Os dois candidatos à Casa Branca, o democrata Barac Obama e o republicano John McCain revelaram um ponto comum: as críticas ao déficit orçamentário recorde do governo de George W. Bush.
Os dois fizeram severas criticas a administração econômica do governo Bush que, segundo projeções da Casa Branca, deixará uma dívida orçamentária nacional de US$ 482 bilhões ao próximo presidente dos EUA.
O democrata Obama, que disse anteriormente que os gastos de cerca de US$ 1 trilhão com a Guerra do Iraque foram os grandes responsáveis pelo déficit, reiterou que a projeção da Casa Branca "não foi um acidente ou parte normal do ciclo de negócios". "Houve algumas decisões irresponsáveis que foram feitas em Wall Street e Washington", disse, em reunião com um time de conselheiros econômicos.
Obama não citou diretamente Bush, mas a implicação estava clara. "Nós não podemos arcar, acredito, com as conseqüências de continuar fazendo as mesmas coisas do jeito que estamos fazendo", disse o senador por Illinois. "Nós temos que mudar o caminho e nós temos que agir imediatamente", completou, em referência a um de seus principais lemas de campanha, combater a "velha" política.
Obama disse que a economia americana, debilitada pela crise financeira e pela alta dos preços do petróleo, precisa de metas de curto e longo prazo, incluindo outra rodada de medidas "estimulantes" do Congresso para reviver a economia e um foco de longo-prazo em energia renovável para reduzir os preços dos combustíveis.
Ele alertou seu time de conselheiros econômicos, que inclui nomes como o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que a situação atual é um "resultado direto do adiamento de decisões difíceis por muitos anos".
Embora não tenha dado detalhes de seus planos para a economia americana, Obama pediu uma mudança agressiva em Washington e disse que o tema será o foco de sua campanha nestes últimos três meses antes das eleições gerais de 4 de novembro.
"Eu desenhei uma estratégia econômica nesta campanha que dará alívio a curto-prazo e crescimento a longo-prazo", disse Obama.
Republicano
Já o republicano John McCain, que tenta afastar as críticas democratas de que representaria apenas a continuação das políticas econômicas de Bush, culpou os gastos desnecessários do atual governo pelo déficit bilionário.
"Não há lembrete mais efetivo da necessidade de reverter os gastos exagerados que caracterizaram a política fiscal desta administração", disse McCain, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.
"Como presidente, eu me comprometi a balancear o orçamento até o fim do meu primeiro mandato", disse o republicano, com uma estratégia mais direta do que seu rival.
"As notícias de hoje tornam o trabalho mais difícil, mas não deveriam mudar o esforço genuíno de alcançar o outro lado do corredor que é necessário para garantir uma solução duradoura para o problema de gasto que ameaça a estabilidade de nossa economia", completou.
McCain almoçou com seus apoiadores em Bakersfield, Califórnia, onde ele pressionou pela derrubada da proibição de 25 anos da exploração das reservas costeiras dos EUA como forma de reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro.
29 de julho de 2008
PROEJTO QUE GARANTE INVIOLABILIDADE DE ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA PROVOCA DIVERGÊNCIAS ENTRE OAB E AJUFE
Os presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, e da Ajufe (Associação dos Juízes Federais), Fernando Mattos, divergem sobre o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. O projeto está na Presidência da República para sanção.
O Senado aprovou o projeto de lei no início de julho. O texto aprovado que modifica o estatuto da advocacia brasileiro, torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Ele estabelece que escritórios de advogados não podem mais ser alvo de busca e apreensão mesmo que por ordem judicial. A lei também veta a utilização dos documentos e objetos de clientes do advogado investigado, assim como outros instrumentos de trabalho que reúnam informações sobre os clientes.
O texto prevê ainda a quebra da inviolabilidade dos escritórios se houver indícios da prática de crime por parte do advogado. A Justiça, no entanto, deverá expedir mandado de busca e apreensão que deve ser cumprido na presença de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Para Mattos, o projeto "estabelece uma inviolabilidade absoluta" dos escritórios. "Isso é muito ruim dentro do nosso tempo porque a própria Constituição Federal, quando ela assegura a inviolabilidade do domicílio, ela faz uma exceção dizendo: pode se entrar dentro desse domicílio com uma ordem judicial determinada por um juiz. Então, vemos com muita preocupação sim esse projeto e os efeitos perniciosos que ele pode trazer", disse ele durante debate na rádio CBN.
Britto, que também participou do debate, afirmou que a inviolabilidade já está prevista na Constituição, mas que o projeto "clareia" a regra. "E, expressamente, o projeto diz que se o advogado está envolvido em crime, pode sim ser alvo da busca e apreensão, pode-se, sim, se quebrar a inviolabilidade por decisão judicial. O projeto esclarece isso."
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não sancionou o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Segundo ele, o Ministério da Justiça ainda está examinando o projeto e ele só será sancionado se não trouxer prejuízo para a investigação criminal.
"O que nós estamos examinando na lei é exatamente isso: se traz prejuízo para a investigação de um advogado. Assim como tem em todas as categorias profissionais, há pessoas que se misturam com o crime. Se existe na lei algum tipo de proteção a isso, ela não vai ser sancionada. Se não existir, será sancionada", afirmou ele.
