O presidente da França, Nicolas Sarkozy, participa às 9h desta segunda (7), em Brasília, como convidado de honra do desfile militar de celebração da independência do Brasil. Tropas francesas vão fazer uma demonstração especial.
O presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy chegou ao Brasil neste domingo (6) e jantou com o presidente Lula O objetivo da segunda visita do presidente da França ao país é assinar acordos estratégicos entre os dois países e acompanhar a concretização de compromissos de transferência de tecnologia.
O contrato que será assinado hoje entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy marca, na avaliação de especialistas, a principal parceria militar brasileira desde o governo de Getúlio Vargas, quando o país apoiou os Aliados na II Guerra Mundial. Pelo acordo, o Brasil pagará em torno de R$ 24 bilhões à França para a aquisição de submarinos e helicópteros. A maior parte do dinheiro será financiada por bancos estrangeiros.
A segunda visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao Brasil em menos de um ano reforça, neste 7 de Setembro, uma parceria estratégica que vai muito além do acordo de compra de submarinos e de helicópteros franceses, no valor de R$ 24 bilhões. Nessa aliança, o Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva vê a França como o amigo rico e preferido do Norte.
A França virou aliada preferencial no mundo desenvolvido no momento em que o Brasil ambiciona colocar em prática uma política industrial de defesa, além de alavancar sua presença em organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Sarkozy, por sua vez, explora as oportunidades de negócios no país que ambiciona tornar-se hegemônico na América Latina.
O presidente francês, que desembarcou em Brasília ontem à noite, será o convidado de honra do desfile militar do Dia da Independência, hoje, na Esplanada dos Ministérios. Escoltado por seis ministros e, desta vez, sem a companhia da primeira-dama, Carla Bruni, Sarkozy terá grandes chances de ouvir de Lula, mesmo que informalmente, o resultado favorável à francesa Dassault no processo de licitação para a compra de 36 caças pela Força Aérea Brasileira (FAB)
O diferencial na relação Brasil-França, comparando com as demais parcerias estratégicas firmadas pelo governo brasileiro nos últimos anos, está inegavelmente na área militar, segundo a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, diretora do Departamento de Europa do Itamaraty. Para a diplomata, trata-se de um caso feliz de exploração de um momento favorável a tais iniciativas.
França apoia pretensões brasileiras
A França foi uma das pioneiras vozes do Primeiro Mundo a apoiar uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que pode permitir o ingresso do Brasil entre seus membros permanentes – ambição cultivada especialmente pelo governo Lula. Nos últimos anos, passou a defender a ampliação do G-8, as sete economias mais industrializadas e a Rússia, para a formação de um G-14 que incluiria, além do Brasil, a África do Sul, a China, a Índia, o México e o Egito.
Lula, em um gesto pouco usual, esperou ontem à noite o presidente francês na Base Aérea de Brasília. De lá, se dirigiram para o Palácio da Alvorada, onde foi organizado um jantar em sua homenagem.
Pela manhã de hoje, os dois líderes assistirão a um desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência e terão uma reunião de trabalho em seguida, na qual diferentes assuntos da agenda bilateral e internacional serão abordados. Depois, representantes dos dois governos assinarão uma série de acordos nas áreas de defesa, cooperação policial, imigração, transportes, agricultura, tecnologia, entre outras


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