2 de junho de 2009

SERRA. SERRA, SERRADOR

Por Melchiades Filho

Folha de S. Paulo 02/06/2009

José Serra manteve a liderança isolada nas intenções de voto para a Presidência e viu melhorar a avaliação de sua administração em São Paulo. Mesmo assim, a mais recente pesquisa Datafolha não chega a ser boa para o tucano.Primeiro, a crise econômica (falta de crédito, alta do desemprego, inadimplência crescente) não arranhou a imagem do governo federal.A popularidade de Lula voltou ao patamar recorde (69%). Portanto, se o país sofrer outro abalo daqui até 2010, nada garante que a oposição conseguirá capitalizá-lo.Segundo, a candidata de Lula confirmou o potencial. A desvantagem de Dilma Rousseff caiu de 30 para 22 pontos (38% x 16%). Deve cair mais. Um terço dos entrevistados ainda não sabe quem é ela. A campanha escancarada, com forró em Caruaru etc., cuidará disso.Terceiro, o Datafolha fragilizou Aécio Neves -ele aparece atrás de Ciro Gomes (PSB) e de Dilma e empatado com Heloísa Helena (PSOL). Interessava aos serristas turbinar o governador mineiro e convencê-lo a compor uma chapa puro sangue, e não o ver sair apequenado e focado em seu Estado.Os tucanos otimistas dirão que Serra está ainda recolhido, e que por isso seus números são ótimos e o futuro a ele pertence. Mas o que o governador terá a oferecer quando sair do recolhimento? Provavelmente menos do que o Planalto.A expectativa de poder não basta mais para atrair apoios. Os PMDBs já deixaram claro que pretendem ficar com o candidato do governo (sugando a máquina enquanto puderem), certos de que serão chamados para assegurar a "governabilidade" não importa o vencedor.Por fim, o Datafolha complicou até a "saída por cima". Será difícil para Serra renunciar à corrida nacional alegando necessidade de garantir São Paulo para o PSDB. A pesquisa revelou um PT débil no Estado e, mais, que Geraldo Alckmin faria o mesmo serviço (no primeiro turno) para os tucanos.

OPOSIÇÃO, “RICOS” , POBRES E LULA

VINICIUS TORRES FREIRA
FOLHA DE S. PAULO
Prestígio da gestão Lula entre eleitores de maior renda cai desde o final de 2008, mas é recorde entre os mais pobres
UM NÚMERO curioso da pesquisa Datafolha publicada domingo é o aumento da discrepância de opinião entre as pessoas de maior e menor renda (aqueles com renda familiar inferior a dois salários mínimos e superior a dez mínimos)। Não que exista alguma categoria do Datafolha em que o governo Lula apareça "mal na foto"। O governo é ótimo/bom para 51% dos entrevistados de famílias com renda superior a dez mínimos, os menos satisfeitos com a gestão luliana। Nos anos FHC, as melhores avaliações do governo andavam por esse patamar. Entre os entrevistados de famílias com renda de até cinco mínimos, a aprovação está em 71%.Mas a satisfação dos mais pobres cresce; a daqueles com renda maior cai desde novembro de 2008, quando o prestígio do governo era recorde. Se a distinção dos entrevistados é feita por anos de estudo, tal fenômeno não se repete, embora o prestígio do governo cresça mais entre os que estudaram até o ensino médio.Houve mais desemprego na indústria e em empresas exportadoras, que costumam pagar mais. Porém, tais dados são muito imprecisos. De resto, nem sempre a insatisfação econômica é associada direta e absolutamente à economia.A discrepância de opinião associada à renda já foi muito maior nos anos Lula. Mais "ricos" e mais pobres tiveram opinião bem parecida sobre o governo em 2003 (ano econômico muito ruim), 2004 (ano de recuperação) e na segunda metade de 2008, ano de muito bom crescimento econômico e auge dos benefícios sociais lulianos.A divergência entre mais "ricos" e mais pobres deu um salto no mensalão e foi ao auge em 2006, ano de eleição. Desde 1989, pelo menos, a eleição de 2006 (Lula versus Geraldo Alckmin, do PSDB) foi a mais polarizada em termos "sociais" ou, ao menos, o voto estava muito associado à renda do eleitor e aos índices de qualidade de vida da região do voto.Considere-se um "índice de aprovação" do governo (porcentagem de ótimo/bom menos porcentagem de ruim/péssimo). A diferença de aprovação entre mais "ricos" e mais pobres andou em torno de 40 pontos em 2006.



