EDITORIAL A CRÍTICA (AM)2/5/2009
Na contramão do que pensa a sociedade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ontem a público reiterar o que já havia manifestado anteriormente no que tange ao uso – e abuso – das cotas de passagens pelos parlamentares do Congresso Nacional. São dele essas palavras: “Existe uma hipocrisia muito grande nessa história da Câmara dos Deputados. Sempre foi assim. Não vejo onde está o tamanho do crime em levar a mulher ou sindicalista para Brasília.” O presidente, não é de hoje, tem-se notabilizado por algumas de suas considerações sobre assuntos espinhosos; desses que, talvez, demandassem dele uma postura menos emocionalmente reativa. No caso da cota das passagens aéreas, grosso modo, tomando por base a sua avaliação, fica parecendo que a direção da Câmara dos Deputados levou muitíssimo a sério a opinião pública, quando decidiu restringir o acesso a esse benefício aos parlamentares e seus assessores autorizados. De fato, levar a esposa e sindicalista para Brasília não chega a ser um crime maior contra as finanças públicas, sobretudo se o sindicalista estiver contribuindo em eventual discussão de interesse parlamentar. Ocorre que Lula focou sua ponderação em um ângulo apenas da questão, omitindo-se completamente quanto aos demais aspectos cruciais dela. E mais: atravessou no meio desse assunto um argumento que, submetido a uma lente crítica, revelaria conectividades das quais ele nem sequer suspeitava. Senão vejamos, com a ajuda de suas próprias palavras: “O problema do Brasil não é esse – cota de passagens. Isso pode ser corrigido por decisão da Mesa Diretora. Esse não é mal do Brasil. Se o mal do Brasil fosse esse, o País não teria mal.” Estivesse devidamente advertido a respeito dos efeitos nefastos do patrimonialismo sobre a coisa pública, o presidente acabaria convencido de que aí reside, sim, uma das principais fontes de problemas do País, cujas manifestações podem ser percebidas e avaliadas em termos, por exemplo, da qualidade dos serviços públicos. Não é por outro motivo que a imagem do Congresso Nacional – do qual se espera um trabalho responsável e comprometido – está rente ao chão e que as Cortes de Justiça Brasil afora, neste momento, encontram-se com as entranhas expostas pelo trabalho republicano desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça.
2 de maio de 2009
EDITORIAL DA GAZETA (ES)
2/5/2009O Palácio do Planalto ainda não aplica a dose politicamente correta para uso do cartão corporativo. A falta de senso de conveniência na manipulação desse crédito já provocou escândalo. No início de 2008, derrubou a ministra Matilde Ribeiro, titular da Pasta da Igualdade Racial desde março de 2003. Mas os gastos continuam a expor o governo a críticas e a desconfianças gerais, em função do crescimento.Desde o Caso Matilde Ribeiro, órgãos de controle do Executivo expediram orientação para que as despesas com cartões fossem feitas com parcimônia, restingindo-se a situações consideradas inevitáveis. Sempre deveria ter sido assim, e não apenas em relação a cartões. Chegou com muito atraso a preocupação disciplinar. E há demonstrações de que não está sendo bem cumprida. Os números continuam assustando os cidadãos que enxergam a necessidade de enxugamento nos dispêndios governamentais. De janeiro a março deste ano, o cartão de crédito da União serviu para que fossem sacados, diretamente no caixa, uma média de R$ 48 mil por dia. Significa mais do que o dobro do valor registrado em igual período de 2008: R$ 22,6 mil. Nesse ritmo, no primeiro trimestre de 2009, foram retirados R$ 4.323.787, superando em 112,8% o total de R$ 2.039.354 nos três meses iniciais do ano passado. São números do próprio governo, disponibilizados por meio do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal).A norma em vigor desde 2008 na administração pública federal limita os saques com cartão a 30% das despesas totais com suprimentos de fundos, em cada órgão. São os chamados desembolsos excepcionais, feitos sem licitação. Todavia, de acordo com o Siafi, os ministérios da Justiça e da Cultura já sacaram com o cartão, respectivamente, 71,44% e 33,44% do total a ser utilizado. O Ministério da Justiça é campeão no aumento do uso do cartão. No primeiro trimestre de 2008, gastou R$ 149,6 mil; nos mesmos três meses de 2009, a conta saltou para R$ 2,2 milhões, um incremento espetacular de 1.397%. Além disso, também chama a atenção o fato de 78% desse montante ter sido sacado em dinheiro. A Presidência da República fica em segundo lugar na ampliação de despesas com cartão. Considerando o período de