Tarso diz que a análise do projeto levará em consideração as prerrogativas do exercício da advocacia. "Se ela for sancionada é porque chegamos à conclusão lapidar clara que não há prejuízo para a investigação criminal e não vai se tratar de um privilégio para os advogados e sim do respeito às suas prerrogativas. Mas ainda não foi decidido."
O Senado aprovou o projeto de lei no início de julho. O texto aprovado que modifica o estatuto da advocacia brasileiro, torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Ele estabelece que escritórios de advogados não podem mais ser alvo de busca e apreensão mesmo que por ordem judicial. A lei também veta a utilização dos documentos e objetos de clientes do advogado investigado, assim como outros instrumentos de trabalho que reúnam informações sobre os clientes.
O texto prevê ainda a quebra da inviolabilidade dos escritórios se houver indícios da prática de crime por parte do advogado. A Justiça, no entanto, deverá expedir mandado de busca e apreensão que deve ser cumprido na presença de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Para Mattos, o projeto "estabelece uma inviolabilidade absoluta" dos escritórios. "Isso é muito ruim dentro do nosso tempo porque a própria Constituição Federal, quando ela assegura a inviolabilidade do domicílio, ela faz uma exceção dizendo: pode se entrar dentro desse domicílio com uma ordem judicial determinada por um juiz. Então, vemos com muita preocupação sim esse projeto e os efeitos perniciosos que ele pode trazer", disse ele durante debate na rádio CBN.
Britto, que também participou do debate, afirmou que a inviolabilidade já está prevista na Constituição, mas que o projeto "clareia" a regra. "E, expressamente, o projeto diz que se o advogado está envolvido em crime, pode sim ser alvo da busca e apreensão, pode-se, sim, se quebrar a inviolabilidade por decisão judicial. O projeto esclarece isso."
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não sancionou o projeto de lei que torna invioláveis os escritórios de advocacia do país. Segundo ele, o Ministério da Justiça ainda está examinando o projeto e ele só será sancionado se não trouxer prejuízo para a investigação criminal.
"O que nós estamos examinando na lei é exatamente isso: se traz prejuízo para a investigação de um advogado. Assim como tem em todas as categorias profissionais, há pessoas que se misturam com o crime. Se existe na lei algum tipo de proteção a isso, ela não vai ser sancionada. Se não existir, será sancionada", afirmou ele.
Tarso diz que a análise do projeto levará em consideração as prerrogativas do exercício da advocacia. "Se ela for sancionada é porque chegamos à conclusão lapidar clara que não há prejuízo para a investigação criminal e não vai se tratar de um privilégio para os advogados e sim do respeito às suas prerrogativas. Mas ainda não foi decidido."
27 de julho de 2008
INTERRUPÇÃO DE FÉRIAS
Uma suspeita de pneumonia me obrigou a um período de férias forçadas. Pretendia manter um descanso até o dia 10 de agosto. Mas, atendendo solicitação do Silvio Couto, da FAPA, o acompanhei em visita de solidariedade aos índios guaranis de Camboinhas, vitimas de um incêndio criminoso em sua aldeia.
Realmente, a ignorância, falta de informação e o preconceito racial dominam o homem branco.
Desde a instalação dos índios no local, alguns moradores de Camboinhas e de outros bairros nobres da Região Oceânica manifestaram seu desagrado. É interessante observar que essas pessoas nunca manifestaram qualquer incômodo com a presença dos banqueiros Turcão, Anísio e Capitão Guimarães, nem com diversas autoridades (comandantes de PM, Juízes, Fiscais de Renda e outros altos funcionários, como o ex secretário de Saúde, Gilson Cantarino) presos em operações policiais.
Os doutos e honrados moradores desta área nobre sentem desagrado agora com a infectada “presença desagradável” dos silvícolas, moradores originais de Pindorama! Talvez, o desagrado seja decorrente do fato de que os índios são livres e não respondem a nenhum processo por corrupção, tráfico de drogas, estelionato, etc., como outros vizinhos ilustres, incluindo empresários desonestos, especuladores imobiliários desprovidos de escrúpulos, traficantes, estelionatários e por ai vai a lista das veneráveis, que se mudaram das favelas morais onde se escondiam e hoje dividem muros com os enfadados moradores que se opõem a permanência dos silvícolas lá.
Eu aconselho os emergentes de Camboinhas começarem a se acostumar com a presença dos índios, enquanto isso refletir um pouco: não sejam cegos, não é porque índio usa telefone celular, calças jeans ou carro que deixou de ser índio. Fosse assim, seríamos todos norte-americanos, porque também usamos jeans, lanchamos no Mac Donald, compramos nas lojas de delivery, e nossos filhos estudam no Brasas. Ou sejamos portugueses porque falamos português.
Olhem bem, a cultura dos índios é mais forte que a nossa. Tem resistido bravamente e não se deixa extinguir. A cultura dos índios traz benefícios para todos nós. Além disso, eles atraem turistas.
Realmente, a ignorância, falta de informação e o preconceito racial dominam o homem branco.