Em 2005, ficou em torno de 26 pontos. Em 2003, andava em torno de 7 pontos. No pico da popularidade do governo Lula, em novembro de 2008, em 13 pontos; agora, em maio de 2009, a diferença subiu um tanto, para 20 pontos.2005 foi o ano do mensalão; 2006, de eleição. Os dois anos foram de mediocridade econômica e desemprego resistente. 2005 foi o ano em que a popularidade do governo foi ao fundo, com 28% de ótimo/bom no conjunto da população (e a 18% entre entrevistados com renda familiar superior a dez mínimos).Os dados mais gerais sobre prestígio do governo e economia não sugerem, pois, associações simples; tampouco explicam a insatisfação relativamente mais alta entre os "mais ricos". Enfim, mesmo que, até agora, o impacto social da crise tenha sido pequeno, o prestígio do governo mal foi arranhado durante um mergulho para a recessão; logo voltou ao recorde. Embora também de modo nada peremptório, os números indicam que a política, sim, pode morder pontos do prestígio luliano. Mas política significa conflito, oposição. Oposição, porém, não há

LULA FAZ A DIFERENÇA

MERVAL PEREIRA
O GLOBO

As pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias, da CNT/Sensus e do Datafolha, têm boas notícias para todos, dependendo da leitura que se faça। O crescimento da candidatura da ministra Dilma Rousseff a coloca como uma candidata consolidada, não fossem os problemas de saúde, que continuam sendo uma barreira para que o PT e os partidos aliados do governo fechem acordos definitivos.Mas o fato de a candidata de Lula ainda estar abaixo do nível que se convencionou ser o patamar básico do petismo, de cerca de 30% do eleitorado, indica que ela é uma candidata difícil de carregar. A ministra Dilma, apesar de toda a exposição dos últimos dois anos, reforçada pelo clima de consternação popular em torno de sua doença, está em uma faixa entre 16% e 23%, dependendo do instituto e de sua metodologia.Os analistas da oposição não duvidam que ela chegue, porém, ao patamar de 30% até o fim do ano, começando a campanha eleitoral formal em 2010 em boa posição, a não ser que a doença a impeça de se empenhar numa campanha presidencial tão desgastante.Na verdade, a dianteira do governador de São Paulo, José Serra, se mantém mais ou menos inalterada, e ele ainda tem margem de manobra à frente, pois, segundo a pesquisa Sensus, ele é conhecido por 52% dos entrevistados, tendo ainda campo para crescer durante a campanha.Ciro Gomes e Dilma Rousseff são conhecidos por 36,1% e 32,8% respectivamente, o que demonstra primeiro que ambos têm chance de ampliar seu nível de conhecimento, e que a ministra Dilma, embora nunca tenha sido candidata a nada, está mais popular que Ciro e que o governador de Minas, Aécio Neves, que tem o menor nível de conhecimento de todos, 26,1%.Dilma está com 16% na pesquisa Datafolha. Cresceu cinco pontos de março para cá. A diferença entre ela e José Serra (PSDB) diminuiu de 30 para 22 pontos. Serra ficou com os mesmos 38% que tinha em março de 2008, e Dilma não passava de 3%. No Sensus, Serra tem 40,4% das intenções de voto, contra 23,5% de Dilma.A oposição espera que as viagens de seus dois presidenciáveis, os governadores de José Serra e Aécio Neves, possam neutralizar a exposição da ministra Dilma Rousseff.Na sexta-feira, eles vão juntos a Foz do Iguaçu para uma reunião sobre agricultura. Serra vai a Belo Horizonte para conversar antes com o governador Aécio. Mais adiante, os dois vão a Fortaleza, e a Belém do Pará, em novos encontros regionais.