAB de Niterói, Escritório Modelo da Faculdade de Direito da UFF e os órgãos da municipalidade, para apressar a solução do problema

DEPOIMENTO DO MÉDICO DE MICHAEL JACKSON DEVERÁ ESCLARECER RAZÃO DA MORTE DO CANTOR

O médico particular de Michael Jackson, Conrad Murray, testemunha dos últimos momentos da vida do artista, terá que esclarecer qual os remédios que o cantor consumia.
Murray já foi interrogado pela Polícia na quinta-feira (25), dia da morte do cantor. A expectativa é que o médico volte a falar neste sábado para explicar como os fatos se sucederam. Até agora, Murray não foi acusado de nenhum crime.
Murray, cardiologista que atendia o cantor há três anos, passou a ser objeto de suspeitas após a repentina e inexplicável morte do artista e diante de especulações de que Jackson poderia ter consumido um coquetel de fortes medicamentos contra dores.
O silêncio de Murray - aparentemente o primeiro a tentar reanimar Michael quando sofreu a parada cardíaca na quinta-feira passada - e o fato de a Polícia ter retido o veículo do médico devido a possibilidade de conter provas importantes para o caso, o tornaram alvo de todas as atenções.
Murray tinha licença para trabalhar nos estados da Califórnia, Nevada e Texas. Ele já esteve envolvido em vários processos na justiça e teve que pagar até US$ 400 mil em alguns desses processos, além de ter diversas multas de trânsito não pagas em seu nome.
Apesar da aparente fragilidade de Michael, fontes da rede de televisão americana "Fox" asseguraram que os médicos que realizaram a autópsia encontraram o corpo do artista em boa forma e mais forte do que o esperado, mas também com uma cicatriz no rosto.
Os exames médicos realizados na sexta-feira com o corpo do artista foram pouco esclarecedores. Mesmo assim, a hipótese de suicídio foi descartada, e serão as análises toxicológicas que ajudarão a definir a causa do falecimento.
O executivo-chefe da AEG Live - empresa responsável pelos shows que Michael faria -, Randy Philips, afirmou que o artista passou por mais de quatro horas de exames médicos sem problemas e que, na noite anterior a sua morte, demonstrou estar em bom estado em um ensaio realizado em Los Angeles.
"Ele dançava igual ou melhor do que os dançarinos de 20 anos de idade que o rodeavam. Pensei que este seria o maior espetáculo ao vivo já produzido. Ele estava com um aspecto genial", disse Philips. EFE

MÉDICO PARTICULAR DE MICHAEL JACKSON VAI PRESTAR DEPOMENTO

Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson, vai prestar depoimento à polícia de Los Angeles neste sábado às 20h (horário de Brasília). Essa informação foi divulgada pelo site de celebridades TMZ.
O site conversou com o advogado do médico, Matt Alford, que disse que seu cliente não é considerado um suspeito e que até agora o assunto não é tratado pela polícia como uma investigação criminal.

Jackson x Murray

Michael Jackson exigiu a contratação de Conrad Murray pela AEG Live, empresa responsável pela turnê, com uma série de 50 shows que Michael Jackson faria em Londres. O rei do pop havia condicionado que o profissional o acompanhasse durante toda a temporada. O presidente da AEG Live, Randy Phillips, disse à agência de notícias Associated Press que o médico Conrad Murray esteve acompanhando o artista nos últimos três anos, e era de confiança do cantor.
Randy Phillips revelou que o cantor insistiu para que a companhia AEG Live contratasse o cardiologista, e não aceitou a proposta de contratação de um médico local, recusando as alegações de que isso seria mais recomendado por questões logísticas e financeiras.
"Michael me disse pessoalmente que ele acreditava naquele homem. E o médico parecia ser bem atencioso com Michael", disse ao LA Times Randy Phillips, executivo da AEG Live, que estava envolvido na organização dos shows. Ao que tudo indica, Murray receberia um alto valor para fazer a viajem na companhia de Michael.
Murray sumiu logo após a morte do cantor, mas foi localizado horas depois. O depoimento do médico é aguardado para esclarecer melhor as circunstâncias da morte de Michael Jackson. O médico era a única pessoa presente no momento em que o cantor teve uma parada cardíaca.
Segundo o site "TMZ", o cardiologista Conrad Robert Murray tentou reanimar MJ quando o cantor entrou em colapso. O médico também impediu que os paramédicos declarassem a morte de Michael antes de o cantor ser levado ao Hospital da Universidade da Califórnia.
Apesar de a necropsia não ter apontado nada conclusivo sobre a morte do ídolo pop, já se sabe que o cantor usava analgésicos regularmente e há rumores de que Jackson teria recebido uma dose de Demerol, remédio com ação semelhante à morfina, três horas antes de morrer. O carro do médico, que estava na casa alugada por Jackson em Los Angeles, foi apreendido pela polícia para que investigações sejam feitas.
O médico tinha autorização para exercer a medicina em três estados americanos, Califórnia, Nevada e Texas, e foi chamado a Los Angeles pelo próprio Michael Jackson. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a clínica de Murray sofre processos na justiça americana que podem chegar ao valor de US$ 1 milhão.