Desde a instalação dos índios no local, alguns moradores de Camboinhas e de outros bairros nobres da Região Oceânica manifestaram seu desagrado. É interessante observar que essas pessoas nunca manifestaram qualquer incômodo com a presença dos banqueiros Turcão, Anísio e Capitão Guimarães, nem com diversas autoridades (comandantes de PM, Juízes, Fiscais de Renda e outros altos funcionários, como o ex secretário de Saúde, Gilson Cantarino) presos em operações policiais.
Os doutos e honrados moradores desta área nobre sentem desagrado agora com a infectada “presença desagradável” dos silvícolas, moradores originais de Pindorama! Talvez, o desagrado seja decorrente do fato de que os índios são livres e não respondem a nenhum processo por corrupção, tráfico de drogas, estelionato, etc., como outros vizinhos ilustres, incluindo empresários desonestos, especuladores imobiliários desprovidos de escrúpulos, traficantes, estelionatários e por ai vai a lista das veneráveis, que se mudaram das favelas morais onde se escondiam e hoje dividem muros com os enfadados moradores que se opõem a permanência dos silvícolas lá.
Eu aconselho os emergentes de Camboinhas começarem a se acostumar com a presença dos índios, enquanto isso refletir um pouco: não sejam cegos, não é porque índio usa telefone celular, calças jeans ou carro que deixou de ser índio. Fosse assim, seríamos todos norte-americanos, porque também usamos jeans, lanchamos no Mac Donald, compramos nas lojas de delivery, e nossos filhos estudam no Brasas. Ou sejamos portugueses porque falamos português.
Olhem bem, a cultura dos índios é mais forte que a nossa. Tem resistido bravamente e não se deixa extinguir. A cultura dos índios traz benefícios para todos nós. Além disso, eles atraem turistas.
A DESTRUÍÇÃO DAS OCAS DOS ÌNDIOS GUARANIS NA PRAIA DE CAMBOINHAS
Representantes da Federação das Associações dos Aqüicultores e Pescadores Artesanais do Estado (Fapa) visitaram na manhã deste sábado a aldeia indígena de Camboinhas, na região Oceânica de Niterói, atingida por um incêndio no último dia 18. Os membros da Fapa fizeram doações de caixas de leite e toras de madeira para a reconstrução das seis ocas destruídas. O incêndio, que teria sido provocado por vândalos, está sendo investigado por policiais da Delegacia de Polícia Federal de Niterói.
Sílvio Couto, presidente da Fapa, revelou que encaminhará um abaixo assinado para as 42 entidades filiadas à federação no Grande Rio e interior fluminense para solicitar ao poder público soluções para o caso.
- Os indígenas, assim como os pescadores, historicamente, têm semelhanças. Ambos vivem do que a natureza dá. Talvez a colaboração material seja pequena em função das articulações que podemos fazer - declarou Sílvio.
Para articular as atividades integradas, os dirigentes da Fapa pretendem levar representantes indígenas ao sétimo Encontro dos Povos das Águas, evento anual organizado pela Fapa para conscientizar os pescadores sobre seus direitos e elaborar ações em prol da melhoria da classe. Esse encontro deverá ocorrer no mês de outubro em Cabo Frio, na Região dos Lagos Fluminense.
A aldeia Guarani atacada na semana passada está instalada desde março na praia de Camboinhas, endereço nobre na região oceânica de Niterói. Ali vivem cerca de 48 pessoas em doze ocas. O incêndio ocorreu no momento em que os homens do grupo participavam de uma reunião promovida pelo IEF. Somente mulheres, crianças e um índio estavam na aldeia. O fogo deixou ferido o indígena Joaquim Karaí Benite, de 43 anos, que teve queimaduras de segundo grau nas costas e no braço esquerdo. De acordo com as investigações iniciais da polícia, o incêndio foi criminoso.
Sílvio Couto, presidente da Fapa, revelou que encaminhará um abaixo assinado para as 42 entidades filiadas à federação no Grande Rio e interior fluminense para solicitar ao poder público soluções para o caso.
- Os indígenas, assim como os pescadores, historicamente, têm semelhanças. Ambos vivem do que a natureza dá. Talvez a colaboração material seja pequena em função das articulações que podemos fazer - declarou Sílvio.
Para articular as atividades integradas, os dirigentes da Fapa pretendem levar representantes indígenas ao sétimo Encontro dos Povos das Águas, evento anual organizado pela Fapa para conscientizar os pescadores sobre seus direitos e elaborar ações em prol da melhoria da classe. Esse encontro deverá ocorrer no mês de outubro em Cabo Frio, na Região dos Lagos Fluminense.
A aldeia Guarani atacada na semana passada está instalada desde março na praia de Camboinhas, endereço nobre na região oceânica de Niterói. Ali vivem cerca de 48 pessoas em doze ocas. O incêndio ocorreu no momento em que os homens do grupo participavam de uma reunião promovida pelo IEF. Somente mulheres, crianças e um índio estavam na aldeia. O fogo deixou ferido o indígena Joaquim Karaí Benite, de 43 anos, que teve queimaduras de segundo grau nas costas e no braço esquerdo. De acordo com as investigações iniciais da polícia, o incêndio foi criminoso.