É majoritária a opinião no PSDB de que o partido tem que usar essas movimentações para marcar presença, mas o governador Serra continua achando que não tem que fazer nada, e reafirma a estratégia de se dedicar ao governo de São Paulo para só pensar no assunto no próximo ano.Ao mesmo tempo em que aparece à frente nas pesquisas para a Presidência, Serra também melhora sua avaliação junto ao seu eleitorado primário, o de São Paulo, onde as pesquisas mostram uma aprovação ascendente.A oposição admite que sua margem de ação, de exposição, é mais restrita que a do governo. Assim como os partidos aliados do governo, também a oposição acompanha o processo de tratamento de Dilma, aguardando sinais sobre sua real capacidade de recuperação para uma campanha política acirrada a que não está acostumada.O fato é que a doença no mínimo atrasou o processo, na direção contrária do que Lula queria, que era chegar agora ao meio do ano com a candidatura dela consolidada, sem contestação no PT e entre os aliados, já montando chapas regionais.Agora, está todo mundo com pé atrás. O processo ficou congelado, e os aliados estão em estado de alerta, enviando sinais para todos os lados.O presidente Lula tem dito que só se preocupa com a união efetiva de Serra com Aécio, mas, até o momento, não há sinais de que haja mudança na disposição do governador de Minas de fazer parte da chapa dos tucanos como candidato a vice-presidente. Mas essa hipótese já foi mais inviável do que é hoje.O PMDB tem enviado sinais para a oposição, e há três situações regionais que, bem resolvidas, podem jogar o partido na oposição.Na Bahia, o ministro Geddel Vieira Lima precisa do apoio do PSDB contra o governador petista Jaques Wagner. O problema que existe lá é Paulo Souto, que é o único democrata que tem chances de se eleger governador.No Paraná, o atual governador, Roberto Requião, pode compor uma chapa para o Senado com a oposição. Em Minas, há que se resolver a situação do ministro Hélio Costa, que quer disputar o governo do estado, mas se defronta com forças políticas importantes no PT - como o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias -, mas também não tem grandes chances no PSDB, onde o governador Aécio Neves quer fazer seu vice, Antonio Anastasia, seu sucessor.Esse conjunto de fatores, junto com as pesquisas, vai ser colocado na mesa em setembro, quando o PSDB deve definir seu candidato.O único dado novo que atrapalha a análise da oposição é a popularidade de Lula se manter em patamar tão elevado durante uma crise tão severa quanto a que o mundo está atravessando.Na última rodada, divulgada em março, 76,2% dos brasileiros aprovavam o desempenho dele, contra 19,9% que desaprovavam. Agora, a aprovação subiu para 81,5% contra 15,7%. O recorde de aprovação de Lula foi em janeiro deste ano, quando alcançou 84%.O fato de Lula continuar tendo uma popularidade em torno de 80%, e ser o nome preferido quando colocado em uma lista de candidatos junto com Serra e Dilma, indica sua força eleitoral e coloca uma incógnita para a oposição.Como atuar em uma campanha para substituir um presidente tão popular e com um governo tão bem avaliado pela grande maioria do eleitorado?