janeiro a março, o avanço foi de 242%, passando de R$ 1.228.692, em 2008, para R$ 4.205,956, de um ano para outro. Dois dias após a divulgação desse quadro, o presidente Lula afirmou que existe o excesso de regras e de fiscalização sobre o uso de recursos públicos no Brasil. "A máquina de fiscalização é superior à máquina da produção", disse. O presidente pode até ter razão, mas há alguns aspectos a considerar sobre esse suposto excesso. O primeiro deles é que, em relação ao cartão corporativo, há ministérios que descumprem os limites de saques, fato que implica outro tipo de excesso, o de gastos. E parece ficar por isso mesmo. Não há notícia sobre punição aos descomedidos. A saída de Matilde Ribeiro foi uma exceção criada pela pressão do escândalo, que ganhou manchetes em vários países. Em segundo lugar, há que convir que o conjunto de normas tem o objetivo de frear impetuosidades de gastos nos órgãos do governo e a má qualidade na destinação de recursos. Não precisaria haver regra alguma, se todos os ocupantes de cargos públicos exibissem padrões de excelência nos critérios de uso do dinheiro da população. O setor público ainda deve muito à sociedade em termos de transparência de despesas.
PT CRITICA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
O PT promoveu seminário intitulado "A questão agrária hoje: o que fazer? Dimensões, desafios e programa partidário". No seminário os petistas repudiaram o que chamam de criminalização dos movimentos sociais, mas não definiram nenhuma proposta concreta de reforma agrária para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência.
O seminário ocorreu no final do mês de e foi realizado a portas fechadas, na sede do PT, mas alguns integrantes do partido confirmaram que a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de atacar o repasse de dinheiro público ao Movimento dos Sem-Terra (MST) foi muito criticada.
Essa tentativa de criminalização do MST é mais ideológica do que outra coisa, afirmou Oswaldo Russo, coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT.Russo que é Ex presidente do INCRA onde é funcionário sem trabalhar, declarou a imprensa: “que sociedade é essa que só pode distribuir recursos para os ricos, e se distribui recursos para pobres é ilegitimo. Russo disse também as entidades dos trabalhadores que receberam os recursos ditribuidos pelo governo são legalizadas, mas não soube explicar que o MST não possui registro e que seu dirigente máximo João Pedro Stedile vive se ocultando para fugir a citação em vários processos judiciais.
Russo disse ainda o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, recentemente, as invasões do MST que resultaram em mortes. Russo argumentou que o PT defende ocupações pacíficas, mas também não esclareceu como pode ser pacifica uma invasão de propriedade ou a depredação de um prédio público.
O seminário ocorreu no final do mês de e foi realizado a portas fechadas, na sede do PT, mas alguns integrantes do partido confirmaram que a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de atacar o repasse de dinheiro público ao Movimento dos Sem-Terra (MST) foi muito criticada.
Essa tentativa de criminalização do MST é mais ideológica do que outra coisa, afirmou Oswaldo Russo, coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT.Russo que é Ex presidente do INCRA onde é funcionário sem trabalhar, declarou a imprensa: “que sociedade é essa que só pode distribuir recursos para os ricos, e se distribui recursos para pobres é ilegitimo. Russo disse também as entidades dos trabalhadores que receberam os recursos ditribuidos pelo governo são legalizadas, mas não soube explicar que o MST não possui registro e que seu dirigente máximo João Pedro Stedile vive se ocultando para fugir a citação em vários processos judiciais.
Russo disse ainda o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, recentemente, as invasões do MST que resultaram em mortes. Russo argumentou que o PT defende ocupações pacíficas, mas também não esclareceu como pode ser pacifica uma invasão de propriedade ou a depredação de um prédio público.
1 de maio de 2009
DILMA DIZ QUE NÃO VAI TRANSFORMAR TRATAMENTO EM ESPETÁCULO
A mídia divulgou que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef fez declarações afirmando que não quer transformar o tratamento contra o câncer em um evento midiático ou alvo de polêmicas.
“Não vou transformar esse tratamento num espetáculo midiático”, disse a ministra, ao participar de entrevista coletiva sobre o início da produção de petróleo do pré-sal do campo de Tupi, programada para o feriado de 1º de maio.