BAND TRANSMITIRÁ 1º DEBATE DE CANDIDATOS E PREFEITO DE NITERÓI
O primeiro debate televisionado entre os candidatos a prefeito de Niterói será transmitido ao vivo na próxima quinta-feira, às 22 horas, pela rádio e TV Bandeirantes. As regras do debate foram discutidas ontem em reunião, na sede da emissora entre representantes da emissora e dos candidatos Rodrigo Neves (PT); Jorge Roberto Silveira (PDT); Gegê Galindo (PSDB); Edésio da Cruz Nunes (PHS) e Paulo Eduardo Gomes (PSOL). Participaram também o diretor geral da Band Rio, Daruiz Paranhos, e o vice-presidente do Grupo Fluminense, Alexandre Torres. O encontro com os representantes dos candidatos foi comandado pelo diretor de Jornalismo da Band, Xico Vargas, o jornalista Marco de Cardoso e o advogado Marcelo Martins.
O debate terá duração de duas horas e será dividido em cinco blocos. A ordem de participação de cada candidato e o posicionamento deles na bancada será definida através de sorteio feito no dia. No primeiro bloco haverá uma única pergunta feita pelo mediador, o jornalista Sérgio Costa, dirigida a todos os candidatos. "A pergunta já está definida e é a seguinte: por que o senhor quer se candidatar a prefeito de Niterói? Cada um deverá responder dentro de um minuto e meio", explicou o jornalista Marco de Cardoso.
A partir do segundo bloco até o quarto, as perguntas serão de tema livre. Novos sorteios serão feitos na volta de cada intervalo. O candidato sorteado iniciará a seqüência de perguntas escolhendo o adversário que irá respondê-la. Este por sua vez escolherá outro para perguntar e assim sucessivamente. Quem já tiver respondido uma pergunta no bloco, não poderá ser escolhido novamente.
No quinto e último bloco, jornalistas definidos pela Band irão fazer perguntas aos candidatos. A escolha de qual será a pergunta e quem a responderá também será feira através de sorteio. Serão dez perguntas, divididas em duas rodadas, e cada candidato responderá a duas no tempo de um minuto e meio.
Terminada a rodada destas perguntas, os candidatos terão, cada um, três minutos para suas considerações finais. A ordem das falas dos candidatos em suas considerações será inversa à ordem da fala de cada candidato no primeiro bloco.
Direito de resposta – Marco de Cardoso e Marcelo Martins explicaram que só será dado o direito de resposta fora da ordem definida, caso o candidato considere ter sido objeto de alguma citação injuriosa, caluniosa ou difamatória.
A decisão de conceder ou não este direito será de competência exclusiva do mediador e da produção do debate.
"Esse direito, se concedido, poderá ser validado no início do bloco posterior", frisou Marcelo Martins.
Os candidatos não poderão exibir qualquer tipo de documentação. Toda anotação e material utilizado pelo candidato para consulta própria, deve ficar debaixo das suas respectivas bancadas.No fim da reunião de ontem, cada representante dos candidatos recebeu uma cópia da proposta do debate que teve de ser assinada para ser homologada junto à Justiça Eleitoral. Todos os candidatos aceitaram os termos e assinaram na hora.
O debate terá duração de duas horas e será dividido em cinco blocos. A ordem de participação de cada candidato e o posicionamento deles na bancada será definida através de sorteio feito no dia. No primeiro bloco haverá uma única pergunta feita pelo mediador, o jornalista Sérgio Costa, dirigida a todos os candidatos. "A pergunta já está definida e é a seguinte: por que o senhor quer se candidatar a prefeito de Niterói? Cada um deverá responder dentro de um minuto e meio", explicou o jornalista Marco de Cardoso.
A partir do segundo bloco até o quarto, as perguntas serão de tema livre. Novos sorteios serão feitos na volta de cada intervalo. O candidato sorteado iniciará a seqüência de perguntas escolhendo o adversário que irá respondê-la. Este por sua vez escolherá outro para perguntar e assim sucessivamente. Quem já tiver respondido uma pergunta no bloco, não poderá ser escolhido novamente.
No quinto e último bloco, jornalistas definidos pela Band irão fazer perguntas aos candidatos. A escolha de qual será a pergunta e quem a responderá também será feira através de sorteio. Serão dez perguntas, divididas em duas rodadas, e cada candidato responderá a duas no tempo de um minuto e meio.
Terminada a rodada destas perguntas, os candidatos terão, cada um, três minutos para suas considerações finais. A ordem das falas dos candidatos em suas considerações será inversa à ordem da fala de cada candidato no primeiro bloco.
Direito de resposta – Marco de Cardoso e Marcelo Martins explicaram que só será dado o direito de resposta fora da ordem definida, caso o candidato considere ter sido objeto de alguma citação injuriosa, caluniosa ou difamatória.
A decisão de conceder ou não este direito será de competência exclusiva do mediador e da produção do debate.
"Esse direito, se concedido, poderá ser validado no início do bloco posterior", frisou Marcelo Martins.
Os candidatos não poderão exibir qualquer tipo de documentação. Toda anotação e material utilizado pelo candidato para consulta própria, deve ficar debaixo das suas respectivas bancadas.No fim da reunião de ontem, cada representante dos candidatos recebeu uma cópia da proposta do debate que teve de ser assinada para ser homologada junto à Justiça Eleitoral. Todos os candidatos aceitaram os termos e assinaram na hora.
