A ONU é a entidade instituída para reunir todos os países que tem entre seus objetivos a criação de uma nova ordem mundial e "poupar as futuras gerações do flagelo da guerra, que por duas vezes durante a nossa época causou um sofrimento indescritível à humanidade". Entre suas funções conta a luta contra o uso da força através de intervenções militares. O combate ao terrorismo e a erradicação da pobreza.
Desde que foi fundada, há cerca de 60 anos, a ONU não conseguiu vencer o desafio de cumprir o papel que lhe foi atribuído. Diante do fracasso e fragilidade da instituição e ameaças crescentes de terrorismo e proliferação nuclear, muitos se perguntam se não haveriam mais chances de incrementar a estabilidade por meio de uma coalizão com países amigos que pensem de forma semelhante. Assim, eles ficariam isentos dos compromissos dos quais são parte e do trabalho no âmbito da ONU e a salvo das limitações da organização.
São questões preocupantes para a ONU que recebe criticas de todos os lados. Senadores e congressistas norte-americanos lançaram um ataque em larga escala à ONU. Opositores da guerra do Iraque estão desapontados com o fato de a ONU ser um clube dominado por nações ricas que têm preocupações limitadas com os seus problemas. Ativistas dos direitos humanos estão horrorizados com a incapacidade da ONU de conter a matança generalizada em vários países.
A verdade é que a ONU é uma organização que não conseguiu alcançar seu modelo final, por culpa das mudanças das condições mundiais, Isso tudo é agravado pela má administração, eis que a ONU é uma corporação de servidores públicos internacionais dominada pela burocracia sujeita à esclerose e ao mau gerenciamento como outra qualquer.
A ONU sofre também os reflexos negativos decorrentes de atitudes insensatas, extravagantes e irresponsáveis de seus dirigentes. Kofi Annan, o ex-secretário-geral da organização foi acusado de corrupção. Agora, o presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D’Escoto, crítico agudo dos Estados Unidos, usa a tribuna da organização para dar formular suas posições políticas e favorecer seus aliados.
Ao contrário do Conselho de Segurança, cujas votações podem estabelecer direito internacional, as resoluções da Assembléia Geral não têm força legal. Mas a Assembléia controla o orçamento da ONU e decide o montante das contribuições de cada país. Também é um fórum único para que virtualmente todo o mundo participe dos debates. A presidência da Assembléia de 192 países segue um rodízio por regiões e dura um ano
Miguel D’Escoto disse em Havana que o ex-ditador Fidel Castro é o "melhor discípulo de Jesus". "Tive o privilégio de estar perto dele, de observá-lo, de ouvi-lo, de vê-lo, e é um homem apaixonado pela justiça, pela fraternidade, pela solidariedade".
d'Escoto apoiou o discurso chavista "é impossível não ver a mão do império (em referência ao Estados Unidos) nos eventos em Honduras", porque os militares que depuseram o Manuel Zelaya "não seriam capazes de atuar sem apoio externo".
d"Escoto criticou também o acordo da Colômbia com os EUA para combater os terroristas das Farc. Não se deve esperar menos que isso dele em relação a terroristas. Pois na Nicarágua, seu país, é da turma dos Sandinistas
D’Escoto é padre, tem 75 anos, é partidário do líder sandinista Daniel Ortega, que foi aliado de Fidel Castro e da União Soviética, e que ganhou novamente a presidência da Nicarágua em 2006. O sacerdote foi chanceler do governo sandinista da Nicarágua na década de 1980. D"Escoto foi suspenso pelo Vaticano e criticado pelo papa João Paulo 2º por não denunciar os atos de violência da guerrilha sandinista.
Felizmente, o mandato de D’Escoto termina no próximo dia 16, de todos sabem que sua viagem a Cuba foi programada para jogar na mídia internacional os seus pronunciamentos em favor da ditadura cubana e do governo venezuelano.
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