A ministra merece toda a nossa admiração. Seu comportamento, convocando a imprensa divulgando todas as informações necessárias ao esclarecimento da população, pode ser entendido como um ato praticado por uma pessoa pública que respeita a opinião pública.
Mas, não é isso que parece. Ela esta fazendo o que diz que não quer fazer. Quem primeiro transformou a doença em espetáculo foi Lula, que não para de falar na doença, pediu para o povo rezar por ela, numa dessas solenidades que ele transforma em comícios ilegais.
Isso tudo sem falar nas especulações após a divulgação da doença: O câncer é bom ou ruim para sua candidatura à sucessão de Lula? As pesquisas vão apontar se o anúncio da doença foi positivo?
Quem transformou a doença em espetáculo foi o próprio governo. O tratamento a que será submetida pode reduzir a exposição pública da ministra. Para contornar a ameaça, o governo partiu para uma exploração despudorada do câncer da ministra, a fim de manter as chances eleitorais da candidatura palaciana.
“Não vou transformar esse tratamento num espetáculo midiático”, disse a ministra, ao participar de entrevista coletiva sobre o início da produção de petróleo do pré-sal do campo de Tupi, programada para o feriado de 1º de maio.
A ministra merece toda a nossa admiração. Seu comportamento, convocando a imprensa divulgando todas as informações necessárias ao esclarecimento da população, pode ser entendido como um ato praticado por uma pessoa pública que respeita a opinião pública.
Mas, não é isso que parece. Ela esta fazendo o que diz que não quer fazer. Quem primeiro transformou a doença em espetáculo foi Lula, que não para de falar na doença, pediu para o povo rezar por ela, numa dessas solenidades que ele transforma em comícios ilegais.
Isso tudo sem falar nas especulações após a divulgação da doença: O câncer é bom ou ruim para sua candidatura à sucessão de Lula? As pesquisas vão apontar se o anúncio da doença foi positivo?
Quem transformou a doença em espetáculo foi o próprio governo. O tratamento a que será submetida pode reduzir a exposição pública da ministra. Para contornar a ameaça, o governo partiu para uma exploração despudorada do câncer da ministra, a fim de manter as chances eleitorais da candidatura palaciana.
A ÉTICA SEGUNDO LULA
Respondendo a jornalistas no Rio de Janeiro, vejam o que Lula disse sobre a chamada “farra de passagens áreas” que era promovida pela Câmara de Deputados .
Eu não sei o que vocês vêem de novidade no que acontece na Câmara. Qual é a novidade que vocês descobriram? Que um deputado utiliza passagem? Isso é utilizado desde que o Congresso é Congresso, gente.
A resposta dada por nosso querido presidente foi eleita a frase do dia do Blog do NOBLAT.
Quem quiser entender o que Lula quis dizer, é bom registrar que Lula tocou no assunto ao ser questionado pela imprensa que desejava saber se o governo tinha mecanismos para impedir o desvio dos recursos públicos que serão aplicados no Rio de Janeiro, no caso da cidade ser a escolhida para a sede dos Jogos Olímpicos de 20016.
Nosso presidente, gosta de bancar o esperto, aí aproveitou a deixa do que aconteceu na Câmara, escapando da pergunta sobre a sua posição quanto a garantia da aplicação dos recursos para capacitar o Rio de Janeiro se tornar a sede dos Jogos Olímpicos.
Como nosso presidente considera que no Brasil todo mundo é trouxa, ele fugiu, como sempre faz, de garantir a lisura nas verbas destinadas ao Rio, e, como o escândalo da Câmara havia sido mencionado, ele, maliciosamente disse que o fato não era novidade, e, nas entrelinhas, insinuou que toda a mídia, e os jornalistas, numa clara tentativa de intimidação, pois seria uma situação de conhecimento de toda a imprensa que durante anos ficara em silêncio.
Só faltou ele dizer que o assunto é uma questão interna do parlamento, pois o executivo não pode se envolver nas questões internas de outro poder. Ele sabe que se assumir uma posição critica em relação a Câmara ou ao Senado podem jogar pedra no seu telhado, que como todo sabe é de vidro. Lula não quer que discutam o que ele gasta em suas inúmeras viagens, nem que se torne pública a farra do executivo com os cartões corporativos,
Lula, como já disse seu correligionário Hélio Bicudo, gosta de esconder o lixo debaixo do tapete. Na verdade, ele é cúmplice do parlamento, quando contemporiza com todos os atos capazes de ferir a ética; quando avaliza atos dos envolvidos no mensalão; quando passa a mão na cabeça dos “aloprados”; quando tentou blindar o Antônio Palocci; quando homenageia Severino Cavalcati.