OBAMA FAZ BALANÇO POSITIVO DE VIAGEM PELA EUROPA E ORIENTE MÉDIO
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, fez ontem em Londres um balanço positivo do périplo pelo Médio Oriente e Europa, defendendo a decisão de efectuar a visita apesar de haver sinais de que esta não ajudou a reforçar a sua popularidade nos Estados Unidos.
"A razão por que pensei que este périplo era importante tem a ver com o facto de estar convencido de que muitas das questões que enfrentamos no país só poderão ser resolvidas, de modo eficaz, se tivermos parceiros fortes no estrangeiro", afirmou aos jornalistas após um encontro de duas horas com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
Qualificando o encontro com Brown de "excelente conversa", Barack Obama, que denotou o habitual à-vontade com os media’, falou num "profundo afecto pelo povo britânico" e na "gratidão" dos norte-americanos para com o Reino Unido. "Atravessámos juntos duas guerras mundiais, falamos a mesma língua, acreditamos ambos no Estado de Direito e no respeito pela lei", acrescentou Obama. "Há na Américaum fascínio por tudo o que é britânico, que está longe de desaparecer", sublinhou, após ter debatido com Brown questões co-mo a situação no Médio Oriente, alterações climáticas, terrorismo e mercadosfinanceiros.Antesmanteve um encontro com o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que é agora o enviado doQuarteto para o Médio Oriente.
Barack Obama encontrou-se ainda com o principal dirigente da oposição no Reino Unido, o conservador David Cameron, que está bem colocado nas sondagens para suceder a Brown na chefia do governo.
Depois de ter visitado diversos países do Médio Oriente, Obama proferiu em Berlim, perante cerca de 200 mil pessoas, um discurso sobre relações transatlânticas. Já em Paris reuniu-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
JOHN MCCAIN CRITICA
O candidato presidencial republicano, John McCain, criticou a política defendida pelo adversário democrata, Barack Obama, ao afirmar que o Médio Oriente teria mergulhado na guerra se as forças militares dos Estados Unidos tivessem retirado do Iraque.
JULGAMENTO DE BIN LADEN
John McCain afirmou ainda que se eleito presidente pretende prender levar Osama bin Laden e levá-lo à julgamento internacional semelhante aos que julgaram os criminosos nazistas em Nuremberg.
"A razão por que pensei que este périplo era importante tem a ver com o facto de estar convencido de que muitas das questões que enfrentamos no país só poderão ser resolvidas, de modo eficaz, se tivermos parceiros fortes no estrangeiro", afirmou aos jornalistas após um encontro de duas horas com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
Qualificando o encontro com Brown de "excelente conversa", Barack Obama, que denotou o habitual à-vontade com os media’, falou num "profundo afecto pelo povo britânico" e na "gratidão" dos norte-americanos para com o Reino Unido. "Atravessámos juntos duas guerras mundiais, falamos a mesma língua, acreditamos ambos no Estado de Direito e no respeito pela lei", acrescentou Obama. "Há na Américaum fascínio por tudo o que é britânico, que está longe de desaparecer", sublinhou, após ter debatido com Brown questões co-mo a situação no Médio Oriente, alterações climáticas, terrorismo e mercadosfinanceiros.Antesmanteve um encontro com o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que é agora o enviado doQuarteto para o Médio Oriente.
Barack Obama encontrou-se ainda com o principal dirigente da oposição no Reino Unido, o conservador David Cameron, que está bem colocado nas sondagens para suceder a Brown na chefia do governo.
Depois de ter visitado diversos países do Médio Oriente, Obama proferiu em Berlim, perante cerca de 200 mil pessoas, um discurso sobre relações transatlânticas. Já em Paris reuniu-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
JOHN MCCAIN CRITICA
O candidato presidencial republicano, John McCain, criticou a política defendida pelo adversário democrata, Barack Obama, ao afirmar que o Médio Oriente teria mergulhado na guerra se as forças militares dos Estados Unidos tivessem retirado do Iraque.
JULGAMENTO DE BIN LADEN
John McCain afirmou ainda que se eleito presidente pretende prender levar Osama bin Laden e levá-lo à julgamento internacional semelhante aos que julgaram os criminosos nazistas em Nuremberg.
CHÁVEZ FAZ AS PAZES COM REI JUAN CARLOS E ZAPATERO
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, esteve ontem na Espanha. Foi a primeira visita oficial de Chávez ao país depois do polêmico episódio no qual o rei Juan Carlos pediu ao venezuelano que se calasse, durante uma reunião de cúpula no Chile no ano passado. Chávez usou o bom humor para dar por superado o esfriamento nas relações diplomáticas entre Venezuela e Espanha, que teve início com o incidente ocorrido durante a última cúpula ibero-americana.