Adeus ao rei do pop
Os rumores sobre a morte de Michael Jackson começaram a aparecer por volta das 13h (horário de Los Angeles), 17h em Brasília, da última quinta, 25 de junho, quando uma ambulância foi chamada para socorrer o cantor em sua casa, no bairro de Bel Air. Momentos depois da chegada de Jackson ao UCLA Medical Center, o site de celebridades TMZ publicou a notícia de que o cantor havia morrido. Em seguida, o jornal Los Angeles Time confirmou a informação. A morte de Jackson só foi oficialmente divulgada por volta das 15h (19h em Brasília), quando o Instituto Médico Legal da cidade confirmou o falecimento do ídolo pop. O tenente Fred Corral, porta-voz do IML local, disse à rede de televisão CNN que Jackson foi declarado morto às 14h26 (18h26 em Brasília).

27 de junho de 2009

CERIMÔNIA DO ADEUS

DORA KRAMER
O ESTADO DE S. PAULO
Na quinta-feira, quando deixou de ir ao Senado para não ser obrigado a ouvir de novo as cobranças da véspera para que se afastasse da presidência da Casa, o senador José Sarney não perdeu apenas a apresentação do colega Pedro Simon outra vez no papel de conselheiro das causas perdidas.
Perdeu a última chance de simular controle da situação e, assim, cumpriu mais um ato do ritual da cerimônia de adeus iniciada por ele quando entregou ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes, a prerrogativa de comandar o conserto dos estragos que há cinco meses se acumulam na forma de escândalos no Senado.
Ao tentar "amarrar" o apoio da segunda maior bancada da Casa, transferindo poder ao DEM, José Sarney já revelara o tamanho da sua fragilidade política.
Sem a unanimidade no PMDB, tendo contra si o PT, enfrentando o confronto explícito do líder do PSDB, alvo de uma denúncia atrás da outra de favorecimentos pessoais, impossibilitado de jogar ao mar com o vigor exigido o principal acusado e acuado por uma pressão que nem um advogado de defesa do jaez do presidente Luiz Inácio da Silva conseguiu aliviar, Sarney apoiava-se numa escora totalmente instável.
Quando atendia pelo nome de PFL, o DEM foi seu fiel companheiro de Aliança Democrática, compartilhou com ele o governo da Nova República, serviu de legenda à filha Roseana e a inúmeros aliados, agora recentemente deu-lhe votos para se eleger presidente do Senado, mas, no que concerne ao presente e, sobretudo ao futuro, o DEM tem outros planos.
A perspectiva de poder do partido está ligada aos projetos eleitorais do governador de São Paulo, José Serra, a quem Sarney reputa a condição de inimigo porque atribui a ele o desmonte da candidatura presidencial de Roseana, em 2002. Na frieza dos negócios da política, entre um que pode vir a ser e outro que deixa de ser, não há dúvida que se imponha e, portanto, nem decisão a ser tomada.
Muito provavelmente, o senador José Sarney também falava a respeito disso na nota oficial que divulgou naquela quinta-feira imputando suas agruras ao fato de ser um aliado do presidente Lula. Entregou ali todos os pontos. Admitiu ter percebido o crescente isolamento.
Confessava-se desprovido de argumentos para responder às acusações que o envolviam diretamente. Até porque o que pesa contra o presidente do Senado no momento não são denúncias de crimes dos quais possa se defender com documentos.
São velhos vícios, cuja prática dispensa comprovação e fala por si. Não há como Sarney negar os empregos dos parentes, a existência da troca de favores, a cessão de benefícios a afilhados, a proteção de agregados, a inadequação de atitudes, o uso particular do bem público por entendimento equivocado do que seja permitido ao ocupante de um alto cargo na República.
Quanto tempo José Sarney ainda ficará formalmente na presidência do Senado não se sabe. Podem ser dias, semanas ou meses. Já não importa.
Na prática, ele já abandonou o comando da Casa. E deixou isso muito claro na semana passada, quando informou que não estava ali para organizar-lhe as despensas, muito menos para remover-lhe os entulhos das lixeiras.
Aviso antecipado
O DEM e o PSDB só oficializam na semana que vem, mas já pediram formalmente o afastamento de José Sarney da presidência.
Na sessão de quinta-feira à tarde, o senador Demóstenes Torres informou ter "acabado" de receber do líder Agripino Maia autorização para divulgar a decisão e, em seguida, Marisa Serrano, falando em nome da liderança do PSDB, disse que os tucanos também seguem esse rumo.
Restará ao lado de Sarney a mesma base de sustentação que em 2007 ficou de braço dado com Renan Calheiros: a tropa de choque, a tropa do cheque e a bancada do PT carregando o andor da sua explícita e constrangida dubiedade.
Sexto sentido
José Eduardo Dutra, tudo indica, será o novo presidente do PT.
Logo após a eleição de Lula à Presidência da República ele era cotado para o cargo, mas não quis nem pensar na hipótese. "Se o PT já é difícil de administrar no Acre, no Brasil é impossível", avaliava, na primeira reunião do partido pós-vitória, no Hotel Hilton, em São Paulo.
Dutra pressentia confusão de natureza política, mas se livrou de uma situação muito pior. Ficou com a presidência da Petrobrás, José Genoino foi para o comando do partido e, por isso, acabou entre os réus do processo do mensalão por ter assinado os empréstimos bancários fraudulentos intermediados pelo lobista Marcos Valério.
Ex-senador, ex-presidente do PT no Acre, José Eduardo Dutra, apesar de ter atirado no que viu e acertado no que não viu há seis anos, terá ainda razão se continuar apreensivo. O partido que não quis comandar era muito menos problemático que o PT que está prestes a presidir.

