A cúpula do Conselho já decidiu a saída de Moraes pela graças a uma brecha nas normas internas que permite ao presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), substituí-lo por entender que ele está impedido de realizar as funções por ter antecipado que pretende arquivar a denúncia. “Vão me substituir porque a imprensa queria uma versão e eu dei outra? Não vou aceitar. Querem fazer um grande acordão. A imprensa vai permitir isso? É uma vergonha”, queixou-se Sérgio Moraes.
Essa articulação de integrantes do conselho favoráveis à saída do relator pode dar brechas a Moreira para questionar a substituição do relator em outras instâncias da Câmara alegando perseguição. Isso poderia ensejar até a anulação do processo disciplinar. A assessoria técnica do Conselho, no entanto, afirma que a solução encontrada é inquestionável. Moraes declarou que “está pouco se lixando para a opinião pública”, após dizer que não havia encontrado indícios que demonstrassem irregularidade cometida por Moreira e desmontar a peça de acusação formulada pela corregedoria da Câmara. Imprensa A situação do deputado ficou bastante frágil após ele dizer: “Estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, batem e a gente continua se reelegendo”. Ele também atacou jornalistas: “Não me venham dar moral, se nós formos medir a moral da imprensa com os deputados é que nós falamos e não somos escutados. E podem colocar que (sic) eu não tenho medo, não”. A briga do relator começou quando tentou desmontar a peça de acusação produzida pela corregedoria. Ele chegou a classificar o trabalho como imaginativo. “A acusação imaginou que pode não ter sido prestado o serviço, eu posso imaginar que foi prestado”, afirmou Sérgio Moraes. Ex-presidente do Conselho de Ética, o petebista do Rio Grande do Sul causou bastante polêmica no ano passado, quando defendeu a extinção do colegiado por entender que deputados não são capacitados a julgar processos contra seus pares. O trabalho da corregedoria contra Edmar gira em torno da falta de comprovação de serviços prestados. Moreira injetou dinheiro nas próprias empresas de segurança privada e disse que precisava de escolta policial. Mas a suspeita é que os serviços não foram prestados porque as notas fiscais apresentadas eram seqüenciais


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