NA AUSÊNCIA DOS OPONENTES


DORA KRAMER
O ESTADO DE SÃO PAULO


A ministra Dilma Rousseff melhora sua posição a cada nova pesquisa sobre as intenções de votos para presidente da República em 2010. Subiu mais de 20 pontos porcentuais desde aquele batizado, em fevereiro de 2008, onde recebeu o nome de "a mãe do PAC".Hoje exibe índice de 23,5%, contrariando a expectativa dos adversários que, na época, desdenhavam da possibilidade de Dilma alcançar tão cedo a casa dos dois dígitos. Refeitas as contas no início de 2009, a oposição passou a trabalhar com um patamar de 30% até o fim do ano. Daí, ela não passaria.Desejo, especulação, aplicação da lei das probabilidades, chute, ciência, seja o que for, pouco importa porque palavra de inimigo não vale, apostas carecem de confiabilidade e quem decide mesmo a parada, no final, é a realidade.Não a presente, mas a realidade futura, cuja validade se inicia quando a campanha começar de verdade. E por campanha entenda-se campanha mesmo: embate entre candidatos, contraposição de opiniões, posições a respeito dos problemas nacionais, ações, gestos, pensamentos, impressões, emoções, toda gama de fatores que permitem ao eleitorado cotejar estilos, examinar desempenhos e, afinal, escolher.Nessa altura do campeonato nada disso acontece. Pelo simples fato de que não há campeonato em curso.Ainda assim, na preliminar, o governo tem recolhido das pesquisas boas notícias. A oposição, diga-se, tem coletado melhores, pois um dos seus candidatos se mantém firme na dianteira.Mas, considerando que o governo saiu do zero, a performance nem de longe é desprezível. Ocorre que por enquanto a boa notícia das pesquisas diz ao governo muito mais a respeito dele mesmo do que sobre a candidata propriamente dita. Os 23,5% de hoje ainda não pertencem a Dilma.São dividendos resultantes do investimento feito pelo presidente Luiz Inácio da Silva numa arquitetura de autor, com o capital de sua popularidade, dos instrumentos de governo e da eficientíssima máquina de propaganda oficial, certamente a mais eficaz já vista na história do Brasil.Levantamento publicado pela Folha de S. Paulo dá a dimensão: os 499 veículos de comunicação para os quais o governo federal repassava verbas em 2003 hoje são mais de 5 mil entre emissoras, publicações e meios de internet.Uma ocupação de espaço monumental, alimentada pela hiperatividade da figura presidencial, acrescida, de um ano para cá, da companhia constante de Dilma Rousseff.Sem subtrair um só dos atributos meritórios da ministra da Casa Civil - até porque ela ainda não teve oportunidade de exibir sua expertise político-eleitoral -, não se pode dizer se ela é melhor, pior ou igual a quaisquer dos outros integrantes do plantel de pretendentes: José Serra, Aécio Neves, Ciro Gomes, Heloísa Helena.No momento, há um grande comercial em exibição. Não se tem ainda uma campanha eleitoral no molde clássico, com todos os candidatos em atuação compartilhando o noticiário, debatendo suas ideias, recebendo críticas, submetendo-se à avaliação do eleitorado.Isso vale para Dilma, mas vale também para seus adversários presumidos. Com uma vantagem para ela. Ninguém fala mal da ministra - algo natural em ambiente de campanha -, mas o presidente Lula, quando pode, fala mal dos oponentes.De Dilma Rousseff só se ressaltam as qualidades enquanto ela nada diz de polêmico ou que suscite controvérsia. Transita no seguro terreno do lugar comum, sorri e suaviza as maneiras.Conta em seu favor a falta de interesse dos outros candidatos de entrar na briga agora. Há o impedimento da legislação eleitoral e a prudência estratégica.Ciro Gomes sabe que quanto mais se mexer menos chance tem se vir a ser candidato. Serra e Aécio são reféns da uma decisão interna do PSDB para a escolha do candidato, mas são prisioneiros do calendário e das obrigações para com os respectivos Estados que governam, os dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo e Minas Gerais.Além disso, estão na fase da montagem política de bastidor. A hora, para a oposição, é de dirimir conflitos, cooptar aliados e não comprar confusão perdida com presidente em ano final de mandato, popularidade nos píncaros e força política no Congresso em discreto, mas visível, início de dispersão.Atacar Dilma agora para quê? Sem o contraditório, ela navega sozinha, fica conhecida a ponto de empatar com Serra na pesquisa espontânea, que mede lembrança, não necessariamente preferência.Mantida a candidatura, definidos os adversários, iniciada a disputa, outras regras valerão. Para todos. Dilma pode vir a se revelar ainda melhor que a encomenda e crescer por si, assim como os tucanos poderão ver minguar o robusto patrimônio de hoje se não exibirem desempenho à altura dos 40% de José Serra nas pesquisas.Por enquanto, o eleitorado dá sua impressão sobre um jogo parado, com o juiz sozinho em campo e a bola debaixo do braço.

1 de junho de 2009

''Deputados jamais aprovarão reforma política''