QUESTÃO DE ESTILO

NÉLSON MOTTA

O GLOBO

Assim como os jogadores de futebol que fazem faltas violentas imediatamente levantam os braços para indicar que não a fizeram, como num reflexo condicionado, os políticos flagrados com a mão na massa gritam logo que os contratos seguiram a legislação vigente e foram aprovados pelo Tribunal de Contas. Ou então que as contas da campanha foram aprovadas pelo TRE. Ou que tudo teve aprovação do departamento jurídico. Além dos clássicos "eu não sabia" e "é tudo perseguição politica".
É uma questão de estilo: eles raramente afirmam "eu não fiz" ou "não fui eu", preferem dizer logo que "não há provas", que deixa claro o subtexto "eu não sou bobo, soube esconder muito bem e vocês não vão achar". De novidade, só o histórico "estou cada vez mais convencido da minha inocência", de Zé Dirceu.
O sinal de que a coisa ficou mesmo feia é quando eles gritam "é preciso preservar a instituição", mesmo que sejam eles que a aviltem e a desmoralizem com suas ações e omissões. E, na instituição ameaçada, todos, ou quase, fingem que acreditam. O espírito de corpo vira de porco.
De olhos rútilos e lábios trêmulos, como um patético personagem de Nelson Rodrigues, Sarney bradou da tribuna: "Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo". Como se não soubesse que são os seus próprios membros que o enfraquecem. Além disso, como ex, ninguém sabe melhor do que ele que, para qualquer presidente, um legislativo fraco é o paraíso da "governabilidade". Será que Lula prefere um Senado acoelhado, flácido e cooptável ou poderoso, aguerrido e independente ? Mas para Sarney os beneficiários da desmoralização seriam os grupos de interesses e "parte da mídia", certamente a que revela seus desmandos e omissões. Faltou pouco para culpar "a direita".Pedir a extinção do Senado é um tiro no pé, nos quatro.
Mas não ofende perguntar: uma hipotética cassação coletiva e novas eleições para o Senado enfraqueceriam ou fortaleceriam a instituição? Prefiro não comentar. Mas estou esperançoso: Agaciel, o Delúbio sem causa do Senado, não vai afundar sozinho para que os seus cúmplices com mandato continuem boiando.