Chávez reuniu-se com o rei Juan Carlos em Mallorca e em seguida foi para Madri, onde encontrou-se com o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero. O presidente venezuelano anunciou que contará com as empresas espanholas para explorar petróleo na faixa do rio Orinoco. Oficialmente, a visita de Chávez foi qualificada como uma oportunidade para discutir as relações bilaterais, mas sem dúvidas incluiu conversas sobre o episódio constrangedor ocorrido no ano passado
Hoje, Chávez, o rei e Zapatero deixaram o incidente no passado. "Estamos muito satisfeitos com este reencontro. Esperamos que nossas relações caminhem pela vereda do trabalho que nos une," disse Zapatero, após se encontrar com Chávez nos jardins do palácio presidencial de Moncloa.
Já o presidente venezuelano disse que as portas do seu país estão abertas para a petrolífera espanhola Repsol. "Nós precisamos de investimentos e ajuda, enquanto a Espanha pode garantir seu suprimento de petróleo para sempre," manifestou o líder venezuelano.
Espanha e Venezuela querem normalizar as relações e Chavez quer estabilizar preço do petróleo em 100 US
Chávez reuniu-se com o rei Juan Carlos em Mallorca e em seguida foi para Madri, onde encontrou-se com o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero. O presidente venezuelano anunciou que contará com as empresas espanholas para explorar petróleo na faixa do rio Orinoco. Oficialmente, a visita de Chávez foi qualificada como uma oportunidade para discutir as relações bilaterais, mas sem dúvidas incluiu conversas sobre o episódio constrangedor ocorrido no ano passado
Hoje, Chávez, o rei e Zapatero deixaram o incidente no passado. "Estamos muito satisfeitos com este reencontro. Esperamos que nossas relações caminhem pela vereda do trabalho que nos une," disse Zapatero, após se encontrar com Chávez nos jardins do palácio presidencial de Moncloa.
Já o presidente venezuelano disse que as portas do seu país estão abertas para a petrolífera espanhola Repsol. "Nós precisamos de investimentos e ajuda, enquanto a Espanha pode garantir seu suprimento de petróleo para sempre," manifestou o líder venezuelano.
Espanha e Venezuela querem normalizar as relações e Chavez quer estabilizar preço do petróleo em 100 US
PRESA EM MADRID ESPANHOLA ACUSADA DE COLABORAR COM AS FARC
A Polícia espanhola, em cooperação com autoridades colombianas, prendeu uma espanhola neste sábado em San Lorenzo de El Escorial, a noroeste de Madri, acusada de colaborar com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A suspeita, identificada como María Remedios García Albert - e não Rosário como divulgado anteriormente -, de 57 anos, representava o movimento guerrilheiro na Espanha e era a responsável pela arrecadação de fundos para a guerrilha, segundo as mesmas fontes.
Ela foi detida após a análise dos dados encontrados num computador do número dois das Farc, Raúl Reyes, morto num ataque do exército colombiano contra um acampamento da guerrilha colombiana em território equatoriano em primeiro de março passado.
Em Bogotá, o diretor da polícia colombiana, general Oscar Naranjo, disse que García Albert é "integrante da comissão internacional das Farc" e afirmou que "essa captura é o princípio de uma série de detenções que serão realizadas na Europa, principalmente de pessoas vinculadas às Farc".
Ela foi detida após a análise dos dados encontrados num computador do número dois das Farc, Raúl Reyes, morto num ataque do exército colombiano contra um acampamento da guerrilha colombiana em território equatoriano em primeiro de março passado.
Em Bogotá, o diretor da polícia colombiana, general Oscar Naranjo, disse que García Albert é "integrante da comissão internacional das Farc" e afirmou que "essa captura é o princípio de uma série de detenções que serão realizadas na Europa, principalmente de pessoas vinculadas às Farc".
19 de julho de 2008
JUIZ QUER MANDOU PRENDER DANIEL DANTAS VAI TIRAR FÉRIAS
Abatido e com os olhos marejados, o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, que mandou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas para a prisão, afirmou ontem que não vai se intimidar diante de eventuais ameaças ou tentativas de desacreditar o seu trabalho.
"Estou exaurido", disse em tom de desabafo. O juiz revelou que entrará em férias por 15 dias na próxima segunda-feira. Segundo ele, já estavam programadas "há muito tempo".
De Sanctis tem sido criticado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e por advogados criminalistas. O ministro, que determinou a soltura imediata de Dantas, enviou cópia da decisão do juiz a órgãos que investigam magistrados.
Ao mesmo tempo, defensores do banqueiro pediram formalmente ao próprio juiz que se afaste do caso.
"Não sei o que está por trás de tudo isso. As pessoas parecem que não querem que eu tome decisões. Não sei o porquê. O importante é que vou continuar. A minha decisão pode estar certa ou errada, mas é a convicção de um juiz independente", disse De Sanctis.
Questionado sobre eventuais ameaças, disse que isso "não é o que mais importa". "O que importa é que eu não deixo de agir por medo. Se um juiz é passível de ameaças? É. Mas essas ameaças não podem tolher o exercício da função", afirmou.
Sobre eventual pedido de proteção policial, repetiu: "Isso não importa" - o juiz se encontrou ontem com o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, que disse ter tratado de outro assunto.
Durante a entrevista concedida ontem na sala de audiência da 6ª Vara Criminal de São Paulo, De Sanctis se mostrou nervoso. Reclamou dos repetidos flashs com uma fotógrafa. Pelo menos por quatro vezes teve lapsos de memória enquanto falava.