Moacir Assunção
O Estado de S. Paulo - 01/06/2009
Fracassou, na semana passada, mais uma tentativa da Câmara de fazer uma reforma política. Os pequenos partidos da base governista decidiram rejeitar o projeto elaborado pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Pressionados pelos sócios menores, PT e PMDB recuaram, jogando a discussão para um Congresso Revisor, previsto para 2011. Esta foi pelo menos a décima vez, desde a redemocratização, que se tentou fazer uma reforma no sistema político. Como as demais, a ideia naufragou. Para o cientista político Rogério Schmitt, do Centro de Liderança Política (CLP), a proposta, como as anteriores, tinha um vício original insanável: não levava em consideração o instinto de sobrevivência dos parlamentares, que jamais aprovariam algo que deixasse dúvidas de sua eleição no pleito seguinte.O que fez com que os parlamentares apresentassem a proposta?Em regra, as propostas de reforma sempre têm como pano de fundo um momento de crise política. Como o Congresso enfrentou muitos escândalos recentemente, alguma liderança chegou à conclusão de que a Casa precisava oferecer uma resposta à sociedade. Essa resposta era a reforma política - com proposta de financiamento público de campanhas e lista fechada -, um tema que há pelo menos 20 anos o parlamento analisa, sem conclusão. Desde 1986, no início do governo Sarney, havia uma proposta de reforma política, apresentada pela Comissão Afonso Arinos. A cada dois anos, o tema volta à discussão. E por que ela não saiu, nem deve sair?A razão é que em qualquer democracia do mundo é muito difícil aprovar mudanças estruturais, quando se trata do jogo eleitoral. Isso só ocorre quando há uma grande crise institucional como, por exemplo, um número descomunal de votos nulos, a queda de um grande partido, o crescimento fora do comum da abstenção ou algo parecido. Esse não me parece ser o caso do Brasil, onde há, apesar dos problemas, uma certa estabilidade político-eleitoral. Os deputados fazem um cálculo de custo-benefício que funciona mais ou menos dessa forma: pode ser que as regras atuais tenham problemas, mas ganhei com elas. Quem me garante que serei eleito se houver mudança? É uma questão de sobrevivência política.Em sua visão, quais os problemas do projeto apresentado?Em termos doutrinários, sou favorável ao voto em lista fechada, porque pressupõe que os eleitores passarão a se identificar com os partidos, assim como os torcedores se identificam com seus times. O problema é que não havia nenhuma forma de o eleitor influenciar a escolha dos nomes que comporão a lista, como há nos Estados Unidos com as prévias e primárias, em que os eleitores participam das convenções partidárias. Acho que havia um grande complicador na questão do financiamento público que proibia o privado porque o financiamento privado obriga o candidato a procurar apoio na sociedade. Se os recursos forem somente do governo, ele jamais vai fazer isso. Qual é a reforma política possível, nos dias de hoje?Não devemos esperar grandes mudanças, mas creio que seria possível aprovar o fim das coligações nas votações proporcionais - que levam partidos sem votos a conquistarem vagas no Congresso, distorcendo a vontade do eleitor - e a modernização das doações de campanha para permitir que pessoas comuns possam doar, até pela internet, recursos à campanha de seus candidatos preferidos. Lembro que o presidente dos EUA, Barack Obama, construiu sua campanha com milhares de doações populares pela rede, o que é proibido no Brasil. O fato é que nenhum dos quatro grandes partidos (PT, PMDB, PSDB e DEM) tem cacife para aprovar uma mudança na Constituição, que precisa de três quintos dos votos para se efetivar. Mas estas alterações podem ser feitas por maioria simples.

