7 de setembro de 2009

REUNIÃO DE PRESIDENTES DE BANCOS CENTRAIS DEINEM REGRAS PARA BANCOS

BCs definem regras rígidas para enquadrar bancos
Medidas prevêem maiores reservas financeiras contra crises, redução de riscos e limites ao pagamento de executivos
Após um ano de crise, autoridades financeiras acertam normas globaisUm ano depois do agravamento da crise internacional, os presidentes dos 25 maiores bancos centrais do mundo fecharam um acordo prevendo regras mais rígidas para a atuação de instituições financeiras.
As novas regras foram anunciadas um dia depois do encontro das autoridades monetárias do G-20 - grupo dos 20 principais países emergentes e desenvolvidos -, em Londres. No encontro de Londres, as autoridades já haviam anunciado a disposição de aumentar as exigências de capital para os bancos fazerem negócios e se fortalecerem para evitar novas crises financeiras.

Ficou definido que bancos terão de cumprir exigências mais severas para fazer capitalização, além de reduzir o pagamento de bônus para executivos e passar por testes anuais de liquidez. Os detalhes do acordo serão negociados até o fim do ano, mas é certo que os bancos passarão a operar dentro de limites bem mais rígidos que os atuais. “O acordo é essencial pois estabelece um novo padrão para a regulação dos bancos e supervisão em um nível global", disse o presidente do BC Europeu, Jean Claude Trichet.
O presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que participou das reuniões. A decisão foi tomada pelo Conselho de Estabilidade Financeira, entidade criada pelo G-20 para reformar o sistema financeiro internacional. Brasil, México e Argentina participaram das negociações. Para Meirelles, os bancos brasileiros não terão dificuldades em se adequar às regras.REFORMA GLOBALDepois de meses de negociações, o entendimento foi comemorado pelos governos. No fundo, o que se visa é que, em caso de crises, os bancos tenham como limitar os prejuízos e que os governos não tenham de sair em socorro das instituições.O documento aprovado reforça e aprofunda os termos do segundo acordo da Basileia, finalizado em julho, para regulação de bancos que já previa fortalecimento do capital das instituições financeiras.Os detalhes do acordo agora serão alvo de uma verdadeira batalha entre os países até o fim do ano. Mas as novas regras vêm no momento que as autoridades monetárias constatam que já injetaram mais de US$ 10 trilhões para salvar o sistema financeiro e estimular as economias.
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