7 de setembro de 2009

SARKOZY DEFENDE BRASIL NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta segunda-feira que considera uma questão de "justiça" o Brasil ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em declaração conjunta ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy defendeu reformas nas Nações Unidas que permitam maior participação dos países em desenvolvimento, como o Brasil, nas decisões tomadas pela cúpula mundial.

"Representamos 85% do PIB mundial, mas as instâncias nas nações Unidas devem se reformar ou correm o risco de perder a sua legitimidade. As Nações Unidas devem se reformar. Estamos no século 21, não podemos considerar normal que a África não tenha um membro permanente no Conselho de Segurança de Segurança. Também não acredito que, no café da manhã do G-8, não possamos convidar o Brasil. Isso é perigoso", afirmou.

Assim como Sarkozy, Lula defendeu mudanças no atual modelo da ONU (Organização das Nações Unidas) que permita maior representatividade de países em desenvolvimento.

Lula também disse ser favorável à maior participação de países pobres em discussões mundiais, como na cúpula do G-20. "O mundo não pode esquecer o que aconteceu no ano passado. A lógica de que o mercado ia resolver tudo, faliu. O Estado não pode abrir mão de ser o indutor. Tivemos que induzir mais dinheiro na produção. Se não existe o Estado, as coisas não funcionam com a facilidade que alguns imaginavam que iam funcionar. Vamos cobrar que cada país faça sua parte para que a crise não resulte no sofrimento dos mais pobres", afirmou.
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