Leia repercussão mundial do desaparecimento do voo da Air France

O desaparecimento do voo AF 447, da companhia aérea Air France, em seu trajeto entre o Brasil e a França, ganhou manchetes de jornais de todo o mundo।
Leia o que dizem diversos jornais do mundo:
"Le Monde"
O jornal francês afirma que "a preocupação é muito grande" no aeroporto Roissy, já que o avião desapareceu "várias horas atrás". O "Le Monde" afirma que o desaparecimento pode ter ocorrido devido a uma falha no transponder (equipamento que permite localizar o avião), mas que isso é "muito raro".
O texto também ressalta que, de acordo com um porta-voz da Força Aérea Brasileira, a busca pela aeronave começou logo que o contato via rádio falhou, e o trabalho está concentrado na região do arquipélago de Fernando de Noronha.
"Libération"
O diário francês ressalta o pedido do presidente Nicolas Sarkozy para que as autoridades "façam todos os esforços para rastrear a aeronave"। O texto afirma também que a Força Aérea Brasileira realiza buscas, com aviões, pela costa do país, desde cedo; e que esses trabalhos têm, como ponto de partida, o arquipélago de Fernando de Noronha.
"Corriere della Sera"
O jornal italiano afirma que, entre autoridades aeronáuticas europeias, circula a informação de que há cinco cidadãos italianos a bordo da aeronave que desapareceu, mas ressalta que, por enquanto, ainda não há confirmação oficial.
O diário revela ainda que o comandante do voo da Air France entrou em contato com a torre de controle depois de cerca de três horas de voo para informar que "estava em uma zona de forte turbulência"। Depois disso, não teria ocorrido mais nenhum contato।
"The Washington Post"
Em sua reportagem do desaparecimento do voo da Air France, o jornal americano lembra que o Brasil teve dois grandes acidentes aéreos nos anos de 2006 e 2007 e afirma que isso "gera preocupações sobre a segurança do tráfego aéreo no maior país da América Latina".
No texto, o "WP" lembra o choque de um avião da TAM contra um prédio da própria firma, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em julho de 2007, que matou 199 pessoas; e o choque, ainda no ar, de um avião da Gol contra um jato norte-americano, em setembro de 2006, sobre o Estado brasileiro do Mato Grosso, que matou 154.
"El País"
O espanhol "El País" também ressalta, na sua reportagem, que o governo francês criou um gabinete de crise, e que o presidente Nicolas Sarkozy pediu que as autoridades investiguem o que ocorreu. "Em comunicado do Eliseu, o mandatário pediu que as autoridades 'ponham todo empenho em seguir as pistas do avião' e expressou a sua 'viva inquietude'".
O diário ressalta que dois ministros franceses foram ao aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa, onde uma aérea do terminal 2 foi isolada e destinada aos familiares dos passageiros do voo AF 447।

Avião que ia do Brasil à França some com 228 a bordo; Air France recebeu sinal de alerta sobre falha elétrica

Airbus A330 da companhia Air France, que sumiu entre o Nordeste e a Europa, deveria ter aterrissado no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, por volta das 6h de Brasília. Aeronáutica procura avião no Atlântico. Presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu "todo o empenho" nas buscas pela aeronave.
Air France diz não ter informações
Piloto alertou para turbulência, diz jornal
Envie sua notícia sobre o voo
Modelo é usado para longas distâncias
Avião já estaria sem combustível, diz ministro
Itália verifica se há cidadãos do país no voo
Veja onde conseguir informações sobre o voo
Leia nota da Air France sobre o voo

Susan Boyle é internada em clínica no Reino Unido

A escocesa Susan Boyle, que ficou famosa após participar do programa "Britain's Got Talent", foi internada em uma clínica particular neste domingo. Segundo tablóides britânicos, ela teve esgotamento físico e mental após as intensas semanas de participação e exposição na mídia. http://http://www.folha.uol.com.br/

Mulher derrota PT e governo na disputa pelo sindicato de Xapuri (AC)

Blog da Amazônia
A sindicalista Dercy Teles Cunha foi reeleita com seis votos de vantagem para a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC), que se tornou famoso mundialmente por causa da luta do líder sindical e ecologista Chico Mendes em defesa das florestas da Amazônia।
Dercy Teles Cunha derrotou Francisco Assiz Monteiro e toda a estrutura do PT, da prefeitura de Xapuri e do governo estadual, que chegou a destacar cinco secretários para o município neste sábado, quando foi realizada a eleiçãohttp://http://terramagazine.terra.com.br/

APÓS TROCA DE TIROS SUSPEITO DE SER GERENTE DO TRÁFICO É PRESO COM MAIS DE 60 PEDRAS DE CRACK EM NITERÓI (RJ)

Colaboração Folha Online
Um homem de 23 anos foi preso na manhã deste domingo no morro do Jura Branco, no bairro de Fonseca, em Niterói (RJ) sob suspeita de estar com uma grande quantidade de drogas. De acordo com a Polícia Militar, foram apreendidos com o suspeito 62 pedras de crack, 201 cápsulas de cocaína, 83 trouxas de maconha, além de três radiotransmissores e uma pistola.
Antes de ser preso, no entanto, o suspeito teria trocado tiros com a polícia. Ferido, ele foi levado para o hospital Azevedo Lima.
Após ser medicado, o suspeito, que segundo a PM seria o gerente do tráfico do Morro do Jura Branco, foi levado para o 78ºDP (Fonseca), onde continua detido.