Mas, Lula é o presidente que o Brasil merece. Ele é presidente porque o povo quer. Isso está escrito, pelo menos, até agora nas pesquisas de opinião. Ele foi eleito tendo um passado de comprometimento com vários escândalos praticados na maioria das prefeituras dominadas pelo PT desde 1988. Isso foi objeto de várias denúncias, todas divulgadas na imprensa. Como essas denúncias envolviam seu grande amigo e advogado, Expedito Resende e Jacob Bittar, seu companheiro e cumprade. Como todo sabe só quem foi punido foi quem fez a denúncia.
Eu não sei o que vocês vêem de novidade no que acontece na Câmara. Qual é a novidade que vocês descobriram? Que um deputado utiliza passagem? Isso é utilizado desde que o Congresso é Congresso, gente.
A resposta dada por nosso querido presidente foi eleita a frase do dia do Blog do NOBLAT.
Quem quiser entender o que Lula quis dizer, é bom registrar que Lula tocou no assunto ao ser questionado pela imprensa que desejava saber se o governo tinha mecanismos para impedir o desvio dos recursos públicos que serão aplicados no Rio de Janeiro, no caso da cidade ser a escolhida para a sede dos Jogos Olímpicos de 20016.
Nosso presidente, gosta de bancar o esperto, aí aproveitou a deixa do que aconteceu na Câmara, escapando da pergunta sobre a sua posição quanto a garantia da aplicação dos recursos para capacitar o Rio de Janeiro se tornar a sede dos Jogos Olímpicos.
Como nosso presidente considera que no Brasil todo mundo é trouxa, ele fugiu, como sempre faz, de garantir a lisura nas verbas destinadas ao Rio, e, como o escândalo da Câmara havia sido mencionado, ele, maliciosamente disse que o fato não era novidade, e, nas entrelinhas, insinuou que toda a mídia, e os jornalistas, numa clara tentativa de intimidação, pois seria uma situação de conhecimento de toda a imprensa que durante anos ficara em silêncio.
Só faltou ele dizer que o assunto é uma questão interna do parlamento, pois o executivo não pode se envolver nas questões internas de outro poder. Ele sabe que se assumir uma posição critica em relação a Câmara ou ao Senado podem jogar pedra no seu telhado, que como todo sabe é de vidro. Lula não quer que discutam o que ele gasta em suas inúmeras viagens, nem que se torne pública a farra do executivo com os cartões corporativos,
Lula, como já disse seu correligionário Hélio Bicudo, gosta de esconder o lixo debaixo do tapete. Na verdade, ele é cúmplice do parlamento, quando contemporiza com todos os atos capazes de ferir a ética; quando avaliza atos dos envolvidos no mensalão; quando passa a mão na cabeça dos “aloprados”; quando tentou blindar o Antônio Palocci; quando homenageia Severino Cavalcati.
Mas, Lula é o presidente que o Brasil merece. Ele é presidente porque o povo quer. Isso está escrito, pelo menos, até agora nas pesquisas de opinião. Ele foi eleito tendo um passado de comprometimento com vários escândalos praticados na maioria das prefeituras dominadas pelo PT desde 1988. Isso foi objeto de várias denúncias, todas divulgadas na imprensa. Como essas denúncias envolviam seu grande amigo e advogado, Expedito Resende e Jacob Bittar, seu companheiro e cumprade. Como todo sabe só quem foi punido foi quem fez a denúncia.