Ressaltou que não falaria do caso específico, mas de forma genérica. Insistiu ainda para que suas declarações não fossem deturpadas.
Somente quando começou a discorrer sobre legislação criminal é que De Sanctis pareceu recobrar a tranqüilidade, que o acompanhou até o final da entrevista.
Criticou duas novas leis que, segundo ele, irão "inviabilizar a investigação criminal no Brasil".
"Que interesse está por trás disso? Quem não quer que a Polícia Federal trabalhe? Se for assim, vamos fechar as portas da PF. Não dá para ter um órgão de faz-de-conta", afirmou.
Quando declarou isso, o juiz tratava especificamente das leis recentemente aprovadas no Congresso, a 11.689 e a 11.690, ambas de 2008, que modificam o Código de Processo Penal. Ele afirmou não estar se referindo ao caso do banqueiro Daniel Dantas nem ao afastamento do delegado Protógenes Queiroz da investigação.
"Por favor, que isso fique bem claro, eu não quero falar do caso concreto."
Polícia Federal
De Sanctis evitou comentar a saída de Protógenes. Afirmou que isso é uma questão interna da Polícia Federal e que só espera que o novo delegado tenha o espírito investigativo.
Sobre o pedido de afastamento formulado pelo advogado de Dantas, afirmou que analisará isso depois dos 15 dias de férias. "Esse é um instrumento legal. Vejo com serenidade. Já sofri isso em outros processos, como no caso do banco Santos e do MSI-Corinthians. Em nenhum momento os pedidos foram acatados pelo tribunal."
"Estou exaurido", disse em tom de desabafo. O juiz revelou que entrará em férias por 15 dias na próxima segunda-feira. Segundo ele, já estavam programadas "há muito tempo".
De Sanctis tem sido criticado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e por advogados criminalistas. O ministro, que determinou a soltura imediata de Dantas, enviou cópia da decisão do juiz a órgãos que investigam magistrados.
Ao mesmo tempo, defensores do banqueiro pediram formalmente ao próprio juiz que se afaste do caso.
"Não sei o que está por trás de tudo isso. As pessoas parecem que não querem que eu tome decisões. Não sei o porquê. O importante é que vou continuar. A minha decisão pode estar certa ou errada, mas é a convicção de um juiz independente", disse De Sanctis.
Questionado sobre eventuais ameaças, disse que isso "não é o que mais importa". "O que importa é que eu não deixo de agir por medo. Se um juiz é passível de ameaças? É. Mas essas ameaças não podem tolher o exercício da função", afirmou.
Sobre eventual pedido de proteção policial, repetiu: "Isso não importa" - o juiz se encontrou ontem com o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, que disse ter tratado de outro assunto.
Durante a entrevista concedida ontem na sala de audiência da 6ª Vara Criminal de São Paulo, De Sanctis se mostrou nervoso. Reclamou dos repetidos flashs com uma fotógrafa. Pelo menos por quatro vezes teve lapsos de memória enquanto falava.
Ressaltou que não falaria do caso específico, mas de forma genérica. Insistiu ainda para que suas declarações não fossem deturpadas.
Somente quando começou a discorrer sobre legislação criminal é que De Sanctis pareceu recobrar a tranqüilidade, que o acompanhou até o final da entrevista.
Criticou duas novas leis que, segundo ele, irão "inviabilizar a investigação criminal no Brasil".
"Que interesse está por trás disso? Quem não quer que a Polícia Federal trabalhe? Se for assim, vamos fechar as portas da PF. Não dá para ter um órgão de faz-de-conta", afirmou.
Quando declarou isso, o juiz tratava especificamente das leis recentemente aprovadas no Congresso, a 11.689 e a 11.690, ambas de 2008, que modificam o Código de Processo Penal. Ele afirmou não estar se referindo ao caso do banqueiro Daniel Dantas nem ao afastamento do delegado Protógenes Queiroz da investigação.
"Por favor, que isso fique bem claro, eu não quero falar do caso concreto."
Polícia Federal
De Sanctis evitou comentar a saída de Protógenes. Afirmou que isso é uma questão interna da Polícia Federal e que só espera que o novo delegado tenha o espírito investigativo.
Sobre o pedido de afastamento formulado pelo advogado de Dantas, afirmou que analisará isso depois dos 15 dias de férias. "Esse é um instrumento legal. Vejo com serenidade. Já sofri isso em outros processos, como no caso do banco Santos e do MSI-Corinthians. Em nenhum momento os pedidos foram acatados pelo tribunal."
18 de julho de 2008
OPERAÇÃO SATIAGRAHA PROVOCA DISPUTA NA CUPULA DO PT
A citação de nomes de algumas personalidades de peso do PT nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, deverá provocar uma séria discussão na Executiva Nacional do PT. Por enquanto, o plano é deixar que o tempo minimize a repercussão sobre o assunto, para mais tarde, conduzir o debate de forma mais pragmática. Cinco petistas tiveram os nomes citados nos relatórios da PF sobre as investigações, entre eles o ministro Tarso Genro (Justiça), o chefe de gabinete do presidente da República, Gilberto Carvalho, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, e dois ex-deputados federais Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Sigmaringa Seixas (DF). Até agora, apenas Cardozo, Carvalho e Sigmaringa saíram sem maiores arranhões. Os três apresentaram explicações rápidas, consideradas por alguns membros do partido.