O JOIO E O TRIGO

MERVAL PEREIRA


O GLOBO

No meio do tiroteio generalizado em que se transformou a crise do Senado, corre-se o risco, por má-fé ou ignorância, de não separar o joio do trigo, e qualquer denúncia contra um político, seja deputado ou senador, se transformar em verdade absoluta. Há também o risco de se aceitar uma explicação, que aparenta ter coerência, sem se levar em conta sutilezas que são fundamentais na vida pública. Sem contar o fato de que nem tudo que é transparente reflete uma atitude irrepreensível.
Recebi de José Adriano Cordeiro Sarney, o neto do presidente do Senado que atua como intermediário do crédito consignado dos funcionários da Casa, uma mensagem educada onde afirma que eu fora injusto na minha avaliação sobre sua conduta.
A principal explicação, confirmada pelo HSBC, é que em 2007, ao estabelecer-se em Brasília, o banco, onde já trabalhara, "resolveu, em função de minha experiência, fazer uma parceria com a empresa da qual sou sócio, a Sarcris, cadastrando-a para cuidar de convênios que mantinha desde 2005 com instituições públicas e empresas privadas, inclusive o Senado Federal (convênio número 52/2007, firmado em 07 de dezembro de 2007)".
De fato, a situação é melhor do que se o cadastramento do HSBC houvesse sido feito depois que o neto do senador Sarney começasse a trabalhar. E muito pior se o avô já fosse o presidente do Casa.
No entanto, continua havendo o conflito de interesse do ponto de vista do Código de Ética Pública, que prevê que devem ser evitadas situações que possam deixar dúvidas da correção da atuação do servidor público.
Como seu avô sempre foi um senador importante, tendo sido presidente do Senado por duas ocasiões, além do atual mandato, e, mais que isso, presidente da República, José Adriano deveria evitar atuar em órgãos públicos onde certamente seu sobrenome teria influência.
Sobretudo no Senado, tendo acesso ao cadastro dos servidores que, vendo seu sobrenome nas mensagens que normalmente empresas do tipo da dele enviam em busca de novos clientes, poderiam ser influenciados a contrair empréstimos consignados.
Com relação à transparência dos atos públicos, a simples revelação dos dados não resolve problemas, como mostra a relação dos gastos dos senadores com a verba indenizatória de R$15 mil mensais.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá, gastou no mês de abril com combustível no Auto Posto Rio Branco, da cidade de Boa Vista, em Roraima, seu estado, nada menos que R$7.591,53, o que daria para rodar mais de 28 mil quilômetros em Boa Vista, onde o litro de gasolina está custando R$2,68. Quem fez a conta foi o jornalista Dacio Malta, do site "youPode", mostrando o absurdo do gasto.
Já o senador Antonio Carlos Magalhães Junior apresentou em maio dez notas fiscais seriadas, com os números na ordem do bloco, para justificar despesas de R$1 mil com combustível no posto Ponto Certo, em Salvador (BA).
Candidamente, alegou que provavelmente era o único freguês a pedir a nota fiscal. Se as empresas dos senhores senadores fossem administradas como o Senado, provavelmente já teriam falido.
E certamente nenhuma empresa privada aceitaria esse tipo de prestação de contas. Há histórias folclóricas nas empresas sobre prestações de contas rejeitadas, como a do repórter que, regressando de uma longa viagem à selva amazônica, incluiu uma nota referente a um bordel, quantia para pagar "alguns momentos de prazer".
E outro que, ao ser flagrado apresentando notas seriadas como as do senador ACM Junior, comentou, espantado, com o rigoroso controlador da empresa: "Mas não era de mentirinha?". O Senado precisa encontrar urgentemente um controlador de contas que não aceite prestações "de mentirinha" com o dinheiro público.
Mas o tiroteio também favorece algumas balas perdidas, vendo escândalo onde não existe. É o caso do pagamento de telefones residenciais dos senadores. Fazendo as contas dos últimos 30 meses, chegou-se à conclusão de que o Senado tem um gasto exagerado com essas contas, mas o fato é que elas obedecem a um teto de R$500 mensais que é bastante razoável para um político que tem no telefone um instrumento de trabalho importante.
O 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), garante que as contas acima da cota são pagas pelos próprios senadores. O escândalo mesmo é o dos telefones celulares, cujo gasto mensal é de R$6 mil, sem limites.
Outro pseudo escândalo, levado à tribuna da Casa pelo senador Álvaro Dias como maneira de esquentar a CPI da Petrobras que não saiu ainda do papel, é a denúncia sobre os altos salários dos diretores do primeiro escalão da estatal de petróleo.
Os gastos cresceram 54% do primeiro ano do governo Lula a 2007, quando nesse período a inflação acumulada foi de 28%. Cada um dos seis diretores e o presidente recebem, em média, cerca de R$55 mil mensais (cerca de R$710 mil/ano), entre salários e bônus.
Além de serem salários de mercado, há levantamentos que mostram que a Petrobras paga menos do que empresas do mesmo porte, como a privatizada Vale.
Os salários, portanto, não são nada escandalosos, e a Petrobras, como alega, teve que reajustar seus gastos acima da inflação para não perder pessoal qualificado num mercado altamente competitivo.
O que se pode discutir, e esse é o papel dos políticos, é se os diretores são qualificados ou se estão nos cargos por proteção política.