OAB-MT vai interpelar ministro do STF sobre “capangas” de Mato Grosso
As declarações do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante discussão com o presidente Gilmar Ferreira Mendes, deverão ser motivo de interpelação. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Francisco Faiad, disse que vai encaminhar ao Conselho Seccional, em reunião programada para esta sexta-feira, proposta de que seja aprovado pedido para que o Conselho Federal questione o uso dos termos “capangas do Mato Grosso” pelo ministro Barbosa. “Creio que o ministro precisa indicar quem são os “capangas” de Mato Grosso ou dizer claramente o que quis dizer com o uso dessa terminologia. Isso não ficou muito claro” – explicou. Segundo Faiad, há várias definições para o termo “capanga”. Do ponto de vista filológico, “capanga” é empregado para definir um valentão “a soldo de uma pessoa para protegê-la; cacundeiro, guarda-costas, jagunço”. O dicionário indica ainda termo usado p ara definir “indivíduo assalariado para assassinato, coerção ou ataque inescrupuloso, assassino profissional”. De outra forma, pode significar uma bolsa de couro – o que não vem ao caso. “Portanto, é preciso que o ministro diga claramente o que ele quis dizer, onde quis chegar, o que tem por trás dessa declaração”. Faiad destacou que uma interpretação literal do termo indicaria que o ministro Gilmar Ferreira Mendes, que é natural da cidade de Diamantino, no médio-Norte do Estado, seria uma espécie de “fora da lei”. Nesse caso – observou o presidente da OAB – “o ministro Gilmar não deveria ocupar o mais alto posto do Judiciário brasileiro; quiçá pudesse estar estar nas fileiras do Judiciário”. Na hipótese do ministro Joaquim Barbosa ter usado o termo de forma genérica, Faiad alimentou a hipótese de discriminação a população de Mato Grosso. “Creio que ninguém aqui seja capanga do ministro Gilmar” – frisou. &nb sp; Segundo o presidente da OAB, mais que esclarecer essa questão, a proposta de interpelação visa chamar a atenção da sociedade e, também,do próprio STF quanto ao seu padrão de comportamento. Faiad destacou que a fissura institucional da alta corte judiciária tem graves implicações. “O Brasil já enfrenta muitas crises. Hoje mesmo estamos assistindo milhares de pais de família sendo demitidos, perdendo seus empregos e o sustento de seus filhos, por conta de uma crise econômica. Não precisamos de declarações destemperadas e sem o mínimo de nexo” – acentuou Faiad. Ele destacou que a postura de Gilmar Mendes e do ministro Joaquim Barbosa não coaduna sob quaisquer aspecto. “Não há justificativa para o que eles protagonizaram. Nessa corte não há espaço para destemperos, sobretudo baseado em interpretações. O Judiciário brasileiro é sensível a todos essas questões e os resultados do que aconteceu ali podem ser imprevisíveis” – alertou. O tom usado pelos ministros foi, na avaliação de Faiad, preocupante: "Vossa excelência me respeite. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua, ministro Gilmar. Faça o que eu faço" - afirmou Barbosa. Em resposta, Mendes disse que "está na rua". Barbosa, por sua vez, voltou a atacar o presidente do STF. "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”. Irritado, Mendes também pediu "respeito" a Barbosa. "Vossa Excelência me respeite", afirmou. "Eu digo a mesma coisa", respondeu o ministro.
28 de abril de 2009
Itamar Franco pode ser o vice de Serra
O ex-presidente Itamar Franco (sem partido) estuda um convite para se filiar ao PPS e seu nome já vem sendo apontado como uma possível carta na manga da oposição para tentar unir os dois maiores colégios eleitorais do País na eleição presidencial de 2010. Reservadamente, tucanos paulistas passaram a cogitar Itamar, ex-governador de Minas, como candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador José Serra (SP). A hipótese seria uma alternativa à proposta de chapa "puro-sangue", até então rechaçada pelo governador mineiro Aécio Neves, também pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Embora ácido crítico do governo Fernando Henrique Cardoso, Itamar sempre nutriu boas relações com Serra. Nos últimos anos, no entanto, tornou-se um fiel aliado de Aécio, que assumiu o Palácio da Liberdade em 2003 com apoio do ex-presidente. Atualmente, Itamar, de 78 anos, ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG), e seu grupo defende abertamente a candidatura de Aécio no PSDB. O convite a Itamar foi feito há cerca de um ano e no último encontro com dirigentes nacionais e estaduais do partido, ele prometeu tomar uma decisão em maio ou junho. "Não é apenas mexer uma peça do xadrez, ele vai mudar o jogo", acredita o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE).