Os principais dirigentes do partido, o deputado Ricardo Berzoini, atual presidente, e os secretários Cardozo e Walter Pomar estão fora do Brasil, participando de viagem a Cuba, que seria missão oficial, agendada há bastante tempo. Eles retornam no fim da semana, é possível então que parte da cúpula do PT se reúna informalmente para uma análise preliminar sobre os efeitos da Operação Satiagraha. Mas oficialmente a reunião da executiva só ocorrerá em agosto.
Racha
A atuação durante a operação de Tarso --que trabalha para ter o nome indicado pelo PT para a sucessão presidencial de 2010-- dividiu a legenda. Para alguns, ele passou a impressão de descontrole emocional ao atuar de maneira impositiva na operação. Outros petistas afirmam que o ministro saiu ganhando, pois deixou para a população a demonstração de o defensor da Justiça.
No entanto, o grupo de Tarso no PT a corrente denominada "Mensagem ao Partido" não tem maioria interna e representa a junção de dois outros grupos: "Democracia Socialista" e "Novos Rumos".
Neste episódio da Operação Satiagraha, a eventual adversária de Tarso na disputa pela indicação à sucessão, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) submergiu, optando por não opinar nem aparecer em meio a tantos comentários sobre o caso.
As investigações da PF colocaram Tarso na linha de frente do debate sobre as ações policiais e alvo da crise com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.
O ministro da Justiça apoiou a PF, fazendo restrições apenas à exposição de imagens, enquanto Mendes fez uma série de críticas e tomou decisões polêmicas sobre a libertação de alguns dos investigados.
Gilberto Carvalho foi apontado como suspeito de vazamento de informações sigilosas, depois de conversar por telefone --cujo diálogo foi gravado e relatado na imprensa --com Greenhalgh. No diálogo, eles tratam sobre Humberto Braz --que é cliente do petista e assessor do banqueiro Daniel Dantas.
Carvalho negou ter vazado informações e divulgou nota à imprensa, informando sobre seu diálogo com Greenhalgh, o qual fez questão de tratar como 'doutor' e com distância.
Mesmo sem mandato parlamentar, Greenhalgh integra a cúpula do Diretório Nacional do PT. Cardozo e Sigmaringa foram citados nas investigações porque teriam participado de um jantar, no qual Dantas esteve presente. Para alguns, os dois pertenceriam à chamada bancada de Daniel Dantas no Congresso.
Cardozo também divulgou nota, na rechaçou as informações, e procurou os colegas de partido para dar explicações.
Os principais dirigentes do partido, o deputado Ricardo Berzoini, atual presidente, e os secretários Cardozo e Walter Pomar estão fora do Brasil, participando de viagem a Cuba, que seria missão oficial, agendada há bastante tempo. Eles retornam no fim da semana, é possível então que parte da cúpula do PT se reúna informalmente para uma análise preliminar sobre os efeitos da Operação Satiagraha. Mas oficialmente a reunião da executiva só ocorrerá em agosto.
Racha
A atuação durante a operação de Tarso --que trabalha para ter o nome indicado pelo PT para a sucessão presidencial de 2010-- dividiu a legenda. Para alguns, ele passou a impressão de descontrole emocional ao atuar de maneira impositiva na operação. Outros petistas afirmam que o ministro saiu ganhando, pois deixou para a população a demonstração de o defensor da Justiça.
No entanto, o grupo de Tarso no PT a corrente denominada "Mensagem ao Partido" não tem maioria interna e representa a junção de dois outros grupos: "Democracia Socialista" e "Novos Rumos".
Neste episódio da Operação Satiagraha, a eventual adversária de Tarso na disputa pela indicação à sucessão, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) submergiu, optando por não opinar nem aparecer em meio a tantos comentários sobre o caso.
As investigações da PF colocaram Tarso na linha de frente do debate sobre as ações policiais e alvo da crise com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.
O ministro da Justiça apoiou a PF, fazendo restrições apenas à exposição de imagens, enquanto Mendes fez uma série de críticas e tomou decisões polêmicas sobre a libertação de alguns dos investigados.
Gilberto Carvalho foi apontado como suspeito de vazamento de informações sigilosas, depois de conversar por telefone --cujo diálogo foi gravado e relatado na imprensa --com Greenhalgh. No diálogo, eles tratam sobre Humberto Braz --que é cliente do petista e assessor do banqueiro Daniel Dantas.
Carvalho negou ter vazado informações e divulgou nota à imprensa, informando sobre seu diálogo com Greenhalgh, o qual fez questão de tratar como 'doutor' e com distância.
Mesmo sem mandato parlamentar, Greenhalgh integra a cúpula do Diretório Nacional do PT. Cardozo e Sigmaringa foram citados nas investigações porque teriam participado de um jantar, no qual Dantas esteve presente. Para alguns, os dois pertenceriam à chamada bancada de Daniel Dantas no Congresso.
Cardozo também divulgou nota, na rechaçou as informações, e procurou os colegas de partido para dar explicações.
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