Páginas

12 de junho de 2010

PREFEITOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO VÃO ENTRAR COM MANDADO DE SEGURANÇA NO STF CONTRA EMENDA DOS ROYALTIES



Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Dez municípios fluminenses filiados à Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) querem que o governo do estado do Rio de Janeiro entre com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a emenda aprovada, ontem (10), pelo Senado que alterou os critérios de pagamento dos royalties do petróleo.

A presidente da Ompetro, Rosinha Garotinho, prefeita de Campos, disse que a entidade vai entrar com um segundo mandado de segurança no Supremo, na próxima semana, contra a redistribuição dos royalties. Como as prefeituras e a Ompetro não podem entrar diretamente com uma ação dessa natureza, querem que seja proposta pelo governador do estado, Sérgio Cabral Filho, e pela mesa da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

“Ainda que o presidente [Lula] vete, ainda que tenha um histórico de dez anos que o Congresso [Nacional] não derruba veto do presidente, nós entendemos que a situação dos royalties é diferente, porque os parlamentares estão fazendo dos royalties uma bandeira politiqueira para as eleições”, afirmou Rosinha.

Os prefeitos das cidades produtoras de petróleo do Rio de Janeiro prometem ir a Brasília para defender a posição contrária à emenda aprovada pelo Senado. Segundo eles, os municípios podem perder mais de 90% da arrecadação, se a emenda virar lei. No caso de Campos, a perda estimada é de 70%. “Para o estado e os municípios, é uma perda de R$ 10 bilhões por ano”, disse a presidente da Ompetro.

O prefeito de Búzios, Mirinho Braga, avaliou que a Adin será importante na luta dos municípios contra a emenda aprovada pelo Senado. “Porque entendemos que já se esgotaram os meios políticos. Nós temos que resolver isso por intermédio do Poder Judiciário. Só no Supremo a gente pode resolver essa questão, porque não podemos contar mais nem com o Senado, nem com o Congresso Nacional”, disse Braga.

De acordo com o prefeito, se a distribuição dos royalties virar lei da forma como foi aprovada, Búzios perderá 98% da receita da compensação financeira paga pelas empresas ao município. Pelos cálculos de Braga, significaria passar de uma arrecadação de R$ 40 milhões para R$ 500 mil.



Nenhum comentário:

Postar um comentário