Fonte : Tribuna do Brasil
Data : 28 de abril de 2009
Ex-presidente é visto por Roberto Freire como possível candidato a vice-presidente de Serra, como alternativa a uma chapa ""puro-sangue""O ex-presidente Itamar Franco (sem partido) estuda um convite para se filiar ao PPS e seu nome já vem sendo apontado como uma possível carta na manga da oposição para tentar unir os dois maiores colégios eleitorais do País na eleição presidencial de 2010.Reservadamente, tucanos paulistas passaram a cogitar Itamar, ex-governador de Minas, como candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador José Serra (SP). A hipótese seria uma alternativa à proposta de chapa "puro-sangue", até então rechaçada pelo governador mineiro Aécio Neves, também pré-candidato do PSDB ao Planalto.Embora ácido crítico do governo Fernando Henrique Cardoso, Itamar sempre nutriu boas relações com Serra. Nos últimos anos, porém, tornou-se um fiel aliado de Aécio, que assumiu o Palácio da Liberdade em 2003 com apoio do ex-presidente. Atualmente, Itamar, de 78 anos, ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) e seu grupo defende abertamente candidatura de Aécio no PSDB.O convite a Itamar foi feito há cerca de um ano e no último encontro com dirigentes nacionais e estaduais do partido, ele prometeu tomar uma decisão em maio ou junho. "Não é apenas mexer uma peça do xadrez, ele vai mudar o jogo", acredita o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), que ontem participou de um evento da legenda em Belo Horizonte.Ex-líder na Câmara no governo Itamar (1992-1994), Freire ressalta que o PPS tem como pressuposto na articulação da eleição presidencial a unidade das oposições, o que significa não alimentar um racha entre Aécio e Serra. "Que seja mais um evento para ajudar na unidade, criando alternativa", diz. "Isso foi dito, inclusive, ao Itamar e ele concorda plenamente."O PPS mineiro integra a base de apoio a Aécio e trata o assunto com cautela. Para o presidente estadual da legenda, Juarez Amorim, ainda é prematura qualquer especulação sobre a participação de Itamar na próxima corrida presidencial. "Obviamente, se a gente tiver consolidado o ingresso dele no partido, aí vamos conversar sobre o conjunto das eleições. Afinal, ele é um ex-presidente que preserva prestígio no Brasil inteiro. E é um ex-governador que aparece muito bem nas pesquisas em Minas", diz Amorim.A ideia de juntar Serra e Itamar numa chapa é recebida com desconfiança por interlocutores próximos do ex-presidente. "Isso aí não foi conversado não", afirma o ex-deputado Marcello Siqueira. "A gente pensa na candidatura do governador Aécio." Siqueira afirma que Itamar "não está pensando eleitoralmente nesse momento", mas "caminha" para se filiar ao PPS.Para ilustrar as afinidades entre o partido e o ex-presidente, Freire lembra que um livro sobre a Presidência de Itamar está sendo finalizado e será brevemente editado com a participação da Fundação Astrojildo Pereira, ligada ao PPS. O Estado não conseguiu contato ontem com Itamar, que estava em Juiz de Fora (MG).
Fonte : Tribuna do Brasil
Data : 28 de abril de 2009
Ex-presidente é visto por Roberto Freire como possível candidato a vice-presidente de Serra, como alternativa a uma chapa ""puro-sangue""O ex-presidente Itamar Franco (sem partido) estuda um convite para se filiar ao PPS e seu nome já vem sendo apontado como uma possível carta na manga da oposição para tentar unir os dois maiores colégios eleitorais do País na eleição presidencial de 2010.Reservadamente, tucanos paulistas passaram a cogitar Itamar, ex-governador de Minas, como candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador José Serra (SP). A hipótese seria uma alternativa à proposta de chapa "puro-sangue", até então rechaçada pelo governador mineiro Aécio Neves, também pré-candidato do PSDB ao Planalto.Embora ácido crítico do governo Fernando Henrique Cardoso, Itamar sempre nutriu boas relações com Serra. Nos últimos anos, porém, tornou-se um fiel aliado de Aécio, que assumiu o Palácio da Liberdade em 2003 com apoio do ex-presidente. Atualmente, Itamar, de 78 anos, ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) e seu grupo defende abertamente candidatura de Aécio no PSDB.O convite a Itamar foi feito há cerca de um ano e no último encontro com dirigentes nacionais e estaduais do partido, ele prometeu tomar uma decisão em maio ou junho. "Não é apenas mexer uma peça do xadrez, ele vai mudar o jogo", acredita o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), que ontem participou de um evento da legenda em Belo Horizonte.Ex-líder na Câmara no governo Itamar (1992-1994), Freire ressalta que o PPS tem como pressuposto na articulação da eleição presidencial a unidade das oposições, o que significa não alimentar um racha entre Aécio e Serra. "Que seja mais um evento para ajudar na unidade, criando alternativa", diz. "Isso foi dito, inclusive, ao Itamar e ele concorda plenamente."O PPS mineiro integra a base de apoio a Aécio e trata o assunto com cautela. Para o presidente estadual da legenda, Juarez Amorim, ainda é prematura qualquer especulação sobre a participação de Itamar na próxima corrida presidencial. "Obviamente, se a gente tiver consolidado o ingresso dele no partido, aí vamos conversar sobre o conjunto das eleições. Afinal, ele é um ex-presidente que preserva prestígio no Brasil inteiro. E é um ex-governador que aparece muito bem nas pesquisas em Minas", diz Amorim.A ideia de juntar Serra e Itamar numa chapa é recebida com desconfiança por interlocutores próximos do ex-presidente. "Isso aí não foi conversado não", afirma o ex-deputado Marcello Siqueira. "A gente pensa na candidatura do governador Aécio." Siqueira afirma que Itamar "não está pensando eleitoralmente nesse momento", mas "caminha" para se filiar ao PPS.Para ilustrar as afinidades entre o partido e o ex-presidente, Freire lembra que um livro sobre a Presidência de Itamar está sendo finalizado e será brevemente editado com a participação da Fundação Astrojildo Pereira, ligada ao PPS. O Estado não conseguiu contato ontem com Itamar, que estava em Juiz de Fora (MG).
25 de fevereiro de 2009
INDIGNAÇÃO DE LULA COM DEMISSÕES NA EMBRAER NÃO PASSA DE FARSA
Na última quinta-feira, quando a Embraer anunciou o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse surpreendido e indignado com as demissões e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões. Mas, a indignação e a surpresa não são verdadeiras. Desde dezembro toda a cúpula do governo sabia dos problemas que a empresa enfrentava, e não ignoravam que a Embraer iria demitir mais de 4 mil funcionários.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, manteve em 3 de dezembro um encontro com sindicalistas para tratar do assunto. Dilma disse, na ocasião, que não poderia interferir por se tratar de uma empresa privada,O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral do BNDES, Luciano Coutinho, também na Embraer.
A informação de que a Embraer pretendia demitir quatro mil funcionários era pública desde dezembro do ano passado. Foi revelada na imprensa pelo repórter Julio Ottoboni. Ottoboni informou até o tamanho da carnificina, quatro mil funcionários.
As demissões na Embraer foram antecipadas pelo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo.
Lula recebeu o presidente da Embraer, Frederico Curado nesta quarta feira (25) para conversar sobre o motivo das demissões na empresa. A conversa foi apenas para inglês ver. Faz parte do velho hábito de Lula de jogar para a platéia, ou melhor para os camarotes. Tirar uma onda de macho, de bravo. Assim, engana o pesoal da geral, enquanto o pessoal dos camarotes sabe que é tudo encenação.
Francisco Curado declarou a imprensa logo após reunir-se com Lula que não há possibilidade de reverter o quadro de demissões de 4,2 mil empregados,
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, manteve em 3 de dezembro um encontro com sindicalistas para tratar do assunto. Dilma disse, na ocasião, que não poderia interferir por se tratar de uma empresa privada,O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral do BNDES, Luciano Coutinho, também na Embraer.
A informação de que a Embraer pretendia demitir quatro mil funcionários era pública desde dezembro do ano passado. Foi revelada na imprensa pelo repórter Julio Ottoboni. Ottoboni informou até o tamanho da carnificina, quatro mil funcionários.
As demissões na Embraer foram antecipadas pelo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo.
Lula recebeu o presidente da Embraer, Frederico Curado nesta quarta feira (25) para conversar sobre o motivo das demissões na empresa. A conversa foi apenas para inglês ver. Faz parte do velho hábito de Lula de jogar para a platéia, ou melhor para os camarotes. Tirar uma onda de macho, de bravo. Assim, engana o pesoal da geral, enquanto o pessoal dos camarotes sabe que é tudo encenação.
Francisco Curado declarou a imprensa logo após reunir-se com Lula que não há possibilidade de reverter o quadro de demissões de 4,2 mil empregados,
BANCOS RECUPERAM 100 MIL CARROS DE INADIMPLENTES
Cerca de 100 mil carros foram recuperados pelos bancos brasileiros de clientes inadimplentes. Esse número representa metade das vendas mensais de veículos novos no país, para desovar no mercado de autos usados.
Os principais bancos que financiam veículos relatam que o volume de recuperação creceu de 20% a 30% no início do ano em relação ao que acontecia até setembro.
A culpa foi da alta na inadimplência dos consumidores, que atingiu a média de 4,3% em dezembro, o maior nível desde 2002, segundo o Banco Central. Para a Fenabrave (associação das concessionárias), o volume de carros retomados representa pouco mais de 1% dos 9 milhões de veículos alienados no país. Na conta dos bancos, de cada 4 financiamentos inadimplentes, apenas 1 termina com a retomada.
Esse estoque é mais um motivo de pressão no segmento de usados, que vive queda sem precedente nos preços e cuja falta de liquidez trava as ações para retomar a venda de carros novos. Se todos esses carros voltassem ao mercado, somariam até R$ 3,506 bilhões.
Os principais bancos que financiam veículos relatam que o volume de recuperação creceu de 20% a 30% no início do ano em relação ao que acontecia até setembro.
A culpa foi da alta na inadimplência dos consumidores, que atingiu a média de 4,3% em dezembro, o maior nível desde 2002, segundo o Banco Central. Para a Fenabrave (associação das concessionárias), o volume de carros retomados representa pouco mais de 1% dos 9 milhões de veículos alienados no país. Na conta dos bancos, de cada 4 financiamentos inadimplentes, apenas 1 termina com a retomada.
Esse estoque é mais um motivo de pressão no segmento de usados, que vive queda sem precedente nos preços e cuja falta de liquidez trava as ações para retomar a venda de carros novos. Se todos esses carros voltassem ao mercado, somariam até R$ 3,506 bilhões.
CARNAVAL NO RIO - SALGUEIRO CAMPEÃ
Depois de esperar 15 anos, a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é a campeã do carnaval do Rio. A Escola desfilou na noite de segunda-feira (23) na Sapucaí. Em sua apresentação na passarela do samba a escola contou com 36 alas, oito alegorias e 4.100 componentes. Com o enredo “Tambor”, a escola da Tijuca contou a história de um dos instrumentos mais usados no Carnaval e sua evolução na humanidade, e ganhou o título com 399 pontos, um ponto a mais Beija-flor, que assim não conseguiu o tricampeonato.. O Salgueiro. A escola desfilou sob o comando do carnavalesco Renato Lage. Antes recebeu, pela sexta vez em sua história o Estandarte de Ouro, tradicional prêmio concedido pelo jornal carioca O Globo. Em São Paulo, a campeã foi a Mocidade Alegre, que chegou a sua sétima conquista com apenas meio ponto de vantagem sobre a poderosa Vai-Vai, dona de 13 títulos. Durante toda a apuração o que se via era muita tensão misturada a emoção entre os membros da escola, principalmente a presidente da agremiação, Regina Duran.
A última vez que a escola venceu o título do Grupo Especial foi com o samba enredo “Peguei um Ita no Norte”, em 1993, que trazia o famoso refrão “explode coração na maior felicidade”. Ano passado a escola havia ficado em segundo lugar, perdendo para a Beija-flor. A Império Serrano terminou em último lugar, com 390,7, e caiu para o Grupo de Acesso A. O Salgueiro somou 399 pontos. A Beija-Flor ficou em segundo, com 398 pontos; e a Portela, em terceiro com 397,9. A Império Serrano ficou na última colocação, com 390,7, e vai desfilar no grupo de Acesso A no ano que vem.
A última vez que a escola venceu o título do Grupo Especial foi com o samba enredo “Peguei um Ita no Norte”, em 1993, que trazia o famoso refrão “explode coração na maior felicidade”. Ano passado a escola havia ficado em segundo lugar, perdendo para a Beija-flor. A Império Serrano terminou em último lugar, com 390,7, e caiu para o Grupo de Acesso A. O Salgueiro somou 399 pontos. A Beija-Flor ficou em segundo, com 398 pontos; e a Portela, em terceiro com 397,9. A Império Serrano ficou na última colocação, com 390,7, e vai desfilar no grupo de Acesso A no ano que vem.
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